28.2.17

Qual a diferença entre medicamentos genéricos, similares, similares intercambiáveis e referência

Entenda as diferenças entre os variados tipos de medicamentos: genéricos, similares e de referência.

É comum encontrar consumidores com dúvidas quando o farmacêutico sugere algum medicamento genérico no lugar do medicamento de referência. Genéricos e similares ainda geram insegurança, na maioria dos casos, por desconhecimento de suas características. Cabe lembrar que apenas o farmacêutico (e não os balconistas) podem sugerir a troca por genérico ou similar intercambiável (nunca por similar comum! pois estes não são intercambiáveis* com os de referência). Obviamente, tal troca só pode ser realizada se não houver manifestação contrária escrita pelo médico na receita.

Leia também: Interações medicamentosas com alimentos e com medicamentos.


Para entender melhor a frase acima, precisamos saber qual a diferença entre medicamentos genéricos, similares e referência.

Qual a diferença entre medicamentos genéricos, similares, similares intercambiáveis e referência
Qual a diferença entre tipos e apresentações de medicamentos


Qual a diferença entre medicamentos genéricos, similares, similares intercambiáveis e referência


O que são medicamentos de referência? 


- Medicamentos de referência são os chamados inovadores, frutos de descobertas científicas e que detêm a patente por cerca de 20 anos. Tais laboratórios investem anos em substâncias e testes para descobrir novos medicamentos que atuem de maneira segura e eficiente sobre um determinado sintoma ou doença. Após comprovação científica e aprovação regulatória, cria-se o direito à patente, no qual o laboratório responsável pode atribuir uma marca e explorar o novo medicamento comercialmente com exclusividade.

Leia tambémEfeito rebote (rebound) o que é?

O que são medicamentos genéricos? 


- Após a patente do medicamento de referência expirar, outros laboratórios podem produzi-lo e comercializá-lo. O medicamento genérico, que possui o mesmo princípio ativo, concentração, forma farmacêutica, via de administração, posologia e indicação terapêutica do medicamento de referência. O genérico é, portanto, exatamente o mesmo medicamento se comparado ao de referência, pois sua composição química é idêntica à do medicamento de referência. Os genéricos são facilmente identificados como tal por terem uma faixa azul na embalagem e um grande "G" de genérico no meio desta faixa.


O que são medicamentos similares?


- Os medicamentos similares podem variar em relação à forma do produto, prazo de validade, embalagem e rotulagem. Além disso, ao contrário dos medicamentos genéricos, os similares possuem nome de marca comercial.

Leia tambémO horário certo para tomar remédios.


* O que significa medicamento intercambiável?


Os genéricos (medicamentos intercambiáveis) possuem o mesmo princípio ativo, concentração, forma farmacêutica, via de administração, posologia e indicação terapêutica do medicamento de referência.


Os medicamentos 'similares intercambiáveis' são equivalentes aos de referência? 





- Desde a resolução da Anvisa publicada em outubro de 2014 (RDC Nº58/2014), os medicamentos similares intercambiáveis também podem substituir os medicamentos de referência, desde que haja comprovação de equivalência farmacêutica aprovada pelo órgão regulador. Os medicamentos que já estão aprovados como bioequivalentes devem trazer na bula a informação de que são intercambiáveis.

Obs.: Por decisão da Anvisa, o paciente com a receita médica em mãos tem o direito e livre escolha de optar tanto pelo medicamento de referência, quanto por seu medicamento genérico ou similar intercambiável.

Leia tambémPrescrição Farmacêutica: Farmacêutico pode prescrever medicamentos.

Qual a diferença entre os medicamentos genéricos e similares intercambiáveis? 


- Os medicamentos similares intercambiáveis têm as mesmas características dos de referência e dos genéricos e desde 2014 são considerados bioequivalentes. Ou seja, possuem concentração, posologia e indicação terapêutica idênticas. Os medicamentos similares intercambiáveis passam por testes clínicos iguais aos genéricos, o que assegura sua segurança. Além disso, diferentemente dos genéricos, os similares - intercambiáveis ou não - são vendidos sob marcas comerciais
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6.2.17

Fantástico X Anvisa: Genéricos na mira do programa


Fantástico revela tudo (só faltou citar as propagandas que incentivam a auto-medicação) sobre como os genéricos são 'tratados' pela Anvisa

Há muuuito tempo que tenho algumas coisas sobre medicamentos genéricos entaladas em minha garganta. Primeiro: pra ser genérico de verdade, o medicamento deve ser (usando palavras que qualquer leigo entende) a cópia exata (fidedigna) do medicamento de referência.


No entanto, quem assistiu a reportagem 'fantástica do Fantástico' pode ver que não é bem assim. Nem todas as marcas de medicamentos genéricos seguem a norma que não admite exceções.

Fantástico X Anvisa: Genéricos na mira do programa
reprodução Fantástico

Fantástico X Anvisa - trechos da matéria


"O medicamento da EMS foi reprovado por ter teor mínimo inferior a 95%, mas a EMS tinha aprovado outra metodologia junto à Anvisa, reduzindo esse índice para 90%.

Jarbas Barbosa, presidente da Anvisa, diz: “Foi apresentada previamente à Anvisa, foi analisada por nossos técnicos e foi validada, dizendo que ele pode estar entre 90 e 110”.

Antônio Carlos Zanini, médico ex-secretário nãcional de vigilância sanitária, afirmou: “É o maior absurdo que eu já vi na vida em termos de remédio”.

Marcus Malachias, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia: “Em cardiologia, nós utilizamos esse conhecimento de 95%. Ou seja, o medicamento tem que estar próximo ao 100%”.

Gilberto Lopes, pesquisador da Universidade Johns Hopkins: “Hoje a grande maioria dessa matéria-prima de princípios ativos vem da Índia e da China. E não são necessariamente inspecionadas pela Anvisa”.
Anthony Wong, professor assessor da OMS: “Uma vez o produto genérico no mercado, ou seja, no balcão, nas prateleiras das farmácias, não há mais nenhuma exigência que ele tem que submeter a testes de qualidade”".



E eu poderia citar tudo o que está entalado em minha garganta, mas ia me demorar muito (quem sabe depois eu volte aqui e o faça). Por enquanto -- e acho que já basta -- vou direcionar o leitor diretamente para o site do Fantástico. Leia a matéria [http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2017/02/anvisa-questiona-teste-dos-remedios-genericos-mas-comete-imprecisoes.html] e entenda o porquê de minha revolta. São medicamentos gente! Não se trata de um objeto inofensivo. Há tanta sujeira no mundo da indústria farmacêutica que eu -- como farmacêutica -- me sinto quase enojada. Arghh!

Nas redes sociais: #fantásticogenéricos #genéricos #medicamentosgenéricos #acordaanvisa


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28.1.17

Da Anvisa: Segurança de Medicamentos Genéricos no Brasil


Nota à imprensa sobre medicamentos genéricos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu do Centro de Estudos e Desenvolvimento Analítico Farmacêutico (CEDAFAR) da Universidade Federal de Minas Gerais, no último dia 11, resultados de testes de equivalência farmacêutica realizados, a pedido do programa Fantástico da TV Globo, em quinze medicamentos genéricos com os seguintes princípios ativos:

dipirona monossódica, losartana potássica e sildelafila. Mesmo esses testes tendo sido realizados sem o cumprimento dos requerimentos técnicos e regulatórios para uma apropriada análise fiscal, visto que o CEDAFAR não é credenciado para esse tipo de teste, sendo apenas habilitado para testes visando o processo de registro, a Anvisa analisou os resultados e informa que:

Segurança de Medicamentos Genéricos no Brasil

1 - Todos os lotes de medicamentos com os princípios ativos sildelafila (duas amostras) e losartana potássica (oito amostras) estavam em condições sanitárias satisfatórias, ou seja, dentro dos padrões esperados. Os laudos informaram que os lotes dos medicamentos testados são equivalentes aos medicamentos de referência, o que é obrigatório para os genéricos. Esses resultados coincidem com parte dos testes que os produtores são obrigados a apresentar para solicitar o pedido de registro e que são, criteriosamente, analisados pela Agência antes de conceder o registro;

2 – Quatro das cinco amostras de dipirona monossódica testadas também estavam em condições sanitárias satisfatórias;

3 – Um lote de dipirona monossódica solução oral 500 mg/ml, da empresa Brainfarma, apresentou resultado aparentemente insatisfatório em relação ao teste de equivalência farmacêutica. O teor médio de dipirona encontrado foi de 92,87%, valor inferior ao estabelecido como referência, que é de 95,00%.

Apesar dos exames realizados por contratação do programa Fantástico não terem validade legal, a Anvisa, cumprindo sua missão de proteger a saúde da população, já abriu os procedimentos para apurar se existe mesmo esse teor inferior ao que é obrigatório.

Esses procedimentos têm regras bem definidas para que os resultados não deixem qualquer dúvida sobre sua interpretação. Serão coletadas três grupos de amostras (prova, contraprova e testemunho) e os exames serão realizados em laboratório credenciado;

Em 2014, a empresa Brainfarma, por ocasião de renovação do registro deste medicamento, apresentou à Anvisa estudo de equivalência farmacêutica, realizado por laboratório credenciado pela Agência, que concluiu pela equivalência farmacêutica da dipirona monossódica da empresa. O laudo apresentado pela empresa, na ocasião, obteve resultado de teor de 104,19%. Os testes que a Anvisa está determinando a realização dirimirão qualquer dúvida e permitirão o esclarecimento se esse lote do medicamento se encontra regularmente dentro dos parâmetros exigidos;

4 – Sobre possível irregularidade em um lote do medicamento losartana potássica, comprimido 50 mg, da empresa EMS S/A, é preciso esclarecer que a metodologia utilizada pelo CEDAFAR, laboratório contratado pelo Fantástico para análise do produto, é diferente da que está autorizada e considerada como de referência pela Anvisa para testar a equivalência farmacêutica nesse medicamento. Utilizar metodologia diferente significa que não é possível comparar os resultados obtidos com aqueles que deveriam ser apresentados pelo produto, não havendo base técnica e científica para considerar que pode haver irregularidade nesse produto;

5 - Sobre os resultados dos testes dos perfis de dissolução dos lotes de losartana monossódica das empresas Medley, Geolab e Pratti, a Anvisa esclarece que a comparabilidade de perfil de dissolução entre o medicamento teste e o medicamento de referência não é requisito para registro ou comercialização de medicamento genérico no Brasil, bem como nas principais agências regulatórias do mundo;

      5.1 – O teste de perfil de dissolução é um procedimento feito em bancada de laboratório, importante para o conhecimento das características do produto, mas que não é capaz de assegurar ou comprar a equivalência farmacêutica dos medicamentos genéricos com os medicamentos de referência;

      5.2 – No Brasil e em diversos países do mundo, como Estados Unidos, Japão e países do continente Europeu, o teste de referência que comprova a equivalência de medicamentos genéricos com os de referência é o teste de bioequivalência, realizado por meio de pesquisas clínicas com seres humanos. Esse é o teste globalmente aceito para comprovar, sem dúvidas ou questionamentos, que um produto genérico pode substituir o medicamento de referência, porque comprovadamente, por meio de testes em sangue e urina, o teor dos medicamentos no organismo humano é equivalente;

      5.3 – Os medicamentos genéricos à base de losartana monossódica das empresas Medley, Geolab e Pratti apresentaram à Anvisa, no momento do seu pedido de registro, testes de bioequivalência satisfatórios. Portanto, são considerados equivalentes ao referido medicamento de referência;

6 – A Anvisa realiza o monitoramento permanente da qualidade dos medicamentos comercializados no Brasil. Em 2016, a Agência suspendeu a comercialização de 95 lotes de medicamentos com suspeitas de desvios de qualidade. Essa ação decorre tanto de inspeções de rotina em fábricas de medicamentos como em razão de queixas apresentadas por pacientes ou profissionais de saúde sobre ineficácia de um determinado medicamento ou reações adversas não previstas;

7 – A Agência não recebeu nenhuma queixa de desvio de qualidade dos lotes dos medicamentos que foram testados pelo Fantástico e relacionados com possível ineficácia;

8 - Para assegurar a qualidade dos medicamentos em uso no Brasil, sejam genéricos ou de referência, a Agência desenvolve um conjunto de ações complementares que incluem: a certificação da qualidade dos produtores; a análise dos registros e modificações de pós-registro; as ações de farmacovigilância; as inspeções nos fabricantes; e um programa de monitoramento da qualidade, chamado Proveme. Em 2016, 70% das amostras desse programa de monitoramento da qualidade de medicamentos foram de genéricos. Nenhuma amostra de medicamento genérico foi considerada insatisfatória; e

9 – O consumo de medicamentos genéricos é seguro. A Anvisa desenvolve, de forma contínua, esse conjunto de ações para garantir a qualidade, segurança e eficácia de todos os medicamentos produzidos em nosso país, sempre em alinhamento com as melhores práticas internacionais.

Assessoria de Comunicação da Anvisa

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11.10.16

Novos genéricos: ibuprofeno arginina, cabazitaxel e levetiracetam

Novos medicamentos genéricos chegam ao mercado...

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta segunda-feira (10/10), o registro de três novos medicamentos genéricos inéditos no Brasil.

Dessa forma, os pacientes que precisam desses medicamentos poderão encontrar uma nova opção no mercado -- inclusive para comparar o preço. Conheça os novos medicamentos genéricos:


Novos genéricos: ibuprofeno arginina, cabazitaxel e levetiracetam

Novos medicamentos genéricos ibuprofeno arginina, cabazitaxel e levetiracetam


Os três novos remédios genéricos foram aprovados...

1. CABAZITAXEL: para o tratamento de câncer de próstata,

2. IBUPROFENO ARGININA: para dores leves e moderadas,

3. LEVETIRACETAM: para tratar crises convulsiva.

Informações detalhadas sobre estes e novos remédios genéricos


1. O cabazitaxel, da Eurofarma, é genérico do genérico do Jevtana e a indicação é: tratamento de pacientes com câncer de próstata metastático hormônio-refratário, previamente tratados com um regime contendo docetaxel.

Forma farmacêutica: Solução injetável em associação com prednisona ou prednisolona

2. Ibuprofeno Arginina, da Zambon, genérico do Spidufen (receitado por muitos dentistas após tratamento de canal ou cirurgias dentárias). é indicado no alívio da dor leve ou moderada: cefaleias, nevralgias, dismenorreia, pós-cirúrgico dental e dores dentárias, musculares, traumáticas e artrite reumatoide. Febre e tratamento sintomático da gripe.

Forma farmacêutica: Comprimido ou granulado.

3. Levetiracetam, da UCB Biopharma, genérico do Keppra: indicado como monoterapia (não combinado com outros medicamentos antiepilépticos) para o tratamento de crises convulsivas parciais, com ou sem generalização secundária, em pacientes com 16 anos ou mais e diagnóstico recente de epilepsia.

Forma farmacêutica: Comprimido revestido ou solução oral

Vantagens da aprovação de novos genéricos


Na prática, quando um medicamento genérico inédito é aprovado, o medicamento de marca passa a ter um concorrente no mercado o que pela lei da oferta e da procura é melhor para o consumidor.

Pela lei, o remédio genérico já entra no mercado a um preço mais barato que o produto de marcar. Essa redução representa um desconto de pelo menos 35% em relação ao preço máximo da tabela da Anvisa.

Fonte: Anvisa
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18.5.13

Genéricos são mais baratos em 55% em média

Consumidor continua economizando e muito na compra de genéricos.

Pesquisa do Procon-SP mostra que os preços desses medicamentos são, em média, 55% mais baratos do que os de referência*.

Os genéricos já detém mais de 27% do mercado brasileiro de medicamentos. Só nos 3 primeiros meses deste ano, foram consumidas 176 milhões e meio de unidades, totalizando quase 3 bilhões de reais em vendas.

Genéricos são mais baratos em 55%

Genéricos são mais baratos em 55% em média

A maior diferença de preço foi encontrada no medicamento Paracetamol gotas, de 200 miligramas. O frasco de 15 mililitros custava 89 centavos em um estabelecimento e 10 reais e 94 centavos em outro, ambos na capital paulista.

* Saiba a diferença entre os medicamentos de referência, genéricos e similares, e entenda porque os similares podem ser mais baratos (mas não tão eficazes que os outros).

Para evitar esse tipo de abuso praticado no mercado, o Procon orienta que o consumidor deve sempre pesquisar.


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28.6.12

Medicamentos genéricos veterinários são aprovados

Câmara aprova permissão para medicamento genérico veterinário


O Plenário aprovou nesta terça-feira (26) o Projeto de Lei 1089/03, que permite o uso de medicamentos genéricos na medicina veterinária e estabelece preferência para eles nas compras governamentais.

O texto aprovado é o substitutivo do Senado, que será enviado para sanção da Presidência da República.



Esse texto define o que é produto veterinário, medicamentos de referência, medicamentos similares e genéricos. Estes últimos podem diferir apenas quanto a tamanho, formato e prazo de validade, por exemplo, mas devem ter a mesma eficiência comprovada (bioequivalência).
Artigos relacionados:
- Saúde Animal

Para ser registrado no Ministério da Agricultura, o genérico veterinário deverá comprovar bioequivalência em relação ao medicamento de referência e atender a requisitos de taxa de excreção, resíduos e período de carência se usado em animais de consumo.

Caberá ao próprio ministério a análise do genérico para confirmação de sua bioequivalência por meio da coleta de amostras.

O projeto altera o Decreto-Lei 467/69, que trata da fiscalização de produtos de uso veterinário. Segundo o texto aprovado, as penas e multas por descumprimento das regras desse decreto serão as da Lei 6.437/77. Essa lei trata de infrações à legislação sanitária e prevê punição mais rígida.

Compras do governo
Nas compras de medicamentos de uso veterinário pelo poder público, o projeto prevê o uso obrigatório das denominações comuns brasileiras (DCB) ou internacionais (DCI). Se o preço for igual, a preferência será para o genérico.

Com o objetivo de incentivar o uso dos genéricos de uso veterinário, o projeto autoriza o governo federal a adotar medidas especiais relacionadas ao registro, à fabricação, ao regime econômico-fiscal e à distribuição.

Um regulamento estabelecerá regras para o registro, o controle de qualidade e as provas de biodisponibilidade, bioequivalência, equivalência terapêutica, taxa de excreção e determinação de resíduos dos genéricos.

Programas de apoio
Segundo a proposta, o Ministério da Agricultura deverá promover programas de apoio ao desenvolvimento técnico-científico de melhorias da qualidade dos produtos de uso veterinário.

Economia
Para o deputado Arthur Lira (PP-AL) – filho do autor do projeto, ex-deputado Benedito de Lira –, a aprovação da matéria trará grande economia com o uso dos medicamentos genéricos.

O deputado João Ananias (PCdoB-CE) também defendeu a aprovação da proposta. "Podemos fazer a analogia dos genéricos para humanos, a economia que trouxe, e a importância de ferir os monopólios", disse.

Para o deputado César Halum (PSD-TO), os medicamentos genéricos poderão provocar queda dos preços dos produtos de origem animal. "O Brasil melhora a sua competitividade ao diminuir o preço dos produtos animais no mercado internacional. Também será possível reduzir o preço para o consumidor brasileiro", disse o deputado, que é veterinário e foi um dos autores do pedido para que o projeto fosse votado em Plenário.

Halum destacou, ainda, a importância de obrigar o governo a dar preferência para esses produtos nas compras públicas. "O governo compra muito, e isso cria confiança na população. No começo dos genéricos humanos, muita gente temia que eles fossem um produto inferior, e isso vai ajudar a quebrar essa barreira", disse. Fonte: Agência Câmara de Notícias.
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19.5.10

Governo brasileiro e barreiras a medicamentos genéricos


O governo brasileiro fez um alerta nesta segunda-feira, 17, durante a 63ª Assembleia Mundial de Saúde, que está ocorrendo em Genebra, Suíça, sobre o risco da criação de barreiras para a comercialização de medicamentos genéricos no mundo.

Ao lado de países da América do Sul, da África e do sudeste asiático, o Brasil defende a revisão do debate sobre medicamentos falsificados, deflagrada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A discussão feita até agora incorpora temas relacionados à propriedade intelectual e às questões de saúde - uma mistura interpretada como um risco em potencial para a livre circulação de remédios.

Países querem que esse debate seja revisto e passe a ser conduzido diretamente pelos membros da OMS. Os trabalhos apresentados até o momento são resultado das orientações da Força-Tarefa Internacional Anti-Contrafação de Produtos Médicos (em inglês, Impact), um grupo criado pela própria OMS, com representantes de vários setores. A equipe defende que a discussão sobre falsificação de remédios vá além de questões de saúde pública e passe também a avaliar a origem e o respeito do produto às normas relacionadas à marca e à patente.

"O combate à falsificação de medicamentos, nossa responsabilidade comum, não pode servir de pretexto para que a dimensão comercial sobreponha-se à saúde pública. Propriedade intelectual não se confunde com medicamentos falsificados. Vítimas de violações aos direitos de propriedade intelectual são empresas; vítimas de medicamentos falsificados são pacientes - e são estes que requerem a proteção da OMS", afirmou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, durante seu discurso na assembleia.

O receio parte das experiências registradas nos últimos dois anos, quando cerca de 30 carregamentos de genéricos em trânsito de países como China e Índia para outros em desenvolvimento foram bloqueados em portos europeus. As apreensões foram feitas com base em uma legislação da União Europeia, que permite a apreensão de cargas suspeitas de desrespeitar propriedade intelectual. Em dezembro de 2008, uma carga de 500 quilos do medicamento genérico Losartan, adquirido pela brasileira EMS de uma empresa indiana, foi apreendido no porto de Roterdã, com base na legislação da UE.

Na última semana, o Brasil e a Índia apresentaram uma denúncia na Organização Mundial do Comércio para discutir a legalidade da apreensão de medicamentos genéricos em portos europeus. A justificativa das autoridades europeias é a de que produtos eram suspeitos de desrespeitar a propriedade intelectual, precedente que, de acordo com normas da União Europeia, permite a apreensão dos produtos.

Fonte: Estadão.com
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11.3.09

Preços de medicamentos genericos, referencia e similares

Preços de medicamentos genéricos, referência e similares
em 10/03/2009 23:40:51 - Tribuna de Betim - por : Renata De F.D.Guedes

Desfazendo recentes mal-entendidos por parte da mídia.



Os medicamentos genéricos surgiram em 1999 e seu propósito era o de oferecer menor preço comparado com o medicamento de referência (de marca), proporcionando mais opções. No início eram vistos com certa desconfiança, afinal, como poderia ser tão mais barato? Será que a qualidade era a mesma? Para entendermos o porque dessa diferença de preço, devemos nos perguntar: - O QUE SÃO, EXATAMENTE, OS GENÉRICOS?


“O medicamento genérico é aquele que contém a mesma substância (princípio ativo), na mesma dose, mesma forma farmacêutica, é administrado pela mesma via e com a mesma indicação terapêutica do medicamento de referência no país - cuja eficácia, segurança e qualidade foram comprovadas cientificamente junto ao órgão federal competente - E principalmente, são intercambiáveis em relação ao medicamento de referência, ou seja, a troca por pelo genérico é possível.” Por que são mais baratos que os de referência? Por serem cópias de medicamentos de referência já conhecidos, não precisando de investimento em pesquisa para o seu desenvolvimento.Sabendo de tudo isso você talvez se pergunte.

Por que às vezes vou até a drogaria e vejo que o medicamento genérico está mais CARO? Não só você, mas alguns canais de TV também podem se equivocar, como vimos em algumas reportagens recentes, onde a chamada da mídia frequentemente era: “MEDICAMENTO GENÉRICO JÁ ESTÁ MAIS CARO QUE O DE MARCA”. A confusão acontece por que existe um terceiro tipo de medicamento, os SIMILARES. Esses, já estão no mercado há bastante tempo e são produzidos pela indústria farmacêutica assim que cessa a patente de um medicamento de referência (que gastou tempo e dinheiro pesquisando um novo medicamento). Até pouco tempo os similares não eram submetidos a testes de bioequivalência para serem considerados idênticos aos de referência, testes, estes, que os genéricos foram submetidos desde a sua criação. Por isso as vezes são mais baratos. A partir de 2003 a Anvisa passou a exigir que os similares novos também passassem por tais testes antes de serem registrados. Na época, mais de 130 medicamentos similares foram tirados do mercado pelos níveis de eficácia serem bem abaixo do de referência, apesar de alguns balconistas da farmácia e, pasme, até alguns farmacêuticos garantirem que eram iguais, e assim, assegurar sua COMISSÃO. Vamos acreditar que, agora, foram feitos testes com todos os similares que estão no mercado. Apesar de continuarem bem mais baratos. Lembrando que os similares não são intercambiáveis com os de referência, nem com os genéricos, ou seja, um medicamento de referência ou genérico não pode ser trocado pelo similar pelo farmacêutico.

Citando um exemplo para elucidar melhor:

Amoxil® 500mg c/15 - (REFERÊNCIA) - Laboratório GlaxoSmithKline(GSK) preço máximo ao consumidor em São Paulo R$ 33,77
amoxicilina 500mg c/15 - (GENÉRICO) - Vários laboratórios produzem preço máximo ao consumidor (média) em São Paulo R$16,38
Neo Moxilin 500mg c/15 - (um dos muitos SIMILARES) – Laboratório NeoQuímica. Preço máximo ao consumidor em São Paulo R$19,86

OBS.: Os preços citados acima são os valores máximos que podem ser cobrado por uma drogaria ou farmácia. Dados do dia 09.03.09

Texto de Renata De F. D. Guedes – Farmacêutica

Site: www.saudecomciencia.com

Este artigo veio de TRIBUNADEBETIM.COM http://www.tribunadebetim.com/html

O endereço desta história é: http://www.tribunadebetim.com/html/modules/news/article.php?storyid=2450
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3.2.09

Medicamentos Genericos, guia completo

Medicamento genérico: guia completo

O que são medicamentos genéricos?
O medicamento genérico é aquele que contém a mesma substância (princípio ativo), na mesma dose, mesma forma farmacêutica, é administrado pela mesma via e com a mesma indicação terapêutica do medicamento de referência no país. E principalmente, são intercambiáveis em relação ao medicamento de referência, ou seja, a troca por pelo genérico é possível.

Como identificar medicamentos genéricos?
Apenas os medicamentos genéricos contêm, em sua embalagem, logo abaixo do nome do princípio ativo que os identifica, a frase "Medicamento Genérico - Lei nº 9.787, de 1999". Além disso, os genéricos são identificados por uma grande letra "G" azul impressa sobre uma tarja amarela, situada na parte inferior das embalagens do produto.

Os medicamentos genéricos são seguros? Eles possuem o mesmo efeito?
Sim. O medicamento genérico é o único que pode ser intercambiável com o medicamento de referência (ou seja, substituído), por apresentar os mesmos efeitos e a mesma segurança, demonstrados nos testes de equivalência farmacêutica e de bioequivalência realizados.
Estes testes são realizados em laboratórios de controle de qualidade habilitados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Servem para verificar se o medicamento realmente contém a mesma substância ou princípio ativo do medicamento de referência, e também para constatar se absorção pelo organismo é a mesma.

Por que o medicamento genérico é mais barato que o medicamento de referência?
Porque os fabricantes de medicamentos genéricos não necessitam fazer investimentos em pesquisas para o seu desenvolvimento, visto que as formulações já estão definidas pelos medicamentos de referência.

O médico pode proibir a troca do medicamento de referência pelo genérico?
O médico poderá restringir a troca, ou seja, a substituição do medicamento de referência pelo genérico, todavia, esta orientação deverá ser escrita de próprio punho, de forma clara e legível.

É preciso receita médica para comprar um medicamento genérico?
Sim. Qualquer medicamento, exceto os de venda livre, seja de marca ou genérico, deve ser vendido mediante apresentação da prescrição médica. É muito comum a compra de medicamentos sem receita, por indicação de balconistas ou mesmo de conhecidos, mas a automedicação é uma prática perigosa que pode causar muitos problemas à saúde.

Todo medicamentos deve ser prescrito após um diagnóstico médico.

No entanto, existem alguns medicamentos que podem ser vendidos sem receitas, tais como alguns analgésicos, xaropes para tosse, antialérgicos, dentre outros.
Fonte: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA-2008).

Mais sobre o assunto em :
§ Medicamentos genéricos, de referência e similares; diferenças
§ http://sites.google.com/a/saudecomciencia.com/genericos/

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Medicamentos genéricos, de referência e similares; diferenças

Medicamentos genéricos, similares e de referência: Você sabe a diferença?

Medicamentos genéricos, similares, de referência, manipulados, fitoterápicos e homeopáticos. Diferenças que podem afetar a sua saúde.



A prescrição de um medicamento é responsabilidade do médico após uma avaliação diagnóstica adequada. Mas é sua responsabilidade a compra e o uso consciente do medicamento.
Para esclarecer dúvidas comuns sobre medicamentos, principalmente a questão dos medicamentos genéricos, foi criado este guia utilizando as resoluções mais recentes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

Medicamentos genéricos, de referência e similares


O que são medicamentos de referência ou de marca?

São, normalmente, medicamentos inovadores, cuja eficácia, segurança e qualidade foram comprovadas cientificamente, por ocasião do registro junto ao Ministério da Saúde, através da Anvisa. São os medicamentos que, geralmente, se encontram há bastante tempo no mercado e têm uma marca comercial conhecida.

Os medicamentos de referência são produtos de anos de pesquisa, e geralmente, seus laboratórios descobriram as substâncias e realizaram exaustivos testes para avaliar segurança e eficácia.
Juntamente com os custos de divulgação da marca, os custos de pesquisa e desenvolvimento, de maneira geral, encarecem o medicamento de referência.

O que são medicamentos genéricos?

O medicamento genérico é aquele que contém a mesma substância (princípio ativo), na mesma dose, mesma forma farmacêutica, é administrado pela mesma via e com a mesma indicação terapêutica do medicamento de referência no país. E principalmente, são intercambiáveis em relação ao medicamento de referência, ou seja, a troca por pelo genérico é possível.






O que são medicamentos similares?

Os medicamentos similares são os que possuem o mesmo fármaco, a mesma concentração, forma farmacêutica, via de administração, posologia, indicação terapêutica e qualidade do medicamento de referência, mas não são intercambiáveis com este. São identificados por um nome de marca e também não são intercambiáveis com os genéricos e vice-versa.


O que são medicamentos manipulados?

Medicamentos manipulados são feitos em uma farmácia de manipulação autorizada pela Vigilância Sanitária e contém o princípio ativo e a dose definida pelo médico que prescreveu.
As farmácias de manipulação apresentam estes medicamentos como alternativas às doses padrões disponibilizadas pela indústria, ou seja, existe a possibilidade de personalização da dose ou mesmo da combinação de princípios ativos em uma única cápsula. A ANVISA está buscando a consolidação das resoluções sobre medicamentos manipulados.


O que são medicamentos fitoterápicos?

Medicamentos fitoterápicos também conhecidos popularmente como medicamentos naturais.
Plantas medicinais são aquelas que possuem tradição de uso em uma população ou comunidade e são capazes de aliviar sintomas ou mesmo prevenir ou curar doenças. Ao serem processadas para a obtenção de um medicamento, tem-se como resultado o medicamento fitoterápico.
O medicamento fitoterápico é uma extração da matéria prima vegetal.
.
Não são medicamentos fitoterápicos:
Partes de plantas como folhas, pós, macerados,
Chás,
Garrafadas,
Florais,
Manipulados,
Homeopáticos.

Os cuidados a serem tomados com o uso de fitoterápicos são os mesmos destinados aos outros medicamentos:
Deve-se buscar informações com os profissionais de saúde;
Informar ao médico o uso de plantas medicinais ou fitoterápicos, principalmente antes de cirurgias, além do aparecimento de reações desagradáveis, caso estas aconteçam;
Observar os cuidados especiais com gestantes, lactantes, crianças e idosos;
Adquirir fitoterápicos apenas em farmácias e drogarias autorizadas pela Vigilância Sanitária;
Seguir as orientações de validade, nunca utilizar medicamentos vencidos e
Ter cuidado ao associar medicamentos.


O que são medicamentos homeopáticos?

Medicamentos homeopáticos são medicamentos preparados com base nos fundamentos da homeopatia, cujos métodos de preparação e controle estejam descritos na Farmacopeia Homeopática Brasileira, edição em vigor, outras farmacopeias homeopáticas, ou compêndios oficiais reconhecidos pela ANVISA, com comprovada ação terapêutica descrita nas matérias médicas homeopáticas, estudos clínicos, ou revistas científicas.
Os medicamentos homeopáticos são preparados a partir de substâncias que são submetidas a triturações sucessivas ou diluições seguidas de agitação ritmada, com finalidade preventiva ou curativa a serem administrados conforme a terapêutica homeopática.
O medicamento homeopático pode ser derivado de plantas, animais ou minerais. O farmacêutico homeopata transforma essas substâncias em medicamentos homeopáticos através de uma técnica especial chamada dinamização. Essa técnica libera as propriedades medicinais da substância original. Existem aproximadamente 2000 substâncias cujos efeitos específicos no corpo foram testados. Os medicamentos homeopáticos estão disponíveis em diferentes formas farmacêuticas (preparações): tabletes, glóbulos, líquidos, pós, comprimidos, entre outras.
O medicamento homeopático é prescrito pelo médico homeopata.

Leia mais sobre medicamentos homeopáticos em "O que é Homeopatia"
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Não são medicamentos homeopáticos:
Essências florais,
Cromoterapia,
Aromaterapia,
Acupuntura,
Reiki,
Iridologia,
Shiatsu, dentre outros.
Fonte: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA 2008)

Mais sobre o assunto em :
§ Medicamentos genéricos, guia completo

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