18.2.17

Arboviroses crescem e preocupa farmacêuticos

Arboviroses: os novos desafios para os farmacêuticos - informaçõoes e entrevista

O que são arboviroses?


Arboviroses são as doenças causadas pelos arbovírus, incluindo os vírus da dengue, zika, febre chikungunya e febre amarela. Mas não são só estes... A classificação "arbovírus" engloba todos os vírus transmitidos por artrópodes, ou seja, insetos e aracnídeos (como aranhas e carrapatos).

Tríplice epidemia de arbovírus


A tríplice epidemia causada pelas arboviroses e em expansão, no Brasil, é um fenômeno de grande impacto social e sanitário que cobra dos farmacêuticos e demais profissionais da saúde atitudes e conhecimentos urgentes sobre as doenças e sua correlação com fatores, como o saneamento básico, a interação entre infecções concomitantes e sequenciais, o espectro de manifestações clínicas e das malformações fetais atribuíveis à infecção pelo Zika vírus, as dificuldades diagnósticas, entre outros.

Causas da epidemia de arboviroses 


O avanço das viroses está relacionado com as profundas modificações do ambiente por ações do homem, com o crescimento urbano desordenado, com o intercâmbio internacional estabelecido pelo processo de globalização, com as mudanças climáticas, entre outros fatores.

O clamor popular, fruto do medo e da insegurança diante do assombro causado pelas arboviroses, é por ações precisas e rápidas das autoridades e por respostas preventivas e terapêuticas dos profissionais da saúde.
O que são arboviroses

Dada a velocidade com que se disseminam e o modo como vêm surpreendendo o meio científico, com tantos novos sintomas e outras facetas, a Dengue, a Zika e a Chikungunya transformaram-se em grandes desafios para os farmacêuticos. Os profissionais são cobrados a buscar, na mesma velocidade, informações (muitas sequer existem, ainda) para se qualificar para prestar serviços aos pacientes.

Na busca por oferecer aos farmacêuticos mais conhecimentos técnicos e científicos sobre essas doenças, o Conselho Federal de Farmácia aproximou-se da Sociedade Brasileira de Dengue e Arboviroses (SBD-A) - www.sbd-a.org. Firmaram uma frutífera parceria que vem qualificando os profissionais no tratamento das três viroses.

Importante fonte de informações sobre tudo o que diz respeito a esses vírus e às infecções que eles causam, a SBD-A está inteiramente à disposição dos farmacêuticos, demais profissionais da saúde e população, para lhes oferecer conhecimentos. O CFF conclama os farmacêuticos a se associarem à SBD-A. A filiação e a mensalidade são gratuitas.

FARMACÊUTICOS CONTRA A DENGUE, ZIKA E CHIKUNGUNYA


Os farmacêuticos brasileiros, ressalte-se, já haviam se lançado em atividades de combate às arboviroses, em todo o País. Uma forte campanha, nesse sentido, foi lançada pelos conselhos Federal e regionais de Farmácia, em parceria com a Enefar (Executiva Nacional de Estudantes de Farmácia), Anfarmag (Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais), SBFFC (Sociedade Brasileira de Farmacêuticos e Farmácias Comunitárias), Sbrafh (Sociedade Brasileira de Farmácia Hospitalar e Serviços de Saúde) e o Profar (Programa de Suporte ao Cuidado Farmacêutico na Atenção à Saúde).

A campanha, que leva o nome de Farmacêuticos em ação: todos contra o Aedes aegypti, foi lançada, no dia 19 de março de 2016, e tem grande impacto social e sanitário. Os profissionais tomaram as ruas das capitais e cidades do interior, mostrando a sua capacidade de organização e o seu compromisso com a saúde da população. De complexa elaboração, a campanha, além de ações nas ruas, envolve a distribuição de folders para farmacêuticos e população, a criação de um link (http://campanhacff.wixsite.com/farmaceuticoemacao) com informações sobre as arboviroses, entre outras ações.

As ações lideradas pelo CFF repercutiram de tal maneira e foram consideradas tão positivas, que atravessaram as fronteiras do Brasil e foram acolhidas, em vários países da América Latina, por intermediação de organizações profissionais internacionais.

O FFA (Fórum Farmacêutico das Américas) e a FIP (Federação Farmacêutica Internacional) levaram a campanha dos farmacêuticos brasileiros contra as arboviroses para a Argentina, o Equador, a Costa Rica, Panamá, Paraguai e Uruguai. E mais: as instituições internacionais traduziram e distribuíram, nesses países, o folder que o Conselho Federal de Farmácia produziu para distribuição entre farmacêuticos e a população do Brasil.

Pelo jornalista Aloísio Brandão, assessor de imprensa do CFF.

ENTREVISTA - A assessoria de imprensa do CFF entrevistou o presidente da SBD-A, o médico Artur Timerman, sobre as arboviroses. Dr. Artur é mestre em Infectologia pela Faculdade Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e atua como chefe do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, de São Paulo. LEIA A ENTREVISTA.

Leia Mais ►

16.12.15

Vacina contra dengue é aprovada


A aprovação da vacina contra dengue no primeiro país é um marco histórico que abre o caminho para reduzir significativamente a carga da dengue nos países endêmicos.

México — A Sanofi Pasteur, a divisão de vacinas da Sanofi, anunciou no dia 09 de dezembro (quarta-feira), que o México concedeu a autorização de comercialização para sua vacina contra dengue, tornando-se a primeira vacina para a prevenção da dengue no mundo a obter a aprovação.

vacina contra dengue no mundo é aprovada

A autoridade regulatória mexicana (Cofepris) aprovou a vacina tetravalente contra a dengue da Sanofi Pasteur para a prevenção da doença causada pelos quatro sorotipos do vírus da dengue em pré-adolescentes, adolescentes e adultos, dos 9 aos 45 anos de idade.

“Quando a Sanofi Pasteur se propôs desenvolver uma vacina contra a dengue há 20 anos com as comunidades científicas e de saúde pública locais e globais, foi com o objetivo de desenvolver uma vacina inovadora para enfrentar uma necessidade global de saúde pública”, disse o CEO da Sanofi, Dr. Olivier Brandicourt.

“Hoje, com esta primeira autorização de comercialização de nossa vacina, alcançamos nossa meta de fazer da dengue uma doença prevenível por vacinação. Este é um marco histórico para nossa empresa, para a comunidade de saúde pública mundial e, ainda mais importante, para a metade da população mundial que vive sob o risco de contrair dengue”. 

A aprovação da vacina contra dengue da Sanofi Pasteur concedida pela Cofepris se baseia nos resultados de um amplo programa de desenvolvimento clínico no qual participaram mais de 40.000 indivíduos de diferentes idades, contextos geográficos e epidemiológicos, origens éticas e socioeconômicas de 15 países. As regiões endêmicas do México participaram de todas as três fases do programa de desenvolvimento clínico da vacina.


► Leia também: Vacina contra dengue é testada no Brasil.

“A dengue é uma ameaça crescente no México e em muitos outros países tropicais e subtropicais da América Latina e Ásia. A primeira vacina aprovada para prevenir a dengue é uma grande inovação e um avanço na saúde pública. Esta vacina agregará valor decisivo aos esforços de prevenção integrada e controle da doença. Será uma ferramenta essencial para impulsionar os esforços em andamento realizados pelas comunidades para aliviar o sofrimento que há muito tempo esta doença causa às pessoas que vivem em países endêmicos como o nosso”, 

Comentou o dr. José Luis Arredondo García, subdiretor de Pesquisa Clínica do Instituto Nacional de Pediatria, pediatra e infectologista e coordenador do programa de Mestrado e Doutorado em Ciências Médicas da UNAM (Universidade Nacional Autônoma do México).

O processo de análise regulatória para a vacina contra dengue da Sanofi Pasteur continua em outros países endêmicos. A produção da vacina contra dengue da Sanofi Pasteur já começou nas fábricas dedicadas à produção das vacinas na França, e as primeiras doses já estarão disponíveis. A Sanofi mantém seu compromisso de lançar a vacina primeiramente nos países em que a dengue é uma importante prioridade de saúde pública.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) se referiu à vacina contra dengue como parte essencial dos esforços integrados de prevenção necessários para reduzir de maneira significativa a carga da doença em todo o mundo.

A OMS fez um apelo para reduzir a mortalidade por dengue em 50% e a morbidade em 25% até 2020 nos países endêmicos. As modelagens sobre o impacto da doença mostram que a vacinação de 20% da população endêmica a partir de nove anos de idade com a vacina contra a dengue nos países que participaram da Fase III do desenvolvimento clínico da vacina, poderia reduzir potencialmente a carga da doença nestes países em 50% em 5 anos.i Esta redução significativa da doença nesta população em grande escala poderia resultar em um menor número de indivíduos infectados em um determinado país e, por conseguinte, menos mosquitos infectados, o que levaria a uma redução global do risco de transmissão.

Carga da Dengue — De acordo com a OMS, a dengue é hoje a doença transmitida por mosquito que mais se dissemina no mundo, causando cerca de 400 milhões de infecções por ano. Fatores como o aumento da urbanização, a mobilidade das populações e as alterações climáticas que aumentam o raio de ação dos mosquitos vetores criaram o ambiente perfeito para a expansão da dengue. Nos últimos 50 anos, a dengue se espalhou e, se antes estava presente em alguns países, hoje é endêmica em 128 países, onde vivem aproximadamente quatro bilhões de pessoas. Da mesma forma, a incidência da dengue aumentou 30 vezes nesse mesmo período.

O mosquito que transmite a dengue se alimenta durante o dia e à tarde e pode crescer em quantidades muito pequenas de águas paradas, fato que o torna uma grande ameaça aos trabalhadores da saúde pública e às pessoas que fazem parte de comunidades endêmicas. A dengue é uma doença dolorosa que também é conhecida como febre 'quebra-ossos' devido à terrível dor que causa nos ossos e articulações. Além do sofrimento humano, a dengue também pode fragilizar a estrutura dos sistemas locais de saúde durante os surtos. Estima-se que, globalmente, o custo direto e indireto da dengue é de 9 bilhões de dólares por ano.




Embora a dengue afete pessoas de todas as idades e estilos de vida, a maioria dos casos de dengue no mundo ocorre em segmentos sociais e de população com alta mobilidade, que incluem pré-adolescentes e adultos.

A vacina contra dengue da Sanofi Pasteur é o resultado de mais de duas décadas de inovação científica e colaboração, com base em 25 estudos clínicos em mais de 15 países em todo o mundo. Mais de 40.000 voluntários participaram no programa de ensaios clínicos da vacina contra dengue (Fase I, II e III), dos quais 29.000 voluntários receberam a vacina. A vacina contra dengue da Sanofi Pasteur concluiu com êxito os estudos de Fase III em 2014 para avaliar o objetivo primário de eficácia da vacina.

Por recomendação da OMS para todas as vacinas contra a dengue que estão em desenvolvimento, encontram-se em andamento estudos de acompanhamento de longo prazo sobre a vacina. Análises agrupadas de eficácia e integradas de segurança dos estudos de eficácia de Fase III de 25 meses e os estudos em andamento de longo prazo, respectivamente, foram recentemente publicados no New England Journal of Medicine, reconfirmando o perfil consistente de eficácia e o perfil de segurança de longo prazo em populações com idade a partir dos nove anos.

Em uma análise agrupada de eficácia em voluntários com idade de 9 a 16 anos que participaram em dois estudos de Fase III de eficácia de 25 meses, a vacina contra dengue da Sanofi Pasteur demonstrou reduzir a dengue causada pelos quatro sorotipos em dois terços dos participantes. Além disso, esta análise agrupada mostrou que a vacina contra dengue da Sanofi Pasteur preveniu 9 em cada 10 casos de dengue grave e 8 em cada 10 das internações neste grupo etário.

► Leia também: Alface contra dengue

A vacina contra dengue da Sanofi Pasteur é a primeira vacina no mundo a receber a aprovação para prevenção da dengue. As primeiras doses da vacina estão sendo produzidas, com uma capacidade de produção disponível de grande escala de 100 milhões de doses de vacinas por ano. |www.es.dengue.info.
Leia Mais ►

6.11.15

Borra de café contra dengue

A cada dia surge uma nova arma contra a dengue. Que bom! A mais nova forma de se combater a proliferação do mosquito da dengue, o Aedes Aegypti pode vir do café, mais precisamente da borra do café contra dengue. Aquele pó de café que sobra no coador após prepararmos o nosso cafezinho de todos os dias.

A boa notícia se deve de um estudo da Universidade estadual paulista, que descobriu que o mosquito da dengue pode ser combatido ainda em sua fase larvária com a simples adição da borra de café na água em que estão vivendo, quando ainda não se transformaram em mosquitos adultos.

borra de café contra dengue
borra de café coado contra dengue

DURAÇÃO DO EFEITO DA BORRA DE CAFÉ CONTRA A DENGUE


Contudo, o efeito dura apenas uma semana, quando novas borras de café devem ser adicionadas à água.

A borra de café pode ser adicionada a pratinhos de água e em locais onde não seja possível a remoção da água, como poços e piscinas sem uso, além de objetos que necessitam ficar sob chuva, como pneus usados em parques de diversão como balanços, caminho de rallys , etc.



COMO A BORRA DE CAFÉ E A CAFEÍNA AGEM CONTRA A DENGUE? COMO USAR?



A cafeína mata os ovos e o cheiro da borra afasta o Aedes aegypti. coloque a borra dentro das bromélias e nos locais onde a água costuma empoçar. Nos pratinhos dos vasos, misture uma parte de borra para cinco partes de areia. Troque este composto uma vez por semana.







A CONCENTRAÇÃO DE CAFEÍNA EFICAZ



500 microgramas de cafeína por mililitro de água matam o inseto na fase de larva.

Pois é, a cada dia se descobre que o café faz muito mais bem do que mal. Fonte: Unesp.


Artigos relacionados
Leia Mais ►

2.2.15

Repelente caseiro Ana Maria Braga, como fazer

Repelentes caseiros podem funcionar contra mosquitos diversos inclusive pernilongo e para matar o Aedes Aegypti, o mosquito da dengue.

No programa Mais Você, a apresentadora Ana Maria Braga recebeu por e-mail a receita de um repelente caseiro. A equipe do Mais Você, mais especificamente o consultor-médico, dr. Guilherme levou o repelente caseiro natural para ser testado em um instituto de biologia. Acompanhe a receita do repelente caseiro e os resultados:

Leia também: Repelentes contra o Aedes Aegypit: diferenças e segurança

Repelente caseiro Ana Maria Braga, como fazer


1. Repelente caseiro natural, receita


- 500 ml (1/2 litro) de álcool líquido
- 10 gramas de cravo-da-índia (1 pacotinho)
- 100 ml de óleo corporal


Repelente caseiro natural


Leia também: Entenda a relação entre zika vírus, síndrome de Guillain-Barré e microcefalia


2. Como fazer o repelente caseiro corporal


  1. Misture o álcool e os cravos em um frasco fechado que não deixe a luz passar (que não seja transparente), isso não foi dito no programa, mas é importante que isso seja feito, farmacologicamente falando.
  2. Deixe a solução descansando por quatro dias e, durante esses dias, agite duas vezes por dia, de manhã e à noite.
  3. Após esse período coe a solução, desprezando os cravos. Em seguida acrescente o óleo corporal e agite ligeiramente.

Leia também:Quais repelentes gestantes podem usar.

Como foi feito o teste com o repelente natural caseiro





Em um instituto de biologia o técnico analisou o produto preparado pela equipe do programa da seguinte forma.

Leia também: Borra de café contra dengue.

O técnico colocou as mãos em um frasco contendo o mosquito da dengue (não portador da doença) e levou algumas picadas. Tirou a mão, passou a solução e colocou a mão novamente em contato com os mosquitos. Não houve picadas.

CONCLUSÃO dos profissionais quanto ao repelente caseiro:


O repelente caseiro natural de insetos apresentado pelo programa da Ana Maria Braga é eficaz contra qualquer tipo de mosquito, inclusive o da dengue (Aedes Aegypti).


Artigos relacionados a repelentes e a dengue


Repelente caseiro Ana Maria Braga, como fazer
Manual de fabricação de mosquiteiro - CLIQUE PARA COMPRAR!



Contudo, é necessário que se faça mais testes para saber se esses repelentes naturais de insetos afastariam todos os mosquitos da dengue.

Dessa forma, a recomendação final do programa é que você use o repelente caseiro, mas reaplique com frequência, sobretudo após entrar na água e se suar muito praticando esporte ou caminhando.
Leia Mais ►

12.7.13

Vacina contra Dengue

Atualmente, existem diversas iniciativas de pesquisas para o desenvolvimento da vacina contra dengue em todo o mundo, inclusive de instituições nacionais, como o Instituto Butantan e a Fundação Oswaldo Cruz. Mas acredita-se que a iniciativa mais avançada seja a francesa Sanofi Pasteur.

Uma fábrica inaugurada na França pela Sanofi Pasteur, unidade de vacina da farmacêutica francesa Sanofi, já começou a produzir doses experimentais da vacina contra dengue, segundo informações da Reuters.

Vacina contra Dengue

De acordo com Guillaume Leroy, que está à frente do projeto, a empresa será capaz de produzir 100 milhões de doses por ano.

Resultados de uma pesquisa da empresa divulgados no ano passado mostraram, pela primeira vez, que é possível obter uma vacina segura contra dengue, apesar de o produto ter falhado na prevenção contra um dos sorotipos da doença (no total, são quatro sorotipos).

Artigos relacionados
-Vacina contra dengue
-Epidemia de dengue
-dengue
-vacinas

Atualmente, a farmacêutica ainda aguarda a conclusão dos resultados de dois grandes estudos clínicos, que devem sair no final de 2013 ou em 2014, e a vacina contra dengue em 2015, para entender melhor a eficácia do produto. Cerca de 45 mil pessoas participaram dos testes na Ásia e na América Latina

A fábrica fica na cidade de Neuville-sur-Saone, onde o grupo investiu o equivalente a cerca de R$ 890 milhões.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) acomete aproximadamente 50 milhões de pessoas de todos os continentes, sendo uma ameaça pandêmica.

Leia Mais ►

23.1.12

Alface contra dengue

Somos a favor de todo meio de combate à dengue, dos tradicionais aos alternativos (desde que apresentem resultados positivos).

A mais nova arma de combate à dengue pode ser a alface. É isso mesmo! Alface contra dengue.



Uma pesquisa em parceria entre a Universidade de Brasília – UnB, a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e a Fiocruz pretende utilizar plantas transgênicas de alface para diagnosticar o vírus da dengue.

A ideia é produzir um kit de diagnóstico mais econômico e eficiente para agilizar a detecção da doença pela rede pública de saúde no Brasil.

Hoje, no mundo, já se sabe que a biotecnologia pode ser uma forte aliada da saúde humana e que os kits de diagnósticos à base de plantas representam cerca de um décimo do valor dos convencionais.

O processo de transformação genética das plantas está sendo conduzido na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, sob a supervisão do pesquisador Francisco Aragão e consiste na introdução de uma parte do gene do vírus da dengue em DNA do cloroplasto de alfaces.

As plantas são, então, colocadas em um meio de cultura com antibiótico que garantirá que apenas as células que receberem o gene do vírus sobrevivam. Por fim, as plantas são transferidas para um tubo para regeneração.

Esse processo leva cerca de quatro meses e as alfaces geneticamente modificadas são mantidas em casas de vegetação seguras e específicas para esses organismos na Unidade da Embrapa. O kit terá um reagente produzido com a planta transgênica de alface na qual foi injetada o gene do vírus da dengue.

A alface transgênica produzirá uma partícula viral defeituosa que será aproveitada em reagente, a ser misturado ao sangue coletado. Conforme a reação, o medicamento indicará se o paciente está com os anticorpos do vírus da dengue.

Fonte: Embrapa

O conteúdo do www.saudecomciencia.com é informativo e educativo. Não exclui consulta com profissional habilitado.
Leia Mais ►

19.12.11

Suco contra a dengue ensinado no Mais Você

A prevenção da proliferação do mosquito da dengue é ainda o melhor modo de combate à dengue. Contudo, algumas medidas podem ajudar e ainda que não sendo 100% eficaz, podem ajudar - e muito - a controlar a doença.

O programa Mais Você de Ana Maria Braga, por exemplo, ensinou a fazer um suco contra a dengue.



O suco capaz de afastar a dengue leva inhame e ajuda a manter o mosquito da dengue afastado de você e da sua família.

foto reprodução programa Mais Você / Terra
Suco contra a dengue

Ingredientes
  • 1 maçã vermelha
  • 1 limão
  • ½ inhame pequeno descascado
  • Açúcar ou adoçante a gosto

Modo de preparo
Na centrífuga:
  1. Centrifugue o limão descascado
  2. o inhame descascado 
  3. e a maçã com casca 
  4. Despeje num copo e adoce a gosto 
  5. Transfira o liquido para o liquidificador 
  6. coloque a maçã cortada com casca e o inhame descascado e bata bem 
  7. Coe numa peneira e adoce a gosto

Benefícios do inhame
Segundo o Ecologos.org, o inhame é um dos alimentos medicinais mais eficientes que se conhece: faz muitas impurezas do sangue saírem através da pele, dos rins, dos intestinos. No começo do século já se usava elixir de inhame para tratar sífilis. Os médicos orientais recomendam comer inhame para fortificar os gânglios linfáticos, responsáveis pela defesa do sistema imunológico. Evita malária, dengue, febre amarela, pois sua presença no sangue permite uma reação imediata à invasão do mosquito, neutralizando o agente causador da doença antes que ele se espalhe pelo corpo.

Comer inhame em vez de batata, duas ou três vezes por semana, previne contra dengue. Mesmo já estando com dengue, comer inhame - ou tomar o elixir de inhame, vendido em qualquer farmácia - costuma acelerar a recuperação eliminando os resíduos que ficavam no sangue. [citação Terra]
 Leia mais artigos sobre inhame e dengue:
  1. Sorvete de inhame;
  2. Sopa de couve flor com inhame (blog OQuêComerHoje?)
  3. Tudo o que já foi escrito sobre dengue

Abaixo, o vídeo do programa da Ana Maria Braga com o suco contra a dengue:
Leia Mais ►

19.10.11

Vacina contra dengue é testada no Brasil

Cinco capitais brasileiras – Campo Grande, Fortaleza, Goiânia, Natal e Vitória – estão participando dos testes em seres humanos de uma vacina contra a dengue.

Os dados serão analisados em conjunto com os de outros países latino-americanos e asiáticos, onde a dengue também é uma epidemia. Em testes anteriores, o medicamento tem se mostrado seguro para a saúde.

Hoje o único método de prevenir a transmissão do vírus é agir sobre o Aedes aegypti, mosquito transmissor, seja com inseticidas – fumacê – ou com a eliminação dos criadouros – água parada.

Os voluntários escolhidos para a pesquisa têm entre 9 e 16 anos e são acompanhados de perto por uma equipe médica enquanto fizerem o tratamento. Dois terços dos pacientes recebem a vacina candidata e os demais tomam doses de placebo – uma substância que não tem efeito no corpo.

A vacina é composta por três doses, que devem ser dadas com intervalos de seis meses. Todos os pacientes serão observados durante o período, e qualquer caso de febre deve ser relatado aos médicos pesquisadores. O objetivo é saber quais crianças e adolescentes vão ter dengue ou não.

Para que ela seja considerada eficiente, o número – relativo – de casos de dengue entre os pacientes que tomaram a vacina precisa ser no máximo 30% do número de casos entre os que receberam doses de placebo.

“Essa premissa de 70% de eficácia foi compartilhada com alguns órgãos reguladores como, por exemplo, a Organização Mundial de Saúde”, diz o médico Pedro Garbes, diretor regional de desenvolvimento clínico na América Latina do Sanofi Pasteur, laboratório responsável pela produção da vacina.

Os voluntários precisam morar em áreas expostas ao risco de transmissão de dengue; caso contrário, é natural que nenhum deles desenvolva a doença e a pesquisa não tenha validade.

“Eu gosto de dar como exemplo uma coisa meio absurda. Você está testando uma vacina para HIV e escolhe vacinar cem freiras num convento. Dois anos depois, você volta, faz os exames e fala que a vacina funcionou muito bem. Você escolheu a população errada e se esqueceu de perguntar se elas tinham risco de adquirir a infecção”, justifica Reynaldo Dietze, professor da Universidade Federal do Espírito Santo e coordenador da pesquisa no Brasil.

Como funciona
Toda vacina é feita com material do próprio agente causador da doença – um vírus, no caso da dengue –, em forma atenuada ou morta, que serve para preparar o sistema imunológico. Após tomar a imunização, o corpo será capaz de reconhecer o vírus e terá anticorpos para combatê-lo.

A dengue tem quatro tipos de vírus diferentes que provocam os mesmos sintomas. Uma vacina tem que ser capaz de preparar o sistema imunológico para todos eles. Nessa pesquisa, os cientistas trabalharam separadamente com cada um dos tipos. É como se eles tivessem feito quatro vacinas diferentes e as misturado em uma só.

No passado, vacinas que usavam o próprio vírus da dengue provocaram uma reação muito forte nos pacientes e não foram consideradas seguras. Por isso, os cientistas recorreram à engenharia genética para colocar o material genético dos vírus da dengue em outro organismo.

“Recortou-se parte do seu genoma e se colocou essa parte do genoma deles em outro vírus: o vírus vacinal da febre amarela”, conta Pedro Garbes. Segundo o médico, a vacina da febre amarela já existe há 70 anos e é considerada bastante segura.

Caso a vacina seja aprovada, o laboratório pretende colocá-la no mercado em 2014.

Pesquisa nacional
Esse não é o único grupo de pesquisadores empenhado em elaborar uma vacina para a dengue. O Instituto Butantan, vinculado ao governo do estado de São Paulo, e a Fundação Oswaldo Cruz, do governo federal também têm projetos nesse sentido.

Alexander Precioso, diretor de testes clínicos do Instituto Butantan, coordena uma equipe que trabalha com esse objetivo, em parceria com os Institutos Nacionais de Saúde dos EUA. A primeira fase de testes começa ainda esse ano.

Para ele, não é um problema grave se alguém chegar a uma fórmula antes e não se trata de uma corrida com um único ganhador. “Todas as iniciativas são muito bem-vindas, a princípio”, diz Precioso.

“A demanda é mundial”, lembra o especialista. “Ninguém terá a capacidade de produzir todas as doses necessárias”, acrescenta.

Precioso afirma ainda que é importante para o Brasil ter uma vacina produzida por uma instituição local e com financiamento público.

“Nós acreditamos que ela terá o resultado esperado e mais adequado para o nosso país”, diz. “É claro que por ser uma produção nacional, nós temos a expectativa de que ela tenha o custo inferior”.
Fonte: G1
Leia Mais ►

28.3.11

Dengue tipo 4: epidemia iminente

ALERTA DENGUE

RISCO DE EPIDEMIA de dengue é iminente

Quatro (4) casos de dengue confirmados no Rio de Janeiro alimentam temores de uma epidemia em 2012 nos moldes da vivida em 2002, quando o vírus do tipo 3 circulou pela 1ª vez.

---------------------------------------------------------------
Artigos relacionados
---------------------------------------------------------------

IMUNIDADE ZERO

Isso acontece porque quem já foi infectado pelo vírus de um subtipo ganha imunidade a esse subtipo, mas não está imune a outros subtipos.

mosquito da dengue
GRAVIDADE DA DOENÇA (Dengue tipo 4)

A dengue do tipo 4 (ou vírus tipo 4) não é mais grave do que os outros tipos. Quem nunca pegou dengue, se exposto ao tipo 4, terá o mesmo quadro de quem for infectado com outro tipo do vírus pela 1ª vez.

IMPORTANTE: Dessa forma, uma epidemia de dengue tipo 4 é iminente (grande probabilidade de ocorrer) para 2012 por que as pessoas não estão imunes a este tipo de vírus, ou seja, pouca gente o contraiu, não sendo o vírus tipo 4 mais ou menos perigoso que o tipo 1, 2 ou 3.

Texto escrito com base em artigo do ABCFarma.
Leia Mais ►

15.9.10

Dengue neurológica (neurodengue): sintomas e tratamentos

A dengue neurológica ou Neuro Dengue é uma complicação da dengue clássica. Redução de consciência, paralisia facial, dificuldade para respirar (em alguns casos), convulsão, mielite, encefalite, dormência (parestesia) são sintomas comuns na dengue neurológica.

A dengue neurológica afeta cerca de 1 a 5% dos casos de dengue, que evoluíram para doenças neurológicas.




É importante salientar que a dengue neurológica (neurodengue) tem tratamento. Os medicamentos escolhidos pelo médico dependem dos sintomas apresentados.


O conteúdo do www.saudecomciencia.com é informativo e educativo. Não exclui consulta com profissional habilitado.
Leia Mais ►

12.9.10

Risco dengue: Ministério da Saúde lança ferramenta para avaliar possível epidemia

Risco Dengue leva em conta cinco indicadores, com enfoque intersetorial. Intensificação das ações de prevenção deve ser imediata

O Ministério da Saúde elaborou uma nova ferramenta para avaliar o risco de epidemias de dengue nos estados e municípios brasileiros e orientar ações imediatas para evitar que elas se tornem realidade.



Batizada de “Risco Dengue”, ela utiliza cinco critérios básicos: três do setor Saúde – incidência de casos nos anos anteriores, índices de infestação pelo mosquito Aedes aegypti e tipos de vírus da dengue em circulação; um ambiental – cobertura de abastecimento de água e coleta de lixo; e um demográfico – densidade populacional. A nova metodologia reforça o caráter intersetorial do controle da dengue e permite aos gestores locais de Saúde intensificar as diversas ações de prevenção nas áreas de maior risco.

O Risco Dengue parte de dados já disponíveis nos municípios e estados e define ações a serem realizadas por todas as esferas de gestão do Sistema Único de Saúde (SUS). Para os 26 estados e o Distrito Federal, o risco de epidemia aumenta em municípios de maior porte e regiões metropolitanas que não tenham enfrentado epidemia recentemente nem tenham alta circulação do sorotipo viral predominante no país. Ausência ou deficiência dos serviços de coleta de lixo e abastecimento de água, além do índice de infestação pelo mosquito transmissor, também são indicadores importantes de risco para dengue.

Com base no cruzamento destes dados, o Ministério da Saúde alerta que, para o verão de 2010/2011, dez estados brasileiros têm risco muito alto de enfrentar epidemia de dengue, nove estados têm risco alto e cinco estados mais o Distrito Federal têm risco moderado (veja mapa). O Ministério ressalta que este mapa não considera uma eventual dispersão do vírus DEN-4 no país. O sorotipo foi identificado em Roraima no mês de agosto, após 28 anos sem circulação no Brasil. O Ministério alertou todas as unidades da Federação para intensificar o monitoramento viral e, até o momento, não há evidência deste vírus fora do estado de Roraima.


Além do Risco Dengue, os Estados e municípios devem manter a realização do Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), como vem sendo feito no mês de novembro desde 2003. Neste ano, no entanto, a recomendação é que o LIRAa seja ampliado de 169 para 354 municípios do país (veja tabela). Após a realização do LIRAa, os Estados e Municípios devem incorporar os seus resultados para nova análise das áreas de risco de transmissão.


Entre 1º e 2 de setembro, representantes de todas as Secretarias Estaduais de Saúde estarão reunidos com técnicos do Ministério da Saúde, em Brasília, para treinamento sobre a ferramenta do Risco Dengue – a ser aplicada nos estados e municípios. Toda a metodologia segue as recomendações do Comitê Técnico Assessor Nacional do Programa Nacional de Controle da Dengue e da Sociedade Brasileira de Infectologia.

Apresentação da ferramenta risco dengue (pdf)

Via: Ministério da Saúde

Leia tudo o que o Saúdecomciência.com já escreveu sobre dengue:
http://www.saudecomciencia.com/2009/10/dengueo-mosquitoprevencaosintomastratam.html
http://www.saudecomciencia.com/2010/03/bio-inseticida-contra-dengue-bti.html
http://www.saudecomciencia.com/2008/11/combate-dengue-novas-medidas.html
Leia Mais ►

3.9.10

Risco de epidemia de dengue

Ministério da Saúde lança ferramenta para avaliar risco de epidemias de dengue.

Risco Dengue leva em conta cinco indicadores, com enfoque intersetorial. Intensificação das ações de prevenção deve ser imediata

O Ministério da Saúde elaborou uma nova ferramenta para avaliar o risco de epidemias de dengue nos estados e municípios brasileiros e orientar ações imediatas para evitar que elas se tornem realidade.


Batizada de “Risco Dengue”, ela utiliza cinco critérios básicos: três do setor Saúde – incidência de casos nos anos anteriores, índices de infestação pelo mosquito Aedes aegypti e tipos de vírus da dengue em circulação; um ambiental – cobertura de abastecimento de água e coleta de lixo; e um demográfico – densidade populacional. A nova metodologia reforça o caráter intersetorial do controle da dengue e permite aos gestores locais de Saúde intensificar as diversas ações de prevenção nas áreas de maior risco.

O Risco Dengue parte de dados já disponíveis nos municípios e estados e define ações a serem realizadas por todas as esferas de gestão do Sistema Único de Saúde (SUS). Para os 26 estados e o Distrito Federal, o risco de epidemia aumenta em municípios de maior porte e regiões metropolitanas que não tenham enfrentado epidemia recentemente nem tenham alta circulação do sorotipo viral predominante no país. Ausência ou deficiência dos serviços de coleta de lixo e abastecimento de água, além do índice de infestação pelo mosquito transmissor, também são indicadores importantes de risco para dengue.

Com base no cruzamento destes dados, o Ministério da Saúde alerta que, para o verão de 2010/2011, dez estados brasileiros têm risco muito alto de enfrentar epidemia de dengue, nove estados têm risco alto e cinco estados mais o Distrito Federal têm risco moderado (veja mapa). O Ministério ressalta que este mapa não considera uma eventual dispersão do vírus DEN-4 no país. O sorotipo foi identificado em Roraima no mês de agosto, após 28 anos sem circulação no Brasil. O Ministério alertou todas as unidades da Federação para intensificar o monitoramento viral e, até o momento, não há evidência deste vírus fora do estado de Roraima.

Leia mais no Portal Saúde.gov

O conteúdo do www.saudecomciencia.com é informativo e educativo. Não exclui consulta com profissional habilitado.
Leia Mais ►

9.3.10

Bio inseticidas contra a dengue (BTI)

Uma novidade no combate à dengue e ecologicamente correta são os bio inseticidas. No caso específico do combate a dengue, os bioinseticidas são em formato de comprimidos conhecidos como BTI.

A composição do bio inseticida é a uma bactéria, o bacillus Thuringiensis. O bioinseticida faz parte do Programa Nacional de combate à dengue.

Como utilizar o bio inseticida?
Leia Mais ►

30.10.09

Dengue,o mosquito,prevenção,sintomas,tratamentos,...

O vírus da dengue pode se apresentar de quatro formas diferentes, que vai desde a forma inaparente, em que apesar da pessoa está com a doença não há sintomas, até quadros de hemorragia, que podem levar o doente ao choque e ao óbito.

Há suspeita de dengue em casos de doença febril aguda com duração de até 7 dias e que se apresente acompanhada de pelo menos dois dos seguintes sintomas: dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores musculares, dores nas juntas, prostração e vermelhidão no corpo.



- Infecção Inaparente
A pessoa está infectada pelo vírus, mas não apresenta nenhum sintoma.

- Dengue Clássica
Geralmente, inicia de uma hora para outra e dura entre 5 a 7 dias. A pessoa infectada tem febre alta (39° a 40°C), dores de cabeça, cansaço, dor muscular e nas articulações, indisposição, enjôos, vômitos, manchas vermelhas na pele, dor abdominal (principalmente em crianças), entre outros sintomas.

Os sintomas da Dengue Clássica duram até uma semana. Após este período, a pessoa pode continuar sentindo cansaço e indisposição.

- Dengue Hemorrágica
Inicialmente se assemelha à Dengue Clássica, mas, após o terceiro ou quarto dia de evolução da doença, surgem hemorragias em virtude do sangramento de pequenos vasos na pelo e nos órgãos internos. A Dengue Hemorrágica pode provocar hemorragias nasais, gengivais, urinárias, gastrointestinais ou uterinas.

Na Dengue Hemorrágica, assim que os sintomas de febre acabam a pressão arterial do doente cai, o que pode gerar tontura, queda e choque. Se a doença não for tratada com rapidez, pode levar à morte.

- Síndrome de Choque da Dengue
A pessoa acometida pela doença apresenta um pulso quase imperceptível, inquietação, palidez e perda de consciência. Neste tipo de apresentação da doença, há registros de várias complicações, como alterações neurológicas, problemas cardiorrespiratórios, insuficiência hepática, hemorragia digestiva e derrame pleural.
Entre as principais manifestações neurológicas, destacam-se: delírio, sonolência, depressão, coma, irritabilidade extrema, psicose, demência, amnésia, paralisias e sinais de meningite. Se a doença não for tratada com rapidez, pode levar à morte.


É importante destacar que a dengue é uma doença dinâmica, que pode evoluir rapidamente de forma mais branda para uma mais grave. É preciso ficar atento aos sintomas que podem indicar uma apresentação mais séria da doença.

SINAIS DE ALERTA - DENGUE HEMORRÁGICA

1. Dor abdominal intensa e contínua (não cede com medicação usual);
2. Agitação ou letargia;
3. Vômitos persistentes;
4. Pulso rápido e fraco;
5. Hepatomegalia dolorosa;
6. Extremidades frias;
7. Derrames cavitários;
8. Cianose;
9. Sangramentos expontâneos e/ou prova de laço positiva;
10. Lipotimia;
11. Hipotensão arterial;
12. Sudorese profusa;
13. Hipotensão postural;
14. Aumento repentino do hematócrito;
15. Diminuição da diurese;
16. Melhora súbita do quadro febril até o 5 dia;
17. Taquicardia.

Fonte: Dengue - Aspectos Edipemiológico, diagnóstico e tratamento (Ministério da Saúde)
Leia Mais ►

4.11.08

Combate à DENGUE, novas medidas

Armadilha para o mosquito em vaso é uma das ferramentas.O Ministério da Saúde escolheu 11 cidades do País, entre elas sete capitais, para servir como laboratório de novas estratégias para atacar a dengue. O objetivo é testar ferramentas para antecipar o diagnóstico, racionalizar e potencializar o combate à doença no verão.


As ações consistem na instalação de armadilhas para capturar o mosquito transmissor, na realização de testes rápidos de sangue, que indicam prontos em 15 minutos, e na comunicação por internet dos casos da doença, a ser feita pela população.


Em São Paulo, as cidades escolhidas foram São José do Rio Preto, no interior, e Santos, no litoral. As outras são Aracaju, Belo Horizonte, Goiânia, João Pessoa, Manaus, Maringá (PR), Recife, Santa Luzia (MG) e Vitória.O Ministério da Saúde ainda não divulgou o volume total de recursos empregado, mas as verbas devem sair do pacote de R$ 1 bilhão anunciado em outubro pelo ministro José Gomes Temporão. 


Todas as ações serão acompanhadas por técnicos do ministério e das secretarias estaduais da Saúde.Em São José do Rio Preto (a 440 quilômetros de São Paulo), duas ações vão consumir R$ 218 mil. Uma delas, segundo a coordenadora municipal do programa de combate à dengue, Amena Ferraz, é a instalação das armadilhas em formato de vaso preto, com água no fundo.


 "O mosquito será atraído pelo odor de pastilhas colocadas na água e, quando tentar sair, ficará preso a um adesivo, sem conseguir depositar os ovos", explica.A cidade é uma das campeãs de dengue. Neste ano, já foram registradas ali 15.333 notificações de casos da doença, quatro de dengue hemorrágica.Em Santos, a prefeitura ainda aguarda orientações sobre as novas estratégias, entre elas o número de armadilhas que a cidade receberá e os locais onde os equipamentos devem ser instalados. 


A Secretaria Municipal de Saúde também não foi informada quando o exame rápido começa a ser feito e nem a quem cabe a análise.O secretário de Saúde de Santos, Odílio Rodrigues Filho, afirma que as novas estratégias não eliminam a aplicação do Plano Nacional de Controle da Dengue, ou seja, as ações que já vêm sendo realizadas - visitas a residências, mutirões, atividades educativas e bloqueios - continuarão. Por ChicoSiqueira, colaborou Rejane Lima


fonte: O Estado de São Paulo

Saúde com Ciência
Leia Mais ►

Assine nossa newsletter

Enter your email address:

Delivered by FeedBurner