31.12.16

Doenças de profissionais de TI

Como se já não fosse bastante o número de problemas enfrentados pelos profissionais de TI no dia-a-dia, seu trabalho também acarreta ou pelo menos influência alguns outros problemas que podem ser muito preocupantes, como as doenças de profissionais de TI.

Tenha uma certeza se você trabalha com TI ou esta relacionado com ela de alguma forma, seja por obrigação ou por lazer é 110% de chance de você apresentar no minimo uma das doenças mais comuns em profissionais de TI, confira:

Doenças de profissionais de TI


1 – DOR DE CABEÇA


Luz fluorescente e/ou monitores CRT, muitas vezes mal calibrados, podem gerar, em algumas pessoas, dores de cabeça, devido ao efeito flicker. Além disso a pressão do ambiente de trabalho pode piorar uma situação que já não é tão positiva.

Para evitar o problema procure ficar próximo a fontes naturais de luz. Pare de vez em quando para descansar a vista. E para as dores de cabeça por conta de pressão no trabalho, massagens relaxantes são muito eficientes.

Doenças de profissionais de TI
Doenças de profissionais de TI

2 – OBESIDADE


Muito tempo parado na frente do computador, em conjunto com uma vida sedentária, má alimentação, trabalho sobre pressão, muitas horas extras, tudo isso pode levar a obesidade. Na verdade o maior fator de risco de obesidade é a falta de exercícios físicos.

Duas a três horas de exercícios físicos pode ser bastante tempo para quem tem uma vida corrida. Algumas das soluções mais empregadas aqui seria, ir para o trabalho a pé ou de bicicleta.


3 – TROMBOSE


Quem fica muito tempo sentado, seja na frente do computador, ou dentro de um veículo, ou avião, corre o risco de desenvolver algum tipo de trombose ou embolia. Trombose nada mais é que coágulos que entopem veias das pernas (trombose) ou pulmões (embolia).

Este tipo de coágulo aparecem quando uma pessoa passa muito tempo sentado, e podem se alojar em lugares perigosos.Estudos recentes indicam que trabalhos sedentários aumentam consideravelmente o risco de trombose.A solução está em levantar regularmente, dar uma pequena caminhada pelo escritório, esticar as pernas. Aproveitando o pequeno tempo livre para evitar outros problemas também.


4 - FICAR SEM DORMIR


O ritmo de trabalho na área de TI é mais rápido que nas outras áreas. Por conta disso muitos profissionais acabam se privando de parte do sono em nome de mais horas para trabalho e/ou lazer(Eu que o diga). Um dos sintomas são as chamadas micro-sonecas, pequenos períodos de sono, e seu sintoma é facilmente percebido por conta de uma pequena sensação de sonho, alteração da realidade, por um período de tempo bem curto.

Para os casos em que o problema é o tempo de sono, basta dormir um pouco mais cedo, ou alterar os horários de trabalho, conforme possibilidade. Ainda assim existem casos em que o ambiente onde se dorme não tem sido apropriado, muito ruido, calor ou frio excessivo, ronco, parceiro roncando, choro de criança, ou o mais grave, apinéia, podem causar este tipo de sintoma. Caso seja um dos casos, recomenda-se a procura de um bom médico.

5 - LER (lesão por esforço repetitivo)


Muito comum entre operadores, digitadores e programadores, a LER costuma a atacar as mãos e braços dos trabalhadores da área de TI, a mais comum é a Síndrome de Tunel Carpal e Tendinite. Apesar disso existem estudos científico que desassociam tais doenças com o uso contínuo de computador.

Para evitar tais problemas exercícios específicos podem ser utilizados, bem como pausas para descanso durante o período de trabalho. Para algumas categorias profissionais estas pausas estão previstas em legislação específica.

6 – PROBLEMAS DE POSTURA


Dores nas costas, nos ombros, pescoço, na maioria das vezes são consequências de postura indevida, às vezes piorada devido a tensão transferida para os músculos. Para evitar estes problemas procure sentar-se corretamente, policiar-se com relação a sua postura, e além disso procure não enrijecer os músculos numa situação de tensão.

7 - PROBLEMAS DE VISÃO


Trabalhar em frente a tela do computador pode trazer diversos problemas. Devido ao tipo de concentração necessária diante de uma tela iluminada alguns problemas podem se manifestar. Para evitar qualquer tipo de problema futuro com a sua vista mantenha alguns hábitos tais como:

Não deixe de piscar – uma pessoa muito concentrada em uma tela pode, involuntariamente deixar de piscar por alguns instantes, isso resseca os olhos e pode trazer algum tipo de irritação. Policie-se para picar com regularidade, e se necessário utilize um colírio próprio para situações como esta.

Altere o foco – procure focalizar objetos distantes. Ande um pouco, vá até a janela, observe objetos a média e longa distância. Isso ajuda a exercitar a íris.

Visite seu oftalmologista – visitas regulares ao oftomologista é muito importnate para qualquer pessoa que trabalha colocando sua vista em condições extremas como quem trabalha diante de um monitor (CRT ou LCD).


Artigos relacionados:
Alergias;
Dor de Cabeça;
Postura no computador.


8 – VIROSES E INFECÇÕES


Ambiente fechado, com ar condicionado, carpete, teclados sujos, são todos vetores de gripes, resfriados, viroses e infecções. Para evitar problemas com os vírus e bactérias no ambiente de trabalho procure manter alguns hábitos simples como :

Fique em casa quando gripado;
Mantenha limpos sua mesa, teclado e mouse;
Lave bem as mãos e regularmente;
Mantenha-se hidratado.

9 - ALERGIAS


Mesmos os mais imunes a alergias, quando em contato diária com poeira, ou partículas suspensas, pode vir a desenvolver algum tipo de alergia, desde uma simples coriza até sinusite. É o caso de profissionais de manutenção, por mais bem ventilada e limpa, computadores costumam a juntar poeira em seu interior. Mais ainda quando é necessário dar manutenção em algum equipamento em um cliente.

Para evitar o problema uma simples máscara pode resolver, impedindo a respiração de partículas de poeira, principalmente ao se utilizar ar comprimido para remover o excesso de poeira. Outra opção é utilizar um pequeno aspirador, porém tenha sempre o cuidado de utilizar aspiradores apropriados, que não geram cargas eletrostáticas, para evitar danos a equipamentos sensíveis.

Ai esta caro leitor, uma lista com as 10 doenças mais comuns em profissionais de TI, deixarei aqui também um fato que me chamou bastante atenção, mas que acabou não entrando nesta lista; e aposto que você que trabalha com TI sentiu falta deste item na lista…O Estresse.

"Em 2011, a profissão de TI foi considerada a mais estressante pelo instituto de pesquisa Swns. Num outro levantamento, realizado pelo Instituto Datafolha a pedido do Sindpd, houve indicação de que as atividades do setor são cansativas. O estudo mostra que descansar é o hábito mais comum de 93% dos trabalhadores do setor nas horas vagas, sejam eles da capital ou interior e independente do nível de escolaridade".

10 - EXCESSO DE CARGA


Existem também os profissionais que TI que por um motivo ou outro precisam carregar peso, principalmente quem trabalha com infraestrutura. Para evitar problemas físicos, e doloridos, devido a estas atividades, alguns poucos, e simples, cuidados resolvem o problema:

  1. Examine bem o objeto a ser carregado. Verifique o peso e se é possível carregá-lo com firmeza.
  2. Caso não sinta seguro em carregar um objeto muito pesado, procure alternativas. Solicite ajuda, desmonte o equipamento, ou localize as ferramentas necessárias para um transporte seguro.
  3. Não estique os braços ao tentar levantar peso. Isso aumenta a carga sobre a coluna.
  4. Cuidado onde pisa, um pisão em falso com carregando peso pode causar uma lesão grave.
  5. Levante corretamente, não abaixe dobrando a coluna, e sim dobrando os joelhos. Assim é possível reduzir o esforço da coluna, mais frágil, transferindo o esforço para as pernas, mais resistentes.


Fontes:
http://galaxiabinaria.com.br/
artigonal.

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23.5.16

Apendicite: Sintomas, causas e tratamentos

Para entender o que é apendicite ou apendicite aguda, quais os sintomas da apendicite e as causas e tratamentos da doença faz-se oportuna a introdução abaixo:

Uma vez entendida a origem da palavra apendicite, fica fácil deduzir seu significado. Apendicite é a junção da palavra apêndice + ite. O sufixo "ite" significa inflamação, logo concluímos que...

>> Apendicite é a inflamação do apêndice. <<


Mas o que é apêndice?

Apêndice é um prolongamento de uma região que existe entre o intestino delgado e o intestino grosso chamada ceco. O apêndice mede cerca de 10 cm de comprimento, sua forma parece a de um verme (apêndice vermiforme), além de ter um fundo cego. Por muito tempo se acreditou que o apêndice não tinha uma função específica no intestino humano, mas hoje sabe-se que ele produz muco que ao ser liberado no intestino, se mistura às fezes facilitando o trânsito do bolo fecal, facilitando sua eliminação.


Apendicite, Sintomas


Os sintomas da apendicite podem incluir:
  • Inchaço no abdômen
  • Dor abdominal
  • Perda de apetite
  • Náusea
  • Vômito
  • Diarreia ou Constipação
  • Incapacidade eliminar os gases
  • Febre baixa

Nem sempre todos esses sintomas se apresentam ao mesmo tempo na pessoa com apendicite. Geralmente, a dor piora quando a pessoa se move, respira fundo, tosse ou espirra. Ao sentir esses sintomas deve-se procurar um médico imediatamente, pois a apendicite é considerada uma emergência médica hospitalar.

Se a pessoa demorar a procurar atendimento médico ou se o diagnóstico médico for incorreto, pode ocorrer a supuração da apendicite (a famosa apendicite supurada), que é quando a apendicite estoura podendo ocasionar peritonite e abscesso.

O que é Peritonite?


É a inflamação do peritônio é uma infecção que acontece quando as bactérias e outros conteúdos do apêndice saem para o a região abdominal. Essa inflamação pode ser localizada ou difusa. A peritonite é geralmente aguda e pode decorrer de infecção (apendicite) ou de processo não infeccioso. A peritonite requer em geral uma cirurgia de emergência.

O que é apendicite em abscesso? 


Neste caso, ocorre a formação de uma massa inchada preenchida com bactérias e fluidos.

Em poucos pacientes as complicações da apendicite podem ocasionar falha nos órgãos e morte. Nesse caso, o conteúdo inflamado e/ou infeccionado pode cair na corrente sanguínea e provocar inflamação, que, se se espalhar por todo o corpo configura-se a septicemia, o que pode levar a morte.

Apendicite, causas, ou apendicite aguda


A causa da apendicite está relacionada ao bloqueio no lúmen (espaço interior) do apêndice. Esse bloqueio leva ao aumento da pressão interna, prejudicando o fluxo sanguíneo e gerando inflamação. Se o bloqueio não for tratado, pode ocorrer gangrena e ruptura do apêndice. As fezes são em geral, quem causam esse bloqueio do apêndice e a deflagração dos sintomas de apendicite.

  • Infecções bacterianas e, às vezes, virais no trato gastrointestinal podem causar inchaço dos nódulos linfáticos, o que aperta o apêndice e causa obstrução.
  • Lesões traumáticas abdominais podem, em alguns casos, ocasionar apendicite.
  • Apendicite crônica. Obstruções recorrentes, que pode ocorrer com pessoas que se queixam de intestino preso e podem ficar com as fezes endurecidas. Um pedaço desse material pode se alojar bem na saída do apêndice, impedindo que seu muco seja liberado.
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13.11.15

DIA MUNDIAL DO DIABETES: Diagnóstico precoce e hábitos saudáveis - aliados contra a doença

Diagnóstico precoce e hábitos saudáveis são os principais aliados contra a diabetes.

No próximo dia 14, comemora-se o Dia Mundial da Diabetes - data criada para chamar a atenção da sociedade para essa doença que é uma das principais causas de morte cardiovascular.

Exame de sangue detecta nível de glicose no sangue


Um exame simples realizado em laboratório de análises clinicas para medir o nível de glicose no sangue, chamada glicemia (aleatória ou de jejum), é uma das mais importantes armas para diagnosticar o Diabetes Mellitus. Caso se detecte valores fora dos padrões, é sinal de que o paciente está pré-diabético ou com diabetes.

Exame de glicemia capilar


O teste da glicemia capilar, feito a partir de uma gota de sangue tirada da ponta do dedo, muito comum em mutirões ou em serviços de pronto atendimento, é um procedimento ainda mais simples e permite medir instantaneamente o nível de glicose no sangue.

Tudo sobre o diabetes


Diabetes (Diabetes Mellitus) é uma doença crônica, que não tem cura, mas que pode ser controlada por meio de medicamentos, alimentação balanceada e atividade física. Por isso, o acompanhamento médico e a realização de exames periódicos – principalmente para quem tem histórico familiar da doença ou apresenta excesso de peso - são fundamentais para um diagnóstico precoce e tratamento adequado desde o início, visando à prevenção das complicações.

► Leia também: Metade dos diabéticos não sabem que têm diabetes.

Não controlado e em estado avançado, Diabetes pode levar à cegueira, acidente vascular cerebral (AVC), infarto do miocárdio, insuficiência renal e à amputação. Os adultos com diabetes têm risco de morte 1,5 vez maior que os demais na mesma faixa etária. “A prevenção é fundamental”, diz Vivian Estefan, endocrinologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos. Segundo ela, além do risco de morte provocado pela doença, o seu impacto na qualidade de vida dos pacientes é enorme em função de todas as possíveis complicações.

Existem dois tipos de diabetes:

Tipo 1, que aparece normalmente na infância ou adolescência, em função de uma falha do sistema imunológico, que passa a entender a insulina como uma ameaça ao organismo e destrói as células que produzem o hormônio, originando uma deficiência total deste.




Tipo 2 (que corresponde a cerca de 90% dos casos), também chamado de familiar ou hereditário, aparece em geral após os 40 anos, em decorrência de obesidade, da falta de hábitos saudáveis de alimentação e sedentarismo. Neste caso, a produção de insulina encontra-se aumentada, porém existe uma resistência do organismo à sua ação.

► Leia também: Diabetes insipidus - o que é e qual o tratamento.

De acordo com a especialista, há um aumento acelerado na incidência do diabetes tipo 2 na maioria dos países do mundo, inclusive no Brasil, devido principalmente ao estilo de vida pouco saudável e ao envelhecimento da população. Segundo dados IBGE de 2013, 6,2% da população com 18 anos ou mais tinham diabetes diagnosticada.

Fonte: Complexo hospitalar Edmundo Vasconcelos
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10.11.15

HIV-2 e HIV-1: Diferenças e semelhanças entre os dois vírus

Sim, existem dois tipos de vírus da Aids, HIV-2 e HIV-1: Entenda as diferenças e semelhanças entre ambos.

Quais as diferenças e semelhanças entre os vírus HIV-2 e HIV-1 ?


1- Tanto o HIV-1 quanto o HIV-2 podem evoluir para AIDS ou o que o Center for Disease Control chama de "infecções oportunistas" (caso contrário, as infecções mais amenas que pode se tornar grave ou mortal contra um sistema imunológico debilitado).

2- O HIV-2 é transmitido da mesma forma como o HIV-1: Através de exposição a fluidos corporais como sangue, sêmen, lágrimas e secreções vaginais (agulhas e alicates de cutícula - desde que seja usado imediatamente após a cliente anterior).

HIV-2 e HIV-1: Diferenças entre os dois
HIV-2 e HIV-1: Diferenças entre os dois

3- A Imunodeficiência humana (Aids ou sistema imunitário enfraquecido) desenvolve-se mais lentamente e é mais branda em pessoas com HIV-2.

4- Pessoas infectadas com o HIV-2 têm menos infecções nas fases iniciais do vírus do que aquelas com HIV-1.

5- O contágio do HIV-2 aumenta à medida que o vírus evolui.

6- A maioria dos casos reportados de HIV-2 são encontrados na África Ocidental. Há poucos casos de HIV-2 nos Estados Unidos.


O tratamento para o HIV-2 é diferente do tratamento para o HIV-1?


Algumas das drogas usadas para tratar o HIV-1 não são eficazes contra o HIV-2. Os estudos ainda não são claras quanto ao melhor tratamento para o HIV-2. HIV-2 é também mais difícil de controlar do que o HIV-1 em os E.U., uma vez que não há teste de carga viral FDA-licenciados disponíveis.




Os doadores de sangue têm o sangue testado para o HIV-2?


As amostras de sangue doado são testados para o HIV-1 e HIV-2.


É melhor ter HIV-2 do que o HIV-1?


Lembre-se, não há cura para o HIV-1, HIV-2 ou AIDS. Embora existam pequenas diferenças nas duas vertentes do HIV, o HIV-1 e HIV-2 levam ao mesmo resultado com risco de (perder a) vida.

Fonte: Fiocruz
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16.5.15

10 doenças 'estreladas' em filmes de Hollywood

Wanise Martinez - Estadão

SÃO PAULO - Cineastas e produtores de todo o mundo sempre gostaram de abordar, na ficção, os problemas físicos e psicológicos enfrentados pelo ser humano. Talvez queiram mostrar que barreiras podem sim ser vencidas ou então que nós também somos falíveis. Pode ser que seja apenas parte do caminho escolhido para contar uma história. Veja a lista que preparamos sobre algumas produções cinematográficas que retratam enfermidades e tire suas conclusões.



Filme: O óleo de Lorenzo (Lorenzo's oil)
10 doenças 'estreladas' em filmes de Hollywood
10 doenças 'estreladas' em filmes de Hollywood
Doença: Adrenoleucodistrofia

Essa doença de nome e sintomas complicados atinge principalmente homens a partir dos três anos de idade. Também conhecida como ADL, essa anomalia degenerativa altera a mielina, que é um tipo de proteção existente no sistema nervoso. Por conta disso, a pessoa vai perdendo a capacidade de se comunicar, se movimentar e até de comer. O corpo não consegue funcionar sozinho e o paciente passa a viver em um estado parecido com o coma. Em alguns casos é realizado um transplante de medula óssea para tentar auxiliar o doente a viver melhor. O tratamento inclui medicação para aliviar as dores pelo corpo e alimentação específica, mas a doença é incurável. Ela foi tema da produção 'O óleo de Lorenzo', de 1992, cuja repercussão mostrou ao mundo qual era a gravidade desse problema raro. Baseado na história real do norte-americano Lorenzo Odone, o filme mostra o desespero dos pais de um menino de cinco anos que descobre ser portador de ADL. Eles começam a estudar e criam um óleo eficaz que passa a ser usado no tratamento da enfermidade.


Filme: Rain Man (Rain Man)

Doença: Autismo

Essa síndrome é desenvolvida na infância, impedindo a criança de ter relações sociais consideradas normais. Ela prefere ficar sozinha, sem qualquer contato com o próximo, mesmo os parentes. Em boa parte dos casos, a criança tem dificuldade de compreensão e repete as palavras que ouve - sintoma chamado ecolalia. Ainda não há explicação concreta sobre o surgimento do autismo. Estudos sugerem diferenças genéticas, mas não que um único gene determinasse o autismo, mas sim uma interação entre vários genes. Como tratamento, é recomendado proporcionar ao autista educação especial e acompanhada. Um clássico cinematográfico que aborda o tema é 'Rain Man', lançado em 1988, que traz Dustin Hoffman no papel de um autista herdeiro da fortuna deixada pelo pai. Por conta disso, ele encontra um irmão mais novo, interpretado por Tom Cruise, que não conhecia e ambos vão mostrar, muito bem, como é a convivência com o autismo.


Filme: Melhor é Impossível (As Good as It Gets)

Doença: Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC)

O paciente que apresenta tal distúrbio, considerado um transtorno mental de ansiedade, é cheio de manias e obsessões, que podem estar ligados ao comportamento, à mente e às emoções. O portador de um TOC é dotado de impulsos incontroláveis que o fazem seguir rituais e compulsões de todos os tipos, de limpeza sem fim à organização precisa e exagerada. A obsessão é tão forte que ocasiona medo, culpa e desespero se não for executada pela pessoa. A doença pode ser tratada e até eliminada com auxílio de psicólogos e psiquiatras. O ator Jack Nicholson assumiu o papel de alguém com TOC em "Melhor é Impossível", de 1997. No filme, o caso é interpretado de forma bem-humorada e didática.

Filme: Em busca da luz (Go Toward The Light)

Doença: Hemofilia

O portador desse grave distúrbio genético sofre sangramentos prolongados cada vez que tem um ferimento. Isso ocorre porque seu organismo não responder por uma coagulação normal do sangue - lhe falta o gene responsável por isso. Podem ocorrer também sangramentos espontâneos na gengiva e no nariz. Apesar da complexidade, essa doença pode ser tratada, para evitar as hemorragias recorrentes, mas ainda não existe tratamento para extingui-la. Um filme que trouxe esse tema para o cinema e foi bem aceito pela crítica e o público é 'Em busca da luz', de 1993. A história retrata o drama vivido pelos três filhos hemofílicos da personagem de Linda Hamilton, com foco no mais velho deles, que adoece gravemente e faz a família viver momentos de tensão para tentar salvá-lo.

Filme: Um Amor Para Recordar (A Walk To Remember)

Doença: Câncer

Essa doença é um das que mais impressionam as pessoas e, talvez por isso, é frequentemente abordada em produções cinematográficas. O câncer, por definição, é um conjunto de mais de cem tipos de doenças que ocasionam o crescimento anormal das células. Esse aumento, quando maligno, forma tumores que destroem o tecido corporal da região afetada e podem se espalhar pelo corpo. Felizmente, quando detectada em tempo, a enfermidade pode ser tratada e até eliminada. No entanto, é preciso estar sempre sob vigilância médica para que ela não volte a se manifestar. Uma comédia romântica que abordou o tema foi 'Um Amor Para Recordar', de 2002. Na trama, é retratado o relacionamento de um jovem casal que se vê diante da doença. A atriz Mandy Moore interpreta a paciente que tem seus desejos realizados pelo amado enquanto luta para sobreviver. Um tanto piegas, mas explicita bem o drama.

Filme: O Homem Elefante (The Elephant Man)

Doença: Síndrome de Proteus

Quem sofre dessa anomalia rara vê surgir malformações cutâneas e subcutâneas em seu corpo. Pode haver também crescimento irregular dos ossos e membros e hiperpigmentação, desfigurando a pessoa completamente. Existem relatos sobre aparição constante de tumores. Não se sabe ao certo como essa doença se desenvolve; alguns médicos acreditam que seja causada por um gene dominante letal, que não afeta a capacidade cerebral, somente o físico do paciente. Não há cura. No cinema, o assunto foi abordado de maneira impressionante em 'O homem elefante', um clássico de 1980, no qual John Hurt assume o papel de um portador da síndrome. O filme é baseado no caso real do inglês Joseph Merrick.

Filme: O Curioso Caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button)

Doença: Síndrome de Hutchinson-Gilford ou Progeria

Os portadores dessa doença apresentam sintomas de envelhecimento precoce por volta dos 18 meses. São bebês aparentemente normais que começam a ficar com a pele enrugada e os cabelos ralos, além de desenvolverem artrite, osteoporose e problemas cardíacas. Essa doença rara acelera em cerca de sete vezes o processo de envelhecimento, pois é causada por um defeito no código genético da criança. Por conta disso, há uma expectativa média de vida de apenas 13 a 14 anos. Normalmente, o portador de Progeria morre de aterosclerose, já que não há cura. Um filme ótimo cujo tema se assemelha com essa doença é 'O Curioso Caso de Benjamin Button', lançado em 2008. O personagem de Brad Pitt nasce velho, um bebê idoso que, com o passar dos anos, vai rejuvenescendo - coisa que não acontece com os pacientes reais. Ele conhece uma moça por quem se apaixona, mas eles têm de enfrentar a barreira da idade, que vai em direção contrária.

Filme: Dr. Strangelove (How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb)

Doença: Síndrome da mão alienígena

A pessoa que apresenta esse distúrbio neurológico, geralmente causado por um trauma cerebral, começa a acreditar que uma de suas mãos não pertence ao próprio corpo e pode tentar estrangulá-la, a qualquer momento. Há tratamentos para tentar minimizar os efeitos, porém não existe cura. O ator Petter Sellers representou bem o papel de um paciente com Síndrome da mão alienígena quando fez o Doutor Strangelove, no filme de mesmo nome dirigido por Stanley Kubrick, em 1964. Na trama, o personagem perde o controle do braço direito e, por muitas vezes, termina envolvido em situações embaraçosas. Por conta disso, a doença também ficou conhecida como 'Síndrome do Doutor Strangelove'.

Filme: Como se fosse a primeira vez (50 first dates)

Doença: Síndrome de Korsakoff (ou Korsakov)

Quem desenvolve essa enfermidade começa a sofrer de amnésia, que pode ser de dois tipos: anterógrada ou retrógrada. Em ambos os casos há comprometimento da memória. No primeiro deles, a memória de curto prazo é atingida e a pessoa não consegue mais formar novas memórias a partir do momento em que adquiriu a síndrome, já no outro caso, há problemas com a memória de longo prazo, ou seja, o doente perde a maioria das memórias que tinha antes do trauma. Também pode ocorrer desorientação de tempo e espaço. A Síndrome de Korsakoff também pode ser causada por alcoolismo crônico. Não existe cura. O filme que apresenta uma síndrome fictícia, inspirada na de Korsakoff, é "Como se fosse a primeira vez", lançado em 2004. Após uma lesão no cérebro, a personagem de Drew Barrymore perde a capacidade de reter a memória de curto prazo. O personagem de Adam Sandler tem de lembrá-la de sua vida todas as manhãs, quando ela acorda e está com a memória no dia do acidente que causou seu problema.

Filme: Gigolô por Acidente (Deuce Bigalow: Male Gigolo)

Doença: Coprolalia

Esse sintoma atinge alguns dos portadores da Síndrome de Tourette, uma doença que provoca tiques nervosos, motores e vocais. Os tiques são involuntários e podem incluir chutes, socos, caretas e o piscar de olhos constante. Além desse comportamento, quem apresenta coprolalia também passa a dizer em voz alta palavras obscenas e pesadas, e a fazer comentários inadequados. Tudo isso é feito sem planejamento, simplesmente não há controle por parte do doente. Os tiques normalmente começam na infância ou na adolescência. Existe tratamento, mas não cura. No filme 'Gigolô por acidente', de 1999, uma cliente do protagonista de Robert Schneider, interpreta uma mulher com coprolalia. Apesar do exagero na representação, dá para se ter uma ideia de como é conviver com um distúrbio desse tipo.
Para ver o trailer do filme de cada uma dessas doenças acesse o site Estadão, de onde veio essa matéria.

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5.10.12

Terapia Fotodinâmica Brasil

Instituto Nacional do Câncer adota técnica inovadora no programa Terapia Fotodinâmica Brasil no combate ao câncer de pele

Método não invasivo usa terapia fotodinâmica na cura de lesões de câncer de pele; tecnologia foi desenvolvida pela USP em parceria com a empresa MM Optics.

Os pacientes do Instituto Nacional do Câncer (INCA) já podem contar com uma tecnologia inovadora no combate ao câncer de pele não melanoma, um dos tipos da doença com maior incidência na população brasileira.

O INCA passou a adotar o Lince, equipamento único no mundo que conjuga, em uma mesma plataforma, tecnologias com capacidade de detectar células cancerígenas por fluorescência óptica e tratar a doença por meio de terapia fotodinâmica (PDT).

Com a adesão do equipamento ao seu arsenal terapêutico, o Instituto passa a integrar oficialmente o programa “Terapia Fotodinâmica Brasil”, resultado de uma parceria entre o Instituto de Física da USP em São Carlos (IFSC-USP), o Hospital Amaral Carvalho (HAC) e as empresas MM Optics e PDT Pharma, que prevê o tratamento gratuito de 8 mil portadores da doença até o final de 2013. Assim como o INCA, outros 99 centros médicos de diferentes áreas do Brasil estão recebendo o equipamento.

Segundo a pesquisadora do IFSC-USP, Natália Inada, o objetivo do programa é legitimar a terapia desenvolvida nos laboratórios da universidade em parceria com engenheiros da área de P&D da MM Optics. Caso o índice de cura seja o mesmo obtido na fase de testes, ou seja, superior a 90%, a terapia será legitimada e o Lince poderá ser incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS).

“Até agora mais de 500 pacientes foram tratados e o índice de cura permanece superior a 90%”, comemora a pesquisadora.

Protocolo
A aplicação da técnica pelo INCA tem o objetivo de confirmar o protocolo para o tratamento do carcinoma basocelular superficial de até 2cm de extensão e 2mm de infiltração. Detectada a célula cancerígena, o protocolo prevê o uso de um creme fotossensível que fica sobre a região afetada durante três horas. Em seguida, a pomada é retirada e começa a aplicação de uma fonte de luz de comprimento de onda predeterminada, com duração de 20 minutos. O processo é repetido sete dias depois e, ao final de 30 dias, é feito um exame patológico do tecido para confirmar a cura.

“O interessante desta técnica é que o diagnóstico e o início do tratamento podem ser feitos num único dia, o que evita problemas de logística que trazem custos para o paciente e para o próprio governo. Como a tecnologia empregada no tratamento é 100% nacional, conseguimos otimizar o combate à doença a um custo acessível”, explica o diretor da MM Optics, Fernando Mendonça Ribeiro.

Esse “custo acessível” mencionado por Ribeiro refere-se ao preço final do equipamento para clínicas particulares que não fazem parte do programa “Terapia Fotodinâmica Brasil”. O diretor da MM Optics explica que o tratamento gratuito de 8 mil pacientes oferecido pelo programa representa contrapartidas da empresa e da USP em função dos aportes financeiros obtidos pelo desenvolvimento da tecnologia e do equipamento. Segundo Ribeiro, a MM Optics obteve R$ 2,3 milhões da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), enquanto o Instituto de Física da USP recebeu um aporte de R$ 3,5 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

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30.9.12

O câncer de Hebe Camargo

O câncer que afetou Hebe Camargo é um dos mais raros, afirmam os especialistas.

O câncer de Hebe Camargo começou no peritônio, a membrana que envolve o intestino, e depois afetou o sistema digestivo, comprometendo a absorção de nutrientes, um dos motivos que mais levou a apresentadora ao hospital.



As estimativas dos oncologistas é que são cinco casos de câncer no peritônio em cada 100 mil pessoas, incidência muito menor do que câncer de mama (52 casos por 100 mil) e câncer no ovário (17 casos por 100 mil) – segundo os números do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

O câncer de peritônio também acomete mais mulheres, devido à vulnerabilidade hormonal feminina.

Segundo os médicos, durante a evolução da doença podem ocorrer obstruções intestinais, o que exige alimentação artificial. Hebe, por exemplo, perdeu muito peso e precisou ser internada ao menos duas vezes para conseguir repor as vitaminas.

A informação dos médicos da apresentadora, segundo informações da TV Globo, é que no último mês ela já não reagia mais às medicações e, por isso, o tratamento foi suspenso. Hebe Camargo foi então submetida às técnicas paliativas da medicina, que são voltadas para trazer melhor qualidade de vida, amenizar os sintomas e tranquilizar a dor desencadeada pelo câncer.

Fonte: IG
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27.2.12

Dia Mundial das Doenças Raras terá seminário especial

O Partido Socialista Brasileiro (PSB) promove nesta quarta-feira (29) seminário para discutir os avanços em pesquisas voltadas para a cura de doenças raras.

O evento ocorre no Dia Mundial das Doenças Raras. Mais de 7 mil tipos destas doenças atingem entre 6% e 8% da população de todo o mundo. O dia mundial de doenças raras ocorre em um dia raro, 29 de fevereiro, que só existe a cada 4 anos.



Destas doenças raras, cerca de 80% são de origem genética. Existem ainda aquelas de origem infecciosa e alérgica. O encontro foi proposto pelo deputado Romário (PSB-RJ).

A abertura do evento contará com a participação dos deputados federais Maurício Quintela Lessa (PR-AL), Erika Kokay (PT-DF), Jean Wyllys (PSOL-RJ), além do senador Eduardo Suplicy (PT-SP) e do deputado distrital Joe Valle (PSB-DF). Foram convidados ainda o ministro da Saúde, Alexandre Padilha; o PhD em Saúde Pública e associado fundador da Associação Maria Vitória (Amavi), Miguel Fontes; o ex-jogador do Esporte Clube Bahia, Maílson Souza, portador de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA); e a atriz e presidente da ONG Força do Bem, Isabel Fillardis.


Temas
O seminário será composto por quatro palestras com os temas “O Brasil e as doenças raras”, que tem como expositor o médico geneticista Roberto Giugliani; “A Genética como atendimento básico e Portaria 81 do Ministério da Saúde”, a ser abordado pelo médico João Gabriel Daher; as pesquisas com células-tronco, apresentado pela deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP); e “Os avanços das pesquisas em saúde, a cargo da presidente executiva da Sociedade Brasileira de Profissionais em Pesquisa Clínica, Greyce Lousada.

Entidades ligadas ao tema e outros portadores de doenças raras também exporão suas experiências.

O seminário ocorrerá no Auditório Nereu Ramos, a partir das 14 horas. Confira aqui a programação.

Fonte: Agência Câmara de Notícias
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31.10.11

Câncer de laringe: Sintomas e tratamentos

Câncer de Laringe

O câncer de laringe (um tipo de câncer de garganta) é um dos mais comuns a atingir a região da cabeça e pescoço, representando cerca de 25% dos tumores malignos que acometem esta área e 2% de todas as doenças malignas. Aproximadamente 2/3 desses tumores surgem na corda vocal verdadeira e 1/3 acomete a laringe supraglótica (ou seja, localizam-se acima das cordas vocais).

Sintomas do câncer de laringe

Na história do paciente, o primeiro sintoma do câncer de laringe é o indicativo da localização da lesão. Assim, odinofagia (dor de garganta) sugere tumor supraglótico e rouquidão indica tumor glótico e subglótico.

O câncer supraglótico geralmente é acompanhado de outros sinais e sintomas como a alteração na qualidade da voz, disfagia leve (dificuldade de engolir) e sensação de um "caroço" na garganta. Nas lesões avançadas das cordas vocais, além da rouquidão, pode ocorrer dor na garganta, disfagia e dispnéia (dificuldade para respirar ou falta de ar).

Tratamentos do câncer de laringe 

O tratamento dos cânceres da cabeça e pescoço pode causar problemas nos dentes, fala e deglutição. Quanto mais precoce for o diagnóstico, maior é a possibilidade de o tratamento evitar deformidades físicas e problemas psicossociais. Além dos resultados de sobrevida, considerações sobre a qualidade de vida dos pacientes entre as modalidades terapêuticas empregadas são muito importantes para determinar o melhor tratamento.

O impacto da preservação da voz na qualidade de vida do paciente é importante, já que a laringectomia total (retirada total da laringe) implica na perda da voz fisiológica e em traqueostomia definitiva. Entretanto, mesmo em pacientes submetidos à laringectomia total, é possível a reabilitação da voz através da utilização de próteses fonatórias tráqueo-esofageanas.

De acordo com a localização e estágio do câncer, ele pode ser tratado com cirurgia e/ou radioterapia e com quimioterapia associada à radioterapia, havendo uma série de procedimentos cirúrgicos disponíveis de acordo com as características do caso e do paciente.

Em alguns casos, com o intuito de preservar a voz, a radioterapia pode ser selecionada primeiro, deixando a cirurgia para o resgate quando a radioterapia não for suficiente para controlar o tumor.

A associação da quimio e radioterapia é utilizada em protocolos de preservação de órgãos, desenvolvidos para tumores mais avançados. Os resultados na preservação da laringe têm sido positivos. Da mesma forma, novas técnicas cirúrgicas foram desenvolvidas permitindo a preservação da função da laringe, mesmo em tumores moderadamente avançados.

Fatores de Risco de contrair o câncer de laringe 

Há uma nítida associação entre a ingestão excessiva de álcool e o vício de fumar, com o desenvolvimento de câncer nas vias aerodigestivas superiores. O tabagismo é o maior fator de risco para o desenvolvimento do câncer de laringe.

Quando a ingestão excessiva de álcool é adicionada ao fumo, o risco aumenta para o câncer supraglótico. Pacientes com câncer de laringe que continuam a fumar e beber têm probabilidade de cura diminuída e aumento do risco de aparecimento de um segundo tumor primário na área de cabeça e pescoço.

Globo Vídeos


Diagnóstico do câncer de laringe

 a) Clínico - anamnese O sintoma principal é a disfonia (rouquidão) geralmente em neoplasias glóticas. Lesões supraglóticas geralmente produzem vozes abafadas e odinofagia. Obstrução de via aérea com dispnéia está relacionada mais comumente com tumores subglóticos, devido a um efeito de massa. Outros sintomas como inflamação local, desconforto e hemoptismo podem estar presentes. Disfagia, odinofagia e otalgia são freqüentes em lesões supraglóticas. Disfagias estão associadas com tumores grandes e sugerem lesão invasiva, também na hipofaringe.Massas no pescoço também são queixas, por direta extensão do tumor ou mais frequentemente por metástases linfáticas.

Câncer de laringe: Sintomas e tratamentos
epiglote,laringe e traqueia
b) Clínico - exame físico É necessária avaliação da condição da pele da região cervical para observar se há infiltração da mesma, aderência desta pele à laringe, se há ou não abaulamento da cartilagem tireóide, sinais de extensão extralaríngea da neoplasia, estádio avançado da doença. A rotação da cartilagem laríngea no pescoço bilateralmente e a presença de “estalidos” quando a laringe é comprimida contra a coluna cervical, mostram a provável ausência de comprometimento da hipofaringe pela neoplasia.

A palpação do pescoço revela presença, localização, tamanho e mobilidade de linfonodos cervicais metástáticos, em geral de consistência endurecida e esféricos. O médico avaliará a superfície da mucosa da laringe pelo método de espelho laríngeo ou com uso de ópticas flexíveis como o nasofibrofaringolaringoscópio ou ópticas rígidas como o telelaringoscópio. O uso do nasofaringolaringoscópio é útil para avaliar função laríngea, extensão subglótica, mobilidade de pregas vocais e, especialmente, úteis nos pacientes com reflexo “nauseoso” exacerbado. É possível locar o aparelho flexível entre as pregas vocais e progredi-lo até a carina para avaliar a extensão subglótica da neoplasia.

O exame com ótica rígida produz imagem mais nítida da lesão, com possibilidade de avaliação de toda a extensão da doença na superfície laríngea com melhor definição de imagem e melhor possibilidade de delimitação da lesão. No exame físico, a avaliação da mucosa, lesões submucosas e mobilidade das pregas vocais, bem como o estado da via aérea fazem-se necessários. No caso de lesões iniciais, a falta de vibração da prega vocal, em comparação com a outra prega vocal, à estroboscopia, pode denotar uma lesão infiltrativa, e não apenas uma lesão superficial devido a aderência do epitélio à camada mais profunda da lâmina basal. Porém, estudos mais recentes, não conseguiram determinar preditividade de grau de infiltração da lesão com os achados à estroboscopia em 62 pacientes estudados.

c) Avaliação radiológica A tomografia computadorizada de pescoço, com e sem contraste com cortes finos com 3 mm de intervalos na laringe e 5 mm de intervalo no restante do pescoço, tem melhor exatidão para avaliação da laringe, para estadiamento da doença e para planejamento cirúrgico, aproveitando-se da ossificação das cartilagens laríngeas. O exame deve preceder à biópsia para não ocorrer alterações tissulares relacionadas ao procedimento que poderão ser confundidas com extensão neoplásica. É muito útil para avaliação de infiltração subglótica, espaço pré-epiglótico ou paraglótico e extensão cartilaginosa das lesões em comissura anterior. Tem utilidade, também, para avaliação de extensão extralaríngea da lesão para partes moles do pescoço e avaliar infiltrações grosseiras das cartilagens laríngeas. Infiltrações mínimas são mais difíceis de serem notadas apenas com cortes axiais, com necessidade de combinação com cortes coronais e sagitais e muitas vezes com cortes de 1 mm.

Lesões pequenas T1 bem delimitadas à laringoscopia são difíceis de serem visibilizadas à tomografia computadorizada de laringe. É importante avaliar presença de metástases linfáticas não palpáveis, com esse exame radiológico. A RNM apesar de ter alta fidelidade de imagem para partes moles, devido a ausência de definição das cartilagens laríngeas, torna a interpretação mais trabalhosa. O raio-X de tórax tem sua valia, pois pode avaliar a condição pulmonar do paciente (maioria são fumantes de longa data) e ainda demonstrar possível doença metastática.

d) Avaliação histopatológica A biópsia da lesão pode ser feito com o uso de fibronasofaringolaringoscópio flexível com canal de biópsia, porém devido ao tamanho das pinças disponíveis a possibilidade resultados inconclusivos é alta devido às biópsias serem mais superficiais apenas. Com o auxílio de um telelaringoscópio rígido e pinça curva e auxílio de um profissional técnico, é possível uma biópsia mais generosa em pacientes mais cooperativos, após anestesia da cavidade oral, faringe e laringe com lidocaína spray a 10%. Biópsia por laringoscopia direta com ajuda do microscópio determina o tratamento, uma vez que teremos o diagnóstico histopatológico.

A laringoscopia direta, procedimento realizado sob anestesia geral, permite uma melhor inspeção da laringe sob magnificação do microscópio cirúrgico e permite também a palpação das estruturas laríngeas para melhor avaliação da extensão da doença. Há possibilidade de combinação de ópticas rígidas de diferentes angulações para melhor inspeção da lesão e determinar com melhor confiabilidade a extensão da doença. A endoscopia digestiva alta, além de avaliar o trato digestivo, associada ao uso do corante lugol pode diagnosticar neoplasias iniciais in situ em mucosa de esôfago, devido aos hábitos de fumar e beber destes pacientes (mesmos fatores etiológicos).

COMO SE PREVENIR DO CÂNCER DE LARINGE 

O câncer de laringe é altamente preventivo, porque apenas menos de 5% dos casos de câncer de laringe são em não-fumantes - portanto mais de 95% são em fumantes - e o risco diminui com a cessação do tabagismo após cinco anos e aproxima-se do risco de não-fumantes por volta dos dez anos após o fim do hábito de fumar.

Fonte: Câncer de Laringe (site do câncer de laringe)
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18.10.11

Mortes por malária caem 20% em uma década, diz OMS

A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou, em relatório divulgado em seu site, que o número de mortes causadas pela malária caiu cerca de 20% no mundo. Segundo a entidade, em 2009 ocorreram 781 mil mortes causadas pela doença, a maioria delas entre crianças na África. Já em 2000 as mortes pela malária ficaram em 985 mil.

Na África, uma criança morre a cada 45 segundos de malária e a doença representa 20% de todas as mortes na infância, alerta a OMS. A malária é causada pelo Plasmodium, que se dissemina através da picada do mosquito anófeles infectado.



A OMS lembra que é possível prevenir a doença e, mesmo após a infecção, é possível tratá-la.

No aspecto econômico, a entidade aponta que a malária pode reduzir o Produto Interno Bruto (PIB) de um país com altas taxas de contaminação em até 1,3%.

Viajantes de áreas livres de malária são muito vulneráveis a doença quando infectados, nota ainda a OMS em seu site. A malária causa febre aguda, dor de cabeça, calafrios e vômitos. Se não tratada adequadamente, e rápido, pode levar à morte.

Segundo a OMS, cerca de metade da população mundial corre o risco de pegar malária. Além da África Subsaariana, área de maior risco, a entidade aponta Ásia, América Latina e, em menor grau, Oriente Médio e partes da Europa como áreas onde há o problema. "Em 2009, a malária esteve presente em 108 países e territórios", aponta a entidade. Mais informações podem ser obtidas no site www.who.int. (Equipe AE)

Fonte: R7

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17.10.11

Relação entre fumo e menopausa precoce

Mulheres que fumam podem sofrer de menopausa precoce, pois podem atingir a menopausa cerca de um ano mais cedo do que aquelas que não fumam, de acordo com um estudo que também observa que uma menopausa precoce também pode influenciar o risco de perda óssea e doenças cardíacas.

O estudo, que foi publicado no 'journal Menopause', reuniu dados de diversos estudos anteriores, que incluiram cerca de 6.000 mulheres nos Estados Unidos, Polônia, Turquia e Irã.



Não-fumantes chegam à menopausa entre as idades de 46 e 51, em média. Mas em dois dos estudos, as fumantes eram mais jovens quando atingiam a menopausa, entre 43 e 50 em geral.

Durante a menopausa, os ovários de uma mulher deixam de produzir óvulos e ela não pode mais engravidar.

"Nossos resultados dão novas evidências de que fumar é significativamente associado com a menopausa precoce e forneceram ainda outra razão para as mulheres para evitarem esse hábito", escreveu o autor do estudo, Volodymyr Dvornyk, da Universidade de Hong Kong.

Dvornyk e seus colegas também analisaram cinco outros estudos que utilizaram uma idade de corte de 50 ou 51 para as mulheres do grupo em "início" e menopausa "tardia". Dos mais de 43.000 mulheres em que a análise, as mulheres que fumavam eram 43 por cento mais prováveis ​​do que os não fumantes de ter menopausa precoce.

Menopausa precoce e menopausa tardia tem sido associadas a riscos para a saúde. Mulheres que têm menopausa tardia, por exemplo, têm mais riscos de desenvolver câncer de mama porque um fator de risco para a doença é mais tempo de exposição ao estrogênio. Enquanto você menstrua, significa que seus níveis de estrogêneos estão elevados.

Doenças associadas a menopausa precoce
"O consenso geral é que a menopausa precoce tende a ser associada com o maior número e maior risco de problemas de saúde na pós-menopausa, como osteoporose, doenças cardiovasculares, diabetes mellitus, obesidade, doença de Alzheimer, e outros", Dvornyk disse à Reuters Health em um e-mail .

De modo geral, acrescentou, menopausa precoce também é pensado para levantar um pouco o risco de uma mulher da morte nos anos seguintes.

Leia também: alimentos para menopausa e tpm

Por que fumar está associado à menopausa precoce?
Há duas teorias para o porquê de fumar pode significar o adiantamento da menopausa, disse Jennie Kline, uma epidemiologista da Escola da Universidade de Columbia Mailman de Saúde Pública, em Nova York.

Fumar faz ter um efeito sobre como os corpos das mulheres produzem o estrogênio. Alternativamente, alguns pesquisadores acreditam que certos componentes da fumaça do cigarro pode matar os óvulos, acrescentou Kline, que não esteve envolvido no estudo.

Dvornyk e sua equipe não tinham informações sobre quanto tempo as mulheres tinham sido fumantes ou quantos cigarros fumavam todos os dias, dessa forma sua equipe não poderia determinar como um desses fatores pode ter afetado a idade da menopausa.

Por essa razão, e uma falta de dados sobre a saúde e outros fatores de estilo de vida ligados à menopausa, a análise pode não ser suficiente para resolver questões remanescentes sobre a relação entre tabagismo e menopausa, disseram.

Outros fatores que podem adiantar a menopausa
Bebidas alcoólicas, obesidade e se as mulheres já deram à luz podem também desempenhar um papel na  idade em que atingem a menopausa, mas as evidências para esses fatores que não o fumo têm sido mistas, afirmou Kline.

Também é possível que os mesmos fatores que influenciam a idade da menopausa pode determinar se as mulheres têm problemas com a infertilidade ou não, ou quão tarde eles podem engravidar.

Ainda assim, disse Kline: "Há razões muito mais consistentes para parar de fumar do que se preocupar com a menopausa." [Reuters]

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16.10.11

Teste rápido para sífilis

SUS vai oferecer teste rápido para sífilis

Brasília - O Sistema Único de Saúde (SUS) vai oferecer teste rápido de triagem para diagnóstico de sífilis. A iniciativa é parte das ações do Dia Nacional de Combate à Sífilis, lembrado sempre no terceiro sábado do mês de outubro.

De acordo com o Ministério da Saúde, até o fim de 2011 o governo vai comprar 392 mil kits para testagem na rede pública de saúde.

O Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais da Secretaria de Vigilância em Saúde capacitou 350 multiplicadores para treinar profissionais de saúde para implantar a testagem rápida. Até o final do ano, 680 técnicos estarão capacitados a orientar sobre como realizar o exame, de acordo com o ministério.

Um dos públicos alvo da iniciativa são as gestantes, grupo que registra índices altos de contaminação pela doença. No Brasil, a prevalência de sífilis em parturientes é cerca de quatro vezes maior que a prevalência da infecção pelo HIV.

De 2005 a 2010, o Ministério da Saúde registrou 29,5 mil casos de sífilis em gestantes. De 2000 a 2010, os dados apontam 54.141 casos de sífilis congênita em crianças menores de um ano de idade.

A sífilis é uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum. Sem tratamento adequado, a doença pode comprometer a pele, os olhos, os ossos, o sistema cardiovascular, o sistema nervoso e levar à morte. Além da transmissão de mãe para filho, o contágio ocorre em relações íntimas sem proteção ou por transfusão de sangue contaminado.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), por ano, ocorrem cerca de 12 milhões de casos da doença no mundo. No Brasil, segundo a OMS, são registrados anualmente 937 mil novos casos de infecção de sífilis por transmissão com o contato íntimo.

Fonte: Agência Brasil

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7.10.11

Sem matéria-prima para a produção de remédio para doença de Chagas

Brasília - A falta de matéria-prima levou o Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco (Lafepe) a interromper temporariamente a produção do Benzonidazol, medicamento usado no combate ao Trypanosoma cruzi, protozoário causador da doença de Chagas.

Como o laboratório público é o único fabricante mundial do produto, a organização humanitária internacional Médicos sem Fronteiras teme que a interrupção cause um eventual desabastecimento do remédio. Já o Lafepe e o Ministério da Saúde garantem que a distribuição do medicamento está em conformidade com o cronograma, e que a produção será retomada ainda este mês.



Enquanto a organização humanitária afirma que o “risco de desabastecimento” já vem afetando diversos programas de tratamento contra a doença de Chagas em toda a América Latina, inclusive com a suspensão de novos diagnósticos no Paraguai e a suspensão da implantação de novos projetos na Bolívia, o Ministério da Saúde assegura que não há atrasos ou interrupção no cronograma de produção e distribuição do Benzonidazol.

O diretor comercial do Lafepe, Oséas Moraes, admite a interrupção temporária, mas garante que ela foi causada pela falta do princípio ativo, fabricado por uma única empresa química brasileira, a Nortec.

“Não suspendemos a fabricação [conforme chegaram a afirmar os Médicos sem Fronteiras]. Houve uma interrupção temporária por falta de matéria-prima. Nossas máquinas estão paradas esperando pela matéria-prima, mas a produção será retomada ainda este mês. No mais tardar, até o dia 20 de novembro, nós teremos prontos 3,2 milhões comprimidos”, disse Moraes.

Moraes assegura que os cerca de 273 mil comprimidos do medicamento que o laboratório tinha em estoque são suficientes para atender a demanda até que a produção seja retomada. Desta reserva, 100 mil serão entregues ao Ministério da Saúde. Outros 100 mil serão enviados à Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), responsável, junto com os Médicos sem Fronteiras, por distribuir o remédio para outros países.

“Ficaremos ainda com um estoque estratégico de 73 mil comprimidos. E com os 320 quilos de matéria-prima que a Nortec se comprometeu a começar a entregar ainda este mês, vamos fabricar outros 3,2 milhões de comprimidos e normalizar a produção até o final de novembro. Portanto, embora não haja, hoje, nenhuma grama de matéria-prima no laboratório, nosso estoque estratégico é o bastante para atendermos não só aos Médicos sem Fronteiras, mas ao mundo todo”, assegurou Moraes, revelando que só a organização humanitária está solicitando 470 mil comprimidos. “Vamos atender a 10% disso até que o medicamento fique pronto e possamos atender [o restante].”

De acordo com o vice-presidente do conselho de administração da Nortec, Nicolau Pires Lages, a empresa química assumiu a produção da substância em maio deste ano e tem até o início de novembro para entregar os 320 quilos de matéria-prima encomendados pelo Lafepe. O prazo foi estipulado em um contrato firmado em 31 de maio deste ano, quando a Nortec pediu 150 dias para adequar sua planta industrial à fabricação da substância.

“Já começamos a produzir e vamos cumprir o prazo, que vence no próximo dia 31. Vamos começar a entregar o produto no início de novembro”, assegurou Lages. “Não tenho conhecimento dos estoques [do Lafepe], mas, posso garantir que o que cabe à Nortec está de acordo com o cronograma”, comentou Lages.

Até que a Nortec aceitasse a sugestão de assumir a produção do medicamento, feito pelo Ministério da Saúde, o medicamento era produzido pela multinacional Roche, que transferiu ao governo brasileiro os direitos e a tecnologia de fabricação do remédio para o mal de Chagas e seu estoque de matéria-prima.

Segundo a organização Médicos sem Fronteiras, a doença de Chagas, também conhecida como tripanossomíase americana, causa a morte de pelo menos 12.500 pessoas anualmente. A estimativa é de que entre 8 e 10 milhões de pessoas tenham a doença, considerada endêmica em vários países da América Latina.[Agência Brasil]

Alex Rodrigues
Repórter Agência Brasil

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30.9.11

Listeriose, sintomas e tratamentos

A recente contaminação por uma bactéria que causa a listeriose nos EUA está fazendo muitas pessoas perguntarem:

O que é listeriose?

A listeriose é uma doença rara, mas muito grave, causada, usualmente, pelo consumo de alimentos contaminados com a bactéria Listeria monocytogenes. A incidência da listeriose tem aumentado nos últimos anos, assim como a população de risco para esta infecção.

Listeriose, sintomas

Os sintomas da listeriose são
- febre persistente,
- sintomas gastrointestinais, como náuseas, vómitos e diarreias,

Se a infecção passar para o Sistema Nervoso, podem ocorrer sintomas como
-dores de cabeça,
-rigidez no pescoço (torcicolo),
-confusão mental,
-perda de equilíbrio
-convulsões.

Sintomas da listeriose em grávidas

Nas grávidas, a infecção ocorre geralmente no terceiro trimestre de gestação e os sintomas confundem-se com os de uma síndrome gripal - febre, arrepios, dores musculares, dores de cabeça, diarreia, entre outros. Na maioria dos casos uma grávida com listeriose não tem manifestações da infecção. Pode, no entanto, transmitir a infecção ao bebê.

Listeriose, tratamentos

A listeriose pode ser tratada com antibióticos. Quando a infecção ocorre durante a gravidez, este tipo de tratamento, frequentemente, impede o desenvolvimento da doença no feto ou no recém-nascido. Recém-nascidos com listeriose podem ser tratados com os mesmos antibióticos que os adultos; no entanto, o tratamento só é administrado quando se tem a certeza do diagnóstico. O mesmo sucede com os restantes grupos de risco: doentes e idosos.

A listeriose é tratada com penicilina ou ampicilina, juntas ou isoladas, com aminoglicosídeos. Recomenda-se a pacientes alérgicos à penicilina o uso de Trimetoprim/Sulfametoxazol.

FONTE:
Este texto tem créditos da www.esb.ucp.pt
Saiba mais informações sobre a listeriose aqui.
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5.5.11

CID: classificação Internacional de doenças

Muitas vezes, ao solicitar um exame de diagnóstico para um laboratório de análises clínicas o médico é obrigado a colocar um número que classifica (na verdade identifica) determinada doença, seria como um RG da doença.

O CID - classificação internacional de doenças -, é como um nome internacional, universal, dado a cada uma das doenças. O CID é o nome universal de cada doença.

Por exemplo: o CID da dengue é igual a 90. Os médicos escrevem assim: CID 90. Daí o laboratório ou convênio médico já sabe tratar-se de dengue.

Hoje em dia, qualquer pessoa pode consultar o CID, se estiver em dúvida em qual o diagnóstico de sua doença.

O site bulas.med disponibiliza para consulta online do CID na página http://www.bulas.med.br/cid-10/

Veja também:
Guia de Exames Médicos
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12.11.10

Doenças do Verão: Conheça e previna-se

Você já reparou que algumas doenças são mais comuns em determinadas épocas do ano (estações). No verão doenças pela maior exposição ao sol, uso de piscinas coletivas, praias, alimentação podem aparecer.

Conheça as doenças do verão, e aprenda maneiras de prevenir as doenças mais comuns do verão.

1. Conjuntivite bacteriana

A conjuntivite bacteriana é a inflamação daquela pele transparente que recobre os olhos, chamada de conjuntiva. Ela é mais comum no verão, pois é muito fácil contraí-la ao frequentar praias impróprias para banho e piscinas que não estejam devidamente tratadas.

Para evitar a contaminação é importante, além de não tomar banho em lugares indevidos, evitar usar toalhas de outras pessoas e entrar em contato com quem estiver com a doença, pois ela é de fácil transmissão.

Quando se contrai conjuntivite, os olhos ficam vermelhos e lacrimejantes, e há uma produção de secreção amarelada. Além disso, também são comuns fotofobia e uma sensação de que há areia dentro dos olhos.

2. Otite externa (inflamação no ouvido)

Por ser quente, úmido e escuro, o canal auditivo se inflama com facilidade e infecções causadas por fungos e bactérias, como a otite, acontecem. A otite externa ocorre principalmente em pessoas que frequentam praias e piscinas regularmente.

3. Doenças de pele

Como o verão é a estação mais quente do ano, são comuns as idas a praia ou ao clube, o que faz com que as pessoas fiquem com a pele úmida por mais tempo, seja porque mergulharam em algum lugar, seja porque apenas estão transpirando mais que o normal. Esse excesso de umidade favorece o aparecimento das doenças de pele, que são causadas geralmente por fungos ou bactérias, a seguir está uma lista das mais comuns nessa estação:

4. Câncer de pele

Uma das principais causas do câncer de pele é a exposição excessiva ao Sol. As pessoas mais afetadas por essa doença são aquelas com a pele muito clara e sensível. Para se prevenir basta não tomar sol nos horários em que ele está mais forte, das 10 horas da manhã até as 4 da tarde. Além disso, é importante passar sempre filtro solar, até mesmo no dia a dia, e evitar cigarro e exposição a substâncias químicas como arsênio e alcatrão.

Os sinais mais comuns de que alguma coisa está errada são: mudanças na pele, como uma ferida que não sara ou uma pequena lesão endurecida, brilhante ou avermelhada e pintas, sinais e verrugas que crescem ou mudam de cor.

5. Brotoejas

As chamadas miliárias, bolinhas de água vermelhas acompanhadas de coceira, são erupções que aparecem em crianças nas regiões das dobras de pele, como o pescoço. Elas estão relacionadas à secreção das glândulas sudoríparas e aparecem por causa do excesso de calor e transpiração.

Para se prevenir, evite sol e ambientes muito quentes e não dê banhos com água muito quente nas crianças. Para acalmar a irritação misture maisena no banho dos pequenos ou passe pasta d’água nas feridas.

6. Acne

Durante o verão a oleosidade da pele aumenta o que favorece o surgimento de acne. Além disso, a exposição ao sol, em um primeiro momento, pode até melhorar o problema, porém, após alguns dias, há um aumento da produção sebácea o que piora a acne. Por isso, para quem sofre com esse problema o melhor mesmo é evitar se expor demais ao sol.

7. Candidíase

A candidíase aparece mais no verão, pois as pessoas costumam ir a praias e piscinas e não tiram o maiô, biquíni ou sunga molhados depois que voltam para casa. Isso facilita a proliferação de fungos, como o causador dessa doença, que se caracteriza pela formação de pequenos pontos vermelhos e coceira nos genitais e em mucosas, como o canto da boca.

8. Pano branco ou pitiríase versicolor

Essa micose é muito comum em climas tropicais. O causador dela é o fungo Ptyrosporum ovale, que existe normalmente no meio ambiente, mas que só causará problemas de saúde se tiver condições adequadas para isso. O pano branco só aparece quando a pessoa está com baixa imunidade, e quando o fungo se encontra em um ambiente úmido e de bastante calor.

Os sintomas são manchas brancas na pele, mas em alguns casos as manchas podem ser castanhas ou avermelhadas.

9. Impetigo

Essa doença é causada pelo desequilibro da população de uma bactéria normalmente presente na pele, a Streptococcus pyogenes, e que pode ser deflagrada por mudanças no clima. Lesões na pele, como as causadas por picadas de insetos, são o local ideal para o desenvolvimento e ação dessa bactéria, que causa inflamação e forma uma crosta cor-de-mel na ferida.

10. Pé-de-atleta ou frieira (micoses)

Essa micose aparece entre os dedos e causa vermelhidão na pele dos pés. Ela é altamente contagiosa, mas geralmente as pessoas costumam contrair tal fungo por meio do próprio ambiente. Por isso é importante não andar descalço em vestiário de piscina, tocar em animais desconhecidos e usar calçados de outras pessoas. Além disso, tente sempre deixar o ambiente arejado, ande descalço dentro de casa e use sandálias abertas sempre que possível, use roupas de algodão que facilitam a transpiração e enxugue bem todas as "dobras" do corpo.

Geralmente os sintomas são o embranquecimento da pele entre os dedos do pé e a descamação dela, que eventualmente se rompe em pequenas fissuras. Quando a micose não se encontra entre os dedos e sim na sola do pé, ela se caracteriza por uma leve irritação e então envolve toda a sola do pé.

11. Verminose

Outra doença de pele que pode ser contraída nas praias é a larva migrans que é transmitida por larvas de parasitas presentes em fezes de cachorro. O parasita entra pela pele, principalmente pelos pés, e causa inflamação.

12. Onicomicose (micose de unhas)

A doença que afeta as unhas mais frequente durante o verão é a onicomicose. Doença provocada por fungos e também pelas leveduras. Ela começa na ponta da unha, deixando-a amarela, espessa e com uma aparência feia. Além disso, ela dói bastante e incomoda.

13. Desidratação

O risco de ter uma desidratação é maior no verão, pois nessa estação do ano transpiramos mais e existem mais chances de se comer uma comida estragada por má conservação.

A desidratação se caracteriza pela perda de líquidos e sais minerais do corpo. Quando o organismo está funcionando normalmente perde-se em média 2,5 litros de água por dia, seja pela urina e fezes, seja pelo suor ou pela respiração. Essa perda pode se tornar excessiva por vários motivos. O simples aumento da transpiração ou uma intoxicação alimentar podem ser fatores determinantes na hora de se ficar doente.

Uma pessoa desidratada fica com sede, com a boca e mucosas secas, olhos ressecados e fica muito tempo sem urinar. Existem algumas coisas que você pode fazer para prevenir a desidratação, como usar roupas leves, ingerir constante mente líquidos, não comer alimentos que tenham ficado muito tempo fora da geladeira, por exemplo, e sempre preferir ficar em lugares arejados e frescos.

14. Insolação

A insolação acontece quando uma pessoa fica tempo demais exposta ao sol. Seus sintomas são intensa falta de ar, dor de cabeça, náuseas, tontura, temperatura do corpo elevada, pele quente, avermelhada e seca, extremidades arroxeadas e até mesmo inconsciência.

Além disso, com ela também vem a desidratação e queimaduras que podem ser apenas pele vermelha até bolhas na pele. Para evitar que isso aconteça com você, evite tomar sol nos horários em que ele está mais forte e sempre use filtro solar de no mínimo fator 15.

15. Intoxicação alimentar

Alimentar-se corretamente quando se vai à praia ou piscina é fundamental para evitar a intoxicação alimentar e a provável diarreia, vômitos e desidratação que a podem acompanhar. Então, evite comer sanduíches, camarão, milho cozido, maionese e outros alimentos que os ambulantes vendem, pois podem estar contaminados por bactérias que podem estar presentes na sujeira das mãos dos ambulantes (será que eles lavam as mãos após ir ao banheiro?), além disso esses alimentos por estarem fora da geladeira ou não ficarem aquecidos a uma temperatura muito alta podem estar servindo de meio de cultura para incontáveis bactérias, como as temíveis e perigosas Salmonellas, que, geralmente, 'gostam' da temperatura de 45°C para se desenvolver e multiplicar.

Em casos de intoxicação alimentar leve, um dia de repouso e a ingestão de uma grande quantidade de água ou de sucos feitos com água filtrada, fervida ou mineral, são suficientes para compensar a perda de líquidos provocada pela diarreia ou pelos vômitos. Em casos moderados faça soros caseiros ou utilize reidratantes orais, ou ainda água-de-coco com um coco bem lavado (já imaginou como aqueles cocos da praia podem estar sujos?). Em casos mais graves procure atendimento médico hospitalar.

Dicas de alimentação 'saudável' para o verão:
- Salgadinhos industrializados (não é tão saudável, mas se torna 'saudável' pela ocasião)
- sanduíches preparados em casa e sem maionese, prefira os com verduras e cenoura ralada
- Veja alimentos para o verão.
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24.5.10

Pessoas Alérgicas e o Câncer, relação

Dizem que tudo tem seu lado bom. A julgar por este post parece que a afirmativa é verdadeira.

Cientistas de universidades americanas descobriram uma relação entre pessoas alérgicas e o câncer e sugerem que os as pessoas alérgicas têm menos chance de desenvolver câncer.

De acordo com a pesquisa, as reações adversas (sintomas das alergias) estimulam o sistema imunológico, ajudando a evitar diversos tipo de tumor.

De acordo com a Universidade Texas Tech, os asmáticos têm 30% menos chance de ter câncer de ovário. Já um estudo coordenado pela Universidade Cornell aponta que as crianças com alergia a substâncias transportadas pelo vento, como a poeira, são 40% menos propensas a desenvolver leucemia. São porcentagens altas, não?

Contudo, mais estudos serão necessários. "É difícil provar a ligação (entre alergia e câncer) e vi muita gente cética quanto a isso, mas o conceito existe e as pesquisas nos ajudam", afirma Ronald Crystal da Universidade Cornell. "As alergias geralmente ativam o nosso sistema imunológico", acrescenta.

Os médicos da Cornell destacam ainda que as alergias podem reduzir o risco de uma criança ter câncer de garganta, pele, pulmão e intestino.

Na Universidade do Minnesota, pesquisadores apontam que as alergias podem diminuir os riscos de linfoma não-Hodgkin e câncer de estômago e cientistas de Harvard notaram uma "intensa relação" entre o câncer no cérebro e a asma, a eczema, a febre de feno e outras alergias. Um estudo canadense ainda sugere que os alérgicos têm 58% menos probabilidade de desenvolver câncer de pâncreas.
Fonte: Veja

O conteúdo do www.saudecomciencia.com é informativo e educativo. Não exclui consulta com profissional habilitado.
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5.5.10

Doença de Huntington, da 'série' House

Uma das séries de maior sucesso da atualidade, "House", onde médicos tentam desvendar - enquanto brigam entre si - doenças de seus pacientes-COBAIAS.

As doenças, sempre estapafúrdias tiram o sono e o equilíbrio dos personagens enquanto intrigam a nós, telexpectadores viciados em House, (eu me incluo).




Uma dessas doenças misteriosas é a Doença de Huntington (DH), doença genética, degenerativa e não tem cura. Uma das médicas da equipe de House, Remy Hadley, conhecida como 13 (imagem acima), tem a doeça de Huntington. Saiba mais abaixo.

Doença de Huntington Sintomas
Os sintomas são causados pela perda marcante de células em uma parte do cérebro, denominada glânglios base, gerando como consequência alterações dos movimentos, do comportamento e a perda gradativa da capacidade cognitiva (pensamento, julgamento e memória).

Os sintomas da Doença de Huntington aparecem gradualmente, provavelmente por volta dos 30 anos de idade, mas também pode afetar crianças e pessoas com mais de 60 anos. Esses sintomas são: espasmos involuntários, lentidão nos movimentos, irritabilidade, apatia, depressão, ansiedade, perturbações do sono, Movimentos involuntários, bruscos e irregulares, dos braços, das pernas e do rosto, perda progressiva de memória e senilidade mental precoce, disartria, face (tiques e caretas), fala indistinta, mastigação e deglutição difíceis,perda da visao periferica .

Doença de Huntington Histórico
A Doença de Huntington foi assim denominada em homenagem a George Huntington, um médico americano que descreveu a doença precisamente em 1872. A doença é rara, afeta uma em cada 10.000 pessoas. A DH é uma doença fatal, que dura de 15 a 20 anos. A progressão da doença tende a ser lenta e a pessoa pode manter a independência por vários anos, mas é importante que ela faça acompanhamento médico, para diminuir os efeitos dos sintomas.

Importante! Em casos de sintomas ou suspeita de doença de Huntington o médico a ser consultado é o neurologista. O telefone da Associação Brasil Huntington, é (11)3020-6031
Fonte: Terra/Saúde
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12.10.09

Tuberculose, novo medicamento (remédio), o 'quatro em um' chega ao Brasil

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O novo medicamento para tratar a tuberculose chegou ao Brasil. Trata-se de um medicamento combinado chamado de "dose fixa combinada" ou "quatro em um".

Com esse novo remédio tem-se o aumento da efetividade e eficácia da terapia, com a inclusão de uma quarta substância em um mesmo comprimido.



A terapia feita dessa forma é muito mais prática o que diminui o abandono ao tratamento e melhora a adesão dos doentes.

A primeira remessa contém 10 milhões de comprimidos, suficientes para tratar 100 mil casos. Em fevereiro de 2010 chegará ao Brasil um novo lote. Foram gastos 6 milhões na compra do medicamento.

Composição dos comprimidos:

Rifampicina.... 150mg
Isoniazida..... 75mg
Pyrazinamida... 400mg
Etambutol...... 275mg

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