13.3.17

Da Anvisa: uso da fosfoetanolamina como suplemento alimentar

Nota sobre fosfoetanolamina como “suplemento alimentar”

A respeito das notícias veiculadas recentemente, pela imprensa e redes sociais, de que a fosfoetanolamina será comercializada como suplemento alimentar, a Anvisa esclarece que:

Fosfoetanolamina suplemento alimentar Anvisa

  1. Jamais foi protocolado, junto à Anvisa, qualquer pedido de registro da fosfoetanolamina, seja na forma de suplemento, seja na forma de medicamento. A fosfoetanolamina não é uma substância proibida, mas, para ser comercializada, de acordo com a legislação brasileira, e em conformidade com as regras praticadas em todos os países desenvolvidos do mundo, precisa estar registrada na Anvisa.
  2. Para que “suplementos” à base de fosfoetanolamina possam ser comercializados no Brasil, é necessário que esses produtos não façam alegações de que possuem indicações terapêuticas ou medicamentosas, conforme estabelece o art. 56 do Decreto-Lei 986/69. Essa medida é importante para evitar que o consumidor seja enganado por produtos que prometam a cura de doenças sem que tenham apresentado qualquer prova científica nesse sentido.
  3. Caso houvesse intenção de uso de alegação de propriedade funcional, isto é, de função relacionada ao papel metabólico ou fisiológico no crescimento, desenvolvimento, manutenção e outras funções do organismo, a substância poderia ser avaliada na categoria de “Alimentos com Alegações de Propriedade Funcional”, que também possui obrigatoriedade de registro. Nesse caso, além da comprovação da segurança, haveria a necessidade de comprovar a eficácia da alegação proposta.
  4. Tais regras se aplicam aos suplementos e alimentos comercializados no Brasil, sejam eles fabricados no país ou importados. Isto é: para serem comercializados no país, é necessário registro em uma das categorias, conforme finalidade de uso indicada pelo interessado na petição.
  5. Um suplemento alimentar não pode ter, entre suas alegações, funções terapêuticas. Ou seja, seu fabricante não pode alegar que cura uma determinada doença no seu rótulo, na sua caixa ou na sua propaganda. Isso é vedado pela legislação sanitária. Essa regra praticada no Brasil é semelhante ao que é praticado nos Estados Unidos. Lá, também, um suplemento alimentar não pode trazer no seu rótulo nenhuma afirmação de que pode ser utilizado para tratamento de doenças.
  6. Propagandas nas redes sociais que induzam o consumidor a crer que a fosfoetanolamina, como suplemento alimentar, combata o câncer - ou qualquer outra doença - e atribuam propriedades funcionais e/ou de saúde também são irregulares.
  7. Por conta disso, a Anvisa determinou, como medida acauteladora, a suspensão de todas as propagandas e publicidades que atribuam propriedades terapêuticas, de saúde ou funcionais ao produto “Phospho 2-AEP imune system”, marca New Life, que estão abrigadas no endereço eletrônico https://www.facebook.com/search/top/?q=new%20life%20brasil%20consultore.
  8. Também estão suspensas, por decisão da Anvisa e como medida acauteladora, pelos mesmos motivos, as propagandas e publicidades do produto “Fosfoetanolamina Phospho Ethanolamine”, marca Quality Medical Line, do Laboratório Frederico Diaz, especificamente as que estão no endereço eletrônico https://www.facebook.com/qualitymedicalline/?fref=ts#!/qualitymedicalline/. Ambos os produtos são oferecidos ao consumidor, nesta rede social, como suplementos alimentares.
  9. Vale salientar que o consumidor brasileiro pode comprar, via internet ou mesmo em viagens ao exterior, uma substância que não tenha registro no Brasil, desde que seja comprovada a aquisição do produto para uso individual. Se for medicamento, terá que ter uma prescrição médica.
  10. No caso de suplemento alimentar, a compra deve ser em quantidade compatível com o uso individual. Para estes casos de importação para consumo próprio, não é necessária, pelas regras atuais, autorização prévia da Anvisa. Porém, é expressamente proibida a comercialização, no país, de produtos que não tenham registro junto à Anvisa.
  11. A Anvisa está de portas abertas a inovações e novos produtos. Mas o papel da Agência é proteger a saúde da população. Se há interesse na comercialização da fosfoetanolamina no Brasil, o caminho correto é que seus produtores apresentem o pedido de registro, com os devidos testes de qualidade, segurança e eficácia realizados, para ser analisado.
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4.2.17

Embalagem de fast-food faz mal à saúde

Embalagens de fast-food prejudicam a saúde, diz pesquisa

Um novo estudo mostrou que produtos químicos usados na fabricação da embalagem entram em contato com o alimento e podem causar diabetes e câncer.

Você não dispensa um fast-food, apesar de saber que esse tipo de alimento faz mal? Pois saiba que tal hábito pode fazer ainda mais mal.

Embalagem de fast-food cancer e diabetes
Embalagem de fast-food faz mal à saúde / câncer e diabetes estão entre as doenças

Um novo estudo publicado recentemente na revista científica Environmental Science & Technology Letters mostra que produtos químicos utilizados na produção das embalagens em que os alimentos são armazenados após prontos podem causar doenças como diabetes e câncer.

“Essas substâncias químicas têm sido associadas a inúmeros problemas de saúde, por isso é preocupante que as pessoas estejam potencialmente expostas a elas em alimentos”, disse Laurel Schnaider, principal autora do estudo.

A pesquisa, realizada pelo Instituto Silent Spring, nos Estados Unidos, analisou mais de 400 embalagens de papel e cartolina de 27 cadeias americanas de fast-food.

Os resultados apontaram que as embalagens à prova de gordura nas quais esses alimentos são guardados depois de prontos contêm substâncias químicas fluoradas que entram em contato com o alimento e, após ingeridos, podem modificar o DNA e os processos de replicação celular.

Isso significa um potencial risco para o desenvolvimento de problemas de saúde como:
  • puberdade precoce, 
  • distúrbios de fertilidade, 
  • distúrbios de desenvolvimento em crianças, 
  • doenças da tireoide
  • obesidade
  • câncer e 
  • diabetes.

Segundo os autores, as crianças são as que correm mais risco pela ingestão destas substâncias, pois seus corpos ainda em desenvolvimento estão mais vulneráveis a químicos tóxicos.

Compostos fluoretados fazem mal à saúde e ao meio ambiente


Embalagem de fast-food faz mal à saúde
porcentagem de compostos fluoretados em embalagens de fast-foods

Os cientistas identificaram aproximadamente 20 tóxicos altamente fluorados. Quase metade das embalagens de papelão e 20% dos papéis analisados continham flúor.

Além de causar riscos diretos à saúde, os pesquisadores alertam que, quando os compostos fluoretados são descartados em aterros sanitários, eles podem migrar para águas subterrâneas, com potencial impacto potencial no abastecimento de água potável.

O que diz a Portaria nº 912/MS/SVS de 13/111998 sobre os compostos fluoretados em embalagens de alimentos


(...)
ANEXO VIII

REGULAMENTO TÉCNICO PARA EMBALAGENS E EQUIPAMENTOS DE POLIETILENO FLUORETADO EM CONTATO COM ALIMENTOS

1. Alcance
O presente Regulamento aplica-se a embalagens e equipamentos de polietileno fluoretado destinados a entrar em contato com alimentos ou matérias primas para alimentos e para embalagens compostas por vários tipos de materiais, sempre que a camada em contato com o alimento seja de polietileno fluoretado.

2. Definição
Embalagens e equipamentos de polietileno fluoretado - aquelas fabricadas a partir de artigos de polietileno ou seus copolímeros autorizados, modificados na sua superfície através de um tratamento com gás flúor em combinação com gás nitrogênio como diluente inerte. Esta modificação afeta somente a superfície do polímero, deixando seu interior sem alterações.

3. As embalagens e equipamentos de polietileno fluoretado a que se refere este Regulamento devem ser fabricados seguindo as Boas Práticas de Fabricação, compatíveis com sua utilização para contato direto com alimentos.

4. Para a fabricação dos artigos que serão submetidos ao tratamento com flúor somente podem ser utilizados:
4.1. Os polímeros ou copolímeros listados abaixo:
(...)

(I) não pode ser utilizado para cocção.
(II) para alimentos graxos, não pode ser utilizado em temperaturas superiores a 65º C.
(III) não pode ser utilizado em temperaturas superiores a 65º C.
4.2. As substâncias ou grupos de substâncias incluídas nas listas positivas de aditivos para materiais plásticos (Anexo III), devem cumprir as restrições fixadas para cada caso.

5. As embalagens e equipamentos de polietileno fluoretado em contato com alimentos devem cumprir com os regulamentos estabelecidos nos Anexos: II, III e V; além disso, não devem ceder para os alimentos acima de 5 mg/kg do íon fluoreto, e, neste caso, é estabelecido um LME = 5mg/kg de íon fluoreto.



A migração específica de íon fluoreto será avaliada através de metodologia analítica descrita em Regulamento Técnico específico.

6. O processo de fabricação e as embalagens e equipamentos de polietileno fluoretado destinados a entrar em contato com alimentos devem ser autorizados/aprovados previamente pela autoridade sanitária competente.

7. as embalagens e equipamentos de polietileno fluoretado destinados a entrar em contato com alimentos devem ser autorizados/aprovados pela autoridade sanitária competente.

8. Todas as modificações de composição das embalagens e equipamentos de polietileno fluoretado destinados a entrar em contato com alimentos devem ser submetidos à autoridade sanitária competente para sua autorização/aprovação.

Fontes:  Environmental Science & Technology Letters | Veja | Anvisa

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27.1.17

Depressão e ansiedade aumentam risco de câncer


Pessoas que sofrem de depressão ou ansiedade correm maior risco de morrer de alguns tipos de câncer. Segundo com um estudo publicado nesta quinta-feira na revista científica British Medical Journal (BMJ), pacientes que declararam sofrer problemas psicológicos [saúde mental] eram mais propensos a morrer de câncer de intestino, próstata e pâncreas.

Como foi o estudo que relacionou depressão, ansiedade e câncer?


Para chegar a essa conclusão, pesquisadores da Universidade College London, na Inglaterra, Universidade de Edimburgo, na Escócia e Universidade de Sydney, na Austrália, analisaram dezesseis estudos que realizavam um acompanhamento de uma determinada população por uma dezena de anos, totalizando 163 363 adultos na Inglaterra e em Gales.

Depressão e ansiedade aumentam risco de câncer
Depressão e ansiedade aumentam risco de câncer

O fator desequilíbrio hormonal


A equipe, dirigida por David Batty, epidemiologista da University College de Londres, focou seu estudo nos casos de câncer que dependem dos hormônios ou que estão relacionados ao estilo de vida do paciente.

Vários estudos anteriores sugerem que o desequilíbrio hormonal que gera a depressão conduz a uma produção mais elevada de cortisol e inibe os mecanismos naturais de reparação do DNA, o que enfraquece as defesas diante do câncer. Também há dados de que entre as pessoas depressivas é mais comum o tabagismo, o consumo de álcool e a obesidade, três fatores de risco para o câncer.

Aumento expressivo do risco de morrer


Os resultados do novo estudo mostraram que as pessoas que sofriam sintomas de depressão e ansiedade corriam um risco 80% maior de morrer de câncer de intestino, e eram duas vezes mais propensas a falecer de um câncer de próstata, pâncreas ou esôfago. Os resultados permaneceram os mesmos após serem considerados outros fatores como o estilo de vida, sexo, idade, peso e situação socioeconômica.

Embora os autores ressaltem que o estudo foi apenas observacional e, portanto, não prova um vínculo de causa e efeito entre o estado psíquico de uma pessoa e o câncer, eles afirmam que os resultados se somam a vários indícios que apontam a existência de interações entre a saúde física e mental.

Outras pesquisas apontam ainda para a existência de uma relação entre os sintomas da depressão e os transtornos de ansiedade e a incidência de doenças cardiovasculares.

Os especialistas indicaram que também não é possível excluir uma causalidade inversa, ou seja, que a depressão seja provocada pelos sintomas de um câncer que ainda não foi diagnosticado.

Fontes: ABRAN e Veja  (Com AFP)
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10.1.17

Biópsia líquida: biópsia no sangue já é realidade para alguns tipos de sangue

Começa a chegar ao Brasil um tipo de exame que promete melhorar o tratamento do câncer. E a novidade não poderia ser melhor, pois o exame causa menos sofrimento já que a biópsia líquida* é simples e indolor.

O tratamento não recebeu o nome "biópsia líquida" por acaso. A razão é que basta uma coleta de sangue tradicional (como fazemos quando tiramos sangue para outros tantos exames) para diagnosticar alguns tipos de sangue.

O que é biópsia líquida?


Biópsia líquida: biópsia do sangue para alguns tipos de sangueTrata-se de uma análise molecular sofisticada do câncer. a biopsia liquida é capaz de identificar fragmentos de DNA(foto) de tumores presentes na corrente sanguínea e indicar sua presença antes mesmo destas partes de DNA ficarem visíveis nas biópsias convencionais, numa fase em que podem ser bloqueados.

A ideia não é nova -- já escrevi sobre as pesquisas sobre a biópsia líquida -- ; já vem sendo testada há alguns anos por vários laboratórios no mundo todo.

A biópsia líquida livra pacientes de procedimentos mais caros e invasivos -- as biópsias tradicionais --, que demandam internação, participação de vários profissionais e têm riscos.

Porém, a biópsia líquida indica terapias mais caras, inacessíveis para a grande maioria das pessoas com câncer.

O exame mostra ao médico que medicamento pode combater determinada mutação genética ligada ao câncer do paciente. São remédios chamados de terapias-alvo. Eles têm menos efeitos colaterais por serem específicas.

Quais as vantagens da biópsia líquida?


Este novo tipo de biópsia permite o acompanhamento do tratamento contra o câncer escolhido pelo oncologista e também o monitoramento de metástases ou a reincidência de tumores.



Segundo a médica patologista e diretora da Sociedade Brasileira de Patologia (SBP), Gerusa Biagione, a técnica é capaz de detectar no estágio inicial até os menores tumores malignos (câncer), a técnica permite a investigação de tumores ao rastrear geneticamente a doença devido à presença de fragmentos de DNA “soltos” na corrente sanguínea.

Não precisaremos fazer biópsia tradicional?


Não é bem assim, a *biópsia líquida não veio para substituir -- pelo menos por enquanto -- a biópsia tradicional para diagnosticar inicialmente o câncer, explica o geneticista Mariano Zalis, diretor técnico da Progenética e pioneiro na técnica no Brasil. Sua aplicação hoje é no acompanhamento do tratamento e no controle do tumor.

No entanto, nas palavras do oncologista clínico Carlos Gil, a biópsia líquida é potencialmente uma revolução tecnológica, com desdobramentos da terapia quase inexplorados.

A grande questão é que, ao revelar mutações, leva o médico à indicação de drogas específicas, muitas ainda experimentais. Esses remédios são impossíveis de pagar — comenta Gil, coordenador do grupo Neotórax e diretor institucional da Oncologia D’Or. — O Brasil, como os outros países, terá que entrar na discussão. Buscar saídas. Ou teremos um sistema de castas na saúde, em que o câncer será tratável somente para os ricos. Só quem tiver muito dinheiro viverá mais e melhor. Condição financeira não pode ser critério de sobrevida. É um cenário assustador que precisa ser debatido agora.

Quais tipos de câncer são diagnosticados e/ou controlados pela biópsia líquida?


Por enquanto, a biópsia do sangue poderá diagnosticar/controlar os seguintes tipos de sangue:


Fontes: Somatic genomic landscape of over 15,000 patients with advanced-stage cancer from clinical next-generation sequencing analysis of circulating tumor DNA (http://meetinglibrary.asco.org). / Fundação do câncer [Diagnóstico preciso para tratamento caro: biópsia líquida chega ao país] / LabNetwork [Biópsia líquida, a nova arma na luta contra o câncer].
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20.12.16

Da Anvisa - "medicamento novo": agência registra fármacos para câncer e obesidade

Anvisa registra novos medicamentos. Ambos são da categoria “medicamento novo”. Um dos produtos registrados trata câncer de pulmão de não pequenas células e o outro é adjuvante na abordagem da obesidade.

Novo medicamento para câncer de pulmão


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do medicamento novo Tagrisso® (orsimertinibe), na forma farmacêutica comprimido revestido. O novo medicamento  é indicado para o tratamento de pacientes com câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC) localmente avançado ou metastático, positivo para mutação EGFR T790M, que progrediram quando em uso de, ou após a terapia com inibidores da tirosina quinase para o receptor do fator de crescimento epidérmico (EGFR TKI).

O câncer de pulmão é uma doença agressiva, heterogênea e de risco à vida. Tem sido um dos cânceres mais comuns no mundo por várias décadas. O medicamento aprovado será fabricado pela empresa AstraZeneca AB, na Suécia, e a detentora do registro do medicamento no Brasil é a empresa AstraZeneca do Brasil Ltda, localizada em São Paulo (SP).


Novo medicamento para sobrepeso


A Anvisa aprovou também o registro do Belviq® (cloridrato de lorcasserina hemihidratado), medicamento novo, na forma farmacêutica comprimido revestido.

O Belviq® (cloridrato de lorcasserina hemihidratado) é indicado como adjuvante à dieta de redução de calorias e atividade física aumentada para o controle de peso crônico em pacientes adultos com índice de massa corporal (IMC) inicial de 30 kg/m² ou maior (obeso); ou pacientes com sobrepeso com IMC maior ou igual a 27 kg/m², na presença de pelo menos uma comorbidade relacionada ao peso, como hipertensão, dislipidemia, doença cardiovascular, diabetes tipo 2 controlado com agentes hipoglicemiantes orais, ou apneia do sono.


A obesidade é uma das doenças crônicas com maior prevalência mundial, é considerada uma desordem com múltiplas causas, e está associada a várias doenças, sendo importante fator de risco para o desenvolvimento de diabetes mellitus (DM).

O medicamento novo Belviq® (cloridrato de lorcasserina hemihidratado) será fabricado por Arena Pharmaceuticals – Suíça, e a detentora do registro do medicamento no Brasil é a empresa Eisai Laboratórios Ltda., localizada em São Paulo (SP).

O que é um medicamento novo?


O termo “medicamento novo” aplica-se a produtos inovadores, com princípios ativos sintéticos e semissintéticos, associados ou não. Quando se utiliza o termo “medicamento novo” sem outro complemento não se trata de produtos biológicos, fitoterápicos, homeopáticos, medicamentos ditos “específicos”, medicamentos isentos de registro ou cópias (genéricos e similares).


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29.11.16

Células-tronco de tumores no combate ao câncer


Células-tronco de tumores podem ajudar no combate ao câncer

Redação: CFF

Estudos indicam que tumores sólidos e cânceres hematológicos (como leucemia, mieloma e linfoma) têm, entre suas células, um tipo conhecido como células-tronco tumorais. Essas teriam características semelhantes às das células-tronco normais, especialmente a capacidade de originar qualquer um dos tipos de células encontradas nas diferentes formas de câncer.

Células-tronco de tumores no combate ao câncer
Células-tronco de tumores no combate ao câncer

Células-tronco tumorais (ou cancerígenas) são células que podem se dividir e originar várias células que constituem tumores. Por conta disso, representam um importante alvo de pesquisas em diversos países. Entretanto, há cientistas que discordam de sua existência e da ideia de que células-tronco normais possam originar células-tronco tumorais. Outros, mais cautelosos, preferem dizer que tais células são ainda uma hipótese.

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As células cancerígenas não são sempre iguais. Em um tumor maligno pode haver uma variedade de tipos de células e a ideia das células-tronco tumorais é que, entre as células do câncer, algumas atuem como células-tronco que se reproduzem e sustentam o câncer, de forma semelhante à que células-tronco normais se derivam em órgãos e tecidos.

Um grupo de pesquisadores da Universidad de la República (UDELAR), no Uruguai, não tem dúvidas da existência e destaca a importância de se realizar estudos com essas células.

“As células-tronco tumorais têm grande interesse clínico por estarem envolvidas na metástase e na resistência às drogas, prejudicando tratamentos como a quimioterapia”, disse Maria Ana Duhagon, professora no Laboratório de Interações Moleculares da Faculdade de Medicina da UDELAR.

Diversas terapias contra o câncer têm como base a capacidade de reduzir o tamanho de tumores, mas se elas não destroem as células-tronco tumorais, o tumor poderá crescer novamente.

Na FAPESP Week Montevideo, realizada nos dias 17 e 18 de novembro no Uruguai, Duhagon falou sobre pesquisas que seu grupo realiza com microRNAs envolvidos na diferenciação de células-tronco em câncer de próstata, a segunda causa mais frequente de morte entre homens em países como o Uruguai e Brasil.

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MicroRNAs são reguladores fundamentais da expressão gênica em plantas e animais. São ácidos ribonucleicos (RNA) não codificantes, ou seja, moléculas transcritas a partir do genoma e não traduzidas em polipeptídeos. Geralmente permanecem no núcleo da célula, atuando na regulação da expressão gênica.

“Temos desenvolvido um método para isolamento, manutenção e diferenciação de células-tronco tumorais que permite realizar análises de sensibilidade a fármacos convencionais e naturais e a identificar vias moduladoras da diferenciação. O método também tem possibilitado determinar a capacidade de metástase e caracterizar microRNAs modulados durante a diferenciação”, disse.

Segundo Duhagon, sabe-se que os microRNAs se encontram extensivamente desregulados em cânceres, o que permite o uso desses ácidos para identificar ou acompanhar o desenvolvimento da doença.

“Os microRNAs participam da manutenção do estado de diferenciação das células tumorais, sendo esta a linha de pesquisa fundamental de nosso grupo”, disse.

A pesquisadora e seu grupo identificaram microRNAs com potencial para o desenvolvimento de terapias contra o câncer de próstata. Duhagon contou que a detecção de possíveis locais de interação de um deles (hsa-miR-886-3p) com o RNA mensageiro na porção não traduzida do RNA chamada de 3’ UTRs (do inglês three prime untranslated region) permitiu a seleção de diversos genes candidatos à inibição de tumores.

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“Os RNA mensageiros desses genes diminuíram com a transferência temporária de hsa-miR-886-3p, inibindo a proliferação”, disse.

“O hsa-miR-886-3p provém de um precursor de RNA não convencional chamado vtRNA2-1, localizado em um local de relevância emergente, mas de pouca compreensão. A expressão do hsa-miR-886-3p e do vtRNA2-1, que verificamos em amostras obtidas no Uruguai e no CancerGenomeAtlas, é regulada fortemente pela metilação processo envolvido na regulação de expressão gênica de seu promotor, o que o torna um possível gene supressor de tumor em câncer de próstata”, disse.

Análises feitas pelos pesquisadores da UDELAR permitiram identificar o papel de supressor de tumor na etapa G2/M, afetando a proliferação tanto em testes in vitro como em modelos animais – G2/M, ou checagem da entrada em mitose, é uma etapa importante no ciclo celular que verifica se não há danos no DNA.

“Por meio do uso de microarrays de expressão gênica, identificamos 278 transcrições reguladas diferentemente pelo vtRNA2-1, que representam processos celulares como migração, adesão e ciclo celular”, disse. Microarray (“microarranjo”) é uma ferramenta empregada para analisar a expressão de centenas ou milhares de genes em uma amostra.

Fonte: Conselho Federal de Farmácia (CFF)
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22.11.16

Teste do Olhinho e a cura do câncer de retina em bebês

"Teste do Olhinho" possibilita chance de cura de mais de 90% dos casos de câncer de retina em bebês

O retinoblastoma -- um tipo de câncer nos olhos -- se desenvolve na retina das crianças geralmente até os três anos e será um dos temas discutidos no Congresso Brasileiro de Oncologia Pediátrica. O “Teste do Olhinho” ou “Teste do Reflexo Vermelho” o câncer das células da retina, que acomete bebês, na maioria dos casos.

Teste do Olhinho e a cura do câncer de retina em bebês
Teste do Olhinho e a cura do câncer de retina em bebês

Como é feito o teste do olhinho?


Uma fonte de luz sai do oftalmoscópio, onde é observado o reflexo que vem das pupilas. Quando a retina é atingida por essa luz, os olhos saudáveis refletem tons de vermelho, laranja ou amarelo. Já quando há alguma alteração, não é possível observar o reflexo, ou sua qualidade é ruim, esbranquiçada.

A Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE) alerta que é essencial que o exame tenha uma lei federal, já que as chances de cura chegam a mais de 90% se esse tipo de câncer for diagnosticado precocemente.

Desde 2010 o exame é obrigatório aos planos de saúde e o Sistema Único de Saúde (SUS) garante a realização dos testes em todos os municípios participantes da Rede Cegonha, porém, menos de 50% dos municípios estão no programa.

“O tratamento deve ser realizado em centros de referência, por equipe multidisciplinar especializada e bem treinada. As modalidades terapêuticas são várias, como laserterapia, crioterapia, quimioterapia sistêmica, intra-vítrea ou intra-arterial, radioterapia e cirurgia. Com a utilização de todo este suporte de tratamento podemos cada vez mais curar estes pacientes com preservação da visão, evitando a cirurgia de retirada do olho”.

O que é leucocoria?


Trata-se do reflexo branco na pupila ou reflexo do olho de gato. É o sinal mais significativo do retinoblastoma, o câncer das células da retina.

Quais os sintomas do retinoblastoma (câncer de retina)?


A leucocoria (reflexo branco na pupila ou reflexo do olho de gato) é o sinal mais frequente em pacientes com retinoblastoma, ocorrendo em até 50% dos casos. Outros sintomas que podem ser característicos da doença são baixa visão, estrabismo, fotofobia (sensibilidade exagerada à luz) e deformação do globo ocular. O diagnóstico precoce tanto melhora a sobrevida dos pacientes quanto diminui a morbidade, que seria a retirada do olho e perda da visão.

É bom ficar claro que nem toda mancha branca no olho ou estrabismo é câncer, mas se for notada qualquer alteração é necessário levar a criança ao oftalmologista.

Sobre o retinoblastoma


• É responsável por cerca de 2% a 4% dos tumores infantis;
• De acordo com dados de 2010 do Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Brasil, a incidência varia entre 21 e 27 casos por milhão de pessoas;
• 90% dos casos são diagnosticados do nascimento até os cinco anos de idade;
• Os pais que tiverem um filho com retinoblastoma necessitam fazer aconselhamento genético porque as chances de eles terem uma segunda criança que seja portadora da doença é alta, entre 45 e 50%;
• Bastante agressivo, pode afetar o nervo óptico, alcançar o sistema nervoso central e levar o paciente à morte, quando diagnosticado tardiamente.

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7.11.16

Dor Oncológica atinge 90% dos pacientes com câncer

Especialistas promovem Simpósio de Dor Oncológica. Evento é uma iniciativa da Grünenthal e do Hospital de Câncer de Barretos.

Apesar de ser considerado o quinto sinal vital, a dor ainda é subdiagnosticada e subtratada. Segundo Raquel Macedo, diretora da área Médica e Compliance da Grünenthal no Brasil, a OMS afirmou que mais de 11 milhões de pessoas são diagnosticadas com câncer a cada ano.

Em 2020, estima-se que sejam 16 milhões de novos casos, sendo que 60% devem ocorrer em países menos desenvolvidos, como o Brasil. Em alguns tipos de câncer, como o de cabeça e de pescoço, a dor é muito presente. Por isso, nós precisamos chamar atenção para o tema.

Já a médica Ângela Maria Sousa ressalta que a dor ocorre em todas as fases do câncer.

“A dor pode ser o único sintoma da enfermidade, ela atinge cerca de 90% dos pacientes. Outro dado muito importante e que chama atenção é o fato de que cerca de um terço das pessoas curadas do câncer apresentam dor crônica”, explica a especialista.

A Grünenthal, empresa alemã especializada em terapias para dor, e o Hospital de Câncer de Barretos realizaram um Simpósio sobre Dor Oncológica.

O evento, voltado para médicos, enfermeiros e profissionais da área da saúde, abordou o tratamento precoce da dor no paciente com câncer, a prevenção e o manejo da dor aguda pós-operatória e dor neuropática – que afeta o sistema nervoso central.

Programa Change Pain


No simpósio, a Grünenthal também apresentou o Change Pain, um programa de educação continuada focado na área de dor, que visa aumentar o conhecimento sobre as necessidades dos doentes com dor crônica intensa e desenvolver soluções para melhorar o seu manejo.

O conteúdo do programa Change Pain contempla, entre outros temas:
  • a comunicação entre médico e paciente, 
  • o diagnóstico correto da dor, 
  • como evitar que ela se torne crônica, 
  • a avaliação dos mecanismos de dor para facilitar a abordagem terapêutica correta e o uso correto de opioides.

Origem do Programa Change Pain


O Change Pain é um projeto educacional global que nasceu na Europa com o objetivo de ampliar o conhecimento dos profissionais de saúde, aprimorar o manejo da dor (diagnóstico e tratamento) e, com isso, melhorar a qualidade de vida dos pacientes.




Desenvolvido pela Grünenthal, em colaboração com diversos especialistas no manejo da dor, a ferramenta é validada pela Federação Europeia de Associações Internacionais para o estudo da dor (Efic) e recebeu aval, na América Latina, de diversas sociedades médicas, como a Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED).|www.changepain.com.br.

O Simpósio de Dor Oncológica aconteceu no dia 29 de outubro (sábado), no Barretos Country Eventos e Convenções (Via Pedro Vicentini, 111 – Jardim Aeroporto).

Espero que tenha gostado do artigo. Complemente sua leitura com: Biópsia líquida: biópsia no sangue já é realidade para alguns tipos de sangue.

Fonte: A Grünenthal
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13.9.16

Plantas brasileiras poderão combater 10 tipos de câncer

Espécies comuns de plantas brasileiras podem ser fortes aliadas no tratamento de até dez tipos de câncer, foi o que constatou pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP).

Estes vegetais teriam substâncias capazes de inibir a atividade das células cancerígenas, impedindo sua proliferação.


Encontradas em praticamente todos os ecossistemas do país, as seis plantas analisadas pertencem ao mesmo gênero do sangue-de-adave ou sangue-de-dragão, ervas que levam esse nome por produzirem um látex avermelhado (como na imagem abaixo).

De acordo com a pesquisadora Daniela Carvalho Ogasawara, do departamento de Biociências da USP, essas plantas podem impedir a formação de tumores muito comuns nos cânceres de mama e pulmão e na leucemia.


NÃO SE DEVE CONSUMIR FOLHAS

Mas a bióloga alerta: “Essas descobertas não significam que essas plantas devam ser ingeridas pelas pessoas. O uso delas ainda não foi testado oralmente e sua ingestão pode até ser tóxica”.

Comentário Saúde com Ciência: O que foi afirmado pela bióloga é muito importante, pois pretende-se desenvolver um fármaco (medicamento) a partir de tais plantas. Este medicamento pode ser fitoterápico ou não. Se se utilizar das plantas ao natural pode ocorrer algum efeito tóxico.

Como é a ação destas plantas no combate ao câncer?

Os vegetais pesquisados atuam no combate aos radicais livres — moléculas que, em excesso, atacam as células e podem provocar, além de cânceres, doenças cardiovasculares e degenerativas, como Acidente Vascular Cerebral e as síndromes de Parkinson e Alzheimer.

Em parceria com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), os experimentos foram realizados em laboratório e ainda podem levar muito tempo até gerarem novos medicamentos para seres humanos. A pesquisa utilizou o extrato dessas plantas em sua forma bruta, portanto ainda não se sabe exatamente qual a substância ou o conjunto de substâncias responsáveis pelos efeitos encontrados.

Mesmo assim, os resultados registrados foram positivos em culturas de células com cânceres de mama, melanoma, cólon, ovário resistente a múltiplos fármacos, pulmão, próstata, ovário, rim e leucemia e tumor de cérebro.

>> Leia mais sobre plantas contra o câncer.


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18.8.16

Câncer: 15 Sintomas precoces importantes

Alguns sintomas podem indicar a presença de tumores malignos (câncer) e devem ser investigados por um médico. Abaixo, alguns sintomas que podem diagnosticar precocemente um câncer.

15 Sintomas do câncer, precoces e importantes


1: Perda inexplicável de peso

Muitas mulheres gostam de perder peso sem esforço, mas uma perda significativa e inexplicável de peso corporal – cerca de cinco quilos em um mês – sem um aumento das atividades físicas ou uma redução na ingestão de calorias deve ser pesquisada devido aos sintomas evidentes.


A menos que se prove o contrário, uma perda importante e não justificada de peso significa a presença de tumores malignos. É claro que pode tratar-se de uma outra condição como o funcionamento aumentado da glândula tireoide.

Procure um médico, ele deve avaliar a causa da perda de peso.

2: Edema (inchaço)

O edema é tão comum que muitas mulheres simplesmente convivem com ele. No entanto, ele pode mostrar um câncer de ovário. Outros sintomas desta condição incluem dor abdominal ou dor na região pélvica, sensação de plenitude gástrica e problemas urinários, como urgência para urinar.

Se o edema ocorrer na maioria dos dias da semana, por algumas semanas, marque uma consulta médica para que este sintomas seja investigado.

Independente de quaisquer sintomas, sempre faça um acompanhamento anual com o seu ginecologista para evitar problemas de saúde.

3: Alterações nas mamas

A maioria das mulheres conhece bem suas mamas, mesmo que não tenha o hábito de fazer o auto-exame mensal.

Elas sabem quando um caroço aparece, só que este não é o único sinal do câncer de mama. Vermelhidão ou alteração na pele das mamas pode indicar um tipo muito raro mas agressivo do câncer de mama, o carcinoma inflamatório das mamas. Estes sintomas também precisam ser investigados.

Se você tem um machucado nas mamas que não cicatriza por algumas semanas, ele deve ser examinado por um ginecologista.

Em qualquer alteração nas aréolas ou a eliminação de secreções pelo bico do seio, sem que você esteja amamentando, procure um médico. Se as suas aréolas são cronicamente invertidas não há problema, mas se uma ou ambas mudaram de posição e passaram a ficar invertidas, elas também devem ser examinadas. A modificação é o que preocupa.

Às vezes pode ser necessário a realização de um exame físico cuidadoso associado a uma história clínica completa, além de exames complementares como ultrassonografia das mamas, mamografias, ressonância magnética ou biópsias.

4: Sangramentos intermenstruais ou sangramentos não usuais

A maioria das mulheres, antes da menopausa, tende a ignorar os sangramentos intermenstruais. Assim como costumam pensar que sangramentos que vêm do trato gastroinstinal fazem parte da menstruação, especialmente se eles forem regulares, entretanto eles podem ser um sinal do câncer colorretal. Também aquelas mulheres já na menopausa, tendem a achar que os sangramentos depois da menopausa são normais, ignorando que eles possam ser um sinal de câncer de endométrio.

Se uma mulher não costuma apresentar sangramentos intermenstruais e passa a sangrar, isto deve ser investigado. Ao contrário, algumas mulheres têm mesmo sangramentos entre as menstruações, o que pode não significar problema para elas.

O câncer de endométrio é bem comum e pelo menos 3/4 das mulheres que apresentam este tumor têm sangramentos intermenstruais como um sinal precoce deste câncer.

O médico irá avaliar a necessidade de uma ultrassonografia do útero ou de uma biópsia.

5: Mudanças na pele

A maioria das pessoas sabe que deve ficar atenta para o aparecimento de pintas na pele – um sinal conhecido de câncer de pele. Mas poucos sabem que devemos estar atentos para mudanças na pigmentação, sangramentos ou descamações em excesso na pele. Eles devem ser avaliados por um dermatologista, principalmente nas primeiras semanas que acontecem, para evitar a progressão para lesões malignas de pele.

6: Dificuldades na deglutição

Caso você esteja apresentando dificuldades para deglutir os alimentos, você já deve ter mudado sua dieta para algo que exclua alimentos sólidos e inclua sopas, proteínas batidas, papas, mingaus, sucos de frutas e líquidos em geral.

Esta dificuldade pode ser um sinal de câncer no trato gastrointestinal, como o câncer de esôfago. É recomendável que você consulte um gastroenterologista. Ele vai pesquisar a sua história clínica completa e poderá solicitar exames complementares como radiografias, endoscopia digestiva ou outros que achar necessários.

7: Sangramentos inesperados

Se você notar sangue na urina ou nas fezes, não conclua que é um a infecção urinária ou problemas de hemorroida, respectivamente. Todo sangramento deve ser investigado para achar a sua causa exata. Um médico deve ser consultado.

Em relação ao sangramento por via anal, o médico pode achar necessário fazer um toque retal ou solicitar exames como a pesquisa de sangue oculto nas fezes ou uma colonoscopia.

Já o sangramento por via urinária pode representar tumores na bexiga ou nos rins.

Tossir e eliminar sangue, principalmente se acontecer mais de uma vez, pode ser sinal de doenças como a tuberculose ou tumores que devem ser investigados. Procure inicialmente um clínico geral. Ele o encaminhará ao especialista apropriado caso seja necessário.

8: Dor abdominal e Depressão

Toda mulher que apresenta dores abdominais e depressão precisa passar por uma avaliação médica criteriosa. Alguns pesquisadores já encontraram uma associação entre o câncer de pâncreas e a depressão, mas esta é uma relação mal entendida até o momento.

9: Indigestão

Muitas mulheres grávidas queixam-se de indigestão, azia ou sensação de plenitude gástrica à medida que a gestação evolui e elas ganham mais peso. Isso é esperado. Mas as mulheres com estas queixas, sem razão aparente, devem consultar um gastroenterologista, pois estes sintomas podem ser sinais precoces de câncer no esôfago, estômago ou na garganta.

10: Alterações na boca

As fumantes devem prestar especial atenção a lesões brancas na boca ou manchas brancas na língua, elas podem representar uma alteração pré-cancerosa conhecida como leucoplasia e devem ser investigadas por um dentista ou por um cirurgião bucomaxilofacial.




11: Dor

Embora a maioria das queixas de dor não seja sinal de câncer e seja comum as pessoas se queixarem de alguma dor à medida que envelhecem, qualquer dor deve ser pesquisada.

As dores que persistem necessitam de uma explicação e devem ser checadas. Procure a ajuda de um médico, o qual deve conhecer sua história clínica e avaliar a necessidade de exames complementares ao exame físico.

12: Mudanças nos linfonodos

Protuberâncias ou inchaços na axila, no pescoço próximo à garganta ou em qualquer outro local pode ser um linfonodo aumentado.

Se um linfonodo torna-se progressivamente maior, e isto já dura mais de um mês, procure ajuda médica. O médico vai examinar esta alteração, relacioná-la a alguma patologia como, por exemplo, uma infecção que possa explicar este aumento, ou pedir exames para investigar tal lesão. Pode ser necessário fazer uma biópsia do linfonodo aumentado.

13: Febre

De acordo com a American Cancer Society, febre persistente que não foi explicada por uma gripe ou por uma outra infecção pode ser um sinal de câncer. Febre relacionada a tumores é mais comum quando este já se espalhou além do sítio inicial, mas ela pode ser um sinal precoce de alguns tipos de câncer como leucemia e linfoma.

Outros sintomas de câncer podem incluir icterícia ou mudança na cor das fezes.

Um médico pode ajudar a identificar a causa da febre.

14: Fadiga

A fadiga é um outro sintoma vago que pode estar relacionado a alguns tumores, assim como a outros problemas de saúde. Ela pode ocorrer depois do crescimento tumoral, mas é comum como um sintoma precoce de certos tumores como leucemias, câncer de estômago ou de cólon.

15: Tosse persistente

A tosse é esperada em resfriados, gripes, alergias e algumas vezes como efeito colateral de medicações, principalmente as usadas para tratar a hipertensão arterial. Mas uma tosse prolongada, que dura mais do que três ou quatro semanas, não deve ser ignorada. Deve-se agendar uma consulta médica para avaliação. Alguns exames como radiografias de tórax e exames que avaliam a função pulmonar podem ajudar muito, especialmente se você é fumante.
Fonte: http://www.abc.med.br/.
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1.6.16

Cancer de Pele: auto exame cancer de pele - tipos de pintas suspeitas

Pintas podem sinalizar câncer de pele, auto exame pode ajudar no diagnóstico 

Hoje falarei sobre o auto exame para câncer de pele e sua enorme importância para diagnosticar precocemente este tipo de câncer... O CÂNCER QUE MAIS "ESPALHA" PELO CORPO!

Para auxiliar na identificação do problema, o Saúde com Ciência ouviu a médica Dra Keila Mitsunaga, dermatologista do HCor.

Cancer de Pele: auto exame cancer de pele como fazer
Cancer de Pele: auto exame cancer de pele como fazer


Auto exame cancer de pele - o que buscar:


A médica explica que, com o auto exame de pele, é possível distinguir pintas e manchas na pele que podem ser câncer. Segundo ela, os fatores a analisar no auto exame são:

  • Rapidez no crescimento, desde o momento da aparição, 
  • Tamanho (diâmetro maior de 6 mm pode ser suspeito), 
  • Assimetria (quando a mancha não é "redondinha", por exemplo), 
  • Bordas irregulares,
  • Coloração diferente das outras pintas do corpo,
  • Dor e sangramentos (em estágio mais avançado) 


“(...), a atenção deve ser ainda maior com pintas que doem ou sagram, (...) significar um tipo bastante avançado de lesão”, afirma. “Contudo, em qualquer um desses casos é imprescindível procurar um dermatologista. Afinal, quanto antes o problema for identificado, mais chances de sucesso tem o tratamento”, diz a dermatologista.

A dermatologista termina explicando:

"De qualquer maneira, toda pinta suspeita é sempre removida e enviada para a biopsia”, explica a Dra Keila.

Espero que tenhas gostado do texto. Complemente sua leitura com o artigo: "Excesso de fosfato e o Câncer de Pele".

fonte: Dra Keila Mitsunaga, dermatologista do do HCor - Unidade Avançada Cidade Jardim do HCor – Hospital do Coração.

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20.5.16

Linfoma, câncer no sistema linfático, deve ter diagnóstico precoce

Desconhecido da maior parte da população, o linfoma deve ser diagnosticado precocemente

Se detectado no início, o linfoma tem altas chances de cura, alerta Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular. O diagnóstico precoce do linfoma maligno é absolutamente relevante no prognóstico do paciente.

O que é linfoma?


Os linfomas constituem um grupo de doenças, com cerca de 40 tipos com comportamentos clínicos diferentes, mas a expressiva maioria é classificada como um câncer no sistema imunológico.

Linfoma, câncer no sistema linfático, deve ter diagnóstico precoce

Na maioria dos casos se apresenta com aumento dos gânglios linfáticos ou linfo-nódulos chamados popularmente de ínguas, que são estruturas distribuídas no nosso organismo que funcionam como filtros tanto em processos infecciosos como em outros mecanismos de defesa do próprio corpo humano.

Para Carlos Chiattone, médico hematologista e diretor da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), o linfoma não está certamente entre os cânceres mais frequentes como câncer de próstata de homens, câncer de mama de mulheres, mas ocupa em torno da sexta posição em frequência dos cânceres e teve uma característica de aumento significativo nas últimas décadas, o dobro de incidência.

Linfoma sintomas


Entre os principais sintomas do linfoma estão o aumento da estrutura de gânglios que muitas vezes pode ser palpável e/ou visível, surgindo geralmente na parte lateral do pescoço, nas ínguas, nas axilas e nas regiões inguinais. Portanto, o aparecimento de um nódulo com duração de uma, duas semanas sem que se tenha evidências de uma outra doença é de se supor, dentro dos diagnósticos diferenciais, que isso possa ser um linfoma e o paciente deve procurar o atendimento especializado, no caso o hematologista.

Tais nódulos não doem e apresentam consistência nem mole e nem dura, como consistência de uma borracha, por exemplo.

Infelizmente, “no sistema público de saúde há um retardo muito grande entre o início dos sintomas e o começo do tratamento, implicando em uma diferença significativa do perfil da doença nos estabelecimentos públicos em relação aos privados, ou seja, os pacientes nos estabelecimentos públicos ao se fazer o diagnóstico, a doença já está muito mais avançada do que no perfil do paciente dos estabelecimentos privados, e isto determina um pior prognóstico para esse paciente”, explica o médico.


Em relação aos linfo-nódulos, o aparecimento de estruturas como essas em que os gânglios linfáticos, particularmente do pescoço, na axila, na região inguinal, aumento progressivo sem que haja uma evidência de uma infecção, particularmente localizada, mas mesmo uma infecção mais sistêmica e indolor persistente, durante uma, duas, três semanas é um sinal de alerta de que possa ser um linfoma.

Alguns pacientes apresentam febre persistente sem causa infecciosa, emagrecimento inusitado repentino, sudorese noturna, aquela que molha a vestimenta e a cama.

Em resumo, os sintomas do linfoma são:


  • nódulos indolores (ínguas)
  • febre intermitente mesmo sem infecção
  • suor intenso noturno
  • emagrecimento repentino


Complemente sua leitura com o artigo: O que é linfoma não hodgkin?

Fonte: ABHH


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7.5.16

Câncer de pâncreas - Tudo sobre esse câncer agressivo

Saiba todas as informações sobre o câncer de pâncreas: sintomas, fotos, tratamentos, diagnóstico, e se câncer de pâncreas tem cura.

Pâncreas, o que é e qual sua função?


O pâncreas é uma glândula do aparelho digestivo, localizada na parte superior do abdome e atrás do estômago. É responsável pela produção de enzimas, que atuam na digestão dos alimentos, e pela insulina - hormônio responsável pela diminuição do nível de glicose (açúcar) no sangue.

O pâncreas é dividido em três partes: a cabeça (lado direito); o corpo (seção central) e a cauda (lado esquerdo). A maior parte do casos de câncer de pâncreas localiza-se na região da cabeça do órgão.

O risco de desenvolver o câncer de pâncreas aumenta após os 50 anos de idade, principalmente na faixa entre 65 e 80 anos, havendo uma maior incidência no sexo masculino.

A maior parte dos casos da doença é diagnosticada em fase avançada, e portanto, é tratada para fins paliativos. O tipo mais frequente é o adenocarcinoma com 90% dos casos.

Câncer de pâncreas, Sintomas


O câncer de pâncreas não apresenta sintomas específicos, o que dificulta o diagnóstico precoce. Os sintomas dependem da região onde está localizado o tumor, e os mais perceptíveis são: perda de apetite e de peso, fraqueza, diarréia e tontura.

O tumor que atinge a cabeça do pâncreas possui como sintoma comum a icterícia. Ela é causada pela obstrução biliar, e deixa a pele e os olhos amarelados.

Quando a doença está mais avançada, um sinal comum é a dor, que no início é de pequena intensidade, podendo ficar mais forte, localizada na região das costas. Outro sintoma do tumor é o aumento do nível da glicose no sangue, causado pela deficiência na produção de insulina.

► Leia também: Câncer de pâncreas sintomas.



Epidemiologia do câncer de pâncreas


O câncer de pâncreas é raro antes dos 30 anos de idade, sendo mais comum a partir dos 60 anos. Segundo a União Internacional Contra o Câncer (UICC), os casos da doença aumentam com o avanço da idade: de 10/100.000 casos entre 40 e 50 anos para 116/100.000 entre 80 e 85 anos.

No Brasil, o câncer de pâncreas representa 2% de todos os tipos de câncer, sendo responsável por 4% do total de mortes por câncer. Por ano, nos Estados Unidos, cerca de 26 mil pessoas são diagnosticadas com a doença.

A taxa de mortalidade por câncer de pâncreas é alta, pois é uma doença de difícil diagnóstico e extremamente agressiva.

Fatores de Risco de desenvolver câncer de pâncreas


Entre os fatores de risco, destaca-se principalmente o uso de derivados do tabaco. Os fumantes possuem três vezes mais chances de desenvolver a doença do que os não fumantes. Dependendo da quantidade e do tempo de consumo, o risco fica ainda maior.

Outro fator de risco é o consumo excessivo de gordura, de carnes e de bebidas alcoólicas. Como também a exposição a compostos químicos, como solventes e petróleo, durante longo tempo.

Há um grupo de pessoas que possui maior chance de desenvolver a doença, e estas devem estar atentas aos sintomas. Pertencem a este grupo indivíduos que sofrem de pancreatite crônica ou de diabetes melitus, que foram submetidos a cirurgias de úlcera no estômago ou duodeno ou sofreram retirada da vesícula biliar.

Prevenção do câncer de pâncreas


Algumas medidas preventivas podem ser adotadas, como evitar o consumo de derivados do tabaco e a ingestão excessiva de bebidas alcoólicas e adotar uma dieta balanceada com frutas e vegetais.

Para indivíduos submetidos a cirurgias de úlcera no estômago ou duodeno ou que sofreram retirada da vesícula biliar, recomenda-se a realização de exames clínicos regularmente, como também para aqueles com histórico familiar de câncer. Pessoas que sofrem de pancreatite crônica ou de diabete melitus devem também fazer exames periódicos.

Detecção Precoce


A localização do pâncreas na cavidade mais profunda do abdome, atrás de outros órgãos, dificulta a detecção precoce do câncer de pâncreas. O tumor normalmente desenvolve-se sem sintomas, sendo difícil diagnosticá-lo na fase inicial. Quando detectado, já pode estar em estágio muito avançado.

Diagnóstico do câncer de pâncreas


O diagnóstico é realizado através do relato dos sintomas e de exames de laboratório, como de sangue, fezes e urina. Outros exames podem ser solicitados, como: tomografia computadorizada do abdome; ultra-sonografia abdominal; ressonância nuclear de vias biliares e da região do pâncreas; e também a biópsia do tecido.

Tratamentos do câncer de pâncreas


A cura do câncer de pâncreas só é possível quando este for detectado em fase inicial. Nos casos passíveis de cirurgia, o tratamento mais indicado é a ressecção, dependendo do estágio do tumor.

Em pacientes cujos exames já mostraram metástases à distância ou estão em precário estado clínico, o tratamento paliativo imediato mais indicado é a colocação de endo-prótese.

A radioterapia e a quimioterapia, associadas ou não, podem ser utilizadas para a redução do tumor e alívio dos sintomas.[INCA]

Como o câncer de pâncreas se espalha (metástase)


Dois terços dos casos de câncer de pâncreas localizam-se na cabeça do órgão (lado direito), e um terço no corpo e na cauda (lado esquerdo).
As células tumorais podem se infiltrar em estruturas próximas por extensão direta e/ou por metástases linfáticas para o intestino delgado (duodeno), dutos biliares, estômago, baço, colon e linfonodos.

Os lugares mais comuns para metástases à distância são o fígado, o peritôneo e os pulmões.

Mortalidade do câncer de pâncreas


O adenocarcinoma de pâncreas é responsável por 4% das mortes por câncer, no Brasil. Nos Estados Unidos, é mais freqüente, sendo a quinta causa de morte por câncer.[andre.sasse]

Em 2010, 43 mil pacientes foram diagnosticados com câncer de pâncreas nos EUA, dos quais 37 mil morreram.

O câncer de pâncreas tem uma impressionante taxa de mortalidade. Dos pacientes que contraem a doença, 75% morrem ainda no primeiro ano de tratamento. Cinco anos após a detecção do tumor, a taxa de mortalidade sobe para 94%.

O câncer de Steve Jobs


Jobs, que foi diagnosticado em 2004, conseguiu uma façanha de sobrevivência, impulsionada pelos ótimos recursos médicos. Mas a doença finalmente venceu seu organismo na última semana.

O tipo de câncer contraído por Steve Jobs, na verdade, era um caso raro. O que se verificou, há sete anos, foi a existência de um tumor pancreático neuroendócrino. Em linhas gerais, é um câncer que parte essencialmente de uma disfunção hormonal. Dentro do universo do câncer pancreático, a incidência desse tumor é de apenas 5%.




Há razões bem definidas, segundo os médicos, para o câncer de pâncreas ser tão fatal. Em primeiro lugar, é difícil de detectar. Não existe nenhum método comprovado para antecipar o surgimento da doença: quando os médicos o descobrem, o tumor já passou pela metástase, ou seja, já está consolidado.

Um fator que torna a detecção difícil é a ausência de sintomas visíveis até a doença já estar em estágio avançado. No Instituto Nacional de Câncer dos Estados Unidos, por exemplo, apenas 8% dos casos de c6ancer no pâncreas são detectados logo de início. Tanto é que o corpo de Steve Jobs, embora tenha criado o tumor em 2004, só começou realmente a padecer anos depois.

Como se não bastasse a dificuldade em ser identificado, o câncer de pâncreas não é fácil de tratar. A quimioterapia dificilmente faz efeito para esse caso, devido à resistência do tumor. A cirurgia, portanto, se torna a principal opção para tratamento. Mas ela nem sempre resolve o problema, e o câncer de pâncreas segue sendo uma pedra no sapato dos médicos. [LiveScience]

Leia tudo o que já foi escrito sobre câncer.
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2.5.16

Complexos de rutênio: eficazes no combate ao câncer

Complexos de rutênio são eficazes para o combate ao câncer afirma farmacêutico pesquisador Rone Aparecido De Grandis, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Segundo a Fundação do Câncer, mais de 500 mil pessoas por ano no Brasil descobrem que têm algum tipo de tumor maligno (câncer). A produção científica sempre está em busca de soluções em tratamentos para o câncer.

Propor uma alternativa útil e eficaz é o objetivo do estudo “In vitro evaluation of the cytogenotoxic potential of Ruthenium (II) SCAR complexes: a promising class of antituberculosis agents”, desenvolvido pelo farmacêutico pesquisador Rone Aparecido De Grandis, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Complexos de rutênio: eficazes no combate ao câncer

“Dentro do estudo, obtivemos resultados altamente relevantes sobre a ação antitumoral de complexos de rutênio, com atividades quase 100 vezes maiores do que fármacos utilizados nos tratamentos anticâncer, como a cisplatina [referência no tratamento da doença]. Além disso, destacamos a importância da avaliação do perfil de segurança de novos fármacos, por meio de testes recomendados internacionalmente”, explica o cientista.

Para avaliar o efeito antitumoral dos complexos de rutênio (um elemento quimico), foram realizados testes frente a diversas linhagens celulares tumorais, como mama, próstata, intestino, fígado e colo uterino.

Para o especialista, “os resultados são bastante expressivos, quando comparados com outros descritos na literatura até o momento”. De Grandis pretende dar continuidade às pesquisas: “no doutorado, vou elucidar melhor o mecanismo de ação destes complexos por meio da avaliação da instabilidade genômica em esferoides multicelulares tumorais. Os estudos sobre a caracterização biológica desses complexos se tornam importantes para que se possa definir o real potencial clínico”.

Para o desenvolvimento da dissertação, Rone De Grandis precisou buscar várias referências sobre o tema na literatura acadêmico-científica. “O Portal de Periódicos da Capes foi uma importante fonte de consultas a artigos e dissertações. Como a grande maioria da informação científica é encontrada em meio digital, a consulta ao Portal foi recorrente durante minha pesquisa”, detalha. Segundo ele, “o acesso ao acervo do Portal de Periódicos permite não só a atualização, mas também o aumento da produção científica no Brasil e seu crescimento no panorama internacional”.

Mestre em Biociências e Biotecnologia Aplicadas à Farmácia, De Grandis descreve que recebeu apoio da Capes durante seu mestrado, com bolsa de estudos e auxílios financeiros para participação em congressos. “A presença em eventos científicos foi muito importante para a divulgação do meu trabalho e para a troca de informações com outros grupos”, diz o pesquisador. Em 2014, Rone recebeu o prêmio de melhor trabalho da área de mutagênese, apresentado no “60º Congresso Brasileiro de Genética” (Guarujá/SP) e, em 2015, o prê mio “Newton Freire-Maia” de melhor apresentação o ral , pela Universidade Federal do Paraná (Curitiba/PR) .

De Grandis teve sua análise publicada pelo periódico Mutation Research - Genetic Toxicology and Environmental Mutagenesis. Além disso, segundo o autor, outro paper acaba de ser submetido ao Journal of Inorganic Biochemistry.

Os dois títulos estão disponíveis para os usuários do Portal de Periódicos, por meio da opção “Buscar periódico” no Portal de Periódicos da Capes. A dissertação completa também pode ser encontrada no Repositório Institucional da Unesp.

Além do farmacêutico pesquisador Rone De Grandis, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade Estadual Paulista (Unesp), o estudo contou com a participação de Flávia Aparecida Resende (Dep. de Ciências Biológicas e da Saúde – UNIARA), Monize Martins da Silva (Dep. de Química – UFSCar), Fernando Rogério Pavan (Dep. de Ciências Biológicas – Unesp), Alzir Azevedo Batista (Dep. de Química – UFSCar) e Eliana Aparecida Varanda (Dep. de Ciências Biológicas – Unesp).

►► Leia também: Fosfoetanolamina é liberada como medicamento e preocupa Anvisa.

http://www.saudecomciencia.com/search/label/câncer
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3.4.16

Câncer em animais: site especializado em oncologia animal

Foi por precisar consultar um veterinário oncologista que conheci o Prof. Dr. Tarso Felipe Teixeira, médico veterinário e Doutor pela Patologia Animal FMVZ-USP.

Eu e minha "pet", Luna, fomos muito bem atendidas. Não faltaram desdobramentos por parte do Dr. Tarso, que explicou tudo o que poderia estar acontecendo com minha pet. Cheguei à clínica com o diagnóstico de câncer e o Dr. Tarso, com toda sua experiência e bom senso (coisa que falta a muitos médicos 'de gente') desconfiou que o diagnóstico estava errado. A Luna não teve câncer, somente era um tumor benigno de mama, que já foi extirpado.

oncologia animal

De tudo isso ficou para mim uma lição, que faço questão de transmitir a todos vocês: quando notarem um "carocinho" nas mamas de suas cadelinhas, busquem de imediato ajuda de um veterinário oncologista. Ele é, sem dúvida, o melhor especialista para dar o diagnóstico clínico, saberá para quais laboratórios enviar o material (retirado por ele por cirurgia ou punção).

E, por fim, ele será o melhor profissional para tratar do seu animalzinho se ele - de fato - for diagnosticado com câncer.

A equipe do Dr. Tarso inaugurou um site, onde é apresentado seu trabalho. O site é o Onco Gênesis, o qual eu, Renata Fraia (Farmacêutica e Jornalista), editora e redatora do Saúde com Ciência, tenho a honra de divulgar.

Logo na apresentação do site há a seguinte mensagem, que fiz questão de transcrever abaixo:

"O câncer é uma doença cuja incidência vem aumentando de forma considerável a cada ano, e os proprietários de “pets” portadores deste mal ficam perdidos em meio ao turbilhão de informações sobre o assunto, muitos dos quais sequer são verdadeiras."

A equipe do Onco Gênesis pode ser conhecida na página: http://www.oncogenesis.com.br/quem-somos.html


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Informações sobre o Dr. Tarso Felipe Teixeira -  CRMV/SP 15078

- Médico Veterinário graduado na primeira turma da Universidade Guarulhos em 2001
- Mestre pela Patologia Animal FMVZ-USP em 2006
- Doutor pela Patologia Animal FMVZ-USP em 2011
- 1º Secretário Associação Brasileira de Oncologia Veterinária (www.abrovet.org.br)
- Professor Universidade UNIP - São José dos Campos
- Sócio Efetivo European of Veterinary Oncology (www.esvonc.org)

Professor Doutor (UNIP - SJC)
Laboratório de Oncologia Experimental (FMVZ/USP)
Sócio Efetivo European Society Veterinary Oncology (ESVONC)
1o Secretário Associação Br de Oncologia Vet (ABROVET)
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21.3.16

Biomarcadores: Câncer pode levar uma década para ser detectado

Atualmente, são os exames de sangue que ajudam os médicos a identificar o câncer em pacientes, através da presença de substâncias que são produzidas por tumores que penetram na corrente sanguínea.

► Leia também: Mal de Alzheimer: exame de sangue preventivo em breve

Porém, um novo estudo feito por cientistas da Universidade de Stanford, EUA, indica que poderia levar uma década ou mesmo mais tempo para uma célula cancerosa se transformar em um tumor e começar a secretar quantidade suficiente destes biomarcadores para serem identificados em um exame.

Além disso, muitos biomarcadores feitos por células tumorais também são produzidos naturalmente em um corpo saudável. Por isso, pode levar anos antes que eles atinjam uma concentração alta o suficiente para causar preocupação.

Com tudo isso, um câncer pode passar não detectado por anos. Segundo especialistas, são necessários testes mais sensíveis para biomarcadores mais distintivos, a fim de fazer um diagnóstico mais precoce do câncer.

O estudo, o primeiro a conectar o tamanho de um tumor com o nível de biomarcadores que ele libera na corrente sanguínea, constatou que um tumor de ovário teria de atingir a dimensão de 1,7 bilhões de células antes de o melhor teste disponível poder detectá-lo.

Isso significa um tumor do tamanho de um cubo de 2 centímetros, presente no corpo entre 10 e 13 anos antes de altos níveis de seu biomarcador mais distinto tornarem-se anormalmente elevados.

A detecção precoce é vista como a chave para curar a maioria dos tipos de câncer, com 90% dos pacientes com câncer ovariano, por exemplo, sobrevivendo se seu tumor é detectado numa fase precoce.

Mas mais de 80% dos pacientes não são diagnosticados até os estágios finais da doença, ponto no qual suas chances de viver por mais cinco anos são inferiores a três em cada dez.

Os pesquisadores construíram seu modelo calculando o quão rápido tumores crescem a partir de uma única célula, quanto de um biomarcador é liberado de hora em hora e quanto biomarcador deve ser produzido para o tumor se destacar de níveis normais nos testes atuais.




Dois anos atrás, um estudo descobriu que os testes existentes para câncer de ovário eram incapazes de detectar tumores cedo o suficiente para alterar significativamente a taxa de mortalidade. Detectar o câncer em um estágio inicial, quando o tratamento é mais provável de ser bem sucedido, é uma das formas mais promissoras de reduzir as mortes pela doença.

Os biomarcadores têm o potencial de oferecer uma forma simples e não invasiva de detectar câncer precoce, então os pesquisadores devem trabalhar duro para criar um teste confiável.

Modelos matemáticos como este desenvolvido na nova pesquisa, projetados para predizer os biomarcadores mais eficazes, poderiam ajudar a melhorar o sucesso de tais testes no futuro.

Fonte:Telegraph.
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9.3.16

Fosfoetanolamina é liberada como medicamento e preocupa Anvisa

A Anvisa vê com preocupação a aprovação, na Câmara Federal, do PL 4639, que ainda passará pelo crivo do Senado.

Fosfoetanolamina é liberada como medicamento e preocupa Anvisa

O PL 4639 autoriza o uso da substância Fosfoetanolamina como medicamento, sem que esta tenha passado pelos testes que garantam sua segurança e eficácia, como é exigido pela Anvisa e por todas as agências reguladoras do mundo, antes de autorizar o registro de um medicamento e seu consequente uso pela população.

Não há nenhum pedido protocolado na Anvisa para a realização de ensaios clínicos ou solicitação de registro dessa substância. Por isso, é absolutamente descabido acusar a Anvisa de qualquer demora em processo de autorização para uso da Fosfoetanolamina.

O que há, de fato, é que uma substância que é utilizada há tantos anos nunca foi testada de acordo com as metodologias científicas internacionalmente utilizadas, para comprovar sua segurança e eficácia. Da mesma forma, os desenvolvedores dessa substância nunca procuraram estabelecer um processo produtivo em fábrica legalmente estabelecida e certificada para operar com qualidade.

Qualquer medicamento novo desenvolvido no Brasil, ou de uso relevante em saúde pública, recebe tratamento prioritário para as análises da Agência. Ou seja, se os desenvolvedores da Fosfoetanolamina, ou qualquer grupo de pesquisa do País, protocolarem solicitação para realizar os estudos clínicos que comprovem sua segurança e eficácia, a Anvisa o analisará com presteza e rapidez.

Da mesma forma, receberá total prioridade de análise se algum fabricante apresentar o dossiê com os documentos técnicos necessários para a solicitação de registro dessa substância como um medicamento.

A única coisa inusitada em relação à Fostoetanolamina é o fato de que uma substância que foi desenvolvida há 20 anos, e vir sendo usada de maneira ilegal durante esse largo período, nunca ter suscitado em seus desenvolvedores a preocupação em fabricá-la em local adequado, realizar ensaios clínicos de acordo com os protocolos e, por fim, pedir seu registro.




A Anvisa se coloca à inteira disposição do Congresso para colaborar com o debate e fornecer todas as informações técnicas possíveis. No entanto, é importante ressaltar que liberar medicamentos que não passaram pelo devido crivo técnico seria colocar em risco a saúde da população e retirar a credibilidade da Anvisa e dos próprios medicamentos fabricados em nosso País.

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Câncer X Fosfoetanolamina: Não há cura do câncer com a fosfoetanolamina
Verba para "pílula do câncer" é liberada por Ministério
 

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6.3.16

Vacina contra câncer: 90% de eficácia

Avanços da imunoterapia no tratamento de câncer (originando a vacina contra câncer) foram o principal destaque da revista Nature de hoje (19). Isto significa em linguagem não científica que o sistema imunológico do paciente estimula o corpo a conseguir sua própria cura.

Na publicação, uma das pesquisas destacadas estuda uma técnica do século XIX para o desenvolvimento de uma vacina imunológica.

Vacina contra câncer: 90% de eficácia

Uma vacina desenvolvida pela MBVax contém a bactéria Streptococcus pyogenes e outra bactéria chamada Serratia marcescens.

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Entenda o funcionamento da vacina contra câncer

A bactéria Serratia marcescens contém um pigmento estimulante do sistema imunológico conhecido como prodigiosina. Desta forma, as cepas de bactérias mortas pelo calor ativam esse sistema para que ele lute contra o tumor. (ficou fácil entender, né?)


Como foi o estudo, na fase de testes da vacina contra câncer


Durante 5 anos, a empresa vacinou 70 pessoas em estágio avançado de câncer em vários órgãos. Os tumores encolheram em 70% dos pacientes, e 20% entraram em remissão.


O futuro

Pelo andamento das pesquisas, parece que o futuro da vacina contra o câncer é bastante promissor.

Fonte: O Globo


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11.1.16

2 novos medicamentos para câncer e novas vacinas 1, 2, 3 para poliomielite

 
Anvisa aprova medicamentos para câncer e vacina para poliomielite 1,2 e 3.

A Anvisa concedeu nesta segunda-feira (11/1) o registro da vacina contra a poliomielite 1, 2 e 3 para a Fundação Oswaldo Cruz. Será a primeira vez que uma empresa pública brasileira fabricará o produto.

Nesta segunda, a Agência também publicou a concessão do registro a mais um medicamento genérico ainda inédito no mercado brasileiro. Trata-se do Exemestano, um antineoplásico indicado para o tratamento de mulheres na pós menopausa, com câncer de mama inicial. O medicamento ajuda a reduzir o risco de o câncer se alastrar para a outra mama.


O Exemestano será fabricado pelo laboratório Accord. O genérico inédito cria novas alternativas para médicos e pacientes e estabelece uma concorrência um um mercado até então sem concorrência.






Outra novidade é o registro do antineoplásico Tafinlar, cujo nome do princípio ativo é mesilato de dabrafenibe. Trata-se de um produto novo indicado para o tratamento de pacientes com melanoma metastásico. Será fabricado pelo Laboratório Glaxosmithkline Brasil.
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6.1.16

Inlyta (axitinibe): novo remédio para câncer nos rins

Inlyta (axitinibe) da Pfizer, é o novo medicamento da Pfizer para tratamento de câncer renal aprovado pela Anvisa

São Paulo — A Pfizer acaba de anunciar a aprovação do medicamento Inlyta (axitinibe) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A terapia, indicada para o tratamento de pacientes com carcinoma de células renais avançado (RCC, sigla em inglês para renal cell carcinoma), um tipo avançado de câncer de rim, está aprovada desde 2012 pelo Food and Drug Administration (FDA).

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Axitinibe é uma terapia oral e estudos clínicos realizados com o medicamento apresentaram resultados sólidos de superioridade em relação à terapia-padrão utilizada no estudo pivotal, o que o coloca como uma das principais opções de tratamento para os pacientes que não respondem mais a uma primeira linha de tratamento do câncer de rim metastático.

O medicamento inibe o crescimento de novos vasos sanguíneos que aumentam o tumor e favorecem a progressão.

"Novos medicamentos têm mudado a história do tratamento do câncer de rim. Antes, esta era uma doença praticamente sem opções terapêuticas. Hoje, o câncer de rim já pode ser considerado tratável, por meio de medicamentos que aumentam a sobrevida e melhoram a qualidade de vida", afirma Eurico Correia, diretor médico da Pfizer Brasil. 

Inlyta (axitinibe): novo remédio para câncer nos rins
Inlyta (axitinibe): novo remédio para câncer nos rins

A chegada do medicamento Inlyta ao mercado complementa o portfólio da Pfizer no Brasil para o tratamento de câncer renal, que já possui Sutent, desde 2006, e Torisel, desde 2010. Ambos os medicamentos pertencem à classe das terapias-alvo, que agem impedindo a multiplicação das células tumorais.

A Pfizer reafirma a importância de tratamentos inovadores que visam melhorar a vida de pessoas em todo o mundo. A companhia investe por ano aproximadamente US$ 7 bilhões em novos medicamentos, em áreas prioritárias como oncologia, neurociências, vacinas, inflamação, imunologia, além de doenças cardiometabólicas e genéticas.





O câncer de rim do tipo carcinoma —Tipo mais comum de câncer renal, o RCC avançado esteve historicamente entre os tumores mais resistentes ao tratamento. Dados do Globocan, um projeto da Organização Mundial da Saúde, apontam que, em 2012, 6.255 pessoas receberam o diagnóstico de câncer de rim no Brasil, sendo 3.761 homens e 2.494 mulheres.

► Leia também: Tomossíntese detecta câncer de pulmão, além do câncer de mama, diz estudo.

O câncer renal está entre os 10 tipos de tumores mais comuns em homens e mulheres. No geral, o risco de desenvolver a doença é cerca de 1 em 63 (1,6%). Esse risco é maior em homens do que em mulheres. | PR Newswire.
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