19.12.16

Regras para vender (e comprar) remédios para emagrecer

RDC reúne regras para venda dos anorexígenos. Resolução traz as Doses Diárias Recomendadas e quantidade máxima de sibutramina por receita...

A Anvisa publicou hoje a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 133/2016 que trata da venda (dispensação) dos medicamentos à base de anfepramona, femproporex, mazindol e sibutramina.

A RDC 133/2016 reúne regras que estavam dispersas em outras normas da Anvisa que tratam de anorexígenos do tipo anfetamínico (anfepramona, mazindol, femproporex e fentermina) e sibutramina, como a RDC 50/2014 e a RDC 58/2007.

Regras para vender (e comprar) remédios para emagrecer
Regras para vender (e comprar) remédios para emagrecer

O artigo 9º da RDC 50/2014 não foi alterado, logo, permanece vedada a manipulação de fórmulas que contenham as substâncias anfepramona, femproporex e mazindol, com exceção daquelas presentes em medicamentos registrados com prova de eficácia e segurança nos termos do art. 2° desta Resolução.

Atualmente não há registro de nenhum medicamento à base de tais substâncias no Brasil. Desta forma, a comercialização de medicamentos ou fórmulas medicamentosas à base destas não pode ser realizada.

Dose prescrita na receita para período determinado


No caso da sibutramina, a RDC 133/2016 consolida a determinação da Anvisa em relação à quantidade de medicamento que poderá constar em cada notificação de receita apresentada pelo paciente. A quantidade de medicamento máxima por receituário deve ser igual a 60 (sessenta) dias de tratamento.

Pela redação da RDC 133/2016 ficam consolidadas as Doses Diárias Recomendadas (DDR) para as quatro substâncias.

Doses diárias para os remédios para emagrecer com venda controlada


  1. Femproporex, 50,0 mg/dia;
  2. Fentermina, 60,0 mg/ dia;
  3. Anfepramona, 120,0 mg/dia;
  4. Mazindol, 3,0 mg/dia, e
  5. Sibutramina, 15 mg/dia

➤ Leia também: Remédio para emagrecer sem efeito colateral

Controle especial dos medicamentos para emagrecer


Outro ponto importante da RDC 133/2016 é que o monitoramento de todo e qualquer evento adverso relacionado ao uso de medicamento que contenha as substâncias tratadas nesta RDC será realizado por meio do Sistema Nacional de Notificações para a Vigilância Sanitária (Notivisa) disponível no sítio eletrônico da Anvisa.

Histórico

No dia 26 de setembro de 2014 foi publicado no Diário Oficial da União a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 50/2014. A norma traz o novo regulamento técnico referente a anorexígenos no País e normatiza o assunto após a publicação do Decreto Legislativo 273/2014, aprovado pelo Congresso Nacional em setembro daquele mesmo ano. O Decreto invalida a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 52/2011, publicada pela Agência em outubro de 2011.

Leia também - Do R7Médicos defendem a volta de remédios inibidores de apetite: “Proibição piora vida de obesos”.

Fonte: Anvisa
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7.12.16

Da Anvisa: Insumos farmacêuticos na lista de DCB

Produção de medicamentos - Inclusão de insumos farmacêuticos na lista de DCB

A lista completa das Denominações Comuns Brasileiras (DCB) é atualizada com a inclusão, alteração e exclusão de insumos farmacêuticos ativos, homeopáticos e outros.

A Anvisa aprovou a inclusão de 31 itens na Lista Completa das Denominações Comuns Brasileiras (DCB). Dentre os componentes incluídos, estão nove insumos farmacêuticos ativos, 10 excipientes, quatro produtos biológicos entre outros.

Insumos farmacêuticos incluídos


Insumos farmacêuticos na lista de DCB
Insumos farmacêuticos na lista de DCB

A atualização da DCB da Anvisa traz também a exclusão de um (01) termo e a alteração de oito. Lista completa dos novos itens foi publicada na resolução RDC 127/16 no Diário da última sexta-feira (02/12).

lista de denominações comuns brasileiras .

Por: Ascom/Anvisa
Publicado: 05/12/2016 18:13
Última Modificação: 05/12/2016 18:19


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17.11.16

Da Anvisa: Regras para registro de medicamentos isentos de prescrição médica, os MIPs

Saiba quais são as 7 regras para registro de medicamentos que não precisam de receita, os MIPs

A classificação de um medicamento como isento de prescrição médica (ou odontológica ou farmacêutica), ou seja, de medicamentos que não precisam de receita, deverá atender a sete critérios definidos pela Anvisa.

A Resolução da Diretoria Colegiada RDC 98/2016, publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (3/8), fixa as exigências para que um medicamento seja registrado como Medicamento Isento de Prescrição (MIP) e possa ser vendido diretamente o consumidor.

Regras para registro de medicamentos isentos de prescrição médica


7 regras para ser considerado medicamento isento de prescrição médica


Para que o fármaco possa ser registrado como medicamento isento de receita médica serão avaliados os seguintes parâmetros:

  • Tempo de comercialização;
  • Perfil de segurança;
  • Indicação para tratamento de doenças não graves;
  • Indicação de uso por curto período;
  • Ser manejável pelo paciente;
  • Baixo potencial de risco em situações de mau uso ou abuso
  • Não apresentar potencial de dependência.

A proposta do texto da RDC 98/2016 passou por Consulta Pública no ano passado. Na época, cidadãos, representantes da sociedade civil e do setor regulado tiveram 60 dias para enviar contribuições para o texto, que se destinava a revisar e substituir a norma anterior, a RDC 138/2003.

Na norma anterior, a RDC 138/2003, que é revogada hoje pela RDC 98/2016, inexistia a possibilidade de atualização da lista de MIPs. Essa lacuna impossibilitou que os medicamentos com perfil de segurança e uso compatíveis com a venda sem prescrição fossem incorporados à categoria de venda.

A partir da publicação da RDC 98/2016, no Diário Oficial da União (DOU), as indústrias farmacêuticas que têm hoje registros de medicamentos passíveis de enquadramento como Medicamentos Isentos de Prescrição (MIPs), passam a contar com regras claras para solicitar à Anvisa o reenquadramento.

Leia também:

O que é prescrição farmacêutica
Os perigos da automedicação

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10.11.16

Da Anvisa - Bulário eletrônico: você lê a bula dos medicamentos?


Bulário eletrônico da Anvisa permite que população e profissionais da saúde consultem a bula de um medicamento antes de utilizá-lo.

Você costuma ler as bulas dos medicamentos que usa?

Bulário eletrônico Anvisa


A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) disponibiliza bulas dos medicamaentos para você, no bulário eletrônico da Agência. Ao todo são 7.673 medicamentos cadastrados na interface que tem por objetivo permitir que a população e os profissionais da saúde consultem informações relacionadas ao uso do produto, como reações adversas, indicação, precaução, entre outros.

>> Validade de medicamentos e alimentos em braile

Bulário eletrônico


As bulas são incluídas automaticamente no bulário após a empresa solicitar o peticionamento eletrônico do medicamento junto à Agência, que precisa seguir alguns critérios estabelecidos pela Anvisa. Além disso, a Gerência-Geral de Medicamentos e Produtos Biológicos (GGMED), responsável pelo funcionamento e organização do bulário, tem buscado disponibilizar também os fitoterápicos, os radiofármacos e os rótulos dos medicamentos.

No bulário, além das bulas, existe conteúdos de educação em saúde, legislação da área de vigilância sanitária e endereços eletrônicos importantes. Por meio da interface, a Agência contribui para uma consciência sanitária da população por incentivar o consumo seguro de medicamentos.

Para acessar o bulário eletrônico Anvisa.


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8.11.16

Da Anvisa: Vyndaqel, medicamento para amiloidose associada à transtirretina

Vyndaqel® é indicado para o tratamento de amiloidose associada à transtirretina, uma doença rara que acomete pacientes adultos com polineuropatia sintomática

A Anvisa aprovou o registro do medicamento novo Vyndaqel® (cujo nome do princípio ativo é: tafamidis meglumina), que é indicado para o tratamento de amiloidose associada à proteína transtirretina, uma doença rara que acomete pacientes adultos com polineuropatia sintomática, em estágio inicial ou intermediário para atrasar o comprometimento neurológico periférico.

Vyndaqel, medicamento para amiloidose associada à transtirretina

A amiloidose é uma doença rara, gravemente debilitante e potencialmente fatal, induzida pelo acúmulo de uma proteína fibrilar insolúvel (amiloide) dentro dos tecidos em quantidade suficiente para comprometer a função normal.

proteína transtirretina
proteína transtirretina

O novo medicamento Vyndaqel® (tafamidis meglumina) será fabricado pela empresa americana Catalent Pharma Solutions, LLC, e a detentora do registro do medicamento no Brasil é a empresa Laboratórios Pfizer Ltda.

Mais sobre a novidade...

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou no dia 8 de novembro (terça-feira), o medicamento Vyndaqel (tafamidis), da Pfizer, primeiro e único tratamento específico para adultos com polineuropatia amilloidótica familiar (PAF), ou paramiloidose.

Doença neurodegenerativa, genética, progressiva e irreversível, a enfermidade costuma ser diagnosticada entre os 30 e os 40 anos de idade e os pacientes sobrevivem, em média, apenas 10 anos após o surgimento dos primeiros sintomas, se não houver tratamento adequado.

A PAF é causada por uma mutação no gene de uma proteína do plasma sanguíneo chamada transtirretina (TTR), sintetizada principalmente pelo fígado. Por isso, antes da aprovação de Vyndaqel, uma das poucas opções era o transplante hepático, um procedimento que requer uma série de cuidados por toda a vida. No paciente com PAF, a mutação leva à produção de proteínas TTR instáveis, que se depositam em vários tecidos do corpo, interferindo em seu funcionamento.

A perda de sensibilidade nos membros inferiores costuma ser o sintoma inicial, podendo ocorrer depois alterações gastrointestinais, renais e cardíacas, além de perturbações visuais e, nos homens, quadros de disfunção erétil.

Considerado uma droga-órfã para os pacientes com PAF e aprovado desde 2011 na União Europeia, Vyndaqel age impedindo que as proteínas TTR se desestabilizem, retardando significativamente a progressão da doença em pacientes medicados em sua fase inicial, conforme os dados de um recente trabalho científico baseado em três estudos com o medicamento.

Na análise, que envolveu 71 indivíduos com PAF que apresentavam a mutação genética V30M, a mais comum no Brasil, os pacientes foram tratados por até 5,5 anos. Nesse estágio, sem tratamento, os pacientes costumam já necessitar de auxílio para caminhar. Com a medicação, a progressão média da doença no grupo estudado foi mínima, representando 5,3 pontos na escala Neuropathy Impairment Score of the Lower Limb, que é um sistema de avaliação clínica usado para dimensionar o comprometimento dos membros inferiores.

Nessa escala a pontuação varia de 0 (estado normal) a 88 (comprometimento total). De origem predominantemente portuguesa, a PAF foi incluída em 2015 na lista de doenças raras prioritárias de discussão do governo brasileiro, uma vez que o País abriga colônia consistente dessa nacionalidade. Embora não existam estatísticas nacionais oficiais sobre a PAF, estima-se que existam milhares de brasileiros com a doença, o que pode fazer do País uma das nações com o maior número de pacientes no mundo. | PR Newswire.
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4.11.16

Medicamentos: terceira causa de morte no mundo

Medicamentos são a terceira causa de morte, seguida por doenças vasculares e câncer

De acordo com o médico Peter Gotzche, 200 mil pessoas morrem por uso de medicamentos por ano nos Estados Unidos. Todos os medicamentos possuem entre 20 e 40 advertências com contraindicação e precauções. "Nenhum médico sabe todas elas”, explica médico que é diretor do Centro Cochrane Nórdico, que ministrou (ontem) a conferência “Por que tão poucos pacientes se beneficiam dos medicamentos que tomam e por que muitos são mortos por eles?”

Medicamentos: terceira causa de morte no mundo
Medicamentos: terceira causa de morte no mundo

Ainda segundo Gotzche -- que é investigador de danos médicos --, os médicos receitam aos pacientes medicamentos que não deveriam se levassem em conta a interação com outros medicamentos e alimentos, por exemplo (Eu -- Renata Fraia -- sempre digo isso. LER: Interações medicamentosas com alimentos e com medicamentos). Ele ainda afirma que os fármacos não são tão úteis quanto se imagina e que precisamos, já nos próximos anos, tomar um volume menor de medicação.

➤ Tomar pílula durante a amamentação, pode?

Se fizermos isso e formos cuidados, poderemos viver mais e melhor. Os medicamentos possuem muitos efeitos secundários e os pacientes não se dão conta de quando seu uso representa uma piora.

Muitos continuam com o tratamento após essas manifestações por indicação do médico e temos idosos que tomam torno de cinco medicamentos por dia sem saber como essas substâncias interagem entre si. Algumas destas interferem no metabolismo de forma a causar danos que nem os próprios médicos conhecem.

A conferência abordou tema na 21ª edição da Conferência Mundial WONCA, dia 3 de novembro no Rio de Janeiro.

➤ Um AAS a cada 3 dias (para doenças cardiovaculares) evita danos ao estômago

Comentário Saúde com Ciência


Infelizmente, ainda são poucos os médicos que perguntam se o paciente usa outro medicamento antes de receitar um novo remédio. E a maioria avassaladora deles não explica que certos alimentos podem -- inclusive -- impedir a absorção do medicamento que ele está prescrevendo ou que o paciente faz uso contínuo. Esses avisos ficam por conta dos farmacêuticos, mas poucos deles fazem este alerta ao paciente, quando ele chega à farmácia.

➤ O horário certo para tomar remédios

Muitos deles até desejam realizar essa atitude, que está incluída na chamada "Atenção Farmacêutica", mas como a maioria dos pacientes está sempre com pressa e, em geral, apenas interessados nos descontos que a drogaria dará, fica difícil passar tais informações. Isso poderá ser mudado, obviamente, quando as pessoas se sentirem e forem vistas como "pacientes" e não apenas como "clientes" das farmácias e passarem a enxergar a farmácia como "unidade de saúde" (onde as pessoas podem se orientar com o farmacêutico -- e não com o balconista) e não apenas e tão somente como um local de comércio de medicamentos.



Entre as atividades da 21ª edição da Conferência Mundial WONCA de Médicos de Família e Comunidade, promovida pela Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC) no Rio de Janeiro entre os dias 2 e 6 de novembro, Peter Gotzche, diretor do Centro Cochrane Nórdico, apresentará a conferência “Por que tão poucos pacientes se beneficiam dos medicamentos que tomam e por que muitos são mortos por eles?”, com exposição de dados de pesquisa que aponta os medicamentos como a terceira principal causa de mortes, atrás apenas de doenças cardiovasculares e câncer.

➤ Qual a diferença entre medicamentos genéricos, similares, similares intercambiáveis e referência?

A 21ª edição da Conferência Mundial WONCA terá uma grade internacional com nomes de destaque da medicina de família e comunidade de países que são referência na especialidade, além de profissionais da saúde que atuam na área multidisciplinar. É a primeira vez que o evento será sediado no Brasil, com participação de palestrantes e congressistas de mais de 80 países para integração, troca de experiências e atualização de conhecimento técnico e científico. A grade preliminar pode ser acessada no site: http://www.wonca2016.com/index.php.

“As discussões do WONCA 2016 estão baseadas nos sistemas de saúde de países e cidades com condições socioeconômicas diferentes, mas que têm o mesmo objetivo: proporcionar o melhor acesso e qualidade de vida à população com o menor número de intervenções médicas desnecessárias possíveis”, ressalta Gustavo Gusso, presidente do WONCA 2016 e diretor científico da SBMFC.

. 21ª Conferência Mundial WONCA de Médicos de Família e Comunidade, de 2 a 6 de novembro de 2016, no Riocentro - Av. Salvador Allende, 6555 - Barra da Tijuca – Rio de Janeiro (RJ)
. Site: http://www.wonca2016.com.
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31.10.16

Da Anvisa: Verificação da Qualidade de Medicamentos

Programa de análise dos medicamentos divulga resultados do Programa Nacional de Verificação da Qualidade de Medicamentos

Todas as análises do Programa Nacional de Verificação da Qualidade de Medicamentos (Proveme) finalizadas neste segundo semestre de 2016 alcançaram, até o momento, resultados satisfatórios.

Da Anvisa: Verificação da Qualidade de Medicamentos
Para os próximos meses, a previsão é de que sejam realizadas análises laboratoriais em cerca de 100 diferentes amostras de medicamentos por mês. No caso de resultados insatisfatórios, o medicamento será prontamente interditado até que sejam realizadas análises de averiguação.

 O que é o Promeve (o faz o Promeve)?


O Proveme, coordenado pela ANVISA, avalia as características físicas e químicas de medicamentos genéricos, similares e de referência por meio dos laboratórios oficiais da Rede Nacional de Laboratórios de Vigilância Sanitária (RNLVISA).

Um acordo de Cooperação Técnica Internacional firmado entre a Anvisa e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), no último dia 20 de julho, definiu o escopo do Proveme. Pelos termos do acordo, com duração de 18 meses, serão analisadas 1.800 amostras de medicamentos.

Jornalismo de saúde no Brasil: tema de palestra na Anvisa

A parceria firmada entre a Anvisa e o PNUD para execução do Proveme envolve também as secretarias de Saúde, 13 laboratórios centrais de Saúde (Lacen), o Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS-Fiocruz) e coordenações estaduais e municipais de Vigilância Sanitária.

As coordenações de Visa realizam a coleta das amostras de medicamentos. Os medicamentos que serão avaliados no Proveme são os mais notificados por queixas técnicas e desvio de qualidade, os disponibilizados pelo programa Aqui Tem Farmácia Popular, os mais consumidos pela população brasileira, bem como aqueles presentes em outros programas do Ministério da Saúde.

A Anvisa instituiu o Proveme em 2001. Desde a sua criação, o Programa foi responsável pela análise de mais de três mil medicamentos e os resultados definiram diversas ações sanitárias, como a suspensão de venda e uso, alterações no registro, ações de inspeção, adoção de ações corretivas pelos fabricantes e instauração de processos administrativos sanitários.

Da Anvisa: quatro lotes de geleias proibidas pela agência


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11.10.16

Novos genéricos: ibuprofeno arginina, cabazitaxel e levetiracetam

Novos medicamentos genéricos chegam ao mercado...

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta segunda-feira (10/10), o registro de três novos medicamentos genéricos inéditos no Brasil.

Dessa forma, os pacientes que precisam desses medicamentos poderão encontrar uma nova opção no mercado -- inclusive para comparar o preço. Conheça os novos medicamentos genéricos:


Novos genéricos: ibuprofeno arginina, cabazitaxel e levetiracetam

Novos medicamentos genéricos ibuprofeno arginina, cabazitaxel e levetiracetam


Os três novos remédios genéricos foram aprovados...

1. CABAZITAXEL: para o tratamento de câncer de próstata,

2. IBUPROFENO ARGININA: para dores leves e moderadas,

3. LEVETIRACETAM: para tratar crises convulsiva.

Informações detalhadas sobre estes e novos remédios genéricos


1. O cabazitaxel, da Eurofarma, é genérico do genérico do Jevtana e a indicação é: tratamento de pacientes com câncer de próstata metastático hormônio-refratário, previamente tratados com um regime contendo docetaxel.

Forma farmacêutica: Solução injetável em associação com prednisona ou prednisolona

2. Ibuprofeno Arginina, da Zambon, genérico do Spidufen (receitado por muitos dentistas após tratamento de canal ou cirurgias dentárias). é indicado no alívio da dor leve ou moderada: cefaleias, nevralgias, dismenorreia, pós-cirúrgico dental e dores dentárias, musculares, traumáticas e artrite reumatoide. Febre e tratamento sintomático da gripe.

Forma farmacêutica: Comprimido ou granulado.

3. Levetiracetam, da UCB Biopharma, genérico do Keppra: indicado como monoterapia (não combinado com outros medicamentos antiepilépticos) para o tratamento de crises convulsivas parciais, com ou sem generalização secundária, em pacientes com 16 anos ou mais e diagnóstico recente de epilepsia.

Forma farmacêutica: Comprimido revestido ou solução oral

Vantagens da aprovação de novos genéricos


Na prática, quando um medicamento genérico inédito é aprovado, o medicamento de marca passa a ter um concorrente no mercado o que pela lei da oferta e da procura é melhor para o consumidor.

Pela lei, o remédio genérico já entra no mercado a um preço mais barato que o produto de marcar. Essa redução representa um desconto de pelo menos 35% em relação ao preço máximo da tabela da Anvisa.

Fonte: Anvisa
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1.9.16

Um AAS a cada 3 dias (para doenças cardiovaculares) evita danos ao estômago

É sabido por muitos, que tomar um AAS infantil (100 mg) é indicado para prevenir doenças cardiovasculares para prevenir infarto, acidente vascular cerebral (AVC / derrame) e doença vascular periférica.

No entanto, quem tem o estômago sensível sabe que, basta tomar um comprimido de AAS (também conhecido como aspirina), para o estômago começar a doer :-( , e eu me incluo nessa turma!

Um AAS a cada 3 dias (para doenças cardiovaculares) evita danos ao estômago
Um AAS a cada 3 dias (para doenças cardiovaculares) evita danos ao estômago

Até agora, a única solução para estes pacientes era usar o AAS tamponado -- uma forma de proteger o comprimido para que ele se desfaça apenas no intestino, poupando o estômago de irritações indesejáveis. O problema é que essa apresentação faz com que o medicamento encareça e muito, um problema para quem necessita tomar o remédio todos os dias.

Mas uma nova pesquisa (que já foi publicada no começo de agosto, mas só agora tive tempo de escrevê-la) mostra que tomar apenas um AAS a cada 3 dias é tão eficaz quanto tomá-lo diariamente, trazendo menos danos ao estômago.

Mas quem tem o estômago muuuito sensível pode sentir dores no estômago e azia mesmo se tomar aspirina a cada 3 dias. No entanto, essa notícia também é positiva para aqueles que usam a forma tamponada do medicamento, já que usando-o a de três em três dias o gasto com o remédio (sempre mais caro como dito acima) será expressivamente maior.

O estudo foi coordenado Gilberto De Nucci, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (FCM-Unicamp) e do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP).

NOTA: o princípio ativo ácido acetil salicílico recebe também a sigla de AAS, ou o nome aspirina. São todos sinônimos.

Espero que tenha gostado do artigo, recomendo a leitura do post "Aspirina em excesso e perda de visão".
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29.7.16

Medicamentos Alzheimer: LMTX, remédio promissor para o Alzheimer

Os medicamentos disponíveis atualmente para tratar o Alzheimer controlam os sintomas da doença, mas não combatem a deterioração do cérebro, característica que causa a demência.

Mas uma nova droga para tratar a doença está sendo considerada uma revolução entre os medicamentos Alzheimer.

A razão é que o declínio mental nos pacientes tratados com a droga LMTX foi interrompido pelos 18 meses em que o ensaio clínico -- liderado por Serge Gauthier, pesquisador na Universidade McGill, Canadá. Além disso, a redução das áreas-chave do cérebro comprometidas foi também abrandada.
Medicamentos Alzheimer: LMTX, remédio promissor para o Alzheimer
Medicamentos Alzheimer: LMTX, remédio promissor para o Alzheimer

Se tomado duas vezes ao dia, o medicamento LMTX, consegue atrasar a deterioração do cérebro relacionada com a doença de Alzheimer.

Esta é a primeira vez que um fármaco consegue reduzir a atrofia cerebral comum do Alzheimer.

Os indivíduos que apenas tomavam LMTX não sentiram qualquer diminuição das suas capacidades de memória ou racionalização, durante o ano e meio do ensaio clínico.

A conclusão que traz esperança às vítimas desta patologia foi, contudo, apenas registada em 15 dos 891 pacientes envolvidos no ensaio clínico - foram os participantes que não estavam a fazer mais nenhuma medicação para o combate à demência que conseguiram obter os bons resultados agora anunciados.

"Pela primeira vez, no nosso campo, um medicamento consegue reduzir o ritmo de atrofia cerebral (comprovado por ressonância magnética)", pontuou Gauther, na conferência da Associação Internacional de Alzheimer, em Toronto.

Resultados curiosos envolvendo o medicamento LMTX para Alzheimer


A fase III do estude envolveu 891 doentes com sintomas entre ligeiros e moderados. Durante 15 meses, o grupo maior de doentes fez uma terapia combinada com LMTX e outras drogas, já um outro grupo de apenas 15% dos doentes fez uma terapia só com a nova droga e um terceiro grupo tomou um placebo.

A droga só mostrou os efeitos positivos descritos por Claude Wishik (da Universidade de Aberdeen, na Escócia, e cofundador da farmacêutica TauRx, que desenvolveu a LMTX) no grupo de 15% dos doentes que foram exclusivamente tratados com a nova droga. Em todos os outros a doença progrediu sem retardamento visível dos sintomas.

Gostou do artigo? Complemente sua leitura com o texto "Deficiência cognitiva suave pode ser primeiro sintoma de Alzheimer".

Fonte: The Telegraph.

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18.6.16

Interações medicamentosas com alimentos e com medicamentos

Interações medicamentosas sempre representaram um verdadeiro fascínio para mim, desde a época de faculdade de Farmácia&Bioquímica. Entender como as interações se dão quimicamente e o que isso pode provocar em um organismo sempre foi objeto de extrema curiosidade em mim.

Mas além do fascínio, o tema sempre me preocupou pessoalmente, tanto como profissional de saúde quanto como ser humano, que se vê indignada com a falta de orientações fornecidas por alguns médicos (note que eu não generalizei) e até por farmacêuticos que ao invés de "dispensar" o medicamento (fornecendo todas as informações cabíveis), apenas "vendem" os medicamentos.
Interações medicamentosas com medicamentos
Interações de medicamentos

Vamos ao texto, propriamente dito...

As interações medicamentosas ocorrem quando as substâncias encontradas nos medicamentos interagem de alguma forma com outro medicamento, com álcool ou com os alimentos.

Algumas interações prejudicam a absorção do fármaco pelo organismo, outras interferem na ação do mesmo no organismo. Conheça algumas dessas interações medicamentosas.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS COM ALIMENTOS E MEDICAMENTOS


1. interação medicamentosa de Anticoncepcional + antibiótico


Há mais de duas décadas, estudos mostraram que alguns tipos de antibióticos, como rifampicina, cefalosporina, penicilina e metronidazol, podem interferir na ação das pílulas anticoncepcionais no organismo, levando a uma gravidez indesejada.

Pesquisas recentes não validaram o resultado, mas também não conseguiram provar o oposto. "Não se sabe por qual mecanismo, mas os antibióticos alteram a eficácia de anticoncepcionais em um pequeno número de mulheres. Quem seriam essas pacientes e a dose que pode causar interação ainda não podemos estimar", explica o ginecologista Inácio Teruo, professor da Universidade Estadual de Londrina (PR). Ou seja, melhor prevenir em dose dupla!

Quem toma pílula e recebe a prescrição de um antibiótico deve procurar outro método contraceptivo complementar durante o tratamento e ainda por uma semana após o término. Como os ativos de antibióticos estão presentes em vários medicamentos (inclusive alguns usados para tratamentos de pele, como os com tetralysal), o ideal é perguntar ao médico sobre o risco de interações.

Acréscimo Saúde com Ciência: É sabido que alguns laxantes naturais também interferem na absorção de anticoncepcionais como sene e cáscara sagrada.

2. Interação medicamentosa entre álcool + vitamina


O álcool é uma substância hepatotóxica. O problema é que as bebidas fazem com que o órgão fique confuso, o que pode comprometer a absorção de outras substâncias que estejam no organismo ao mesmo tempo, como os complexos vitamínicos.

"Vitaminas em geral são seguras nas doses recomendadas, mas o álcool pode acelerar a velocidade com que são metabolizadas no nosso organismo, reduzindo a sua eficácia", explica o farmacêutico Maurício Pupo, diretor do Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento do Instituto Maurício Pupo de Educação e Pesquisa (Ipupo), em São Paulo. Ou seja, se você quer ficar saudável, o primeiro passo é enxugar um copo... de suco!

Acréscimo Saúde com Ciência: O álcool não interage apenas com vitaminas, mas com muitos outros medicamentos também. Ele pode potencializar a ação de um medicamento, sua própria ação também pode ser aumentada e a toxicidade também.

3. Interação medicamentosa entre antiácido + medicamentos


Feito para ajudar na digestão, o antiácido aumenta o pH gástrico (que normalmente é bem ácido = 2), alterando a dissolução da comida e de outros medicamentos. "Quando isso acontece, a absorção de alguns fármacos, como uma simples aspirina, é aumentada bruscamente, causando intoxicações ou reações adversas.

O contrário também pode acontecer e o medicamento perder completamente a sua função, já que ele foi feito para ser absorvido em um pH específico", alerta o clínico-geral Julio César de Oliveira, da Universidade Federal de Mato Grosso. Os antiácidos ainda diminuem o pH da urina, afetando a eliminação de toxinas. Para reduzir o efeito, respeite o intervalo de três horas entre a ingestão do antiácido e outro remédio.

4. Interação medicamentosa entre energético + Café


Quando você precisa trabalhar até tarde, um café ou um energético podem dar um gás extra. Se você resolver tomar os dois em um intervalo menor que três horas, porém, o tiro acaba saindo pela culatra: você não vai conseguir desligar a bateria nem quando terminar as tarefas. Isso porque as duas bebidas contêm cafeína, um estimulante. "Os sintomas mais comuns do excesso dele no organismo são insônia, agitação, tremedeira, taquicardia, náusea e dilatação de pupilas", diz Goldspan.




Muitas vezes os energéticos trazem também açúcar e ervas (como o guaraná), substâncias que agitam o organismo. Em geral, uma xícara de café (que contém em média entre 65 e 120 miligramas de cafeína) e uma latinha de energético (de 50 a 145 miligramas) já podem causar incômodo. Se acontecer, beba muita água e coma uma proteína leve. O efeito deve passar em torno de duas horas.

5. Interação medicamentosa entre antibióticos + leite ou outros alimentos

(tópico acrescido por Saúde com Ciência)

Alguns antibióticos interagem com leite e outros alimentos, o que retarda sua absorção. O exemplo clássico é a tetraciclina, cuja absorção é muito afetada por alimentos. Deve ser administrada longe das refeições e sempre com água.

Contudo, há exemplos de antimicrobianos que têm a absorção aumentada com alimentos. Exemplo: ácido fusídico.

Comentário Saúde com Ciência: Além dos exemplos citados acima, há muitas outras interações medicamentosas, muitas delas estão explícitas nas bulas. Quando se consultar com um médico, se ele não falar, pergunte se deve tomar ou não próximo às refeições e com água ou leite.

Caso não lembre de perguntar ao médico, pergunte ao farmacêutico (não ao balconista) da drogaria onde for comprar os medicamentos. Renata Fraia, Farmacêutica Fontes: MdeMulher | Saúde com Ciência (Renata Fraia)

Complemente sua leitura com o artigo: "Abuso de antibióticos leva ao aparecimento de superbactérias".
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14.3.16

Liraglutida novo remédio para emagrecer liberado pela Anvisa

Liraglutida (sob nome comercial Saxenda) é aprovada como tratamento auxiliar para o controle do peso em adultos

A Anvisa aprovou o registro do medicamento Saxenda (liraglutida) para controle crônico de peso, em associação a uma dieta baixa em calorias e aumento de exercício físico. O registro foi publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira (29).

Liraglutida novo remédio para emagrecer liberado pela Anvisa
Liraglutida novo remédio para emagrecer liberado pela Anvisa

A indicação de uso da formulação é para adultos com Índice de Massa Corporal (IMC) de:

- 30kg/m² ou maior (obeso) ou;
- 27kg/m² ou maior (sobrepeso) na presença de pelo menos uma comorbidade relacionada ao peso, como disglicemia (pré-diabetes e diabetes mellitus tipo 2), hipertensão arterial, dislipidemia ou apneia obstrutiva do sono.

A liraglutida é um agonista do receptor do peptídeo semelhante ao glucagon 1 humano acilado (GLP-1). O GLP-1 é um regulador fisiológico do apetite e da ingestão de calorias e o seu receptor (GLP-1R) está presente em várias regiões do cérebro envolvidas com a regulação do apetite.

A Agência esclarece que a segurança do produto continuará sendo monitorada com estudos pós-comercialização, que estão em andamento.

A indústria farmacêutica Novo Nordisk registrou a patente da liraglutida com o nome comercial de Saxenda. Pergunte sobre este novo remédio para emagrecer para o seu médico e se você pode usá-lo.




Saiba mais sobre a liraglutida


A liraglutida já era comercializada com o nome de Victoza, mas apenas para controle da diabetes tipo 2.

► Leia também: Victoza: efeitos colaterais da liraglutida


Liraglutida bula


Clique para ver a bula do liraglutida

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9.1.16

Registro de medicamentos: Recorde na Anvisa em 2015

Anvisa bate recorde de registro de medicamentos

Registro de medicamentos: Recorde na Anvisa em 2015
Registro de medicamentos: Recorde na Anvisa em 2015

O registro de genéricos também bateu recorde no ano passado, com a aprovação de 342 produtos, o dobro em relação a 2014.

Além disso, houve a concessão de licença para a comercialização de medicamentos que modificaram positivamente a terapia da hepatite C, o registro dos primeiros produtos biossimilares e da primeira vacina contra a dengue.

Os resultados alcançados refletem as ações de governança e de gestão, alinhadas a mudança de processos e ao empenho dos servidores.






Veja os gráficos com o aumento de registro de medicamentos


Registro de medicamentos: Recorde na Anvisa em 2015
Registro de medicamentos: Recorde na Anvisa em 2015




Registro de medicamentos: Recorde na Anvisa em 2015
Registro de medicamentos: Recorde na Anvisa em 2015
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6.1.16

Inlyta (axitinibe): novo remédio para câncer nos rins

Inlyta (axitinibe) da Pfizer, é o novo medicamento da Pfizer para tratamento de câncer renal aprovado pela Anvisa

São Paulo — A Pfizer acaba de anunciar a aprovação do medicamento Inlyta (axitinibe) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A terapia, indicada para o tratamento de pacientes com carcinoma de células renais avançado (RCC, sigla em inglês para renal cell carcinoma), um tipo avançado de câncer de rim, está aprovada desde 2012 pelo Food and Drug Administration (FDA).

► Leia também: Verba para "pílula do câncer" é liberada por Ministério

Axitinibe é uma terapia oral e estudos clínicos realizados com o medicamento apresentaram resultados sólidos de superioridade em relação à terapia-padrão utilizada no estudo pivotal, o que o coloca como uma das principais opções de tratamento para os pacientes que não respondem mais a uma primeira linha de tratamento do câncer de rim metastático.

O medicamento inibe o crescimento de novos vasos sanguíneos que aumentam o tumor e favorecem a progressão.

"Novos medicamentos têm mudado a história do tratamento do câncer de rim. Antes, esta era uma doença praticamente sem opções terapêuticas. Hoje, o câncer de rim já pode ser considerado tratável, por meio de medicamentos que aumentam a sobrevida e melhoram a qualidade de vida", afirma Eurico Correia, diretor médico da Pfizer Brasil. 

Inlyta (axitinibe): novo remédio para câncer nos rins
Inlyta (axitinibe): novo remédio para câncer nos rins

A chegada do medicamento Inlyta ao mercado complementa o portfólio da Pfizer no Brasil para o tratamento de câncer renal, que já possui Sutent, desde 2006, e Torisel, desde 2010. Ambos os medicamentos pertencem à classe das terapias-alvo, que agem impedindo a multiplicação das células tumorais.

A Pfizer reafirma a importância de tratamentos inovadores que visam melhorar a vida de pessoas em todo o mundo. A companhia investe por ano aproximadamente US$ 7 bilhões em novos medicamentos, em áreas prioritárias como oncologia, neurociências, vacinas, inflamação, imunologia, além de doenças cardiometabólicas e genéticas.





O câncer de rim do tipo carcinoma —Tipo mais comum de câncer renal, o RCC avançado esteve historicamente entre os tumores mais resistentes ao tratamento. Dados do Globocan, um projeto da Organização Mundial da Saúde, apontam que, em 2012, 6.255 pessoas receberam o diagnóstico de câncer de rim no Brasil, sendo 3.761 homens e 2.494 mulheres.

► Leia também: Tomossíntese detecta câncer de pulmão, além do câncer de mama, diz estudo.

O câncer renal está entre os 10 tipos de tumores mais comuns em homens e mulheres. No geral, o risco de desenvolver a doença é cerca de 1 em 63 (1,6%). Esse risco é maior em homens do que em mulheres. | PR Newswire.
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21.10.15

Lei da Rastreabilidade de medicamentos: o que mudará com a nova norma

A lei da rastreabilidade de medicamentos – que determina que todo e qualquer medicamento seja rastreado, desde sua fabricação até chegar ao paciente - é antiga, de 2009, mas a obrigatoriedade para seu cumprimento foi adiada por diversas vezes, sobretudo pela complexidade de adaptação no processo produtivo.

Lei da Rastreabilidade de medicamentos: o que mudará com a nova norma
Lei da Rastreabilidade de medicamentos: o que muda

Dessa vez há um novo prazo, que, segundo a Anvisa, deverá ser finalmente cumprido. A lei da rastreabilidade de medicamento preconiza que toda a cadeia do setor farmacêutico tem até dezembro de 2016 para se adequar à regulamentação da Anvisa, que vai impactar fabricantes, distribuidores, hospitais, laboratórios, grandes redes varejistas e pequenas farmácias. Mas o que essas empresas precisam fazer para estar dentro da lei? E para os pacientes e mercado em geral, quais os benefícios? O que é Identificador Único de Medicamento – IUM?

Para facilitar o entendimento sobre a lei da rastreabilidade de medicamentos, impactos para as empresas e benefícios para o consumidor, preparamos um guia prático com os principais pontos que devem ser analisados:

1. O que é a Lei da Rastreabilidade de medicamentos?


Atualmente, todas as caixas de medicamentos vêm com o código de barras impresso no lado externo da embalagem, além de informações sobre o número do lote, a data de fabricação e validade. Pela nova lei da Anvisa, tanto a embalagem primária — que está em contato direto com o produto quanto a secundária — designada para conter uma ou mais embalagens primárias - devem armazenar todas as informações referentes à fabricação: número serial, validade e lote, denominado de Identificador Único de Medicamento – IUM. Além disso, cada nova etapa no percurso até o medicamento chegar ao paciente - ou seja, distribuição, transporte, etc, – deverá ser rastreada.

A lei da rastreabilidade de medicamentos vem justamente ao encontro desse desafio. Mas como inserir tantos dados e informações em uma superfície tão pequena? A pergunta nos leva ao segundo item: o código de barras bidimensional.


Leia também: O horário certo para tomar remédios.

2. Código bidimensional a favor da lei de Rastreabilidade de medicamentos


O código bidimensional é diferente do código de barras tradicional com o qual estamos acostumados, encontrado em cobranças bancárias, produtos de supermercado, etc. No código de barras bidimensional, a grande vantagem é justamente a maior capacidade de armazenamento de dados.

Os códigos bidimensionais permitem codificar informações em espaços muito menores que os códigos tradicionais e agregar informações adicionais. Por isso, ele é a resposta para os segmentos farmacêutico e hospitalar, já que permite a identificação de itens tão pequenos quanto uma ampola ou um comprimido, garantindo a rastreabilidade dos medicamentos.

É como se cada unidade do medicamento tivesse seu próprio CPF, um número de identificação próprio. No caso desta nova regulamentação, data de fabricação, número serial, lote e validade estarão contidos no código bidimensional da embalagem secundária.


Lei da Rastreabilidade de medicamentos: o que mudará com a nova norma


3. Que tipo de empresa será impactada pela lei da rastreabilidade de medicamentos? 


A regulamentação da Anvisa vai impactar toda a cadeia farmacêutica: fabricantes, distribuidores, hospitais, laboratórios, grandes redes varejistas e até pequenas farmácias. A maior complexidade de adaptação e investimento será no processo produtivo, ou seja, nos fabricantes, pois são eles que terão que incluir todas as informações no produto com o código bidimensional. Os outros pontos da cadeia – distribuidores, hospitais, laboratórios e farmácias – também terão que se adaptar sendo capazes de fazer a leitura dos dados contidos em cada unidade do medicamento.


Leia também: Interações medicamentosas com alimentos e com medicamentos.

4. Quais as vantagens da Lei de Rastreabilidade de medicamentos para o paciente? 


A resposta é segurança! Quem nunca ouviu falar das pílulas contraceptivas de farinha ou dos lotes de medicamentos em que substâncias químicas foram inseridas nos comprimidos? A rastreabilidade existe exatamente para isso. Ao rastrear a origem, o destino e o trajeto dos medicamentos, ela auxilia a inibir o comércio de medicamentos falsos. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), enquanto a média mundial de remédios falsificados é de 10%, no Brasil esse número chega a 19%.

5. Quais as vantagens da Lei de Rastreabilidade para o setor farmacêutico? 


A lei da rastreabilidade facilitará a identificação de medicamentos roubados uma vez que forem encontrados pela fiscalização. Outra possibilidade é a maior facilidade de fazer um recall nas farmácias mediante um problema nos lotes de medicamentos. Após a fase de adaptação, estamos convictos de que a lei da rastreabilidade de medicamentos, pioneira no Brasil, será extremamente benéfica tanto para as empresas como para os pacientes. 2016 está aí. É esperar para ver!

Leia também: Qual a diferença entre medicamentos genéricos, similares, similares intercambiáveis e referência.

Fonte: Fabio Lopez - diretor de vendas da Datalogic ADC para Brasil e Sul da América Latina

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9.10.15

O horário certo para tomar remédios

As palavras cronofarmacologia, ciclo circadiano e relógio biológico são estranhas para você? Elas fazem parte de um novo ramo da farmácia denominado Cronofarmacologia. Veja o contexto em que essas palavras aparecem juntas abaixo:

"O sucesso de um tratamento depende do horário certo em que o paciente toma um remédio". 

É o que defende a cronofarmacologia, ramo da ciência que estuda justamente qual é o melhor momento do dia para um paciente tomar cada medicamento.

O horário certo para tomar remédios
O horário certo para tomar remédios

- Vários estudos mostram que, se tomados na hora certa, alguns remédios vão ser potencializados, enquanto os efeitos colaterais serão menores.

Essa é a opinião de Regina Pekelmann Markus, professora do Laboratório de Cronofarmacologia do Instituto de Biociências da USP (Universidade de São Paulo).

Ela defende mais atenção aos horários porque as atividades do organismo variam ao longo do dia, de acordo com o chamado ciclo circadiano, também conhecido como relógio biológico.

Esse ritmo orgânico, por sua vez, é orquestrado pelo hormônio melatonina, essencial para regular o sono e produzido exclusivamente à noite, na ausência de luz. Em outras palavras, o corpo usa a variação entre o dia e a noite para ajustar o seu próprio relógio biológico.

É o ciclo circadiano que determina, por exemplo, que a pressão arterial atinja seu pico e a frequência cardíaca aumente um pouco antes do despertar: tudo isso porque ocorrem descargas dos hormônios adrenalina e cortisol nesse horário, ajudando o corpo a se preparar para ficar alerta. Assim, o melhor horário para tomar remédios contra hipertensão é pouco antes de dormir.

No Brasil, a cronofarmacologia tem sido pesquisada há cerca de dez anos e o CFF (Conselho Federal de Farmácia) está fazendo um levantamento sobre os estudos nacionais ligados ao tema. Alguns remédios já começaram a trazer na bula, inclusive, indicações precisas sobre o horário adequado de administração, prática consolidada nos Estados Unidos."

Fonte: R7:

Leia mais sobre cronofarmacologia no site do CFF (Conselho Federal de Farmácia)
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9.9.15

Pílula para não ficar bêbado

Cientistas estão desenvolvendo uma pílula para "ficar sóbrio" ou pílula para não ficar bêbado. A pílula que permite que você beba o quanto quiser, limitando os efeitos do álcool sobre o cérebro, sobretudo sobre as células gliais.

Pílula para não ficar bêbado
Pílula para não ficar bêbado

Como foi o estudo que comprovou a eficácia com a pílula para não ficar bêbado em ratos


Nos testes, os ratos que receberam a droga nem sequer mostraram sinais de que se embriagaram, apesar de terem tomado álcool suficiente para fazê-los tropeçar e cair. A pesquisa abre caminho para um comprimido que impede as pessoas de embaraçarem a si mesmas nas noites de bebedeira. Chega de vergonha.

Além de tudo, os estudos poderiam ajudar a explicar por que alguns consumidores começam a enrolar suas palavras e perder suas inibições depois de apenas um copo de vinho, enquanto outros podem tomar copos atrás de copos com poucos efeitos adversos.

Como foi o estudo com a pílula para não ficar bêbado


Os cientistas que realizaram a investigação focaram sobre como o álcool afeta as células gliais, que compõem 90% do cérebro.Elas desempenham um papel crucial no sistema imunológico, ajudando a combater infecções como meningite.

No experimento, fechar esta resposta imune produziu um efeito notável – impediu os ratos que receberam álcool de ficarem bêbados.

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E não foram só os reflexos dos animais que se mantiveram bons. Eles também descobriram que o equilíbrio e o caminhar dos ratos que tomaram o remédio ficaram muito melhores do que aqueles cujas células do sistema imunológico foram autorizadas a funcionar normalmente.

Quando um rato fica bêbado, é bastante semelhante a um ser humano bêbado – ele não pode trabalhar a sua coordenação motora corretamente. Se essas células param, os animais não ficam trançando as pernas.

Quando as pílulas para ficar sóbrio começarem a ser vendidas, vai ter fila especial para bêbados na farmácia. Fonte: Telegraph

IMPORTANTE!

O Saúde com Ciência não faz nenhum tipo de apologia a drogas, inclusive ao álcool. Ou seja, o Saúde com Ciência não incentiva o uso de substâncias que podem prejudicar a saúde. No entanto, a pílula para não ficar bêbado pode ajudar quem precisa abandonar o vício alcoólico e quem consome bebida alcoólica eventualmente em confraternizações.



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24.7.14

Lista dos remédios que ficaram mais baratos

A lista dos lista dos remédios que ficaram mais baratos inclui 1.645 remédios, sendo que deste todo 174 remédios foram incluídos recentemente.

Nesta semana, a Anvisa reduziu o preço máximo de mais 174 medicamentos. A isenção de PIS/Cofins diminui preços em 12%, em média.

Os medicamentos ficaram mais baratos nas farmácias devido a retirada dos impostos. Foram incluídos, por exemplo, remédios para prevenção de AVC e infarto, para disfunção erétil, tratamento de depressão, indução de ovulação, vacina contra gripe e anti-inflamatórios.

Já a "lista positiva de medicamentos", que isenta de PIS/Confins algumas substâncias, foi criada em 2001 e desde então é atualizada periodicamente com os que recebem isenção de tributos. A última atualização foi feita em 2007. Essa lista representa 75,4% dos medicamentos comercializados em todo o país, de acordo com o Ministério da Saúde.

lista positiva de medicamentos

As listas dos remédios mais baratos:

Lista dos remédios que ficaram mais baratos: os 174 medicamentos incluídos.
Lista com os 1645 medicamentos.


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23.7.14

Cápsulas de óleo contra TPM

Há algum tempo os médicos ginecologistas prescrevem medicamentos a base de ácidos graxos para tratar os sintomas da TPM, como o óleo de prímula ou o óleo de borago (ou borragem), cujo nome comercial mais conhecido é o Gamaline V.

Porém, embora muitas mulheres notassem melhora dos sintomas da TPM, não havia comprovação científica para tal ação dos ácidos graxos, ou seja, que as cápsulas de óleo contra TPM funcionassem de fato.

Um estudo feito por pesquisadores da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) e publicado no "Reproductive Health", descobriu que cápsulas de ácidos graxos essenciais (contidos no Gamaline V) podem diminuir sintomas da TPM como cefaleia (dor de cabeça), dor no seio, inchaço e irritabilidade.

Como foi o estudo com os ácidos graxos (óleos) contra TPM


Participaram da pesquisa 120 mulheres de 16 a 49 anos que, durante seis meses, tomaram pílulas de 1 g ou 2 g de ácidos graxos (como óleo linoleico, ácido oleico e outros ácidos graxos poli-insaturados) ou placebo, com óleo mineral.

Nesse período, elas tomaram as pílulas por 15 dias a partir da metade do ciclo e preenchiam, diariamente, uma lista com sintomas, aos quais atribuíam notas.

As notas foram comparadas após três meses e, depois, após seis meses do início do teste. Quem tomou a pílula de ácidos graxos teve uma redução nos sintomas físicos e emocionais da TPM.

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Os valores foram comparados a uma nota padrão (99). No grupo que tomou a cápsula de 1 g, as notas atribuídas à gravidade dos sintomas foram 58 no terceiro mês e 35 no sexto mês.

O grupo de 2 g relatou melhora ainda mais expressiva.

Segundo Edilberto Rocha, ginecologista do Hospital das Clínicas da UFPE e um dos autores da pesquisa, os ácidos graxos levam à formação do mediador químico prostaglandina E1.

Este, por sua vez, regula a ação do hormônio prolactina, um dos responsáveis pelos sintomas da TPM.

Cápsulas de óleo contra TPM
cápsulas de óleo (ácidos graxos)

Ressalvas sobre o estudo das cápsulas de óleo contra TPM


Carlos Alberto Petta, professor de ginecologia da Unicamp, afirma que esse é um dos primeiros estudos sérios a respeito da ação dos ácidos graxos na TPM.

"A pesquisa traz uma nova luz a respeito de complementos alimentares que podem resolver os sintomas, ajudar a diminuí-los ou interagir com outros medicamentos."

Mas Petta afirma que faltam trabalhos para medir efeitos a longo prazo.

"Apesar dos méritos do estudo, não acredito que o tratamento possa ser colocado na prática imediatamente e trocar os tratamentos convencionais eficazes", afirmou César Eduardo Fernandes, presidente da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo.

As cápsulas de ácido graxo são vendidas em farmácias, como o Gamaline V, por exemplo. No entanto, os especialistas alertam para a necessidade da consulta médica antes de tomá-las e lembram que o alívio não é imediato.

Importante: O alívio dos sintomas da TPM começa a aparecer entre 3 e 6 meses de tratamento.

Efeitos colaterais do Gamaline V

Algumas mulheres podem apresentar quadro de hipotensão (pressão baixa) durante o tratamento com Gamaline V.

Fontes: Reproductive Health e Farmacêutica Renata Fraia
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23.5.14

Scio: Sensor de componentes químicos de alimentos e medicamentos

Scio, é o nome de um novo aparelho que deverá agradar as pessoas que fazem dieta (de emagrecimento, colesterol, diabetes, etc.). Com ele é possível obter informações nutricionais de frutas, molhos e queijos e reconhecer substâncias de medicamentos.

E, no futuro, segundo a empresa, o dispositivo poderá auxiliar a conhecer mais sobre cosméticos, roupas, couro, borracha, plástico e até pedras preciosas. O conteúdo é apresentado na tela do smartphone.
Scio - divulgação

O Scio é quase mágico, pois permite às pessoas obter informações relevantes e de instantaneamente sobre alimentos, remédios e plantas medicinais, entre outros alvos.

+ aplicativos de saúde.

Trata-se de um pequeno espectrômetro que mostra detalhes sobre a composição química de qualquer coisa, segundo os desenvolvedores, de Tel Aviv, em Israel.

De acordo com o site Springwise, os interessados podem pré-encomendar o produto por US$ 199, equivalente a R$ 441,38. O site informa que a empresa se compromete a entregar até 15 de junho.

Para alavancar o negócio, os empreendedores Dror Sharon e Damian Goldring – que fundaram a Consumer Physics em 2011 – buscam dinheiro por meio do site de financiamento coletivo Kickstarter.

+ nutrição.

A campanha ainda tem mais de 20 dias para acabar e até agora o resultado foi surpreendente. O objetivo inicial era levantar US$ 200 mil e os mais de 8,6 mil apoiadores já aportaram mais de US$ 1,8 milhão, algo perto de R$ 4 milhões. [Fontes: Estadão e Springwise].


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