20.12.16

Da Anvisa - "medicamento novo": agência registra fármacos para câncer e obesidade

Anvisa registra novos medicamentos. Ambos são da categoria “medicamento novo”. Um dos produtos registrados trata câncer de pulmão de não pequenas células e o outro é adjuvante na abordagem da obesidade.

Novo medicamento para câncer de pulmão


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do medicamento novo Tagrisso® (orsimertinibe), na forma farmacêutica comprimido revestido. O novo medicamento  é indicado para o tratamento de pacientes com câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC) localmente avançado ou metastático, positivo para mutação EGFR T790M, que progrediram quando em uso de, ou após a terapia com inibidores da tirosina quinase para o receptor do fator de crescimento epidérmico (EGFR TKI).

O câncer de pulmão é uma doença agressiva, heterogênea e de risco à vida. Tem sido um dos cânceres mais comuns no mundo por várias décadas. O medicamento aprovado será fabricado pela empresa AstraZeneca AB, na Suécia, e a detentora do registro do medicamento no Brasil é a empresa AstraZeneca do Brasil Ltda, localizada em São Paulo (SP).


Novo medicamento para sobrepeso


A Anvisa aprovou também o registro do Belviq® (cloridrato de lorcasserina hemihidratado), medicamento novo, na forma farmacêutica comprimido revestido.

O Belviq® (cloridrato de lorcasserina hemihidratado) é indicado como adjuvante à dieta de redução de calorias e atividade física aumentada para o controle de peso crônico em pacientes adultos com índice de massa corporal (IMC) inicial de 30 kg/m² ou maior (obeso); ou pacientes com sobrepeso com IMC maior ou igual a 27 kg/m², na presença de pelo menos uma comorbidade relacionada ao peso, como hipertensão, dislipidemia, doença cardiovascular, diabetes tipo 2 controlado com agentes hipoglicemiantes orais, ou apneia do sono.


A obesidade é uma das doenças crônicas com maior prevalência mundial, é considerada uma desordem com múltiplas causas, e está associada a várias doenças, sendo importante fator de risco para o desenvolvimento de diabetes mellitus (DM).

O medicamento novo Belviq® (cloridrato de lorcasserina hemihidratado) será fabricado por Arena Pharmaceuticals – Suíça, e a detentora do registro do medicamento no Brasil é a empresa Eisai Laboratórios Ltda., localizada em São Paulo (SP).

O que é um medicamento novo?


O termo “medicamento novo” aplica-se a produtos inovadores, com princípios ativos sintéticos e semissintéticos, associados ou não. Quando se utiliza o termo “medicamento novo” sem outro complemento não se trata de produtos biológicos, fitoterápicos, homeopáticos, medicamentos ditos “específicos”, medicamentos isentos de registro ou cópias (genéricos e similares).


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9.6.16

Câncer de pulmão assintomático, gera preocupação

Câncer de pulmão: assintomático e o mais frequente em todo o mundo

O câncer do pulmão está ganhando, cada vez mais, os holofotes. O tumor corresponde a 13,5% de todos os tipos de câncer, e já representa o segundo tipo mais frequente, superado apenas pelo de mama e de próstata, e é, segundo estudos da Sociedade Americana do Câncer, a principal causa de morte pela doença. No Brasil, as estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) mostram que, ainda neste ano, 10.890 mulheres e 17.330 homens terão o tumor.

Câncer de pulmão assintomático, gera preocupação
Câncer de pulmão assintomático, gera preocupação


TABACO

O cigarro – extraordinariamente danoso à saúde, por conter cerca de 70 substâncias cancerígenas -, é a principal causa deste tipo de câncer. Os fumantes apresentam 30% mais chances de desenvolver, ao menos, 14 tipos diferentes de tumor maligno. Ao cair na circulação, os componentes nocivos do cigarro se tornam fator de risco para o câncer em diversos órgãos, como boca, faringe, garganta, entre outros.

De acordo com cancerologista da Sociedade Brasileira de Cancerologia (SBC), o tabagismo é responsável por 90% dos casos de câncer de pulmão; novo medicamento promete aumentar a expectativa de vida dos pacientes

Vinícius Basso Preti, cancerologista cirúrgico, membro da Sociedade Brasileira de Cancerologia (SBC), explica que o tempo de exposição às substâncias e à fumaça do cigarro são gatilhos importantes que levam à doença.

“O risco é dose-dependente. Ou seja, quanto mais cedo se inicia o hábito de fumar e quanto mais cigarros fumados por dia, maior é a predisposição. O combate ao tabagismo é a forma mais eficaz de prevenção do câncer do pulmão”.

Entre os fumantes, as chances de ter a doença é de 20 a 60 vezes maior, se comparado aos não fumantes. Para estes, os fatores de risco identificados são um conjunto de coisas chamadas de “exposição ocupacional”: dieta pobre em frutas e verduras, excesso de peso, sedentarismo, consumo exagerado de álcool, açúcar e alimentos processados.

Câncer de pulmão - Assintomático


O câncer de pulmão não costuma apresentar sintomas. E é aí que está o problema. “A maioria dos pacientes só recebe o diagnóstico positivo para o câncer quando a doença está em estágio avançado”, diz Dr. Preti. “A chance de cura é menor, com apenas 10% a 15% dos pacientes vivos em cinco anos”. Nesta fase, dependendo do subtipo do tumor, os sintomas podem variar entre tosse seca com presença de sangue, falta de ar, dor torácica e pneumonia.

Mudar a estratégia de detecção precoce do câncer de pulmão é consenso entre os médicos. Um estudo envolvendo mais de 50 mil pacientes, publicado na revista New England Journal of Medicine, constatou que a tomografia computadorizada (TC), com baixa dose de radiação, pode auxiliar na detecção de tumores em fases iniciais. “O estudo mostrou redução de 20% na mortalidade em pacientes fumantes ou ex-fumantes, submetidos à TC”, comenta o cancerologista da SBC.

Novo medicamento para câncer de mama chega ao Brasil


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acaba de dar o “ok” para mais um medicamento da classe dos imunoterápicos para tratamento do câncer. O Nivolumab é a nova promessa para o tratamento de câncer de pulmão. Ao contrário de quiomio e radioterapia, que miram na doença em si, as drogas imunoterápicas agem no sistema imunológico.

Os estudos mostraram resultados bastante expressivos sobre a terapia convencional: o Nivolumab foi capaz de reduzir o risco de morte dos pacientes com câncer de pulmão em 41% e aumentou a taxa de sobrevida de um ano em 42%. “Isso é, praticamente, o dobro do que o melhor tratamento disponível hoje é capaz de fazer. Este tipo de medicamento é uma das maiores revoluções da oncologia atualmente”, endossa Dr. Preti.

Complemente sua leitura lendo: Tomossíntese detecta câncer de pulmão, além do câncer de mama, diz estudo.
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6.4.16

Opdivo (nivolumabe): novo medicamento para melanoma e câncer de pulmão, aprovado pela Anvisa

Enquanto a substância química - assim denominada por ainda não foi comprovada sua eficácia, e portanto, não pode ser chamada de fármaco - fosfoetanolamina, a Anvisa segue agindo da maneira correta, aprovando fármacos com eficácia comprovada (além do conhecimento de seus efeitos colaterais).

O órgão que regulariza medicamentos e alimentos (Anvisa) acaba de conceder o registro ao medicamento Opdivo® (nivolumabe). O produto biológico novo é indicado em monoterapia para o tratamento de melanoma avançado* e de câncer de pulmão. O registro foi publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira (04/04), de acordo com a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 55/2010.

Opdivo (nivolumabe): novo medicamento para melanoma e câncer de pulmão, aprovado pela Anvisa
MELANOMA (tipos de manchas características do melanoma)

O nivolumabe é um anticorpo monoclonal de imunoglobulina G4 (IgG4) totalmente humano que se liga ao receptor de morte programada 1 (PD-1) e bloqueia sua interação com PD-L1 e PD-L2. Opdivo® potencializa as respostas das células T, incluindo respostas antitumorais, por meio do bloqueio da ligação de PD-1 aos ligantes PD-L1 e PD-L2.

Opdivo (nivolumabe)



O produto Opdivo® (nivolumabe) foi aprovado para as seguintes indicações terapêuticas:

- Em monoterapia para o tratamento de melanoma avançado (irressecável ou metastático).

- Para o tratamento de câncer de pulmão de células não pequenas (NSCLC) localmente avançado ou metastático com progressão após quimioterapia à base de platina. Pacientes com mutação EGFR ou ALK devem ter progredido após tratamento com anti-EGFR e anti-ALK antes de receber Opdivo®.

*Complemente sua leitura com o artigo: Melanoma, pior tipo de câncer de pele.
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22.12.15

Tomossíntese detecta câncer de pulmão, além do câncer de mama, diz estudo

Exame que vem sendo cada vez mais incorporado ao diagnóstico do câncer de mama, agora é citado como melhor estratégia em pacientes com câncer de pulmão.

Há cinco anos, desde que começou a ser utilizada no diagnóstico do câncer de mama, a tomossíntese aumentou, em média, em 15% a detecção precoce da doença especificamente no câncer de mama.

Tomossíntese detecta câncer de pulmão, além do câncer de mama, diz estudo
Tomossíntese detecta câncer de pulmão, além do câncer de mama, diz estudo

Mas um novo estudo, liderado pelo professor Emilio Quaia, da Universidade de Trieste (Itália), chegou à conclusão de que a tomossíntese também melhora a precisão diagnóstica de pacientes com suspeita de câncer no pulmão – principalmente quando comparada ao raio-X.

Como foi o estudo com o exame tomossíntese x câncer de pulmão


Ao todo, foram submetidos à tomossíntese digital 237 pacientes — homens e mulheres com idade entre 60 e 80 anos — que já tinham sido diagnosticados com tumor maligno primário ou com suspeita de lesão pulmonar através de raio-X.

O diagnóstico final incluiu 77 casos de opacidade pulmonar, 26 cicatrizes no pulmão, 12 lesões pleurais e 122 pseudolesões. Em comparação com o raio-X, a tomossíntese apresentou maior sensibilidade (92% contra 15%), maior especificidade (91% contra 9%) e precisão diagnóstica (92% contra 12%), aumentando também a confiança no diagnóstico dos pacientes. Os resultados positivos sugerem que se deva avançar os estudos que comprovam os benefícios da tomossíntese para diagnosticar câncer no pulmão.

► Leia também: Vacina contra câncer de pulmão é desenvolvida na Argentina e em Cuba.

De acordo com a médica Vivian Schivartche, radiologista do CDB Premium que colaborou na implantação da tomossíntese mamária no Brasil, o uso da tecnologia para diagnosticar casos de câncer pulmonar não é comum, mas certamente haverá avanços nesse sentido por aqui também num futuro próximo.

“A imagem da tomossíntese nos oferece melhor definição das bordas das lesões, proporcionando uma caracterização dos seus contornos mais precisa. Também é possível obter melhor detecção de lesões sutis e saber exatamente onde a lesão está. Enxergar o tumor numa fase bastante precoce é fundamental para que o paciente receba o tratamento adequado quando suas chances de recuperação ainda são grandes. Esse é um dos principais trunfos da tomossíntese”.




A especialista explica que, em se tratando do diagnóstico de câncer de mama, estudos publicados em 2014 no American Journal of Roentgenology revelam que a tomossíntese é responsável por uma queda de 38% na taxa de repetições de imagens (menos ansiedade para as mulheres e menos radiação), 35% de aumento na taxa de detecção de câncer de mama, e aumento de 53% na detecção de câncer invasivo (saltando de 2,8 para 4,3 a cada mil radiografias analisadas), que é o que muda o tratamento. | www.cdb.com.br.
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3.6.13

Vacina contra câncer de pulmão é desenvolvida na Argentina e em Cuba

Cientistas e pesquisadores argentinos e cubanos desenvolveram uma vacina que ajuda a combater o câncer de pulmão. O medicamento, resultado de 18 anos de pesquisa, começa a ser comercializado na Argentina em julho. Laboratórios de 25 países, entre eles o Brasil, México e Uruguai estão interessados em obter a licença de fabricação.

“A vacina reativa o sistema imunológico do paciente, para que ele possa criar anticorpos contra as células cancerígenas”, explicou, em entrevista a Agência Brasil, o médico Daniel Alonso, um dos pesquisadores argentinos. “Não substitui tratamentos existentes, como quimioterapia ou radioterapia. Mas contribui para aumentar a sobrevida do paciente”, disse.

Vacina contra câncer de pulmão

Segundo Alonso, a maioria dos pacientes só descobre que tem a doença quando o câncer de pulmão está em estado avançado. Como os tumores são provocados por células do próprio organismo, que sofreram mutação, o sistema imunológico não detecta um corpo estranho e, portanto, não reage. Os médicos usam quimioterapia e radioterapia para matar as células cancerígenas, mas os dois tratamentos também destroem outros tecidos.

O câncer de pulmão é um dos mais agressivos e mata 1,38 milhão de pessoas por ano no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A vacina foi desenvolvida por um consórcio de empresas privadas e do setor público, da Argentina e de Cuba.

Por Monica Yanakiew - Correspondente da Agência Brasil/EBC.

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12.4.13

Câncer de pulmão: tratamento e prevenção

Segundo dados do Inca, o câncer de pulmão apresenta aumento de 2% por ano em incidência mundial e estimativa no Brasil (2012) foi de 27.320 novos casos


Conforme dr. Ricardo Mingarini Terra, o câncer de pulmão possui o segundo maior índice de incidência em homens e o quinto maior em mulheres.


Câncer de pulmão: tratamento e prevenção



No final do século XX, o câncer de pulmão se tornou uma das principais causas de morte evitáveis. Entretanto, é o tumor mais comum entre todos os cânceres malignos – até 2010, o número de mortes no Brasil foi de 21.867, sendo 13.677 homens e 8.190 mulheres.


“Fora o câncer de pele - que é o mais frequente nos dois gêneros -, a manifestação do tumor pulmonar em homens só fica atrás do câncer de próstata; nas mulheres, perde para os cânceres de mama, colo do útero, cólon e reto, e tiróide”, informa.

No quesito apontador de mortalidade, fica em primeiro lugar em homens e segundo em mulheres, que morrem em maior quantidade – quase cinco vezes mais – por conta do câncer de mama.

VIGILÂNCIA

A principal forma de prevenção do câncer de pulmão se dá pelo abandono do tabagismo, que deve estar sempre em pauta, já que o cigarro é a causa mais bem estabelecida em relação à neoplasia pulmonar.

“Sabe-se que o tabagismo aumenta de forma ampla a probabilidade das pessoas desenvolverem câncer ao longo da vida. É importante que não seja abordada somente a questão da cessação do hábito, mas principalmente a recomendação para que ele não se inicie.”

Atualmente – em escolas, locais frequentado por crianças e adolescentes, em especial – o governo vem implantando diversas medidas preventivas, como por exemplo, a proibição da propaganda do cigarro na mídia ou de sua associação com outros produtos que garantam trazer felicidade às pessoas; extinguindo assim a imagem do tabagismo como algo elegante, como era no passado.

“A exposição à poluição também está associada à neoplasia, entretanto de forma mais rara e amena, assim como o contato com alguns agentes ocupacionais, como, por exemplo, a radiação, que comprovadamente aumenta a incidência do câncer; e o amianto, potente carcinogênico”, alerta dr. Ricardo.

DIAGNÓSTICOS

Segundo o especialista, a grande maioria das pessoas, quando consulta um médico com queixas relacionadas à doença, já está em fase avançada. “Apenas 15% dos pacientes são diagnosticados em etapa inicial, quando a doença é tratável com intenção curativa. Os outros, infelizmente, já chegam apresentando metástase, ou seja, o tratamento principal será somente paliativo”.

O médico explica que, na tentativa de diagnosticar o câncer pulmonar de forma mais precoce, uma série de estratégias vem sendo desenvolvidas. A primeira, já utilizada nos EUA, é a realização de tomografia em pacientes tabagistas.

“A tomografia periódica serviria para avaliar a presença de nódulos no pulmão. Dentro da realidade americana, o impacto foi positivo, mas não se sabe como o método se sairia no Brasil, já que existem vários outros fatores a ser ponderados.”

Conforme dr. Ricardo, quando se faz o diagnóstico de nódulos no pulmão, apenas uma parte deles pode ser cancerígeno, pois no Brasil há diversas doenças infecciosas que podem se apresentar em forma de nódulos.

“Estudos ainda precisam ser conduzidos para ver se a ferramenta nos ajudaria de maneira efetiva ou se começaríamos a fazer diagnósticos equivocados, uma vez que o resultado pode ser fruto de cicatrizes advindas de processos infecciosos antigos.”

Outra pesquisa vem sendo feita: a detecção do câncer através de amostras de sangue e/ou saliva, que dispensaria a biópsia direta do tumor. Dr. Ricardo assegura que, apesar de inicial, especialistas da área estão confiantes de que a qualquer momento a ferramenta se mostrará útil e eficaz.

TRATAMENTOS

O câncer precoce é tratado através de cirurgia, configurada pela extração da parte do pulmão afetada pelo tumor.

“Este é o tratamento que apresenta maior chance de cura, entretanto, como já dito antes, a maioria dos pacientes é diagnosticada já na forma avançada, perdendo a oportunidade de cura”, lamenta.

Inclusive, há novidades no tratamento cirúrgico, como o uso de aparelhos e técnicas menos invasivos através de vídeo e robótica, diminuindo o trauma cirúrgico do paciente que passa por uma operação.

Para casos tardios, em que o paciente já apresenta metástase, também tem sido notada evolução. Conforme dr. Ricardo, novas drogas agirão especificamente em alguns tipos de tumor, pois hoje em dia já é possível detectar as mutações da doença.

Tais mudanças geram a alteração de algumas proteínas das células pulmonares, fazendo com que tais células se proliferem anormalmente, chegando à circulação sanguínea e provocando a metástase.

“Nós já conhecemos algumas dessas mutações e, dependendo do tipo delas, há tratamentos específicos que bloqueiam tais proteínas. É o que chamamos de terapia-alvo, pois as novas drogas tratam exclusivamente a proteína anormal que é produzida pela mutação.”

SUS

O SUS oferece amplo suporte ao diagnóstico e tratamento do câncer de pulmão, como tomografia, cirurgia e quimioterapia. Contudo, uma série de medicamentos mais modernos ainda não foi incorporada ao SUS.

Uma dificuldade para os pacientes que utilizam o SUS é o acesso ao médico pneumologista num momento em que o tratamento cirúrgico seria viável, já que muitos deles passam pelo pronto-socorro, realizam a tomografia, mas não são encaminhados diretamente ao serviço específico.

“O problema é multifatorial: tem participação do sistema de saúde, que às vezes não possui organização adequada; mas também do paciente, que não procura o especialista e acaba deixando de lado, uma vez que o tumor geralmente não apresenta sintomas”, explica dr. Ricardo.

POLÍTICAS PÚBLICAS

Conforme o cirurgião torácico, a política de saúde mais importante atualmente para o tratamento e prevenção do câncer do pulmão é a que o estado vem apresentando em relação à cessação do tabagismo, que é a política mais agressiva e detentora do melhor custo-efetividade.

“Acredito que outra direção a ser seguida é acerca da conscientização do problema, assim como temos quanto ao câncer de mama, que leva as mulheres a realizar o auto-exame. O câncer de pulmão deve ser lembrado a todo tempo, tanto por médicos quanto por pacientes.”

Assim, fumantes devem ser acompanhados por médicos pneumologistas periodicamente, pois são a população de maior risco, bem como realizar radiografias periodicamente. Resultados alterados também devem ser levados para a avaliação de especialistas o quanto antes.

“É interessante que médicos não especialistas também fiquem atentos à doença e não descartem de forma rápida a possibilidade do câncer de pulmão, já que existem outras patologias mais frequentes que geram achados radiológicos no tórax como pneumonia e tuberculose”, finaliza.

ESTATÍSTICAS

Conforme o dr. Ubiratan de Paula Santos, membro da SPPT e responsável pelos ambulatórios de Cessação de Tabagismo e de Doenças Respiratórias Ocupacionais e Ambientais da Divisão de Pneumologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, há cerca de 1,3 bilhão de fumantes no mundo e cerca de 25 milhões no Brasil.

“Os fumantes têm de 15 a 30 vezes mais risco de virem a ter câncer de pulmão, dependendo de quantos cigarros fumam, por quantos anos e quanto mais cedo começaram a fumar”, conta.

O tabagismo é responsável por 71% dos casos de câncer de pulmão; a poluição do ar ambiental, por 8%; a ocupação por cerca de 10% e a poluição intradomiciliar – queima de combustíveis para aquecimento e cocção – por cerca de 2,6%.

Fonte: Dr. Ricardo Mingarini Terra, membro da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT) e do Serviço de Cirurgia Torácica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, o câncer de pulmão possui o segundo maior índice de incidência em homens e o quinto maior em mulheres.
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24.9.12

Pequi pode tratar câncer de pulmão

Nutricionista estuda os efeitos do pequi sobre o câncer de pulmão. Será que o pequi poderá um dia ser usado para tratar câncer de pulmão e outros tipos da doença?

A Nutricionista Natália Colombo, pesquisadora pelo Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) irá apresentar o trabalho que desenvolve no laboratório, cujo foco é o estudo da ação do pequi (Caryocar Brasiliense Camb) na redução do estresse oxidativo em um modelo experimental de câncer de pulmão.

pequi e cancer de pulmão
foto de pequi/foto


O pequi é uma fruta do cerrado brasileiro que tem altos níveis de antioxidantes, como vitamina C, carotenoides e compostos fenólicos, como flavonóides, saponinas e taninos, além de óleos essenciais.

O Congresso do ERS – 2012 (European Respiratory Society - Annual Congress) aconteceu em Vienna, Austria no período de 1 a 5 de setembro de 2012. O encontro científico acontece anualmente na Europa, e é liderado pela Sociedade Europeia de Pneumologia é o único que reúne ciência básica com a prática clínica dentro de um único evento.

A reputação da sociedade deriva do excelente programa científico de cada Congresso Anual, atualmente considerado o maior evento Respiratório do mundo.

Inúmeras pesquisas, simpósios, sessões de pôsteres, seminários e pós- graduações são oferecidos nesse evento, e a conferência, que abrange todos os aspectos e questões pulmonares continua a trazer jovens e cientistas promissores de todo o mundo para um contato mais próximo e para apresentar o que há de mais novo no meio.

O ERS é dedicado à sensibilização para a saúde pulmonar e melhoria da gestão, prevenção e tratamento de doenças pulmonares.

Para mais informações, acesse o site do congresso:
http://www.erscongress2012.org

Fonte: Divulgação
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25.3.10

Excesso de fosfato e o Câncer de Pele

Um estudo publicado no Cancer Prevention Research, afirmou que o excesso de fosfatos aumenta o risco de câncer de pele em 50%.

O fosfato é um nutriente essencial aos ossos e ao aporte energético corporal, porém o excesso pode comprometer a divisão celular.



Nos últimos 30 anos o fosfato tem sido usado como aditivo químico tanto na forma de agrotóxicos como pela indústria. Os fosfatos são encontrados em carnes processadas, os embutidos (presunto, salsicha, linguiça, mortadela, presunto), além de refrigerantes, bolos e biscoitos, para aumentar a durabilidade. Pesquisa anterior, realizada na China em 2009, afirmou que o risco de câncer de pulmão também aumenta com o aumento da ingestão de fosfato.

Referências:
C.E. Camalier Elevated phosphate activates N-ras and promotes cell transformation and skin tumorigenesis. Cancer Prev. Res. 3, 359-370 (2010)
M.H. Cho et al. High dietary inorganic phosphate increases lung tumorigenesis and alters Akt signaling. Am J Respir Crit Care Med 179: 59-68 (2009).

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