27.3.17

Salmonella, o que é, sintomas e contaminação

Saiba o que é Salmonella, os sintomas da salmonelose e como se dá a contaminação

Salmonella (foto)
A Salmonella é um gênero de bactérias, pertencente à família Enterobacteriaceae.

O nome salmonella foi dado tendo-se como base o cientista dos EUA chamado Daniel Elmer Salmon, que associou a doença à bactéria.

A espécie Salmonella enterica é subdividida em seis subespécies: enterica, salamae, arizonae, diarizonae, hutnae e indica.

A subespécie enterica, por sua vez, possui uma grande variedade de sorotipos, que são designados após a subespécie ou após o gênero, escritos com letra maiúscula, tais como:

Enteritidis, Typhimurium, Typhi, Agona, Infantis, Weltvreden, London, Javiana e outros. Existem mais de 2500 sorotipos de Salmonella descritos.

Sintomas da contaminação por salmonella (salmonelose)



Os sintomas causados pela doença Salmonelose são:
  • febre, 
  • náuseas, 
  • vômito e 
  • diarreia. 

Tais sintomas tendem a aparecer cerca de 24 horas após a ingestão. Elas se fixam na parede do intestino delgado, nas células M (microcílios), onde se multiplicam e se manifestam causando vômito, diarréia, náuseas e febre.
 

Contaminação por salmonella


Ingestão de alimentos contaminados por ex: ovos crus (e suas preparações), peixes, leite (o que se toma direto da vaca e os não pasteurizados), etc.

Ingestão de água contaminada, Dissecação fecal-oral e por animais como ovinos, suínos, coelhos, cães, aves marinhas, roedores, mamíferos marinhos, gatos e cavalos




Patologias relacionadas com a saumonella


  • Enterite - sintomas típicos de enterocolite (enjoo, vómitos e diarreia)
  • Bacteremia e septicémia
  • Por causar intensa desidratação pode levar à morte.

Artigos relacionados:
Consumo de ovos crus em maionese, glacês, etc
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14.1.17

Bactérias que vivem na geladeira e estragam os alimentos

Todos sabemos que as bactérias, esses seres tão microscópicos quanto nocivos (embora muitos sejam benéficos à saúde) que coabitam o planeta Terra conosco gostam, em sua maioria, de ambientes 'mornos' para se desenvolverem.

Então, na alimentação, por exemplo, sabemos que manter os alimentos aquecidos a temperaturas que atinjam ao menos 60º C, podem evitar que muitas dessas bactérias se proliferem.

Da mesma forma manter os alimentos na geladeira ou no freezer faz com que a temperatura fique mais baixa evitando que as bactérias que possam existir na comida se multipliquem.

Bactérias que vivem na geladeira e estragam os alimentos


No entanto, há algumas delas que têm hábitos diferentes, são as bactérias resistentes, como as bactérias que suportam baixas temperaturas e, assim, podem sobreviver mesmo dentro de nossa geladeira e, até, do freezer, que atinge temperaturas ainda mais baixas, em torno de 18ºC negativos.

A principal dessas bactérias que vivem na geladeira é a Listeria monocytógenes. Essa listéria habita nossa geladeira e pode ficar nas paredes internas da mesma, nos líquidos e também nos alimentos. Mesmo as geladeiras limpas podem conter tais microrganismos. Porém, se a geladeira estiver suja por dentro e/ou ficar muito tempo sem ser limpa, a chance de ter muitas bactérias listeria monocytógenes é, proporcionalmente maior.

A doença causada pela listeria monocytógenes é a listeriose.

Além de bactérias, alguns fungos também podem viver dentro da geladeira (aquela mancha preta que fica na borracha da porta) é causada por fungos.

Portanto, limpre com frequência sua geladeira e sempre armazene os alimentos tampados.



COMO LIMPAR A GELADEIRA


foto: Flickr.

1. Semanalmente: Um pano úmido com detergente neutro é suficiente, mas não precisa exagerar na quantidade de detergente,

1. De dois em dois meses: Use uma solução de água morna com bicarbonato de sódio, na proporção de 500 ml de água para 2 colheres de sopa de bicarbonato de sódio.

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12.1.17

Espinha pode matar?

Não tem jeito! Com a chegada da puberdade a famosa “espinha” chega para atormentar as nossas vidas. O pico de incidência da espinha acorre nos jovens entre seus 14 e 19 anos, chegando a atingir cerca de 95% da população adolescente ocidental, mas com o avanço da idade, ela tende a desaparecer.

A elevação da carga hormonal é a responsável por desencadear a “Acne”, desenvolvendo esta lesão inflamatória crônica do folículo piloso.

Espinha pode matar?
Espinha pode matar?

A acne se desenvolve no folículo pilossebáceo presente em grandes quantidades na face, ombros, parte superior das costas e no peito. São estas as áreas do corpo nos quais se manifesta a doença. A abertura do óstio folicular, popularmente chamado de poro, é por onde o pelo sai da pele e o sebo escoa, com a intenção de hidratar a pele.

Às vezes este “poro” acaba sendo ocluído, o que gera um acúmulo da secreção sebácea dentro do folículo piloso. Acontece que, a maior preocupação por conta da acne é por ser considerada por muitos uma disfunção estética. Por este motivo, ela não ganha a devida atenção com relação aos riscos que desencadeia na saúde física e emocional das pessoas.

Com relação ao dano físico, a espinha inicia o seu desenvolvimento com a obstrução do folículo e acúmulo do sebo. Este sebo é um caldo nutritivo para a bateria Propionibacterium acne. Aqui começam as nossas preocupações mais profundas, pois esta bactéria se aloja dentro do folículo piloso, gerando lesões na pele.

ESPINHA PODE MATAR?


É aqui que mora o perigo...

Caso estas lesões sejam muito profundas elas podem atingir a corrente sanguínea, gerando um quadro de septicemia, ou seja, infecção generalizada. Obviamente que isto não acontece do dia para a noite, mas justamente pela falta de cuidados podemos chegar a este extremo, favorecido se o paciente tiver alguma desordem hormonal, neste caso a acne ganha o nome de acne fulminante.

Com relação ao dano emocional, a acne é uma alteração que dificilmente é acobertada, pois afeta a face, principalmente dos adolescentes, em uma fase de integração em grupos na qual os diferentes acabam sendo deixados de lado.

A disfunção é tão marcante que pode afetar esta pessoa pelo resto da vida, uma vez que os casos mais severos de acne geram lesões cutâneas, desenvolvendo cicatrizes remanescentes da agressão do tecido. A melhor maneira de se tratar a acne seria na prevenção. Já nos estágios inicias, recursos cosméticos são suficientes para o controle do problema. Com o agravamento, é necessário o tratamento médico com antibioticoterapia dentre outros recursos medicamentosos.

Espinha pode matar?
Dr. Rafael Ferreira

Para falar sobre o tema:
O Cosmetólogo Dr. Rafael Ferreira é mestre em ciências da saúde, pela Faculdade de Medicina do ABC. Formado em Farmácia Industrial pela Universidade São Judas Tadeu, com um MBA em Marketing e com outro MBA em Cosmetologia, sua especialização é na área de segurança e eficácia cosmética e carrega na bagagem formação na Itália, em cosméticos naturais. Atualmente cursa doutorado na Faculdade de Medicina do ABC e compõem o grupo de estudos em cosmetologia.

Professor de cosmetologia e farmacotécnica, ministra aulas na FMABC, Faculdade Oswaldo Cruz e nos programas de Pós-Graduação do Ipupo e do CEFAI. É Diretor de pesquisa clínica dermocosmética do Instituto Mezzo de Cosmetologia e Estética é responsável da Clínica Mezzo Mooca, desenvolvendo protocolos estéticos para tratamentos das disfunções inestéticas.
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6.12.16

Listeriose: o que é e o tratamento indicado

A listeriose está no grupo de doenças que são transmitidas por água e alimentos.

O que é Listeriose e qual o tratamento?



1. Descrição da doença - listeriose é a denominação de um grupo geral de desordens causadas pela L. monocytogenes que incluem septicemia, meningite (ou meningoencefalite), encefalite, infecção cervical ou intra-uterina em gestantes, as quais podem provocar aborto (no segundo ou terceiro trimestre) ou nascimento prematuro.

Outros danos podem ocorrer como endocardite, lesões granulomatosas no fígado e outros órgãos, abscessos internos ou externos, e lesão cutânea papular ou pustular.

Essas desordens comumente são precedidas por sintomas semelhantes ao da gripe com febre persistente. Sintomas gastrointestinais como náusea, vômitos e diarréia, podem preceder ou acompanhar as manifestações mais graves da doença. A taxa de letalidade em recém-nascidos é de 30%; em adultos (sem gravidez) é de 35%; em torno de 11% para < 40 anos e 63% para > 60 anos. Quando ocorre septicemia, a taxa de letalidade é de 50% e com meningite pode chegar a 70%.

2. Agente etiológico - Listeria. monocytogenes. É um gram-positivo mótil, que causa infecções em humanos por serovars I/2a, I/2b e 4b. A dose infectiva é desconhecida, mas, acredita-se, variar conforme a cepa e a susceptibilidade da vítima. Em casos contraídos através de leite pasteurizado ou cru afirma-se que em pessoas suscetíveis, menos de 1.000 organismos podem causar a doença.

3. Ocorrência - trata-se de infecção usualmente não diagnosticada com uma incidência de 4,5 casos - hospitalizados - por 1 milhão de habitantes (dados dos EEUU). No Brasil é subdiagnosticada e subnotificada. Infecções assintomáticas provavelmente ocorram em todas a idades, embora, sejam de importância, apenas na gravidez.

Leia também: Espinha pode matar?

4. Reservatório - o principal reservatório do organismo é o solo, lodo, forragem e água. Alguns estudos sugerem que 1-10% de humanos podem carregar no intestino a L. monocytogenes. Foi encontrada em pelo menos 37 espécies de mamíferos (domésticos e selvagens), 17 espécies de pássaros e em algumas espécies de peixes e frutos do mar. É resistente aos efeitos do congelamento, secagem e calor, ainda que seja uma bactéria não formadora de esporos. Infecções em raposa produzem uma encefalite simulando a raiva. Queijos em processo de maturação podem constituir meio para o crescimento de Listeria e são frequentemente a causa de surtos.

5. Período de incubação - variável; casos de surtos apresentaram um período de 3-70 dias após uma simples exposição ao produto implicado. Período mediano de incubação é estimado em 3 semanas.

6. Modo de transmissão - surtos registrados mostraram estar associados à ingestão de leite contaminado (pasteurizado de fontes não seguras ou cru), queijos, sorvetes, água, vegetais crus, patês de carnes, molhos de carne crua fermentada, aves crus ou cozidas, peixes (inclusive defumados) e frutos do mar. Uma importante parcela de casos esporádicos é devida à transmissão alimentar. Lesões em mãos e braços podem ocorrer por contato direto com material infeccioso. Em infecções neonatais, o microrganismo pode ser transmitido da mãe para o feto no útero ou no canal do parto ao nascimento. Surtos em enfermeiras por contato com equipamento ou material contaminado têm sido raros.

7. Susceptibilidade e resistência - os principais grupos suscetíveis são: mulheres grávidas e fetos, com infecções neonatal e perinatal; pessoas imunossuprimidas devido à utilização de medicamentos como corticosteróides, drogas para câncer, para transplantados; pacientes com leucemia, câncer e AIDS; diabéticos, cirróticos, asmáticos e os com colite ulcerativa; idosos e pessoas normais fazendo uso de antiácidos ou cimetidina. Há alguma evidência de que a doença confira imunidade.

Leia também: Meningite: Sintomas e sinais iniciais em todas as idades.

8. Conduta médica e diagnóstico - o diagnóstico é feito pelo isolamento do agente infeccioso no líquor, sangue, líquido amniótico, placenta, meconium, lavado gástrico ou fezes (embora este último seja difícil e de pouco valor).

9. Tratamento da Listeriose - o tratamento com penicilina ou ampicilina, juntas ou isoladas, com aminoglicosídeos. Cefalosporinas não são efetivas. Recomenda-se para pacientes alérgicos às penicilinas o uso de Trimetoprim/Sulfametoxazol (TMP/SMX). Observou-se recentemente resistência às tetraciclinas.

10. Alimentos associados - queijos, leite, carnes, peixes, frutos do mar e outros. Os métodos para análise de alimentos são complexos e demorados. Exames usuais levam de 24 a 48 horas para o preparo do meio, com uma variedade de testes, exigindo para sua conclusão, de 5 a 7 dias. Técnicas avançadas em biologia molecular podem simplificar os testes e reduzir o tempo para a confirmação de suspeitos.

11. Medidas de controle




- 1) notificação de surtos - a ocorrência de surtos (2 ou mais casos) requer a notificação imediata às autoridades de vigilância epidemiológica municipal, regional ou central, para que se desencadeie a investigação das fontes comuns e o controle da transmissão através de medidas preventivas (interdição de produtos, medidas educativas, entre outras). Orientações poderão ser obtidas junto à Central de Vigilância Epidemiológica - Disque CVE, no telefone é 0800-55-5466.

- 2) medidas preventivas – gestantes devem evitar contato com animais em fazendas onde tenham ocorrido óbitos de animais ou abortos; devem ingerir alimentos cozidos e preparados diariamente; só consumir carne e leite pasteurizado de fontes seguras e queijos irradiados; evitar ingerir vegetais crus e de plantações com procedimentos não seguros; lavar e desinfetar os vegetais crus; orientações para fazendeiros e veterinários quanto às precauções em relação aos abortos e mortes de animais.

- 3) medidas em epidemias – investigação de surto para identificação da fonte comum de infecção e prevenção de futuras exposições à fonte.
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20.11.16

Botulismo: Sintomas, tratamentos e prevenção

O botulismo é uma doença grave que pode matar. Saiba o que é botulismo, sintomas e tratamentos

Botulismo, o que é


O botulismo é uma doença não contagiosa, causada por uma toxina (toxina botulínica) produzida pela bactéria Clostridium botulinum (foto) e se caracteriza clinicamente por manifestações neurológicas e/ou gastrointestinais, podendo ter evolução grave, com necessidade de hospitalização prolongada.

Clostridium botulinum - foto

O botulismo alimentar ocorre pela ingestão de toxinas presentes em alimentos contaminados*, que foram produzidos ou conservados de maneira inadequada. Os alimentos mais comumente associados são: conservas vegetais, principalmente as artesanais (palmito, picles); produtos cárneos cozidos, curados e defumados de forma artesanal (embutidos como salsicha, linguiça, mortadela, carne frita conservada em gordura – “carne de lata”); pescados defumados, salgados e fermentados; queijos e pastas de queijos e em alimentos enlatados industrializados.

Botulismo Sintomas


Os sintomas da intoxicação pela toxina botulínica normalmente aparecem entre doze e trinta horas depois da ingestão do alimento contaminado. Alguns deles:
  • aversão à luz
  • visão dupla com dilatação da pupila
  • disfonia, dificuldade para articular palavras
  • vômitos e secura na boca e garganta
  • disfagia, dificuldade para engolir
  • paralisia respiratória que pode levar à morte
  • constipação intestinal
  • retenção de urina
  • debilidade motora


Botulismo Tratamentos


Consiste na manutenção das funções vitais e uso de soro antibotulínico. O soro impede que a toxina circulante no sangue se instale no sistema nervoso.

A recuperação da doença é lenta, pois a toxina já instalada entre as células nervosas é destruída pelo sistema de defesa do corpo. Não há remédios ou soro que eliminem a toxina.




*Botulismo como se prevenir


Ao comprar alimentos enlatados, evite comprar latas amassadas e ao consumir palmito, cozinhe-os ante de consumir. Quanto aos embutidos, só compre os de marca conhecidas e observe sempre a data de validade.

Uso da toxina botulínica na estética e na enxaqueca
Mas nem tudo é negativo com relação à toxina botulínica, já que com ela é possível eliminar as rugas (por um curto período) e até tratar a enxaqueca (ler artigo completo sobre isso).

O popular Botox é feito a partir da toxina botulínica e sua ação de deve à contração muscular que ele provoca.
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7.5.16

Septicemia o que é e quais sintomas

Saiba o que é septicemia e quais seus sintomas. Entenda o que é sepse (septicemia ou infecção generalizada) e choque séptico (choque circulatório)

SEPTICEMIA O QUE É?


De uma maneira bem didática e completamente elucidativa, podemos dizer que a septicemia (ou sepse) é quando as bactérias ou outros agentes infecciosos que estão infectando um determinado órgão migram através da corrente sanguínea por todo organismo.

Septicemia o que é e quais sintomas
Septicemia o que é e quais sintomas

Então, a infecção que era  localizada se espalha por todos os órgãos, provocando-lhes falência e levando - muitas vezes - o paciente à morte. A morte por sepsis (sepse ou septicemia) ocorre em cerca de 50% dos casos. Se tornando mais grave à medida que o tratamento demora para ser iniciado.


SEPTICEMIA, SINTOMAS


  • febre muito alta (geralmente maior que 38,5ºC)
  • temperatura muito baixa (menor do que 35ºC)
  • leucócitos maior que 12,000 ou menor que 4000 cél/mm3 (mensurado no hemograma)
  • batimentos cardíacos elevados, a partir de 90 por minuto
  • respiração ofegante


ATENÇÃO! A presença de pelo menos dois dos sintomas de sepse acima já pode ser considerada um início de sepse.



>>> SEPSE GRAVE <<<



COMO O MÉDICO SABERÁ QUE A INFECÇÃO GENERALIZADA ESTÁ EM ESTÁGIO AVANÇADO(GRAVE)?


  • Queda da pressão sanguínea arterial (hipotensão ou pressão baixa) evoluindo para choque septico*
  • Paciente delirante ou inconsciente
  • Dificuldade de respirar
  • Coagulação diferente da normal (verificada no hospital com um exame de sangue simples)
  • Funcionamento dos rins deficitária (é necessário iniciar uma hemodiálise, para filtrar o sangue)
  • Queda das plaquetas 
  • Função do coração prejudicada


*Choque séptico (ou circulatório):

Choque séptico é quando todo o corpo fica inflamado (pela infecção que se espalhou pelo organismo), ocorrendo a dilatação de todos os vasos sanguíneos, a pressão arterial cai de repente, caracterizando o choque septico (choque circulatório).

Os vasos sanguíneos dilatados ficam permeáveis (líquidos podem entrar ou sair das artérias e veias), os líquidos extracelulares provenientes dos vasos sanguíneos migram para os órgãos, o que promove edemas, sobretudo nos pulmões, sendo - muitas vezes - fatal.




COMO OCORRE A MORTE POR SEPTICEMIA?


Os fatores mencionados anteriormente começam a piorar gradual ou mesmo rapidamente até levar ao falecimento das funções dos órgãos (começando em geral pelo rim - falência renal) e, consequentemente, a falência múltipla dos órgãos evoluindo para a morte do paciente.


O QUE PODE CAUSAR INFECÇÃO GENERALIZADA?


Pessoas debilitadas (e/ou com imunidade baixa ) podem evoluir rapidamente para uma septicemia.  [Leia sobre o tema e de maneira completa e 'mais' técnica no livro "Bacteriologia Clínica".]

Também acho importante (importantíssimo! na verdade) salientar que, para que se evite ou não se agrave uma infecção generalizada contraída no próprio hospital, é fundamental que médicos, enfermeiros e quem mais lidar diretamente com o paciente internado, incluindo os visitantes, observem as regras básicas -- mas inacreditavelmente pouco praticadas -- de higiene das mãos e das narinas (lembre-se: você irá respirar  quando em contato com o paciente). Para isso, recomendo a leitura dos artigos: "Lavar as mãos -corretamente - reduz infecções hospitalares" e "Uso indiscriminado de antibióticos aumenta risco de casos de superbactérias".

Espero que o artigo sobre antibiograma tenha sido esclarecedor. E para quem deseja se aprofundar no assunto, recomendamos a leitura do livro: "DE ROBERTIS BIOLOGIA CELULAR E MOLECULAR"
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Informações e texto de Renata Fraia (farmacêutica / jornalista / blogueira / diretora deste blog-site)

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  5. Prevenção de infecção hospitalar
  6. Bactérias que vivem na geladeira e estragam os alimentos.
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15.3.16

Transplante de fezes começa a ser feito no Brasil

Novo no Brasil, o transplante de fezes é a única saída para a cura de pacientes que sofrem de colite pseudomembranosa, causadora de diarreias agudas ou crônicas, quando os tratamentos clássicos (metronidazol e vancomicina) falham.

Transplante de fezes começa a ser feito no Brasil
Transplante de fezes

Transplante de fezes começa a ser feito no Brasil


A colite pseudomembranosa doença é bastante frequente e pode provocar quadros graves de toxemia e desidratação, levando, eventualmente, à morte.

O novo método de tratamento foi realizado no país pela primeira vez em fevereiro deste ano, no Hospital Albert Einstein-São Paulo, pelo Prof. Dr. Arnaldo José Ganc. Ao invés de instilar o material fecal por uma sonda nasoenteral (conforme publicação do New England Journal of Medicine- Jan 2013), utilizou um endoscópio, com o paciente sedado, o que tornou o procedimento menos constrangedor e mais rápido.

Antes de serem introduzidas no paciente, as fezes (de doadores com sorologia negativa para hepatites e Aids) passam por exames parasitológicos, sendo então homogeneizadas e centrifugadas em soro fisiológico.

“Injetadas no jejuno, porção do intestino delgado compreendida entre o duodeno e o íleo, recompõem a flora intestinal pela riqueza de bactérias.
A diarreia costuma ceder em 80% das vezes logo na primeira infusão”, conta Arnaldo Ganc, endoscopista e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED), que já realizou o tratamento em dois pacientes. 

“Em ambos os casos, foram utilizadas fezes de dois parentes, para melhorar a quantidade e a qualidade das bactérias que irão colonizar o intestino dos pacientes transplantados”, completa Ganc.

A ideia de utilizar o transplante como terapêutica surgiu quando dois pacientes do endoscopista estavam com quadro de diarreia persistente, resistentes ao tratamento clássico. De acordo com o médico, um deles estava internado havia mais de três meses e a leitura da publicação de um trabalho holandês na revista New England de janeiro estimulou-o a oferecer esta terapêutica aos pacientes.

“Quando oferecemos essa possibilidade para a solução da colite pseudomembranosa, os pacientes aceitaram de imediato. Hoje em dia os dois já receberam alta e não apresentaram mais qualquer diarreia”, finalizou.

Essa colite é causada pelo Clostridium Difficile, uma bactéria que vive na flora intestinal, mas que não costuma causar problema, quando em equilíbrio natural com as demais bactérias presentes no intestino (mais de 1000 espécies). A ingestão de antibióticos de largo espectro – aqueles que atuam contra várias bactérias – podem causar o quadro.

O Clostridium Difficile, resistente aos antibióticos habituais, na ausência das demais bactérias no organismo, prolifera incontrolavelmente provocando graves diarreias. Com o transplante de fezes, as novas bactérias transplantadas exercem forte concorrência ao Clostridium difficile que acaba sucumbindo, permitindo a cura clínica do paciente.

Se gostou do texto continue conosco lendo: Máquina transforma fezes humanas em Água Potável: investimento de Bill Gates
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11.10.15

Como tratar espinhas e cravos

Tratar espinhas e cravos não é tarefa das mais fáceis porque elas têm maior incidência na adolescência, fase em que os jovens não têm muita paciência e tratar cravos e espinhas requer paciência.

Espinhas e cravos são sintomas da acne, uma doença de predisposição genética, cujas manifestações dependem da presença dos hormônios sexuais.

Como tratar espinhas e cravos
Como tratar espinhas e cravos/foto.

É por isso que as lesões começam a aparecer na puberdade, época em os hormônios sexuais começam a ser produzidos pelo organismo, assim elas atingem ambos os sexos, meninas e meninos.

Contudo, a doença não atinge apenas os adolescentes ela pode permanecer ou aparecer na idade adulta, mais frequentemente em mulheres, devido às alterações hormonais.

Como tratar espinhas e cravos?

A melhor forma de acabar com espinhas e cravos é procurar um médico dermatologista. Ele irá receitar remédios tópicos, que podem ser comprados em drogarias ou fórmulas de farmácia de manipulação; sabonetes específicos (como o sabonete de enxofre) e, até antibióticos, se for o caso de muitas espinhas purulentas e pele vermelha e inflamada.

Mas há algumas dicas para tratar espinhas que são eficazes para aquelas espinhas e cravos pequenos ou que estão no início do problema. Veja:

Dicas de como tratar espinhas e cravos


Limpeza diária: Essa dica serve para tratar espinhas e para prevenir as espinhas e os cravos para quem tem pele muito oleosa. De manhã e à noite lave o rosto com um sabonete de enxofre. Você também pode usar um sabonete que combina o enxofre com o ácido salicílico, como o Actine da Darrow, por exemplo, mas existem vários desses nas drogarias. Se as espinhas forem muitas você pode usar 3 vezes ao dia. 

Tonificar a pele: Nada de usar tonificantes com álcool na formulação eles retiram a oleosidade, mas o álcool ativará a produção de gordura na sua pele. Use tônicos à base de água. Mas vou dar uma dica especial, passar água gelada ou pedra de gelo (você será direcionado para um outro site) fará o mesmo efeito. Faça após a limpeza. 

Comidas oleosas: ok, castanhas e chocolate não causam espinhas, mas como são alimentos gordurosos podem agravar o problema em quem já o tiver.
 
Filtro solar: use filtros solares sem óleo (livre de óleo ou oil free), sua pele já é oleosa demais para colocar mais óleo. Evite usar no dia a dia aquelas marcas que a gente usa para ir à praia, prefira o protetor L'Oreal, que o preço é semelhante aos 'de praia'.
 
Use o demaquilante: Ele vai evitar que os poros fiquem obstruídos, agravando ainda mais o problema. 

Anticoncepcional: eles têm hormônios, portanto, verifique com o médico a possibilidade de trocar de marca para amenizar as espinhas (que como já disse são causadas por alterações hormonais).

Por que as espinhas e os cravos aparecem?

O aumento da secreção sebácea associada ao estreitamento e obstrução da abertura do folículo pilosebáceo, dá origem aos cravos pretos (comedões abertos) e cravos brancos (comedões fechados).

A proliferação de microorganismos é favorecida por essas condições, que provocam a inflamação das espinhas. A principal bactéria envolvida nessa infecção é o Propionibacterium acnes.

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Texto de Renata Fraia /Farmacêutica e jornalista
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23.9.15

Meningite: Sintomas e sinais iniciais em todas as idades

Conheça os sintomas da meningite, pois se apresentar alguns desses sintomas você ou alguém da sua família pode estar com meningite e deverá procurar atendimento médico com urgência.

Meningite Sintomas

  • Sintomas da meningite em bebês de até um mês:
Irritabilidade, choro em excesso, febre, sonolência e, além disso a moleira fica estufada, como se houvesse um galo na cabeça da criança;

  • Sintomas da meningite acima desta idade e até 5 anos:
Além dos sintomas da meningite em bebês a criança ainda tem dificuldades de movimento da cabeça;

  • Sintomas da meningite a partir dos cinco anos:
Febre, rigidez da nuca, dor de cabeça e vômitos em jato.


Mas saber quais os sintomas da meningite resulta em uma outra pergunta...

O que é meningite?


A meningite é uma inflamação das membranas que recobrem e protegem o sistema nervoso central - as meninges (veja foto abaixo). A meningite pode ser de origem viral, adquirida depois de alguma gripe ou outra doença causada por vírus, ou de origem bacteriana, normalmente mais branda.

Meninges

 Meningite, causadores (agentes etiológicos)


Vários são os agentes etiológicos: Bactérias (como Homophlus influenzae, Naesseria Meningitidis, Esteptococos pneumoniae, meningogoco C entre outros), vírus, fungos e parasitas. Podemos ver os agentes causadores através da Bacterioscopia.

Existem várias bactérias que podem ocasionar a meningite. Uma forma contagiosa da doença é a causada pelo meningococo que transmite a doença pelo ar. Outra forma de contágio é o contato com a saliva de um doente.




A bactéria entra no organismo pelo nariz e aloja-se no interior da garganta. Em seguida vai para a corrente sanguinea. A partir daí a bactéria pode seguir os caminhos: cérebro ou difusão pelo corpo (bacteremia), causando uma infecção generalizada conhecida como septicemia. [Hospital Santa Lucia] [foto-Neuroanatomy]

Veja também as Vacinas contra meningite.
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30.9.11

Listeriose, sintomas e tratamentos

A recente contaminação por uma bactéria que causa a listeriose nos EUA está fazendo muitas pessoas perguntarem:

O que é listeriose?

A listeriose é uma doença rara, mas muito grave, causada, usualmente, pelo consumo de alimentos contaminados com a bactéria Listeria monocytogenes. A incidência da listeriose tem aumentado nos últimos anos, assim como a população de risco para esta infecção.

Listeriose, sintomas

Os sintomas da listeriose são
- febre persistente,
- sintomas gastrointestinais, como náuseas, vómitos e diarreias,

Se a infecção passar para o Sistema Nervoso, podem ocorrer sintomas como
-dores de cabeça,
-rigidez no pescoço (torcicolo),
-confusão mental,
-perda de equilíbrio
-convulsões.

Sintomas da listeriose em grávidas

Nas grávidas, a infecção ocorre geralmente no terceiro trimestre de gestação e os sintomas confundem-se com os de uma síndrome gripal - febre, arrepios, dores musculares, dores de cabeça, diarreia, entre outros. Na maioria dos casos uma grávida com listeriose não tem manifestações da infecção. Pode, no entanto, transmitir a infecção ao bebê.

Listeriose, tratamentos

A listeriose pode ser tratada com antibióticos. Quando a infecção ocorre durante a gravidez, este tipo de tratamento, frequentemente, impede o desenvolvimento da doença no feto ou no recém-nascido. Recém-nascidos com listeriose podem ser tratados com os mesmos antibióticos que os adultos; no entanto, o tratamento só é administrado quando se tem a certeza do diagnóstico. O mesmo sucede com os restantes grupos de risco: doentes e idosos.

A listeriose é tratada com penicilina ou ampicilina, juntas ou isoladas, com aminoglicosídeos. Recomenda-se a pacientes alérgicos à penicilina o uso de Trimetoprim/Sulfametoxazol.

FONTE:
Este texto tem créditos da www.esb.ucp.pt
Saiba mais informações sobre a listeriose aqui.
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12.11.10

Doenças do Verão: Conheça e previna-se

Você já reparou que algumas doenças são mais comuns em determinadas épocas do ano (estações). No verão doenças pela maior exposição ao sol, uso de piscinas coletivas, praias, alimentação podem aparecer.

Conheça as doenças do verão, e aprenda maneiras de prevenir as doenças mais comuns do verão.

1. Conjuntivite bacteriana

A conjuntivite bacteriana é a inflamação daquela pele transparente que recobre os olhos, chamada de conjuntiva. Ela é mais comum no verão, pois é muito fácil contraí-la ao frequentar praias impróprias para banho e piscinas que não estejam devidamente tratadas.

Para evitar a contaminação é importante, além de não tomar banho em lugares indevidos, evitar usar toalhas de outras pessoas e entrar em contato com quem estiver com a doença, pois ela é de fácil transmissão.

Quando se contrai conjuntivite, os olhos ficam vermelhos e lacrimejantes, e há uma produção de secreção amarelada. Além disso, também são comuns fotofobia e uma sensação de que há areia dentro dos olhos.

2. Otite externa (inflamação no ouvido)

Por ser quente, úmido e escuro, o canal auditivo se inflama com facilidade e infecções causadas por fungos e bactérias, como a otite, acontecem. A otite externa ocorre principalmente em pessoas que frequentam praias e piscinas regularmente.

3. Doenças de pele

Como o verão é a estação mais quente do ano, são comuns as idas a praia ou ao clube, o que faz com que as pessoas fiquem com a pele úmida por mais tempo, seja porque mergulharam em algum lugar, seja porque apenas estão transpirando mais que o normal. Esse excesso de umidade favorece o aparecimento das doenças de pele, que são causadas geralmente por fungos ou bactérias, a seguir está uma lista das mais comuns nessa estação:

4. Câncer de pele

Uma das principais causas do câncer de pele é a exposição excessiva ao Sol. As pessoas mais afetadas por essa doença são aquelas com a pele muito clara e sensível. Para se prevenir basta não tomar sol nos horários em que ele está mais forte, das 10 horas da manhã até as 4 da tarde. Além disso, é importante passar sempre filtro solar, até mesmo no dia a dia, e evitar cigarro e exposição a substâncias químicas como arsênio e alcatrão.

Os sinais mais comuns de que alguma coisa está errada são: mudanças na pele, como uma ferida que não sara ou uma pequena lesão endurecida, brilhante ou avermelhada e pintas, sinais e verrugas que crescem ou mudam de cor.

5. Brotoejas

As chamadas miliárias, bolinhas de água vermelhas acompanhadas de coceira, são erupções que aparecem em crianças nas regiões das dobras de pele, como o pescoço. Elas estão relacionadas à secreção das glândulas sudoríparas e aparecem por causa do excesso de calor e transpiração.

Para se prevenir, evite sol e ambientes muito quentes e não dê banhos com água muito quente nas crianças. Para acalmar a irritação misture maisena no banho dos pequenos ou passe pasta d’água nas feridas.

6. Acne

Durante o verão a oleosidade da pele aumenta o que favorece o surgimento de acne. Além disso, a exposição ao sol, em um primeiro momento, pode até melhorar o problema, porém, após alguns dias, há um aumento da produção sebácea o que piora a acne. Por isso, para quem sofre com esse problema o melhor mesmo é evitar se expor demais ao sol.

7. Candidíase

A candidíase aparece mais no verão, pois as pessoas costumam ir a praias e piscinas e não tiram o maiô, biquíni ou sunga molhados depois que voltam para casa. Isso facilita a proliferação de fungos, como o causador dessa doença, que se caracteriza pela formação de pequenos pontos vermelhos e coceira nos genitais e em mucosas, como o canto da boca.

8. Pano branco ou pitiríase versicolor

Essa micose é muito comum em climas tropicais. O causador dela é o fungo Ptyrosporum ovale, que existe normalmente no meio ambiente, mas que só causará problemas de saúde se tiver condições adequadas para isso. O pano branco só aparece quando a pessoa está com baixa imunidade, e quando o fungo se encontra em um ambiente úmido e de bastante calor.

Os sintomas são manchas brancas na pele, mas em alguns casos as manchas podem ser castanhas ou avermelhadas.

9. Impetigo

Essa doença é causada pelo desequilibro da população de uma bactéria normalmente presente na pele, a Streptococcus pyogenes, e que pode ser deflagrada por mudanças no clima. Lesões na pele, como as causadas por picadas de insetos, são o local ideal para o desenvolvimento e ação dessa bactéria, que causa inflamação e forma uma crosta cor-de-mel na ferida.

10. Pé-de-atleta ou frieira (micoses)

Essa micose aparece entre os dedos e causa vermelhidão na pele dos pés. Ela é altamente contagiosa, mas geralmente as pessoas costumam contrair tal fungo por meio do próprio ambiente. Por isso é importante não andar descalço em vestiário de piscina, tocar em animais desconhecidos e usar calçados de outras pessoas. Além disso, tente sempre deixar o ambiente arejado, ande descalço dentro de casa e use sandálias abertas sempre que possível, use roupas de algodão que facilitam a transpiração e enxugue bem todas as "dobras" do corpo.

Geralmente os sintomas são o embranquecimento da pele entre os dedos do pé e a descamação dela, que eventualmente se rompe em pequenas fissuras. Quando a micose não se encontra entre os dedos e sim na sola do pé, ela se caracteriza por uma leve irritação e então envolve toda a sola do pé.

11. Verminose

Outra doença de pele que pode ser contraída nas praias é a larva migrans que é transmitida por larvas de parasitas presentes em fezes de cachorro. O parasita entra pela pele, principalmente pelos pés, e causa inflamação.

12. Onicomicose (micose de unhas)

A doença que afeta as unhas mais frequente durante o verão é a onicomicose. Doença provocada por fungos e também pelas leveduras. Ela começa na ponta da unha, deixando-a amarela, espessa e com uma aparência feia. Além disso, ela dói bastante e incomoda.

13. Desidratação

O risco de ter uma desidratação é maior no verão, pois nessa estação do ano transpiramos mais e existem mais chances de se comer uma comida estragada por má conservação.

A desidratação se caracteriza pela perda de líquidos e sais minerais do corpo. Quando o organismo está funcionando normalmente perde-se em média 2,5 litros de água por dia, seja pela urina e fezes, seja pelo suor ou pela respiração. Essa perda pode se tornar excessiva por vários motivos. O simples aumento da transpiração ou uma intoxicação alimentar podem ser fatores determinantes na hora de se ficar doente.

Uma pessoa desidratada fica com sede, com a boca e mucosas secas, olhos ressecados e fica muito tempo sem urinar. Existem algumas coisas que você pode fazer para prevenir a desidratação, como usar roupas leves, ingerir constante mente líquidos, não comer alimentos que tenham ficado muito tempo fora da geladeira, por exemplo, e sempre preferir ficar em lugares arejados e frescos.

14. Insolação

A insolação acontece quando uma pessoa fica tempo demais exposta ao sol. Seus sintomas são intensa falta de ar, dor de cabeça, náuseas, tontura, temperatura do corpo elevada, pele quente, avermelhada e seca, extremidades arroxeadas e até mesmo inconsciência.

Além disso, com ela também vem a desidratação e queimaduras que podem ser apenas pele vermelha até bolhas na pele. Para evitar que isso aconteça com você, evite tomar sol nos horários em que ele está mais forte e sempre use filtro solar de no mínimo fator 15.

15. Intoxicação alimentar

Alimentar-se corretamente quando se vai à praia ou piscina é fundamental para evitar a intoxicação alimentar e a provável diarreia, vômitos e desidratação que a podem acompanhar. Então, evite comer sanduíches, camarão, milho cozido, maionese e outros alimentos que os ambulantes vendem, pois podem estar contaminados por bactérias que podem estar presentes na sujeira das mãos dos ambulantes (será que eles lavam as mãos após ir ao banheiro?), além disso esses alimentos por estarem fora da geladeira ou não ficarem aquecidos a uma temperatura muito alta podem estar servindo de meio de cultura para incontáveis bactérias, como as temíveis e perigosas Salmonellas, que, geralmente, 'gostam' da temperatura de 45°C para se desenvolver e multiplicar.

Em casos de intoxicação alimentar leve, um dia de repouso e a ingestão de uma grande quantidade de água ou de sucos feitos com água filtrada, fervida ou mineral, são suficientes para compensar a perda de líquidos provocada pela diarreia ou pelos vômitos. Em casos moderados faça soros caseiros ou utilize reidratantes orais, ou ainda água-de-coco com um coco bem lavado (já imaginou como aqueles cocos da praia podem estar sujos?). Em casos mais graves procure atendimento médico hospitalar.

Dicas de alimentação 'saudável' para o verão:
- Salgadinhos industrializados (não é tão saudável, mas se torna 'saudável' pela ocasião)
- sanduíches preparados em casa e sem maionese, prefira os com verduras e cenoura ralada
- Veja alimentos para o verão.
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29.10.10

Microorganismos multirresistentes: o quê são

 
Microorganismos multirresistentes são microrganismos resistentes a diferentes classes de antimicrobianos (antibióticos) testados em exames microbiológicos.

Alguns pesquisadores também definem micro-organismos pan-resistentes, como aqueles com resistência comprovada in vitro a todos os antimicrobianos testados em exame microbiológico.

Microorganismos multirresistentes: o quê são
Microorganismos multirresistentes: o quê são

São considerados, pela comunidade científica internacional, microorganismos multirresistentes causadores de infecções/colonizações relacionadas à assistência em saúde:

Enterococcus spp. resistente aos glicopeptídeos, Staphylococcus spp. resistente ou com sensibilidade intermediária a vancomicina, Pseudomonas aeruginosa, Acinetobacter baumannii, e Enterobactérias resistentes a carbapenêmicos (ertapenem, meropenem ou imipenem).

As bactérias do grupo de microrganismos multirresistentes estão sendo popularmente chamadas de superbactérias.
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25.10.10

Cólera, o que é e sintomas

O que é a cólera

A cólera é uma infecção intestinal aguda causada pelo vibrião Vibrio cholerae. Este vibrião é uma bactéria capaz de produzir uma toxina (enterotoxina) que causa diarreia.

Dos quase 200 sorogrupos do vibrião colérico, apenas 2 deles produzem enterotoxinas, o Vibrião cholerae O1 (biotipos "clássico" e "El Tor") e o V. cholerae O139.

Transmissão da cólera (do Vibrião cholerae)
O Vibrio cholerae é transmitido, principalmente, pela ingestão de água ou alimentos contaminados.

Cólera Sintomas
Em 90% dos casos de cólera, a infecção é assintomática (sem sintomas) ou ocorrem diarreias de pequenas intendidades.

Em menos de 10% dos infectados pode ocorrer diarreia aquosa profusa de instalação súbita (aguda, ou seja ocorre de repente), potencialmente fatal, com evolução rápida (horas) para desidratação grave e diminuição acentuada da pressão sanguínea. Cãibras podem ocorrer devido a perdas de minerais (potássio). Esses casos ocorrem sobretudo, em pessoas debilitadas e/ou com a imunidade baixa.

Cólera tratamentos
O tratamento da cólera é feito principalmente pela reidratação. Deve-se repor os líquidos perdidos. Reidratantes orais e repositores hidroelétrolíticos podem ser prescritos assim como o soro caseiro e água-de-coco. Os soros para reidratação devem conter minerais e glicose.

Em casos em que o vômito também está presente, deve-se procurar o médico imediatamente, pois todo o líquido bebido via oral será eliminado pelo vômito. Então, a reidratação não irá ocorrer.

Cuidados com a água e com os alimentos (prevenção da cólera)

Água - Beba sempre água filtrada e ou/fervida por pelo menos 5 minutos, ou ainda deixe a água segura para beber com a seguinte fórmula: 1 litro de água e 2 gotas de água sanitária. Beba após 20 minutos.

Não beba sucos de origem duvidosa (com que tipo de água foi feita?). Nesses casos as águas industrializadas, água-de-coco em caixinha e até refrigerantes podem ser mais seguros.

Evite pedir para que se coloque gelo em sua bebida, a menos que tenha sido feito com água filtrada e evite consumir água-de-coco de ambulantes com pouca ou nenhuma higiene em seus carrinhos.

Alimentos - O vibrião da cólera não sobrevive a temperaturas maiores de 80º C, dessa forma os alimentos cozidos acima dessa temperatura estarão livres da bactéria.

Os frutos do mar são alimentos muito propensos a carregarem a bactéria. Por isso, não os consuma crus.

Não consuma verduras que você não tem certeza de que foram corretamente lavadas e higienizadas com água sanitária e bicarbonato de sódio.

Essas são medidas de extrema importância na prevenção da cólera (vibrião chlolerea).
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