19.12.16

Regras para vender (e comprar) remédios para emagrecer

RDC reúne regras para venda dos anorexígenos. Resolução traz as Doses Diárias Recomendadas e quantidade máxima de sibutramina por receita...

A Anvisa publicou hoje a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 133/2016 que trata da venda (dispensação) dos medicamentos à base de anfepramona, femproporex, mazindol e sibutramina.

A RDC 133/2016 reúne regras que estavam dispersas em outras normas da Anvisa que tratam de anorexígenos do tipo anfetamínico (anfepramona, mazindol, femproporex e fentermina) e sibutramina, como a RDC 50/2014 e a RDC 58/2007.

Regras para vender (e comprar) remédios para emagrecer
Regras para vender (e comprar) remédios para emagrecer

O artigo 9º da RDC 50/2014 não foi alterado, logo, permanece vedada a manipulação de fórmulas que contenham as substâncias anfepramona, femproporex e mazindol, com exceção daquelas presentes em medicamentos registrados com prova de eficácia e segurança nos termos do art. 2° desta Resolução.

Atualmente não há registro de nenhum medicamento à base de tais substâncias no Brasil. Desta forma, a comercialização de medicamentos ou fórmulas medicamentosas à base destas não pode ser realizada.

Dose prescrita na receita para período determinado


No caso da sibutramina, a RDC 133/2016 consolida a determinação da Anvisa em relação à quantidade de medicamento que poderá constar em cada notificação de receita apresentada pelo paciente. A quantidade de medicamento máxima por receituário deve ser igual a 60 (sessenta) dias de tratamento.

Pela redação da RDC 133/2016 ficam consolidadas as Doses Diárias Recomendadas (DDR) para as quatro substâncias.

Doses diárias para os remédios para emagrecer com venda controlada


  1. Femproporex, 50,0 mg/dia;
  2. Fentermina, 60,0 mg/ dia;
  3. Anfepramona, 120,0 mg/dia;
  4. Mazindol, 3,0 mg/dia, e
  5. Sibutramina, 15 mg/dia

➤ Leia também: Remédio para emagrecer sem efeito colateral

Controle especial dos medicamentos para emagrecer


Outro ponto importante da RDC 133/2016 é que o monitoramento de todo e qualquer evento adverso relacionado ao uso de medicamento que contenha as substâncias tratadas nesta RDC será realizado por meio do Sistema Nacional de Notificações para a Vigilância Sanitária (Notivisa) disponível no sítio eletrônico da Anvisa.

Histórico

No dia 26 de setembro de 2014 foi publicado no Diário Oficial da União a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 50/2014. A norma traz o novo regulamento técnico referente a anorexígenos no País e normatiza o assunto após a publicação do Decreto Legislativo 273/2014, aprovado pelo Congresso Nacional em setembro daquele mesmo ano. O Decreto invalida a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 52/2011, publicada pela Agência em outubro de 2011.

Leia também - Do R7Médicos defendem a volta de remédios inibidores de apetite: “Proibição piora vida de obesos”.

Fonte: Anvisa
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6.2.15

Remédio para emagrecer sem efeito colateral

Remédios para emagrecer que não causam eleitos colaterais não existem? Parece que não é bem assim...

...Remédio de emagrecimento OAP- 189 (sem nome comercial ainda) sem efeito colateral pode ser vendida em 2016

A droga, que trabalha imitando o hormônio oxintomodulina (hormônio da saciedade), também poderá ser usada por pessoas que fizeram cirurgia de redução de estômago.

​O remédio com que sonha todo mundo que deseja perder alguns quilos pode estar prestes a chegar ao mercado: um pesquisador inglês desenvolveu uma pílula emagrecedora que praticamente não tem efeitos colaterais — em alguns casos, ele poderia causar náuseas. A droga, que imita o efeito do hormônio relacionado à saciedade, foi comprada por um gigante da indústria farmacêutica e pode estar disponível em três anos.

O inventor do novo medicamento, OAP-189, é Stephen Bloom, especialista em obesidade e professor do Imperial College London. Ele diz que a droga, que trabalha imitando o hormônio oxintomodulina, também poderá ser usada por pessoas que fizeram cirurgia de redução de estômago. Mas o principal objetivo é evitar que a operação seja necessária.

foto ilustrativa, não representa o remédio
— Pensei que poderíamos imitar a dramática perda de peso da cirurgia de redução de estômago do peso eliminando a fome. Sem ela, a comida não é atraente — contou Bloom ao jornal inglês “Daily Mail”.

Ele começou aplicando três doses do hormônio diariamente a voluntários com sobrepeso e obesos, que perderam em média 2 quilos e meio em quatro semanas. Depois, reformulou a dose e transformou-na OAP-189, que pode ser dada ao paciente diaria ou semanalmente. A invenção foi comprada pela Pfizer, e, agora, está nos estágios iniciais dos testes em humanos.

A princípio, os efeitos colaterais se limitariam à náusea, mas o remédio para emagrecimento OAP-189 terá que passar por mais uma extensiva bateria de testes até chegar ao mercado, o que deverá levar entre cinco e sete anos.

Inicialmente, é possível que ela seja prescrita apenas para diabéticos, mas, depois, deverá chegar às farmácias. Texto: O Globo Fonte: IDVF

Veja a página especial sobre dietas.
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1.8.12

Vacina para emagrecer: JH17 e JH18, à base de somatostatina

Uma das maiores preocupações da humanidade é emagrecer e/ou manter o peso. Sabendo disso não param de surgir novos medicamentos para emagrecer (veja alguns) e novos estudos na área.

Estão para serem lançadas no mercado duas vacinas para emagrecer, ou seja vacinas eficazes para perder peso. As substâncias ainda estão sendo testadas, mas prometem ser grandes aliadas na luta contra a obesidade.


As vacinas JH17 e JH18 para emagrecer tem como base a somatostatina, um hormônio peptídico que inibe a ação do hormônio de crescimento e do fator de crescimento ligado à insulina. Eles têm como característica a aceleração do metabolismo e, consequentemente, a perda de peso.

A vacina produzida com somatostatina modificada leva o corpo a produzir anticorpos contra o a própria somatostatina; eliminando este bloqueio sem interferir nos hormônios de crescimento e ativando o gasto de energia e a perda de peso.

A substância está sendo testada em ratos, e os resultados já apresentaram redução de 10% no percentual de gordura do corpo do animal apenas quatro dias após a aplicação da vacina para emagrecer.

Se os resultados continuarem positivos e for confirmado que a substância não prejudica em nada o sistema hormonal, a luta contra a obesidade deve ganhar uma forte aliada muito em breve.
Fonte: Genius Beauty
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21.7.12

Qsymia: remédio para emagrecer recém-lançado

Um novo remédio para emagrecer acaba de ser aprovado nos EUA. A droga contra a obesidade, o remédio Qsymia, antiga Qnexa, da Vivus.

O novo medicamento é uma combinação de dois outros medicamentos no mercado, a “fentermina”, um derivado da anfetamina que reduz o apetite, e o “topiramato”, um antiepiléptico usado para tratar convulsões, que não deve ser tomado por grávidas porque pode causar malformações do feto.



Justamente por conta do risco de defeitos de nascimento, assim como elevada frequência cardíaca, a Food and Drug Administration (FDA, Administração de Alimentos e Drogas dos EUA) demorou três meses para revisar o plano da Vivus e liberar a droga.

Já a fentermina teve seu uso proibido no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em outubro de 2011, e o topiramato (ou topiramento) é aprovado para uso no Brasil, indicado para casos de enxaqueca e convulsões.

O problema obesidade
Depois de 13 anos sem aprovar nenhum medicamento para emagrecer por causa dos riscos que eles traziam à saúde, finalmente o FDA aprovou não só um, mas dois remédios. Além do Qsymia, mês passado o Belviq, da Arena Pharmaceuticals, foi aprovado para comercialização.

No entanto, especialistas acreditam que o medicamento Qsymia venderá melhor, pois é mais eficaz: em testes clínicos, a pílula ajudou pacientes a perderem até 10% do seu peso após um ano de tratamento, em comparação com a média de perda de peso de 5% no mesmo período nos testes com Belviq.

Em maiores detalhes, os pacientes que receberam a dose recomendada de 7,5 miligramas de fentermina e 46 de topiramato perderam, em média, 6,7% do seu peso. Os que receberam uma dose mais elevada, de 15 miligramas de fentermina e de 92 de topiramato, perderam, em média, 8,9% do seu peso total.

Orexigen Therapeutics é outra empresa que também está esperando aprovação para lançar sua droga contra a obesidade, mas o FDA a obrigou a conduzir um estudo de segurança para verificar riscos de condições cardíacas primeiro.

Por enquanto, os efeitos secundários mais comuns do Qsymia são formigamento das mãos e pés (parestesia), tonturas, sensação de sabor alterado, insônia, constipação e boca seca. Porém, a Vivus também terá de realizar um estudo de longo
prazo para provar que o medicamento não provoca ataques cardíacos ou derrames.

De acordo com o FDA, o medicamento não deve ser usado durante a gestação porque aumenta os riscos de lábio leporinos nos fetos. Também não deve ser usado por pacientes com glaucoma e hipertireoidismo, e não é recomendado para pacientes que tiveram, dentro de seis meses, problemas cardíacos ou derrame, já que pode aumentar o ritmo cardíaco.

Alguns podem se perguntar: então porque a droga já foi aprovada? Com cerca de dois terços dos norte-americanos considerados com sobrepeso ou obesos (no Brasil, 50% dos homens e 48% das mulheres têm sobrepeso, e 12,5% dos homens e 16,9% das mulheres são obesos) e os grandes custos relacionados com a saúde pública e a economia, o FDA sofre uma boa pressão para aprovar novos tratamentos para a perda de peso.
“O grau e gravidade da obesidade e da falta de eficácia das intervenções farmacológicas são duas razões principais para o desenvolvimento de Qsymia”, disse o presidente da Vivus, Peter Tam.

Qsymia pode ser prescrito para adultos obesos (IMC 30 ou maior) ou adultos com sobrepeso (IMC 27 ou maior) com pelo menos uma condição de saúde relacionada ao peso, como pressão alta, diabetes tipo 2 ou níveis elevados de colesterol.

“Qsymia, se utilizado de forma responsável em combinação com um estilo de vida saudável, que inclui dieta e exercícios, oferece uma outra opção de tratamento para controle de peso em adultos obesos e com problemas de saúde relacionados ao peso”, conclui a Dra. Janet Woodcock, diretora do centro de Avaliação e Pesquisa de Drogas do FDA.

Fontes: ReutersMedicaldoBrasilRCMPHARMA


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7.10.11

Como fica a venda de sibutramina

Após a retirada do mercado dos inibidores de apetite tipo anfetamínicos (anfepramona, femproporex e mazindol) a substância sibutramina se torna, junto com o orlistat (Xenical) uma das poucas opções de medicamentos para emagrecer. E sua venda fica restrita, por pelo menos mais um ano, com algumas condições.

Para usar o anorexígeno sibutramina, médico e paciente terão de assinar um termo de consentimento, de responsabilidade, sobre o uso e os riscos de usar o medicamento.



A receita deve vir acompanhada de notificação B (aquele formulário pequeno de cor azul, que alguns leigos chamam de "receita azul").

Em 60 dias os fabricantes de sibutramina terão que apresentar um plano de minização de riscos. A sibutramina fica em monitoramento do perfil de segurança por 12 meses, quando será feita uma nova avaliação da Anvisa que decidirá se manterá, ou não, o medicamento liberado.
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4.10.11

Anfepramona: usos, efeitos colaterais, nomes comerciais e considerações

A anfepramona é um remédio para emagrecer dos mais prescritos pelos médicos, leia abaixo todas as informações sobre esse medicamento.

Anfepramona, o que é
A anfepramona também conhecida como dietilpropiona, principalmente na manipulação é anorexígeno por ser um inibidor do apetite. A anfepramona é uma anfetamina.

Anfepramona, usos
A Anfepramona estimula no cérebro o centro da saciedade, por essa razão essa substância diminui o apetite. A anfepramona é indicada, principalmente, em casos onde a dieta e exercícios físicos não estão promovendo o emagrecimento. É também útil em casos de obesidade mórbida.

Anfepramona onde comprar
A anfepramona é vendida em drogarias e farmácias de manipulação, e só com receita médica, a qual ficará retida na farmácia/drogaria. Apenas um médico poderá avaliar se você precisa tomar anfepramona ou outro remédio para emagrecer e só ele poderá lhe receitar.

Anfepramona, quando não usar
Diz a Bula da anfepramona (Hipofagim, Inibex e Dualid) que a anfepramona não deve ser administrada em casos de arteriosclerose avançada; doença cardiovascular; isquemia cerebral; alcoolismo crônico; glaucoma; estados de agitação e ansiedade; hipertensão moderada a grave; hipertireoidismo; história de abuso de drogas; uremia; psicoses (sobretudo a esquizofrenia). Em grávidas o médico deverá avaliar o risco x benefício e quem estiver amamentando não deverá utilizar anfepramona.

Anfepramona efeitos colaterais
Esses efeitos colaterais constam na bula da anfepramona e podem ou não ocorrer e deverão ser avaliados e acompanhados pelo médico durante todo o uso.

Efeitos colaterais GASTRINTESTINAIS da anfepramona: alteração do paladar; boca seca; cólica abdominal; constipação intestinal; diarreia; náusea.

Efeitos colaterais CARDIOVASCULARES da anfepramona: arritmia cardíaca; aumento da pressão arterial; aumento dos batimentos cardíacos; queda da pressão arterial; palpitação.

Efeitos da anfepramona no SISTEMA NERVOSO CENTRAL: diminuição da concentração; dor de cabeça; fraqueza; irritabilidade; manifestação depressiva; modificação da personalidade (após uso prolongado); nervosismo; tontura.

Efeitos da anfepramona no aparelho GENITURINÁRIO: distúrbio urinário.

Efeitos DERMATOLÓGICOS da anfepramona: urticária.

Efeitos OCULARES da anfepramona: visão borrada.

OUTROS efeitos colaterais: alteração do desejo; aumento das mamas; descontrole da menstruação; dor no peito; impotência.

Anfepramona, nomes comerciais
A anfepramona pode ser manipulada em farmácias de manipulação com o nome de anfepramona ou dietilpropiona e em drogarias com os nomes comerciais mais comuns Hipofagim, Inibex e Dualid, sendo que o Hipofagim é o nome referência e os Inibex e Dualid são os similares. Também existem os genéricos, os quais são vendidos com o nome de Anfepramona e possuem a inscrição Genérico na tarja amarela.

Leia sobre as diferenças entre medicamentos de referência, similares e genéricos.

Considerações sobre os anfetamínicos
Os inibidores de apetite podem viciar e fazer muito mal ao organismo - ser mais clara impossível -, dessa forma só devem ser usadas sob prescrição e intensa supervisão de um médico. E mesmo assim, não por longo período. Prefira sempre, a reeducação alimentar e levar uma vida ativa. Renata Fraia - Farmacêutica.

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Anfetaminas: proibir é o melhor remédio?;
Anvisa decide hoje se anfetaminas serão proibidas;
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Anfetaminas - Proibir é o melhor remédio?

A Anvisa, a exemplo de países Europeus e dos EUA decide hoje (4), se proibirá a venda em todo Brasil de medicamentos para emagrecer. Os medicamentos alvo da proibição são os à base de anfetaminas e a sibutramina.

Dentre as anfetaminas encontra-se o femproporex, a anfepramona e o mazindol conhecidos como inibidores do apetite ou anorexígenos. Esses são os nomes das substâncias ativas e com esses nomes são vendidos em farmácias de manipulação quando o médico pede que sejam manipulados. Em drogarias os nomes que você verá são os comerciais, como Desobesi-M, um dos nomes comerciais da substância femproporex.


Por que eles poderão ser proibidos?
Esses medicamentos possuem muitos efeitos colaterais. Dentre eles, efeitos sobre o coração, como palpitação, por exemplo.

Como saber se o medicamento que você está tomando está dentre os que poderão ser proibidos?
O nome comercial do medicamento pode ser diferente dependendo do fabricante e está escrito em letras grandes. Para saber se ele é um dos inibidores de apetite citados nesse artigo, leia o nome do princípio ativo que deverá estar em letras pequenas e logo abaixo do nome comercial e será um desses: anfepramona, femproporex, mazindol, sibutramina.

Por que o Saúde com Ciência apoia a proibição dos remédios para emagrecer?
Anfetaminas deveriam ser prescritas pelos médicos apenas em casos de obesidade mórbida, ou seja, apenas para pacientes em que a obesidade os deixa em risco de vida. Porém, não é o que acontece. A grande maioria dos médicos endocrinologistas - eu não estou dizendo que são todos e se você não se enquadra nesta categoria, parabéns! - prescreve os medicamentos para emagrecer onde o princípio ativo é uma anfetamina mesmo para pacientes que precisam perder poucos quilos, pois é o que o paciente quer e o médico sabe disso, mas cabe a "ele" mostrar àquela pessoa que aquela substância pode fazer muito mal, ora, se não fizesse, não teria a venda (antes da proibição) controlada de maneira tão rígida.

Um dos problemas de se receitar anfetamínicos para quem precisa perder poucos quilos é que essa pessoa poderá desenvolver uma dependência psicológica pela medicação inibidora do apetite e fazer disso o seu método de manter o peso, quando o ideal seria uma reeducação alimentar, cortar o excesso de doces, eliminar a gula e compulsão por comida (nesse caso um psicólogo pode ajudar) e praticar exercícios físicos. Essa combinação seria o método mais saudável de perder peso. E não a mágica promovida pelos inibidores de apetite.

O quadro é ainda pior por que muitos médicos endocrinologistas prescrevem medicamentos ansiolíticos (os calmantes) junto com os inibidores de apetite e fazem isso por duas razões: Para que os pacientes fiquem menos ansiosos e não descontarem a ansiedade na comida e para que os efeitos colaterais (agitação) dos anfetamínicos fiquem mais brandos. Só que, há alguns anos a Anvisa proibiu tal associação. Dessa forma, não se pode mais manipular um medicamento onde na mesma fórmula haja por exemplo, anfepramona e bromazepam (um ansiolítico). Não pode na mesma fórmula, nem na mesma receita. A proibição se deu, por que essa associação é perigosa devido aos muitos efeitos colaterais.

O que muitos desses médicos passaram a fazer? Prescrevem os mesmos medicamentos só que em receitas diferentes e falam para o paciente tomar os dois medicamentos juntos. Dá na mesma.

Não digo isso porque suponho e sim por ser farmacêutica e já ter 'pegado' muitas receitas em farmácias de manipulação para que a gente manipulasse dessa forma.

Se alguma coisa fosse mudar eu seria a primeira a discordar dessa proibição, mas nada muda nunca e muitos médicos, infelizmente, (e NÃO estou generalizando) garantem a consulta mensal dos pacientes, pois ficarão dependentes dos remédios para emagrecer.

Além disso, há sempre aquela vizinha que indica à amiga o remédio, dando para ela os remédios que sobraram na cartela. Será que ela pensa que é médica? Será que ela não lê a bula e não sabe que poderá até matar a vizinha?

Falta qualificação por parte de muitos médicos e da população em geral brasileira. Se o medicamento possui tarja preta, fica implícito que ele pode ser muito perigoso à saúde.

É para refletir. Renata Fraia - Farmacêutica

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  2. Anvisa proíbe venda de anfetaminas e mantém sibutramina - vitória da saúde
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2.9.10

Remédios para emagrecer

Buscar novos remédios para emagrecer, fórmulas milagrosas de regimes, dietas das famosas, chás emagrecedores, enfim, as mulheres (e muitos homens também), recorrem a remédios para emagrecer, ou por dizerem que não têm tempo de se exercitar, ou por preguiça mesmo, ou porque não conseguem fazer dietas de emagrecimento.

Para eles, os medicamentos para emagrecer se tornam saídas rápidas e práticas. Mas será que esses medicamentos não podem, às vezes, ser prejudiciais? As anfetaminas, por exemplo, grupo que engloba os seguintes medicamentos anorexígenos (tiram a fome): femproporex, anfepramona, mazindol, podem causar muitos efeitos colaterais indesejáveis a saber:

" Boca seca, alterações de humor, dor de cabeça, insônia, taquicardia, euforia, falta de ar, hipertensão, irritação, dependência (quanto mais você toma, mais precisa), prisão de ventre, depressão, crises de ansiedade e pânico, como adverte Elisaldo Carlini, do Cebrid." (Texto da Boa Forma)

A Revista Boa Forma preparou um especial interessante falando justamente sobre os prós e os contras de tomar remédios para emagrecer, cujos tópicos estão a seguir:

Você realmente precisa do medicamento para emagrecer?
Será que vale a pena?
O que tem nas farmácias?
• Cuidado com as fórmulas manipuladas
• Confira as histórias de quem testou remédios para emagrecer

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8.2.10

Sibutramina venda proibida na Europa

A sibutramina, o remédio para emagrecer mais vendido no mundo - inclusive no Brasil - tem venda proibida na Europa.

Segundo estudos do SCOUT (Sibutramine Cardiovascular Outcomes) apontou que o uso de sibutramina aumentou em 16% o risco de infartos, derrames (AVC) e paradas cardíacas. Sendo assim, a EMA – European Medicine Agency, proibiu a prescrição e venda de sibutramina em toda a Europa.

Já o FDA (Food and Drug Administration), agência reguladora dos EUA, recomendou que se inclua novas contraindicações nas bulas de medicamentos à base de sibutramina.

No Brasil, a Anvisa recomenda que o medicamento sibutramina não seja utilizado nos seguintes casos:

a) Pacientes que apresentem obesidade associada à existência, ou antecedentes pessoais, de doenças cardio e cerebrovasculares;

b) Pacientes que apresentem Diabetes Mellitus tipo 2, com sobrepeso ou obesidade e associada a mais um fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

A Anvisa, por meio da Câmara Técnica de Medicamentos (Cateme) fará nova avaliação do estudo, com o objetivo de investigar os níveis de segurança do medicamento em pacientes com perfis distintos dos já estudados. Essa avaliação poderá levar a Agência a determinar outras medidas restritivas ao uso da substância.

Via/Créditos: Anvisa

Leia também: Sibutramina: Ação e nomes comerciais

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26.10.09

Tesofensiva onde encontrar (tesofensine)

Tesofensina onde encontrar, tesofensina onde comprar, tesofensine, tesofensina emagrece?tesofensina valor... Qual o nome comercial da tesofensina ?

Ouço muito essas perguntas em meu dia a dia como Farmacêutica. Ou ainda: Tesofensina onde comprar ou tesofensina onde encontrar?

Resposta: Não há nome comercial, ainda. A "substância" de nome tesofensina que está em fase de testes promete ser a nova arma contra a obesidade.

Comercialização da tesofensina 2009 já está a venda?

Quanto a comercialização da tesofensina deve ocorrer entre 2011 e 2014, caso os próximos testes sejam bem-sucedidos. Portanto, deveremos ter essa resposta entre essas duas datas.

Tesofensina (tesofensine): Uma substância desenvolvida originalmente para tratar dos males de Parkinson e Alzheimer, revelou-se, em testes preliminares, mais eficaz no combate à obesidade do que medicamentos disponíveis atualmente.


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24.10.09

Mousse para celulite e sorvete para menopausa

Duas invenções da engenharia de alimentos prometem dar o que falar: Um mousse que combate a celulite e um sorvete que alivia os sintomas da menopausa e da tpm.

Quem disse que tudo o que é bom faz mal ou engorda precisa rever seus conceitos.

Se depender dessas novas invenções como um mousse para celulite e sorvete para tpm...



O sorvete que combate os sintomas da menopausa é a base de soja e o mousse para celulite contém centella asiática.

Trata-se de duas invenções de uma feira de engenharia que acontece em São Paulo e que foi noticiado no Jornal Hoje - Globo. Assista ao vídeo acima.

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8.4.09

Sibutramina - Ação, nomes comerciais e novas normas

Artigo atualizado em 30/03/2010, quando a sibutramina e todos os medicamentos produzidos com a substância passaram a pertencer à lista B2 portaria 344/98, devendo ser vendida com retenção da notificação (receita) azul, de acordo com a RDC 13/2010 (ver abaixo).

O que é o medicamento sibutramina, qual sua açao e nomes comerciais.


A sibutramina é um medicamento para obesidade e excesso de peso, ou seja a sibutramina é um remédio para emagrecer.

Nomes comerciais da sibutramina:


A sibutramina é vendida com os seguintes nomes comerciais principais: Plenty(C1) e Reductil(C1), além dos genéricos. Todos eles são vendidos com retenção de receita (C1) receita branca acompanhada de notificação Azul B2 (a partir de 30 de março/2010)*, portaria 344/98.

A sibutramina age inibindo a recaptação da serotonina o que aumenta a disponibilidade deste neurotransmissor em nível cerebral. Como não há um estímulo à produção da serotonina (apenas inibe a sua recaptação), trata-se de um mecanismo de ação bem mais seguro por não haver risco de produção excessiva.

A ação principal da sibutramina esta em aumentar a sensação de saciedade do indivíduo criando condições para uma mudança duradoura dos hábitos alimentares.

Em pessoas compulsivas, a sibutramina contribui para diminuir os episódios de compulsão por doces, chocolates e carboidratos.

A sibutramina não causa dependência e não possui potencial de abuso. É considerada uma alternativa segura para o tratamento de excesso de peso não apenas pelo grande número de estudos científicos mas também pela observação diária na prática clínica. Além disso, foi o único medicamento antiobesidade de ação central aprovado para uso a longo prazo pelo FDA (Food and Drug Administration).

Quando bem indicada e com supervisão médica, a sibutramina geralmente é segura e bem tolerada. Os efeitos colaterais mais observados são boca seca, intestino preso, dor de cabeça, sudorese e alterações do sono. Apesar de serem geralmente transitórios, na presença de efeitos colaterais persistentes ou com uma intensidade que incomode as atividades diárias, deve-se entrar em contato com o médico para se avaliar a necessidade de ajuste da dosagem ou até mesmo a suspensão da medicação.

Como os medicamentos agem através de receptores, os resultados podem variar entre indivíduos e, assim, tanto a sua indicação quanto os ajustes das dosagens devem ser feitos por médicos com experiência no manejo desta substância. Os melhores resultados são obtidos quando o paciente participa ativamente do processo de tratamento usando a medicação com regularidade, respeitando as doses e horários prescritos, não interrompendo seu uso precipitadamente e comunicando sempre suas dúvidas ao médico.

A prescrição do medicamento deve estar sempre associada a um programa de reeducação alimentar e estímulo à atividade física.

* Para regulamentar a mudança, foi publicada a RDC 13/2010. Devido ao maior risco associado a pacientes cardíacos a siutramina passou da lista C1 para a B2.

Complemente sua leitura sobre sibutramina e medicamentos emagrecedores com os artigos...

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24.10.08

Tesofensina: Parkinson e Alzheimer e agora...

Tesofensina : Uma substância desenvolvida originalmente para tratar dos males de Parkinson e Alzheimer - tesofensina (tesofensine) - (fármaco pertencente à classe de inibidores seletivos da recaptação da serotonina e da noradrenalina) - revelou-se, em testes preliminares, mais eficaz no combate à obesidade do que medicamentos disponíveis atualmente.



Testes liderados por uma equipe da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, e divulgados em artigo na revista The Lancet, revelaram que pacientes em dietas alimentares que recebiam as doses mais altas perderam até 12,8 quilos em seis meses.
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Sibutramina

Isto representa o dobro do obtido quando ingeridas drogas como sibutramina (Meridia ou Reductil) e rimonabante.

Sem intenção:
A tesofensina chamou a atenção dos pesquisadores da obesidade quando foi observado que pacientes obesos com males de Parkinson ou Alzheimer tinham perdido peso sem a intenção de fazê-lo.

A droga funciona ao mudar a forma como três substâncias - noradrenalina, dopamina e serotonina - impactam no cérebro. Elas levam a uma redução de apetite, fazendo com que uma pessoa coma refeições menores e tenha menos vontade de beliscar durante as refeições.

O estudo dinamarquês, liderado por Arne Astrup, da Universidade de Copenhagen, dividiu um grupo de 203 pacientes obesos em dois.

Ambos receberam uma pílula diária e submetidos a uma dieta moderada. Metade das pílulas eram de tesofensine, em diferentes doses, e a outra metade, placebo.

Depois de seis meses, todos os participantes do estudo foram pesados de novo e os pesquisadores constataram que o grupo que ingeriu placebo havia perdido uma média de 2,2 quilos enquanto os que haviam tomado tesofensina haviam perdido muito mais peso.

Os que haviam tomado uma dose mais baixa tinham perdido em média 6,7 quilos, os em dose média haviam perdido 11,3 quilos e os participantes com doses mais altas haviam perdido 12,8 quilos.

Este resultado foi, de maneira geral, o dobro do alcançado pelas substâncias para a perda de peso consideradas mais eficazes, e que têm licença para uso na Europa.

Comercialização da tesofensina

Quanto a comercialização da tesofensina para obesidade, Katz disse acreditar que isso deve ocorrer entre 2011 e 2014, caso os próximos testes sejam bem-sucedidos.


Efeitos colaterais da tesofensina:

A tesofensina trouxe efeitos colaterais que iam de boca seca a insônia, náusea e diarréia. A dose mais alta elevou a pressão arterial dos participantes - o que causou preocupação, já que muitos pacientes obesos podem ter problemas cardíacos ou diabete.

Os pesquisadores disseram que a dose intermediária foi mais promissora porque propiciou uma perda de peso quase tão grande quanto no caso da dose mais alta, sem os efeitos colaterais mais graves.

Os pesquisadores esperam que estudos mais amplos confirmem o seu resultado. Não é provável que a droga seja disponibilizada na Europa até que estes testes sejam completados nos próximos dois anos.
Fonte: BBCBrasil.com(todos os direitos reservados)
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