16.6.16

Problemas cardíacos podem ser emocionais


Cerca de 70% dos pacientes que pensam estar doentes do coração estão, na verdade, com problemas emocionais...

Afirma o cardiologista Roque Marcos Savioli: a maioria sofre dos males da vida moderna, depressão ou estresse.

Relatos reais de pacientes que chegam ao consultório com dores no peito e acham que sofrem do coração, mas de fato estão com doenças emocionais estão reunidos no recém lançado livro do cardiogeriatra Roque Marcos Savioli, “Segredos de um Consultório”, pela Edições Loyola [www.loyola.com.br].


Problemas cardíacos podem ser emocionais
Problemas cardíacos podem ser emocionais


Um ex-professor aposentado, que entra em um quadro de demência e não reconhece mais as pessoas; um dono de uma cantina, com problemas do coração e alto grau de estresse; e uma empresária com uma vitoriosa trajetória profissional, mas uma vida pessoal conturbada por casamentos fracassados (seu marido tem compulsão sexual), que sofre de estresse e de colesterol alto e acaba tendo um infarto.

Estes são alguns dos casos contados no livro. E, ainda, um padre que atingiu níveis de estresse tão intensos, que o levaram a um quadro depressivo; e uma advogada que acaba de fazer um aborto, fica deprimida e quer se suicidar. O livro também dedica um capítulo a experiências de quase morte.


Coração da mulher — Segundo Savioli os problemas do coração, males que antes atingiam muito mais os homens, hoje estão bem presentes também nas mulheres. A mortalidade do sexo feminino por doença cardiovascular é de 36,7% (maior do que câncer, 17,6%), segundo dados do Ministério da Saúde. Hoje a doença cardiovascular é a principal causa de óbito nas mulheres na Europa e nos Estados Unidos.

Estudo na Suécia analisou as carótidas (artéria que leva sangue ao cérebro. Se entupir causa derrame) de mulheres mal casadas, bem casadas e solteiras. As bem casadas e solteiras estavam bem melhores do que as mal casadas, indicando que o estresse conjugal é uma situação de risco.

► Leia também: Toque Terapêutico tem base científica e não espiritual.

Como fugir do estresse - Para não correr esse risco, Savioli aconselha que, em primeiro lugar, a pessoa afaste de sua mente qualquer pensamento negativo. Diante da tristeza e decepções é preciso fazer uma viagem interior, abrir as portas do coração - um momento íntimo e solitário para buscar a paz. Segundo o especialista não existe situação, por pior que seja, que não sirva para se tirar algo que melhore o interior da pessoa.

“Os momentos difíceis servem para reposicionar nossos pensamentos e até a forma como vivemos”, afirma.

Para melhorar o dia a dia, tornar a vida mais leve e aliviar o coração, o cardiologista recomenda: importante aprender a desfrutar do que se faz; trabalhar com prazer é gratificante, mas é bom resistir a converter a sua vida só em trabalho, descuidando das amizades, do relacionamento amoroso e de passeios. É necessário resistir fortemente ao perfeccionismo, que é a tendência a ficar insatisfeito consigo mesmo e com qualquer coisa ou pessoa que não alcancem os ideais propostos.

► Leia também: Equilíbrio através das mãos - conheça o Jin Shin Jyutsu.

Eliminar antigos rancores e remorsos também é fundamental. Reunir-se com familiares e amigos para diluir mágoas. Todos os esforços e ações para se livrar de sentimentos de culpa são bem-vindos. Além do envolvimento com projetos sociais, como fazer visitas semanais a uma creche, a uma casa de idosos.

O especialista ressalta, ainda, o poder da meditação, que tem sido usada na prática médica há muitos anos, para reduzir a ansiedade. Além da terapia espiritual, complementando as dimensões do corpo humano.




“A própria medicina tem relatado evidências positivas de práticas espirituais no combate a doenças. A fé exerce papel extremante importante na saúde física e mental das pessoas”, reforça o especialista.

Roque Marcos Savioli — é doutor em Cardiologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – FMUSP e tem 40 anos de prática em clínica cardiológica. “Segredos de um Consultório” é o seu 15º livro. O autor tem obras lançadas também no exterior (França, Itália e Espanha). É membro da Sociedade Paulista e Brasileira de Cardiologia, da Academia Cristã de Letras e do Instituto de Geografia e História do Estado de São Paulo. Formado pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos.

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2.4.16

O que fazer se eu estiver tendo um infarto sozinho


Esta é uma pergunta que todos já fizeram a si mesmo em algum dia de suas vidas: "o que fazer se eu estiver tendo um infarto sozinho?"

Ou seja, se eu estiver sozinho em casa e enfartando...

... Primeiro saiba a distinguir um infarte do coração de outros sintomas como um ataque de pânico, por exemplo. Para isso leia: Dor no Peito: causas principais.

Então, se você leu o artigo indicado e acha que está mesmo tendo um infarto do coração e estiver sozinho em casa, faça assim:

O que fazer se eu estiver tendo um infarte sozinho?



1. DURANTE O INFARTO, PARA QUE O RITMO CARDÍACO VOLTE AO NORMAL...


Tente afastar o medo de morrer e concentre-se em respirar da maneira correta e lembre-se que você ainda está vivo. Isso ajuda a controlar o pânico. Então, faça EXATAMENTE ASSIM:

Respire bem fundo e a seguir dê uma tossida igualmente forte.




Vá repetindo isso a cada 2 segundos (conte 1,2 pausadamente), respirando bem fundo e tossindo o mais forte e prolongado que puder, para que o coração bombeie o sangue.
O que fazer se eu estiver tendo um infarto sozinho
O que fazer se estiver tendo um infarto sozinho

Vá repetindo esses passo até a ajuda chegar ou até que o coração volte a bater normalmente.

Mesmo que ele passe a bater normalmente vá a um hospital de pronto atendimento e relate exatamente o que sentiu.

O ideal é que o médico peça um eletrocardiograma e um ecocardiograma para ver de houve infarto, de fato.


Leia também: o infarto pode ser confundido com síndrome do pânico.

2. POR QUE AS RESPIRAÇÕES E AS TOSSES FUNCIONAM NO INFARTE?


  • As inspirações profundas levam oxigênio para os pulmões.
  • Os movimentos de tossir fortemente bombeiam o coração e mantém o sangue circulando. Essa pressão no coração também faz com que o coração volte a bater normalmente e dessa maneira a vítima tem tempo de chegar a um hospital.

Agora que você já sabe o que fazer quando estiver tendo um infarto sozinho... compartilhe com seus amigos e ajude salvar vidas.
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5.2.16

Válvula Melody: como é colocada e como funciona a válvula pulmonar artificial

Entenda como é colocada e como funciona a válvula Melody, atualmente implantada no HCor, que é pioneiro no Brasil e na América Latina.

As valvopatias - doenças das válvulas -, são responsáveis por cerca de 30% das cirurgias cardíacas em adultos e por 80% das cirurgias cardíacas em crianças no Brasil.

Válvula Melody: HCor é pioneiro no implante de válvula pulmonar por cateterismo


O que é Válvula Melody


A válvula pulmonar, denominada válvula Melody Transcatheter, desenvolvida na Universidade de Michigan, tem o objetivo de ajudar os pacientes a prevenir ou retardar a necessidade de múltiplas cirurgias de coração aberto.

Válvula Melody como é colocada (implantada)


A válvula Melody Transcatheter é introduzida no coração através de um cateter inserido em uma veia na perna do paciente, que navega através dos vasos sanguíneos até o coração. Uma vez no local, o balão é inflado e implantado a válvula durante o cateterismo cardíaco. Este procedimento é eficaz no tratamento destes pacientes, para preveni-los de várias cirurgias de coração aberto e ajuda-los a ter uma melhor qualidade de vida.

De acordo com o intervencionista pediátrico do HCor (Hospital do Coração), Dr. Carlos Pedra, quando alguns bebês nascem com defeitos congênitos em sua válvula pulmonar, que é responsável por regular o fluxo de sangue para os pulmões, eles podem necessitar de cirurgia para ter um canal ou tubo de substituição dessa válvula, e múltiplas cirurgias de coração aberto são necessárias para substituí-la ao longo do tempo.


“A válvula Melody é uma inovação revolucionária que permite aos cardiologistas implantarem uma válvula no coração através de um pequeno cateter que é inserido na veia da perna até o coração. Os pacientes não precisam de pontos. A incisão é muito pequena e o paciente vai para casa no dia seguinte e pode voltar ao trabalho ou à escola em poucos dias”, esclarece Dr. Carlos Pedra.

Crianças que nascem com esses defeitos na válvula pulmonar precisam ter um canal ou tubo colocado do ventrículo direito para as artérias pulmonares permitirem o fluxo de sangue aos pulmões. Esses tubos não crescem com os pacientes. Alguns só duram um ano ou dois e outros podem durar mais de uma década.

"Pacientes com tubos precisam ter múltiplas cirurgias de coração aberto para receber novas válvulas, quando elas se tornam estreitas demais. Evitar este tipo de cirurgia é fundamental para melhorar a qualidade de vida de qualquer paciente com defeito cardíaco congênito”, enfatiza Dr. Pedra.

Válvula pulmonar como funciona:


A válvula pulmonar abre e fecha continuamente, com a finalidade de controlar o fluxo de aproximadamente cinco litros de sangue por minuto no organismo. Elas atuam como comportas fazendo com que o sangue circule em um único sentido a cada contração.




O trabalho tem a função de abastecer tecidos e órgãos com oxigênio e nutrientes e retirar impurezas, por meio da filtragem do sangue nos pulmões. Quando essas válvulas apresentam defeitos e deixam de funcionar com precisão podem ocasionar problemas cardíacos muito graves.

O HCor (Hospital do Coração) é pioneiro na técnica de implante de válvula pulmonar por cateterismo. Desde o primeiro procedimento, feito em 2013, já foram realizados 30 cirurgias minimamente invasivas com sucesso no HCor e outros 50 casos na América Latina (Chile e Argentina), sob a coordenação do intervencionista pediátrico Dr. Carlos Pedra.

► Leia também: Dicas para evitar a "síndrome cardíaca de feriado pós-carnaval"


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28.9.15

Síndrome do coração partido (síndrome de Takotsubo)

Tristeza profunda e traumas podem levar à paralisação de uma ponta do coração conhecida como Síndrome do coração partido ou síndrome de Takotsubo.

Receber uma notícia ruim inesperada ou ficar deprimido após uma perda abrupta são situações de estresse intenso que causam dor no coração, metáfora que ilustra com perfeição o problema, a chamada “síndrome do coração partido”.

Síndrome do coração partido (síndrome de Takotsubo)


Cientificamente conhecida como cardiomiopatia de Takotsubo, ela acomete nove mulheres para cada homem, principalmente as que estão no período pós-menopausa.

Síndrome do coração partido (síndrome de Takotsubo)
Síndrome do coração partido 

“Ao sofrer uma situação inesperada de estresse intenso, por uma perda ou briga, ocorre uma descarga de hormônios estimulantes, como a adrenalina, dificultando o funcionamento do coração, fazendo com que a pessoa sofra um leve infarto”, explica o Dr. Wing Carvalho Lima, cardiologista do Hospital do Coração do Brasil.

Leia também: Síndrome do coração partido (é possível morrer de amor?).

Fortes emoções podem fazer com que o corpo sofra uma descarga de adrenalina, que atrapalha o bom funcionamento do coração após um estresse extremo. O coração não está preparado para receber esta alta quantidade de hormônios, o organismo reconhece esse efeito como uma intoxicação, causando o infarto.

Falta de ar, cansaço e dor no peito são os principais sintomas, pois as artérias do coração ficam obstruídas dificultando o bombeamento e a passagem do sangue. Felizmente, os infartos causados são leves, uma vez que as artérias não estão entupidas, facilitando a rápida recuperação.

Síndrome do coração partido - Sintomas

  • Falta de ar
  • Cansaço
  • Dor no peito
  • Agitação

Não existem fórmulas prontas para se prevenir. O perfil psicológico do paciente que não consegue lidar com as adversidades da vida é o principal fator para torná-lo mais predisposto a desenvolver a síndrome. “Pessoas explosivas, que lidam com o estresse de maneira intensa, mulheres mais idosas e que já estão na menopausa têm maior predisposição”, afirma o especialista. O diagnóstico é feito pela avaliação médica dos sintomas apresentados e os exames de ecocardiograma e cateterismo avaliam o estado físico do coração.




Pessoas que praticam atividades físicas diminuem as chances de sofrer esta síndrome, pois, o corpo está acostumado com uma quantidade maior de hormônios estimulantes liberados durante os exercícios. O tratamento é realizado à base de medicações. Portanto, caso haja incidência grave, o paciente é mantido sob observação médica até que as taxas de hormônios do corpo se normalizem. Encarar os problemas com mais leveza é a melhor forma de manter o coração saudável e feliz.

“O acompanhamento psicológico é indicado para que o paciente aprenda a lidar com situações de estresse com mais tranquilidade e que novos casos desta síndrome possam ser controladas”, conclui Wing.
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8.9.14

Dieta do Mediterrâneo pode melhorar a saúde cardíaca, diz pesquisa

Mais uma vez, uma dieta à base de peixe, legumes, verduras e quantidades moderadas de álcool, conhecida como dieta Mediterrânea, está ligada a menores chances de morrer de um ataque cardíaco, derrame ou outros "eventos" vasculares, segundo um novo estudo do New York City residents.

Dieta do Mediterrâneo melhora a saúde do coração


- Leia também: Veja os alimentos permitidos na Dieta do Mediterrâneo.

Os participantes do estudo em sua maioria hispânicos e negros não necessariamente comiam alimentos tradicionais de países do Mediterrâneo, mas quanto mais perto as suas dietas se aproximavam ao jeito de comer do Mediterrâneo - com abundância de peixe, gorduras saudáveis ​​como o azeite, cereais integrais e vegetais - mais baixos eram os riscos de morte por problemas vasculares, incluindo ataques cardíacos.

Dieta do Mediterrâneo
azeite
"Embora não seja a dieta mediterrânea, compara-se uma dieta saudável para uma dieta menos saudável, e houve alguma melhora", disse Teresa Fung, professora da Simmons College em Boston que não esteve envolvida no estudo.

Durante nove anos, o Dr. Clinton Wright da Universidade de Miami e seus colegas acompanharam mais de 2,5 mil moradores do norte de Manhattan, um bairro com cerca de 63 por cento residentes hispânicos, 20 por cento Africano e os americanos brancos somam 15 por cento. Informações sobre os benefícios à saúde de uma dieta chamada dieta do Mediterrâneo nas populações negras e hispânicas nos os EUA estão faltando, observa Wright grupo no American Journal of Clinical Nutrition.

Porque ambos os grupos estão sobrecarregados por altas taxas de doenças cardíacas, a equipe se propôs a estudar o quanto uma dieta como a do mediterrâneo pode fazer diferença.

Um pouco mais da metade dos participantes do estudo eram hispânicos, enquanto a outra metade foi dividida aproximadamente entre negros não-hispânicos e brancos. Todos tinham mais de 40 anos quando o estudo começou.

No início, os pesquisadores pediram aos participantes seu histórico de saúde, e classificou os seus hábitos alimentares ao longo de uma escala de nove pontos: quanto maior o número, mais próximo da dieta a pessoa era o ideal do Mediterrâneo, com muito peixe, vegetais, legumes, toda grãos e óleos vegetais e gorduras muito pouca carne ou animal.

O grupo, então, rastreados quantas pessoas mais tarde experimentaram um derrame, ataque cardíaco ou morte relacionada a algum problema vascular, como embolia pulmonar e aneurisma. Mais de 300 pessoas morreram no estudo por um problema vascular.

Cada ponto mais alto que uma pessoa marcou na escala de nove pontos dieta do Mediterrâneo reduziu o risco de morte vascular por nove por cento.

No entanto, o estudo não encontrou que a dieta tinha qualquer efeito sobre o risco de ter um acidente vascular cerebral. Entre as 171 pessoas que sofreram um acidente vascular cerebral, aqueles na parte alta da escala dieta tinham a mesma probabilidade de ter tido um como aqueles na extremidade baixa da escala.

Os pesquisadores detectaram uma ligeira proteção de ataque cardíaco entre aqueles cujas dietas foram classificadas no topo na escala do Mediterrâneo, mas a descoberta pode ter sido devida ao acaso.

Os resultados também relataram benefícios para a saúde do coração de se comer uma dieta mediterrânea

O presente estudo não prova que a dieta é responsável pelos benefícios. Mas a dieta mediterrânea é rica em elementos como fibras e ácidos graxos ômega3, que podem influenciar a saúde do coração, Wright disse.

A evidência não é conclusiva, ele acrescentou, mas no geral, a dieta mediterrânea parece ser boa para a saúde do coração das pessoas. Fonte: Reuters.

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17.6.12

Médicos do InCor orientam médicos do SUS em doenças cardiovasculares

Especialistas do InCor vão orientar médicos do SUS no diagnóstico de doenças cardiovasculares


Especialistas do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas de São Paulo vão ajudar a diagnosticar doenças cardiovasculares em até 200 unidades de saúde do país. A orientação será dada à distância por meio de videoconferência.



O projeto pretende agilizar o início do tratamento, tendo em vista que 5% das mortes ocorrem na primeira hora da manifestação da doença e 80% em até 24 horas, segundo dados do Ministério da Saúde.

O convênio entre o ministério e o InCor, assinado hoje (15), começa a vigorar em um mês, com uma fase piloto nos prontos-socorros da zona oeste de São Paulo. De acordo com ministério, em 2009, as doenças cardiovasculares representaram 31% das mortes no Brasil, sendo a principal causa de incapacidade e de mortalidade. “Nossa intenção é que a expertise [conhecimento e experiência] do Incor chegue aos lugares mais remotos do país, ajudando a democratizar o acesso dos brasileiros aos avanços científicos”, explicou Roberto Kalil, diretor da Divisão Cardiologia do instituto.

Uma equipe estará disponível 24 horas por dia para prestar a orientação à distância. A expectativa dos órgãos é que, em até dois anos, 200 unidades do sistema público de saúde se credenciem para participar do projeto. “Quando falamos da inclusão do InCor no programa, muitas unidades manifestam grande interesse em participar”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. “Somos uma instituição que serve ao Brasil, não só a São Paulo. Recebemos milhares de pacientes do país e também da América Latina”, complementou Kalil.

Serão usados recursos de imagem, som e transmissão de dados. De acordo com o InCor, a central de telemedicina é composta por equipamento portátil de eletrocardiograma, microcomputador com monitor de alta resolução, câmera de vídeo para internet, microfone e fone de ouvido. O ministério disponibilizou R$ 991 mil para a primeira fase do projeto, que integra o Programa Telessaúde Brasil Redes, que já chegou a 1.733 unidades de saúde do país.

Padilha avalia que, além de ajudar no diagnóstico das doenças do coração, o projeto vai contribuir para o avanço da pesquisa médica. “Os profissionais vão vivenciar como é tratar, no cotidiano, pessoas em diferentes localidades do país. Teremos, certamente, mais estudos e mais pesquisas a partir de diversas realidades”.

Na assinatura do convênio, também foi anunciado o investimento de R$ 8 milhões na modernização tecnológica do InCor. Serão adquiridos aparelhos de tomografia, ultrassom e ecocardiograma, além de monitores e centrais de monitoramento de pacientes em estado crítico. Os novos equipamentos serão destinados, principalmente, para os tratamentos intensivos. Fonte: Agência Brasil
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18.5.12

O colesterol bom não protege tanto assim...

Cientistas questionaram, nesta quinta-feira, um dos grandes dogmas da medicina moderna: que níveis mais elevados de "bom" colesterol aumentariam automaticamente a saúde cardiovascular.

Em um estudo publicado na revista científica The Lancet, pesquisadores anunciaram ter descoberto que não há evidências médicas de que altas taxas de HDL (lipoproteínas de alta densidade) - o colesterol bom - diminuem o risco de infarto.


Concentrações elevadas do colesterol HDL são umas das principais taxas acompanhadas em exames de sangue. Elas são tão controladas quanto a manutenção de níveis reduzidos de "mau" colesterol (a lipoproteína de baixa densidade, ou LDL) como critério para o risco de obstrução das artérias.

A pesquisa
O estudo usou um método conhecido como randomização mendeliana para comparar o risco de infarto entre pessoas que herdaram boas variantes genéticas que renderam predisposição para taxas elevadas de HDL.

De acordo com a crença popular, esses indivíduos teriam menor risco de doença coronária. Contudo, a pesquisa, que contou com quase 12,5 mil pessoas com histórico de ataque cardíaco e mais de 41 mil saudáveis, mostrou que esse nem sempre era o caso.

Os resultados são importantes devido ao uso de certos medicamentos, muitas vezes administrados para aumentar os níveis do HDL, mas que podem causar efeitos colaterais.

Resultados
"Esses resultados nos mostram que algumas formas de elevar o colesterol HDL podem não ajudar a reduzir o risco de infarto do miocárdio em seres humanos", explicou Sekar Kathiresan, do Hospital Geral de Massachusetts e da Faculdade de Medicina de Harvard.

"Dessa forma, se algum tipo de intervenção, como o uso de medicamentos, elevar o colesterol HDL, não podemos assumir automaticamente que o risco de infarto do miocárdio tenha diminuído", acrescentou.

Por outro lado, o estudo afirma que o colesterol "ruim" continua sendo um indicativo de risco cardíaco.

Um outro estudo, também publicado na edição desta quinta da The Lancet, confirmou os benefícios das estatinas, medicamentos que reduzem o colesterol LDL, para proteger pessoas sem histórico de doença cardiovascular. [band]
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17.11.11

Cirurgia do coração feita por robô, realizada hoje em São Paulo

Médicos do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, fizeram a primeira cirurgia do coração (ponte de safena), na América Latina, feita por um robô.

A operação de revascularização do miocárdio (popularmente chamada de ponte de safena) foi feita por endoscopia robótica - com uso de dois braços robóticos e um tubo ótico provido de iluminação e câmera - sistema denominado Davinci. A cirurgia evita que o tórax do paciente seja aberto.



Orientado pelas imagens captadas pela câmera, o cirurgião comanda os braços robóticos, que replicam os movimentos do médico dentro do corpo do paciente. A cirurgia requer três incisões do calibre de um lápis, realizadas entre as costelas. Por meio das incisões, os dois braços robóticos e a microcâmera entram no tórax e acessam o coração, tornando a cirurgia cardíaca possível sem a abertura do osso do peito.

O método diminui o trauma operatório, fazendo com que a recuperação do paciente seja mais rápida. O paciente submetido à cirurgia convencional é normalmente liberado para atividades habituais depois de 45 a 60 dias, período que demora a cicatrização do osso do peito. Na cirurgia robótica, a recuperação é mais rápida – cerca de dez dias.

“Esse tipo de operação representa um grande avanço na cirurgia cardíaca”, disse o cirurgião cardíaco e coordenador do Centro de Cirurgia Cardíaca Minimamente Invasiva e Robótica do Albert Einstein, Robinson Poffo, ao falar sobre a operação, realizada ontem (15). “Acredito que ela represente um novo rumo no tratamento desse tipo de doença do coração. Para se ter uma ideia, atualmente existem três grandes centros que fazem essa cirurgia de forma rotineira, todos nos Estados Unidos. Com a incorporação desse procedimento na nossa rotina, passamos a fazer parte do grupo pioneiro.”

Cerca de 12 profissionais fizeram parte da equipe médica que fez a cirurgia. O grupo contou com cirurgiões, cardiologistas, anestesiologistas, perfusionista - responsável pela manutenção das atividades vitais do organismo, durante a realização da cirurgia - instrumentador e profissionais de apoio do centro cirúrgico e da unidade de tratamento intensivo.

Hoje são realizadas cerca de 50 mil cirurgias cardíacas por ano no Brasil. Dessas, quase a metade são para implantar pontes de safena - usadas para tratar as obstruções das artérias do coração afetadas com aterosclerose, doença que mais causa mortes no país. [Agência Brasil - Saúde]

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29.9.11

Dia Mundial do Coração: doenças cardiovasculares matam 17 milhões ao ano em todo o mundo

No Dia Mundial do Coração um dado chama a atenção: Doenças cardiovasculares matam 17 milhões ao ano

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que, a cada ano, 17,3 milhões de pessoas morrem em todo o mundo vítimas de doenças cardiovasculares, sendo que 80% desses óbitos são registrados em países de baixa e média renda.



A estimativa é que, em 2030, o total de mortes possa chegar a 23,6 milhões.

As doenças cardiovasculares, segundo a OMS, são a principal causa de morte em todo o mundo. Em 2008, os óbitos provocados por elas representaram 30% do total registrado globalmente.


Fatores de risco para doenças cardiovasculares
Os fatores de risco para tais enfermidades incluem pressão alta, taxas de colesterol e glicose elevadas, sobrepeso e obesidade, além de hábitos como fumo, baixa ingestão de frutas e verduras e sedentarismo.

De acordo com a organização não governamental Federação Internacional do Coração (World Heart Federation), em países em desenvolvimento, as doenças cardiovasculares têm historicamente afetado a parcela da população com maior escolaridade e boa renda.

Entretanto, a perspectiva é de mudanças desse cenário – pessoas em idade produtiva e de baixa renda também estão sendo acometidas por esse tipo de enfermidade. A agravante é que, nesse grupo, as taxas de mortalidade em razão de uma parada cardíaca, por exemplo, são mais altas.

No Dia Mundial do Coração, lembrado hoje (29), a OMS, em parceria com a Federação Internacional do Coração, promove em mais de 100 países atividades como ações de prevenção, caminhadas e exposições.

A estimativa é que as economias de países como o Brasil, a Índia, a China, a África do Sul e o México registrem, juntas, uma perda de 21 milhões de anos de vida produtiva em razão de mortes precoces provocadas por doenças cardiovasculares.

A ONG listou uma série de prioridades para os próximos anos, entre elas aumentar a atenção às doenças cardiovasculares na agenda global de saúde; melhorar o atendimento a pacientes vítimas de doenças do coração e derrames; promover dietas voltadas para o bem-estar do coração e atividades físicas para toda a população; melhorar a detecção e o controle da pressão alta em todo o mundo e avançar na conquista de um mundo livre do tabaco.

Na semana passada, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) realizou, em Nova York, uma reunião com líderes mundiais para tratar das doenças crônicas não transmissíveis – incluindo as cardiovasculares. Essa foi a segunda vez na história em que o órgão discutiu um tema relacionado à saúde. Anteriormente, a aids foi abordada.
Fonte: Agência Brasil 
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14.4.10

Pizza aumenta doenças cardíacas em mulheres

Estudo recente indica que mulheres que consomem carboidratos com alto índice glicêmico têm mais que o dobro de chance de desenvolver problemas cardíacos.

O estudo, coordenado pela pesquisadora Sabina Sieri, da Fondazione IRCCS Instituto Nazionale dei Tumori, em Milão, analisou mais de 15 mil homens e 32 mil mulheres que tiveram sua dieta monitorada ao longo de quase oito anos.
Pizza aumenta doenças cardíacas em mulheres


Dentre os carboidratos de alto índice glicêmico estão: pizza, pães e arroz. Dessa forma uma alimentação rica em carboidratos de baixo índice glicêmico como outros tipos de massas. 

O ideal é diversificar os tipos de pães e massas, uma boa alternativa são as massas e arroz integrais. Inclua grãos, centeio, aveia, incluir mais feijão, lentilha, grão de bico; além disso acompanhe as refeições com uma boa porção de frutas e verduras.
Fonte: BBC

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18.12.08

Medicamentos, lançamentos - Koidexa, diublok,dermotivin,Photoderm Max Tinto Light e Guaco para diabéticos

Dermotivin Foam da Galderma
sabonete na versão de espuma. Limpa profundamente a pele e combate a oleosidade sem causar ressecamento. Sua fórmula contém extratos naturais de calêndula e aloe vera, conhecidos por suas propriedades regeneradoras, cicatrizantes, anti-sépticas e emolientes.

Dermotivin Líquido da Galderma
Para o tratamento do excesso de oleosidade da pele, evitando o aparecimento de cravos e espinhas, o Dermotivin Líquido contém extratos naturais de calêndula e aloe vera. Remove a oleosidade sem ressecar a pele e pode ser usado diariamente.




Diublok®, da Eurofarma
Diublok® é um novo medicamento da Eurofarma que veio para controlar rapidamente a pressão arterial e proteger o coração, através da combinação de um diurético com um betabloqueador. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. 


Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal. O Diublok® faz parte da classe dos anti-hipertensivos mais tradicional do mercado. Possui em sua composição o atenolol e a clortalidona na apresentação de 100 mg e 25 mg, respectivamente.



Koidexa® da Eurofarma
Os problemas respiratórios são mais freqüentes no outono e no inverno, sendo a caracterizada por uma diminuição aguda do calibre bronquial em resposta a um estímulo ambiental causando asma, laringite, bronquite e outras patologias. Isto produz obstrução e dificuldade respiratória que pode ser revertida de forma espontânea ou com tratamento médico. Urticária: pode afetar uma parte ou a totalidade da pele.Koidexa® é a dexametasona de marca da Eurofarma, um corticoide sintético que garante resultados rápidos no tratamento de processos inflamatórios e alérgicos, agudos ou crônicos, em crianças e adultos.


O medicamento é apresentado em embalagem contendo frasco de 120ml, na apresentação de 0,5mg/5ml, acompanhado de copo-medida graduado e possui sabor de frutas vermelhas.
Deve ser sempre usado com orientação médica.

Photoderm Max Tinto Light da Eurofarma
Photoderm Max Tinto Light é um filtro solar que previne os riscos da exposição ao sol de longo prazo, oferecendo uma proteção profunda, em nível celular, a chamada BIOproteção. Além disso, tem um efeito de base (maquiagem) indicado principalmente para pessoas com pele mais clara. Oferece benefícios como cobrir imperfeições da pele e protegê-la das manchas solares e do está relacionado à gravidez ou ao uso de anticoncepcionais hormonais (pílula) e tem como fator desencadeante a exposição da pele ao sol. Quando estas manchas ocorrem durantea gravidez, recebem a denominação de cloasmagravídico. Além dos fatores hormonais e da exposição solar, a tendência genética e características raciais também influenciam o surgimento do melasma.

Protectina, do Laboratório GROSS, para a ao processo degenerativo da cartilagem articular,manifestado por dor ao movimento, derramearticular, etc. Também se denomina artrose. O Laboratório Gross em parceria com uma das maiores companhias em desenvolvimento de Tecnologia Galênica do mundo, o grupo francês Ethypharm, traz para o Brasil a Protectina 100mg (doxiciclina), que desponta como uma das opções mais rápidas e seguras para o controle clínico do desgaste da matriz cartilaginosa dos indivíduos acometidos pela artrose.


Guaco Edulito: xarope de Guaco para diabéticos da Herbarium
A Herbarium, indústria farmacêutica de fitoterápicos, lança o Guaco Edulito, o primeiro xarope expectorante fitoterápico sem incluindo glicose, frutose e sacarose. Com selo da Associação Nacional de Assistência ao Diabético (Anad), podendo ser utilizado também por diabéticos.


Elaborado com extrato seco padronizado da Mikania glomerata, popularmente conhecida como Guaco. O principal componente da planta é a cumarina, com ação broncodilatadora, que auxilia na eliminação de secreções respiratórias. Possui aroma de eucalipto e favorece o alívio da tosse.



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2.10.08

Estatinas retardam envelhecimento de artérias

Uma pesquisa realizada por pesquisadores da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, sugere que o uso de estatinas, substâncias utilizadas no combate ao colesterol, podem retardar o envelhecimento das artérias.

As artérias dos pacientes que sofrem de doenças cardíacas envelhecem em uma progressão mais acelerada do que o resto do corpo.Isso acontece porque as doenças podem danificar o DNA das células que protegem as paredes das artérias, limitando sua habilidade de limpar os depósitos de gordura.



Segundo o estudo, publicado na revista científica Circulation Research, as estatinas estimulam a produção de uma proteína chamada NBS-1, capaz de detectar os danos no DNA das células arteriais e acelerar sua recuperação, atrasando dessa forma seu envelhecimento. "É uma descoberta interessante descobrir que as estatinas não apenas reduzem o colesterol, mas estimulam o kit de recuperação do DNA das células, atrasando o envelhecimento das artérias" (promovendo o rejuvenescimento arterial), disse Martin Bennett, que coordenou o estudo.

Estatinas Funções no organismo:

As células do corpo humano são capazes de se dividir apenas um número limitado de vezes. Nos pacientes com doenças cardíacas, as células arteriais se dividem entre sete e 13 vezes mais vezes do que o normal - o que resulta em um envelhecimento precoce das artérias. As células das artérias mais "envelhecidas” não funcionam tão bem quanto a daquelas mais jovens. Por isso, são menos capazes de combater a ruptura dos depósitos de gordura, chamados de placas arterioscleróticas, o que pode bloquear as artérias e causar ataques cardíacos e derrames. De acordo com o estudo, ao aumentar os níveis da proteína NBS-1, as estatinas aceleram a recuperação do DNA das células, aumentando o tempo de vida das artérias e prevenindo seu envelhecimento prematuro.

"Os principais fatores de risco que causam as doenças cardíacas – pressão alta, diabetes, colesterol alto, fumo, falta de exercício – aceleram um processo de envelhecimento comum, que é irreversível. Reduzir os riscos com algumas mudanças de estilo de vida pode ajudar a prevenir esse envelhecimento – e descobrimos que as estatinas podem contribuir nesse processo", afirmou Bennett.

Segundo o pesquisador, se as estatinas forem capazes de agir da mesma forma em outras células, talvez possam proteger os tecidos normais dos danos causados no DNA como parte da quimioterapia ou radioterapia em pacientes com câncer, “potencialmente reduzindo os efeitos colaterais”.

Para o diretor médico da Fundação Britânica do Coração, Peter Weissberg, "níveis altos de colesterol no sangue induzem um ciclo repetitivo de danos e recuperação nas paredes arteriais que resulta em ataques cardíacos se o mecanismo de recuperação não é adequado". "As estatinas protegem contra ataques cardíacos ao reduzir os níveis de colesterol e os conseqüentes danos às paredes arteriais. Essa pesquisa demonstrou que as substâncias podem ainda aprimorar os mecanismos de recuperação naturais das artérias", concluiu Weissberg.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/09/080929_estatinaarteria_np.shtml

Mais informações sobre estatinas:
 bvsms.saude.gov.br;


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