9.3.17

Morar em ruas movimentadas pode causar demências como o Alzheimer


Você já notou que dois fatores sempre estão presentes em pessoas que passam dos 100 anos? Um deles é não ser obeso, o outro é ser ativo. Um terceiro pode não ser unanimidade, mas acontece na maioria das vezes: morar em zona rural, perto da natureza, sem poluição e barulho de carros e ônibus.

Uma pesquisa vem para corroborar que esse terceiro fator é sim, um elemento importante para determinar o tempo que vamos viver. Confira!

Morar em vias movimentadas pode causar demências como o Alzheimer

Um estudo publicado no 'The Lancet' calcula que um em cada dez casos de demência (múltiplos déficits cognitivos que incluem comprometimento da memória, como Alzheimer) em pessoas que vivem perto de vias movimentadas pode estar ligado à poluição.

➤ Leia também: Anticorpo aducanumab, que ataca proteína causadora do Alzheimer é descoberto

A pesquisa avaliou cerca de 6,6 milhões de pessoas por pouco mais de uma década e indica que um em dez casos do distúrbio que acomete pessoas que vivem a menos de 50 metros de regiões com muito trânsito pode estar ligado à poluição dos automóveis.

“Poluentes no ar podem chegar na corrente sanguínea e levar a inflamações, que estão ligadas a doenças cardiovasculares e possivelmente a outras condições, como diabetes. Este estudo sugere que poluentes no ar que podem chegar ao cérebro via corrente sanguínea podem levar a problemas neurológicos”, disse Ray Copes, um especialista ambiental e de saúde ocupacional da Public Health Ontario (PHO), agência canadense ligada à província de Ontário, que conduziu o estudo junto a estudantes do Instituto de Ciências Clínicas de Avaliação, do Canadá.

➤ Leia também: Deficiência cognitiva suave pode ser primeiro sintoma de Alzheimer

Fonte: Veja

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26.1.17

Falta de exercícios físicos prejudica mulheres na terceira idade

A falta de exercícios físicos afeta o equilíbrio, a agilidade e o reflexo das mulheres com mais de 70 anos.

Isso é o que apontou um estudo inédito da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, feita em parceria com o Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul (Celafiscs).

Falta de exercícios físicos prejudica mulheres na terceira idade
Falta de exercícios físicos prejudica mulheres na terceira idade

Segundo Sandra Matsudo, coordenadora da pesquisa, o resultado do estudo demonstrou que as mulheres sedentárias apresentam mais dificuldades de executarem atividades simples e correm mais risco de adquirir doenças. A prática de atividades físicas, tais como uma caminhada diária de 30 minutos ou até mesmo a utilização de escadas no lugar do elevador, aumenta a qualidade de vida, reforçou a pesquisadora.

O estudo acompanhou cerca de 300 mulheres, com mais de 50 anos, todas sedentárias. Elas foram divididas em dois grupos: um que reunia mulheres entre 50 e 59 anos de idade e outro, mulheres com 70 anos ou mais. Estas mulheres foram submetidas a vários testes físicos, que demonstraram, por exemplo, que a falta de exercícios afeta principalmente o equilíbrio.

Ao serem submetidas a um teste de equilíbrio com duração de 30 segundos, as participantes que tinham entre 50 e 59 anos conseguiram manter-se equilibradas por 24 segundos. As entrevistadas que tinham mais de 70 anos, submetidas ao mesmo teste, mantiveram o equilíbrio por cerca de 13,40 segundos, uma queda de 78,8% na capacidade de equilíbrio.

O estudo mostrou também que o sedentarismo na terceira idade compromete a agilidade. Ao participarem de um exercício de locomoção, que exigia caminhar por um curto trajeto, as entrevistadas entre 50 e 59 anos fizeram o percurso em 2,5 segundos. Já as mulheres com idade superior a 70 anos fizeram o mesmo percurso em 3,11 segundos, o que apontou mais dificuldade no ato de caminhar.

Outro aspecto que fica comprometido é o reflexo. Quando expostas a um exercício que previa levantar e sentar numa cadeira repetidamente, durante 30 segundos, as mulheres com idade entre 50 e 59 anos fizeram uma média de 19,35 repetições. As mulheres com mais de 70 anos fizeram 17,36 repetições, em média.

Ao comparar o desempenho dos dois grupos, o estudo também apontou perda de força e de massa muscular. O índice de massa corpórea (IMC), por exemplo, apresentou queda de 5,47%. Já um teste de impulsão para constatar a força dos membros inferiores apontou queda de 28,43%.

Leia mais artigos de saúde do idoso  |  saúde da mulher

Fonte: Agência Brasil.
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17.1.17

Tipos de Disfagia e significado

O ato de engolir, ou a "deglutição" é algo tão automático que fazemos praticamente sem pensar.

Mas algumas doenças e à medida que envelhecemos, podemos passar a começar a ter de perceber -- ou fazer certa força -- para engolir, até mesmo a saliva.

Continue lendo e confira:
1. Disfagia significado
2. Tipos de disfagia

Disfagia significado


O significado de disfagia é bem simples, pois é apenas o nome que se dá à dificuldade de deglutir, ou dificuldade de deglutição, ou mesmo "dificuldade de engolir".

Tipos de Disfagia significado
Tipos de Disfagia e significado

Tipos de disfagia


A disfagia pode ser classificada segundo as fases da deglutição, a etiologia e o grau de comprometimento. Vamos a eles?


Tipos de disfagias segundo as fases da deglutição


- Disfagia oral: 

Quando existe comprometimento das fases preparatória oral e oral. Pode estar presente nos casos de dificuldade ou ausência de vedamento labial, problemas durante a mastigação, apraxia oral, paralisia unilateral de língua, entre outros (Macedo et al., 1998).


- Disfagia faríngea:

Quando existe comprometimento da fase faríngea, como nos casos de paralisias faríngeas e/ou laríngeas, ou laringectomias parciais (Macedo et al., 1998).


- Disfagia orofaríngea: 

Muitos casos são observados alterações nas fases oral e faríngea, devido à estreita relação entre os eventos de ambas as fases. Ocorre com frequência nos casos de ressecções das estruturas da boca e nas doenças neurológicas (Macedo et al., 1998).


- Disfagia esofageana: 

Ocorre quando há alterações estruturais no esôfago ou ainda pode relacionar-se à esofagite ou refluxo gastroesofágico (RGE) causando alterações e modificações na fase esofágica da deglutição (Filho et al., 2000a).


Tipos de disfagia segundo a etiologia



- Disfagia mecânica:

É a disfagia proveniente de alterações estruturais e o controle neutral encontra-se preservado. Podem ser decorrentes de câncer ou de seu tratamento, traumas, infecções virais, inflamações teciduais, presença de traqueostomia (ASHA, 2004).


- Disfagia induzida por drogas: 

É a disfagia desencadeada ou agravada pelo efeito colateral de alguns medicamentos. O efeito das drogas pode afetar o sistema nervoso central, sistema nervoso periférico, sistema muscular ou a produção de saliva (Filho et al., 2000a).


- Disfagia psicogênica:  

É decorrente de  quadros ansiosos, depressivos ou mesmo
conversivos (ASHA, 2004).


- Disfagia neurogênica: 

É relacionada à alterações do sistema nervoso central ou periférico, podendo estar presentes como sequelas de traumatismo cranioencefálico, tumor cerebral, paralisia facial, acidente vascular cerebral, doenças degenerativas, entre outros (ASHA, 2004).


Tipos de disfagias segundo o grau de comprometimento


- Disfagia leve: 

ocorre quando o controle e transporte do bolo alimentar estão atrasados e
lentos, sem sinais de penetração laríngea na ausculta cervical. É esperado que o paciente
adquira compensações para as dificuldades em pelo menos uma consistência e que
mantenha a alimentação por via oral (Jesus, 2008).


- Disfagia moderada:

o paciente apresenta comprometimentos semelhantes à disfagia
leve, porém observam-se sinais de penetração laríngea e risco de aspiração na ausculta
cervical para duas consistências.  O paciente necessita de manobras facilitadoras para
minimizar os riscos de aspiração e, dependendo do estado de saúde, a alimentação pode
ocorrer por via mista (oral e alternativa) ou exclusivamente por via alternativa (Jesus,
2008).


- Disfagia severa:

caracteriza-se por presença de aspiração substancial com sinais de
alteração respiratória e  ausência ou falha da deglutição completa do bolo alimentar,
impossibilitando a alimentação por via oral (Jesus, 2008).

Espero que tenha gostado do artigo. Complemente sua leitura com: "O que é sialorreia e como tratar o excesso de saliva?"


Fonte:http://www.medicina.ufmg.br/fon/arquivos/monografias/20091/2/priscilapimentel_tcc_fono_2009.pdf

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18.11.16

9 Mitos e Verdades sobre artrose

Artrose é uma doença que gera muitas dúvidas nos pacientes, e apenas 42% dos portadores são diagnosticados corretamente. O diagnóstico precoce da doença é fundamental, pois as chances de sucesso no tratamento e a qualidade de vida do paciente aumentam. Confira nove mitos e verdades sobre a artrose, dor crônica que mais atinge os brasileiros.

9 Mitos e Verdades sobre artrose
9 Mitos e Verdades sobre artrose

O diagnóstico tardio ocorre principalmente porque muitas pessoas associam a doença exclusivamente aos idosos. Embora a maioria dos casos se dê na terceira idade, a artrose também pode atingir pessoas mais jovens. Há muita desinformação sobre a doença, o que acaba por deixar dúvidas sobre seus sintomas e incidência.

** Confira 9 mitos e verdades sobre a artrose **


1) Apenas idosos são acometidos pela artrose


MITO - As doenças reumáticas, de uma forma geral, podem afetar pessoas de todas as idades, desde crianças até idosos. Entre as doenças que causam dores crônicas, ela de fato é a que mais atinge as pessoas na terceira idade. Porém, o excesso de sobrecarga sobre as articulações, como acontece nos exercícios físicos de forma exagerada e descuidada, traumatismos por acidentes e obesidade, entre outros fatores, podem causar a artrose precocemente.

2) A artrose é uma doença sem cura conhecida


VERDADE - Quem tem sintomas da artrose não vai se curar da doença, mas pode amenizar os sintomas com tratamentos conhecidos. A atividade física cuidadosa e acompanhada, alguns medicamentos e até mesmo cirurgias podem ajudar o paciente. O importante é procurar um médico especializado o quanto antes, para ter um diagnóstico sobre qual o melhor caminho para se tratar.

3) A doença é presente apenas em regiões articulares do corpo


VERDADE - As articulações são os espaços ou zonas em que dois ou mais ossos se encontram, como no quadril, joelho, ombro, cotovelo e tornozelo. A dor articular é a sensação de desconforto, podendo, dependendo da intensidade, incapacitar o indivíduo para as atividades mais simples do dia a dia.

Acreditava-se antes que a artrose era específica da cartilagem que é uma estrutura que recobre a ponta dos ossos para permitir melhor deslizamento entre eles. Hoje, já se sabe que o acometimento é em toda a articulação, o que pode incluir ligamentos, ossos e o músculo.

4) A incidência de artrose em homens e mulheres é igual


MITO - Estudos provam que há mais mulheres afetadas pela doença. Segundo a Sociedade Brasileira de Estudo da Dor (SBED), elas representam 61% dos pacientes que sofrem com a patologia.

5) O excesso de peso aumenta os sintomas da artrose


VERDADE - Quem tem artrose não sobrecarrega as articulações afetadas, principalmente nas articulações que mais sustentam a carga, como os joelhos e quadris. O paciente que está acima do peso as força mais, por conta da sustentação natural do corpo. O joelho, é a parte do corpo mais afetada pela doença, com sintomas em mais de 80% das pessoas acima de 41 anos.

6) O exercício físico na terceira idade, sem excessos, ameniza os sintomas dos acometidos pela doença


VERDADE - Já é provado que uma atividade física acompanhada por profissionais de saúde ameniza muito os sintomas da artrose a longo prazo. Estes exercícios ajudam no fortalecimento muscular e dos ossos, diminuindo os sintomas da doença. Músculos fortes e alongados diminuem a pressão e absorvem parte da sobrecarga que estaria indo para as articulações.

7) Pessoas idosas que sofrem com a doença vão ficar incapacitadas em algum momento


MITO - Apesar da artrose não ter cura, o diagnóstico precoce e os tratamentos adequados podem frear a progressão da doença e fazer com que o paciente tenha boa qualidade de vida e realize suas atividades normalmente. O indicado é manter hábitos saudáveis e praticar atividade física, sempre com auxílio de um profissional qualificado.

8) Quem carregou muito peso durante a vida desenvolve sintomas da artrose


VERDADE - A artrose pode ter origem em determinados hábitos, tais como má-postura recorrente, levantamento de peso em excesso, esforços repetitivos, entre outros. Segundo a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), 20% dos adultos brasileiros já são acometidos pela doença e o excesso de exercícios físicos será a causa de 45% dos casos de artrose no futuro, segundo o livro “Osteoartrite – Cenário Atual e Tendências no Brasil”.

9) Apenas idosos com artrose sentem dores na juntas


MITO - De fato, a idade avançada é um fator de risco para a artrose, mas as dores nas juntas podem ser provenientes de diversas causas. Algumas doenças infecciosas e traumáticas também podem desencadear tais sintomas.


Tratamentos paliativos (amenizam a dor e desconforto)


Algumas iniciativas podem amenizar os sintomas de dor e limitação causados pela doença. “Um tratamento pode ser eficaz em controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. Medicamentos adequados e exercícios podem evitar cirurgias e aliviar e controlar os sintomas”.

Diagnóstico da artrose


Para o diagnóstico da artrose, é necessário observar os sintomas que o indivíduo apresenta e o médico poderá solicitar um Raio-X ou ressonância magnética da articulação. É importante procurar um especialista o quanto antes, quando surgir uma suspeita de artrose.



SINTOMAS DA ARTROSE


• Dor na articulação após esforços e melhora com o repouso;
• Sentir rigidez ao se levantar da cama de manhã ou após longos períodos de repouso: geralmente, a dor passa após 30 minutos ou quando começam as atividades normais do dia;
• Presença de estalos ao movimento ou “crepitações";
• Inchaço e calor, sentidos geralmente na fase inflamatória;
• Quando a artrose é no joelho, pode haver sensação de aumento de seu tamanho e movimentos mais limitados, especialmente para esticar e dobrar o joelho totalmente;
• Dificuldade em apoiar a perna no chão;
• Músculos da coxa mais fracos e atrofiados.

Gostou do texto? Esperamos que sim. Complemente sua leitura com o post: Artrose: sintomas, prevenção, tratamentos e casos na terceira idade.

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27.8.16

Músicas negativas sobre velhice prejudicam saúde de idosos

As referências “perder o cabelo” e “definhar” nas canções do Beatles como a clássica When I’m Sixty-Four pode ter um efeito prejudicial sobre a saúde de idosos, segundo pesquisadores. As informações são do site do jornal The Telegraph.

Um trecho da música diz: “quando eu ficar mais velho, perdendo meus cabelos/Daqui a muitos anos/Você ainda irá me mandar presentes no dia dos namorados/Saudações no aniversário, garrafas de vinho?”, e pode ser associada a falta de ser amado na velhice, de acordo com o estudo.

Músicas negativas sobre velhice prejudicam saúde de idosos

Os pesquisadores disseram que conotações negativas sobre o envelhecimento em canções podem afetar a confiança e a autoestima das pessoas mais velhas, que por sua vez poderia levar a outros problemas de saúde.

>> Leia também: Música faz bem para o coração, está comprovado cientificamente

Enquanto outras músicas como Forever Young e Dusty Springfield Goin' Back, de Bob Dylan, retratam o envelhecimento de forma positiva, a maioria não mostra um bom aspecto sobre essa fase da vida.

Os autores explicaram o estudo:

“A idade avançada foi associada com o declínio físico e a velhice foi relacionada à perda do amor, como a canção dos Beatles”.

Eles acrescentaram que músicas como Feeling Mortal , de Kris Kristofferson, retratam as pessoas mais velhas com “autopiedade e falta de autoestima”. Enquanto isso, letras como Because Of , de Leonard Cohen, está associada com situações lamentáveis românticas, de acordo com os autores do estudo da Anglia Ruskin University e da Universidade de Hull, ambas no Reino Unido.

Os acadêmicos avaliaram letras de canções dos anos de 1930 até os dias atuais do idioma inglês e que falavam sobre o avanço da idade ou envelhecimento. O estudo foi publicado no no Journal of Advanced Nursing .

Das 76 canções que se ajustavam a esse critério, 72% foram consideradas “negativas”, pois abordaram temas como a fragilidade, solidão e morte. Os autores disseram que a década com maior proporção de canções negativas foi a de 1980, onde cerca de quatro quintos das músicas que cobriam o tema do envelhecimento foram feitas de forma indesejável.

“Com um aumento significativo na expectativa de vida e um enorme aumento do número de pessoas com 65 anos ou mais durante as próximas décadas, o envelhecimento é uma questão de importância nacional e global”, 

Disse Jacinto Kelly, professor de enfermagem da Anglia Ruskin University e um dos autores da pesquisa.

“No entanto, a maioria das pesquisas se concentram em doenças relacionadas com a idade, em detrimento de examinar as influências sociais e culturais sobre a experiência de envelhecimento”, disse.

“As representações negativas de idade e envelhecimento podem ser desanimadoras, e podem afetar a confiança e a estima das pessoas mais velhas. As emoções negativas sentidas por elas estão ligadas a resultados ruins em saúde mental e física, em particular, com a saúde cardíaca”, explicou.



“A medida que a música popular é um poderoso meio de massa que tem efeitos positivos e negativos sobre as emoções das pessoas, nós pensamos que seria útil investigar como a idade e envelhecimento é retratado. Infelizmente, a partir desta análise, encontramos representações principalmente negativas”.

>> Leia também: Músicas que melhoram o sistema imunológico

“Embora possa ser uma tarefa impossível, bem como uma violação da liberdade de expressão, de censurar retratos negativos da velhice, é importante que haja conscientização e que reduzam esses estereótipos negativos”, concluiu.

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4.8.16

Jejum pode prevenir Parkinson e Alzheimer e beneficiar diabéticos

Segundo estudos realizados pelo National Institute on Aging, o jejum pode prevenir Parkinson e Alzheimer, ou seja, fazer jejum por um ou dois dias por semana pode proteger o cérebro contra doenças degenerativas como mal de Parkinson ou deAlzheimer.



“Reduzir o consumo de calorias pode ajudar o cérebro, mas isso não será o bastante para oferecer uma proteção adequada,” disse Mark Mattson, líder do laboratório de neurociências do Instituto, durante o encontro anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, em Vancouver.

“É melhor o jejum completo por um dia ou dois dias por semana e comer tudo o que quiser nos outros cinco dias. Do ponto de visto psicológico, descobrimos que esse é o melhor sistema.
Se você sabe que pode comer o que quiser e o tanto que quiser durante cinco dias, será mais fácil ficar sem comer por um ou dois dias,” acrescentou Mattson.

A simples redução do consumo diário para 500 calorias, ou seja, alguns vegetais e chá, duas vezes por semana, seria o bastante para sentir os benefícios, segundo Mattson que também é professor de neurociências na Johns Hopkins University School de Medicina em Baltimore.

Cientistas basearam suas conclusões em estudo com ratos de laboratório. Quando alguns ratos receberam o mínimo de calorias em dias alternados, eles viveram quase duas vezes mais do que os que se alimentaram normalmente.

Mattson conclui também que o jejum completo não só é beneficial para a saúde e prolongar a vida, mas para prevenir ou adiar várias doenças que afetam o cérebro incluindo derrames.

Outra conclusão desse estudo foi a de que redução de calorias aumenta o crescimento de neurônios no cérebro o que age como proteção contra doenças como Alzheimer e Parkinson.

O jejum também beneficia pessoas que sofrem com asma ou diabetes.

Os ratos que comiam em dias alternados se tornaram mais sensíveis à insulina quando a necessidade da produção de hormônio, que controla os níveis de açúcar no sangue diminuiu.

Segundo Mattson, altos níveis de insulina são normalmente associados a uma diminuição da função cerebral e a um maior risco de diabetes.

Outro resultado positivo do jejum, foi a apresentação do desenvolvimento de novas células cerebrais que mostram mais resistência ao estresse.

A equipe de pesquisadores pretende agora estudar o impacto do jejum no cérebro usando ressonância magnética e outras técnicas.
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4.11.15

Hanseníase em idosos: aumentam casos da doença em pessoas com mais de 60 anos

Aumentam casos de hanseníase em idosos.


Pesquisador da Fiocruz alerta que a intervenção terapêutica para a tratar a hanseníase recomendada pela OMS não foi pensada para os idosos (população com mais de 60 anos).

O perfil etário dos novos casos de hanseníase em idosos recém-diagnosticados acompanha o envelhecimento da população brasileira. Segundo o Ministério da Saúde, em 2012, 14% dos diagnósticos da doença foram feitos em indivíduos com 60 anos ou mais.


Preocupado com este novo perfil epidemiológico da hanseníase em idosos e não idosos e suas consequências diretas, quer nas apresentações clínicas da doença, quer na evolução ao longo do tratamento e no seu desfecho, o professor José Augusto Nery, com experiência clínica de quase 30 anos no Laboratório de Hanseníase do Instituto Oswaldo Cruz e no Serviço de Dermatologia da Santa Casa do Rio de Janeiro, disse, no 8º Simpósio Brasileiro de Hansenologia, que nos últimos 23 anos, a média da faixa etária dos pacientes acompanhados no Ambulatório da Fiocruz aumentou em 10 anos e, dentre os idosos, o aumento foi de 17%.

>> Leia também: DIA DO IDOSO: Chuveiro portátil é opção para doentes acamados ou pessoas debilitadas.

“A intervenção terapêutica específica para a hanseníase e recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) não foi pensada para aplicação em idosos e não há um consenso entre os médicos sobre as doses efetivas dos quimioterápicos ou das drogas utilizadas nos episódios reacionais a serem utilizadas nos idosos, sem provocar efeitos adversos e diminuir os riscos das interações medicamentosas”, explicou. 

Ele lembra que idosos geralmente fazem uso de vários fármacos, dessa forma, as complicações são observadas mais frequentemente.

>> Leia também: Depressão e suicídio em idosos.

Ele recomenda que e os hansenologistas, na maioria das vezes dermatologistas, interajam com outros especialistas para que a evolução clínica do paciente idoso com hanseníase seja satisfatória.





“A multidisciplinaridade, aí incluídos os profissionais da pesquisa básica, torna-se fundamental para o conhecimento da patogênese da hanseníase na chamada terceira idade”.
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15.10.15

O atendimento psicológico ao idoso: benefícios e resultados


Recentemente, uma reportagem citou o aumento no número de idosos que vem procurando processos psicoterápicos como forma de ajuda na superação de problemas. Tal fato, por si só já reflete uma mudança na forma como a velhice vem sendo percebida e das possibilidades vivenciais dessa fase.

Na minha experiência no atendimento aos idosos, os motivos que trazem o idoso para o consultório são os mais variados: problemas de relacionamento, episódios depressivos, ansiedade, processos de luto, relacionamento familiar, necessidade de adaptação ou reabilitação diante de uma doença ou condição de dependência, anorexia, dificuldade para perder peso, sexualidade, perdas cognitivas, alcoolismo, aposentadoria, entre muitas outras.

O atendimento psicológico ao idoso: benefícios e resultados
Photo by: Prasanth Chandran


Como qualquer outra fase do desenvolvimento humano, a velhice é um momento que exige mudanças e adaptações, nas quais estão presentes ganhos, perdas, potencialidades e limitações.

Fase que produz no imaginário humano uma série de concepções, fantasias, crenças, imagens, idéias, sentimentos, etc.

De acordo com nosso contexto sócio-histórico, nossas experiências e histórias de vida e das informações que recebemos das mais diversas mídias, vamos construindo nosso imaginário, lidando com o envelhecimento e com a velhice, seja a nossa ou a do outro.

Mas, afinal, como percebemos a velhice e o processo de envelhecimento?


Será que podemos caracterizar essa população de uma maneira única e geral? Ou temos que pensar numa multiplicidade de condições em que os idosos possam estar vivenciando e que ajudam a definir características mais específicas?

Penso que a segunda possibilidade seja mais tangível que a primeira. Isso porque, dependendo das condições biopsicossociais de um idoso, de sua história de vida, etc, muita coisa pode mudar em relação a forma como ele vive, como é visto em nossa sociedade e quais suas necessidades de ajuda e suporte.

Nesse sentido, a ciência destaca duas condições essenciais: a senescência e a senilidade.

A primeira, caracteriza-se pelo curso natural do envelhecimento, sem a presença de condições patológicas que possam interferir significativamente na qualidade de vida do idoso.

Já a senilidade, manifesta-se pela presença de patologias que alteram o curso normal do processo de envelhecimento, como é o caso das doenças crônico-degenerativas e das demências, por exemplo.

Mas como é feita essa distinção em nossa sociedade?


Para além das definições presentes na área da saúde, essa divisão também é realizada pelo imaginário social, por meio das crenças e concepções acerca da velhice.

Acredito que hoje temos algumas visões bastante opostas. Por um lado há os que veem a velhice como a “melhor idade”, construindo uma imagem positiva, na qual o idoso, afinal, pode desfrutar da vida e do tempo, com saúde e vitalidade. Por outro, existem os que veem essa fase como uma fase de decrepitude, marcada pela solidão, pelas limitações e pela dependência.

Qualquer visão unilateralizada tem seus perigos, uma vez que não permite que também vejamos o outro lado da moeda!

Uma visão estereotipada e negativa em relação ao próprio envelhecimento pode afetar negativamente o autoconceito e a autoestima do idoso, influenciando a forma como lida com situações da vida, suas perspectivas futuras, seu envolvimento social, em atividades prazerosas e seus relacionamentos interpessoais.

Além disso, pode aumentar a probabilidade de conformidade com condições precárias de saúde, diminuindo adesão a tratamentos.

Pode fazer com que o idoso e suas necessidades sejam negligenciadas ou então supervalorizadas e superprotegidas, seja pela família, pelos profissionais da saúde ou pela própria sociedade.

Ao mesmo tempo, uma visão idealizada e extremamente positiva, pode dificultar a elaboração de momentos de dificuldades e perdas, tanto por parte dos próprios idosos, mas também dos que com eles convivem.

Por isso, “envelhecer bem” depende de um delicado equilíbrio entre as perdas e os ganhos vindo com o envelhecimento. É preciso compreender que cada fase da vida tem seus desafios e objetivos a serem cumpridos e isso não é diferente na velhice.

O problema é quando queremos negar essa fase e ficamos apegados a uma imagem de juventude que o próprio corpo físico não suporta mais e então sofremos por não querer seguir adiante. Ou então acreditamos que não existe qualquer desafio e realização pessoal nesta fase e nos entregamos ao tempo e à espera da finitude, sem planos e metas para o futuro.

No atendimento aos idosos no consultório, percebo que nesta fase as pessoas são capazes de fazer um reexame da própria vida; com reorganização e reorientação da personalidade, agora de uma maneira mais realista que em outras fases da vida. Conseguem deixar pra trás as bagagens extras e sem importância e podem recuperar tesouros que foram deixados para trás.

Assim, quando passam a viver de forma mais verdadeira e vinculadas com quem realmente são, assumem maior responsabilidade pelo seu bem estar pessoal, vivendo com mais qualidade.

Quando as perdas são inevitáveis, o atendimento psicológico, seja no consultório, no hospital ou na própria casa do paciente (home care), torna-se um espaço valioso para que possam resgatar os recursos necessários para enfrentar a situação. Além de todo o acolhimento, escuta e cuidado que podem receber nestes momentos tão delicados, imprescindíveis para uma boa recuperação.

Assim, a psicoterapia voltada para a terceira idade se transforma em uma ferramenta preciosa para que os idosos possam enfrentar satisfatoriamente os desafios trazidos por essa nova fase da vida.

Cada passo é uma conquista e acrescentar “vida aos anos” traz maior significado para os anos de vida!


Autora:
Marcela Alice Bianco. Psicóloga Clínica Especialista em Psicoterapia de Abordagem Junguiana associada a Técnicas de Trabalho Corporal e Especialista em Gerontologia. CRP: 06/77338

#psiqueemequilibrio

#psicoterapia para idosos

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14.10.15

Pneumonia: causas, sintomas e tratamentos

Escrevi este tutorial sobre a pneumonia, procurando abordar o assunto em forma de perguntas e respostas para facilitar o entendimento de todos. Boa leitura!

O que é Pneumonia?


A pneumonia é a inflamação dos alvéolos pulmões, devido à infecção causada por bactérias, vírus, fungos e demais agentes infecciosos ou ainda por substâncias químicas.

Os alvéolos se enchem de pus, muco e outros líquidos, impedindo seu funcionamento normal.

Pneumonia: causas, sintomas e tratamentos
Pulmão com pneumonia/foto.

Quais são os sintomas da pneumonia?


Falta de ar, febre, calafrios, tremores, dor no peito (principalmente ao respirar), tosse com catarro esverdeado, marrom, com ou sem manchas sanguinolentas, pulso acelerado, cansaço, prostração. Já em estágio avançado pode haver confusão mental e alucinação.

Em casos graves, os lábios e unhas podem ficar roxos por falta de oxigênio no sangue e pode haver confusão mental. Em crianças muito pequenas ou já acometidas por outras doenças, a pneumonia pode ocorre sem a presença de sintomas tradicionais, o que pode dificultar o diagnóstico.

O que causa a pneumonia?


A pneumonia bacteriana é a mais observada. A bactéria mais comum em adultos é a Pneumococo. As bactérias habitam a cavidade oral. Com o organismo debilitado, elas podem migrar para os pulmões, provocando a doença.

Já as pneumonias virais podem ser causadas por diversos tipos de vírus, até o Influenza, vírus da gripe. Podem ser complicadas pela doença bacteriana. Crianças e idosos e pessoas debilitadas com doença cardíacas ou pulmonares crônicas podem ter a doença grave pelo vírus da gripe.

Outros micro-organismos causadores da infecção pulmonar são o Mycoplasma, Chlamydia e Legionella .

Pessoas com uma diminuição do sistema de defesa do organismo, como os portadores de HIV e pacientes com câncer em tratamento com quimioterapia, adoecer por agentes infecciosos incomuns. O Pneumocystis carinii é um fungo que comumente causa a infecção em pessoas com AIDS.

A pneumonia pode ser letal (fatal)?


Com pneumonia, o organismo pode não absorver oxigênio suficiente para oxigenar o sangue, as células do corpo não funcionam como devem. Por isso, e principalmente pelo risco da infecção se espalhar* pelo corpo, podendo ser fatal.

*As bactérias invadem a corrente sanguínea atingindo outros órgãos.

Como é feito o tratamento da pneumonia?

As bacterianas são tratadas com antibióticos. Com relação `a doença de origem viral não há um medicamento efetivo, porém, se for originada devido ao vírus da gripe, o tratamento deve levar isso em consideração. Já existem medicamentos, como o Tamiflu, por exemplo.

Normalmente a viral e a bacteriana ocorrem associadas, então o pneumologista pode optar por associar antibióticos e tratamento para a pneumonia viral.

A melhora dos sintomas se inicia após 48 a 72 horas. Rx são feitos no momento do diagnostico e às vezes se faz necessário um Rx de controle.


TRATAMENTO EM CASA da pneumonia**

Os casos não graves podem ser tratadas em casa**. O que traz conforto para o paciente e evita sua exposição a novos agentes infecciosos comuns em hospitais. Em casos mais graves, é necessária a hospitalização para receber antibiótico endovenoso e oxigenação artificial.





Em casa ou no hospital, a ingestão de muito líquido é imprescindível, para evitar a desidratação, e facilitação na fluidificação do muco e catarro, contribuindo para a expectoração.

** Só um médico poderá avaliar tal possibilidade de se tratar de pneumonia em casa.

Como se previne a pneumonia?


- A pneumonia pode originar devido à complicação de uma gripe, portanto, a vacina da gripe é muito útil na prevenção da doença.
- Há uma vacina contra o pneumococo, principal bactéria causadora da doença. É indicada para pessoas com maior risco adoecer pelas complicações: doenças crônicas pulmonares, cardíacas, renais, diabéticas, idosos.
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1.10.15

DIA DO IDOSO: Chuveiro portátil é opção para doentes acamados ou pessoas debilitadas

Chuveiro portátil para dar banhos em pessoas de cama e debilitados.


Atualmente, existem diversas formas de se dar banho em um enfermo ou em uma pessoa acamada. Porém, todas elas são pouco práticas e exigem muito esforço por parte dos pacientes também, onde muitas vezes, estão debilitados e sentem muitas dores para fazer o mínimo esforço.

Além disso, essas maneiras atuais de banhar os pacientes são pouco higiênicas, desconfortáveis e desperdiçam muita água neste processo. Necessitando sempre do auxílio de um ou mais enfermeiros.

Leia também: Pneumonia (que mata muitos idosos): causas, sintomas e tratamentos.

Chuveiro portátil para dar banhos em pessoas de cama e debilitados
Chuveiro portátil para dar banhos em pessoas de cama e debilitados

De acordo com tal necessidade e observação, o enfermeiro e inventor, José Paulo Muniz, criou o ‘Chuveiro Portátil’, uma forma mais cômoda, funcional e sustentável para auxiliar neste o processo de dar banho nos pacientes.

Leia também: Depressão e suicídio em idosos.

Trata-se de uma garrafa plástica feita para higienizar pessoas que não possam tomar banho de maneira convencional. A tampinha contém diversos furos para a passagem de água.

Além de ser um produto ideal para ser utilizado em clínicas, hospitais e até em residências para banhos em pessoas debilitadas ou acamadas, o chuveiro portátil também pode ser utilizado em passeios, acampamentos, excursões e locais onde seja necessária higienização, mas que ofereçam pouca (ou nenhuma) estrutura para tal. O equipamento pode ser facilmente transportado e utilizado, de acordo com a necessidade.

Leia também: Pipoca de micro-ondas com manteiga pode causar Alzheimer

Com um design inovador, o projeto agrega diversos benefícios, como: praticidade, facilidade, economia, e excelente custo/benefício.

José Paulo está em busca de fabricantes de artigos clínicos e plásticos. O Chuveiro Portátil já possui proteção legal e estudos de seu funcionamento; no momento procura por empresas, investidores ou parceiros que queiram investir na ideia e disponibilizá-la em escala no mercado.

Leia também: Treinamento para Cuidadores de Idosos.

Para mais informações, representações ou distribuições, contato pelo site ou com seus procuradores - Associação Nacional dos Inventores: (11) 3670-3411.
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27.9.15

Depressão e suicídio em idosos

Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia defende implantação de medidas que reduzam a prevalência da depressão e suicídio em idosos.

O Brasil possui atualmente mais de 20 milhões de idosos, representando 12% do total da população, de acordo com o IBGE.


depressão e suicídio em idosos
idosos/foto

Pesquisa publicada na Revista Brasileira de Psiquiatria revela que 10% da população mundial idosa sofre de algum grau de depressão. O estudo internacional, conduzido pela Universidade de Sidney (Austrália), analisou idosos também no Rio de Janeiro, que apontou uma incidência de 15% de depressivos.

A depressão, geralmente associada a perdas acumuladas ao longo da vida, se tornou o principal fator da alta taxa de suicídio de homens e mulheres acima dos 70 anos.

Para a presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), Nezilour Lobato Rodrigues, os sintomas ignorados são os definitivos.

“Comparado com outras faixas etárias, os idosos tendem a se queixar mais de sintomas somáticos e cognitivos do que de humor deprimido, sintomas afetivos ou culpa”, afirma.

Estatísticas do Ministério da Saúde mostram que as taxas de suicídio na população em geral no país passaram de 4 para 4,8 em 100 mil habitantes, de 1980 a 2008. O crescimento ocorreu principalmente na população masculina, na faixa acima dos 60 anos de idade.

Diversos fatores estão associados ao aumento do suicídio entre idosos de ambos os gêneros. Destacam-se as doenças degenerativas como Parkinson ou Alzheimer, a exposição prolongada à dor, luto pela perda de parentes referenciais, além de sentimento de isolamento e solidão.

Os idosos não comunicam sua intenção e planejamento suicida e eventualmente, quando comunicam, são menos ouvidos.

"Os idosos com depressão e seus familiares devem ser interrogados rotineiramente sobre pensamentos de morte e ideação suicida, já que o maior índice de suicídios registrados ocorre na população idosa, principalmente entre homens acima de 70 anos", 

comenta a geriatra e presidente da SBGG. A falta de apoio familiar fortalece o empenho para tornar a tentativa de suicídio “bem-sucedida”. Enquanto em outras faixas etárias a relação fica na faixa de 100 a 200 tentativas para uma morte consumada, nos idosos ela é de 2 a 3, de acordo com os números oficiais.

Como o histórico de tentativas prévias de suicídio entre idosos é incomum, a SBGG destaca a importância da criação de medidas para a redução da prevalência da depressão. Entre elas, a busca de prevenção e tratamento das doenças crônicas; suporte social adequado e prevenção do isolamento social, além de meios de compensação para danos funcionais.
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21.9.15

Pipoca de micro-ondas com manteiga pode causar Alzheimer

Pipoca de micro-ondas com manteiga pode causar Alzheimer

Alerta aos apreciadores de pipoca de micro-ondas com manteiga: um dos ingredientes da pipoca de microondas sabor manteiga pode causar Alzheimer.

Hoje, 21 de setembro, é o Dia Mundial da Doença de Alzheimer. Neste texto, iremos discorrer sobre a relação pipoca de micro-ondas com manteiga x Alzheimer:

"Substância é tão forte que atinge não só as pessoas que consomem esses alimentos, como também quem trabalha nas indústrias alimentares".

>> Leia também: Comer peixe pode evitar Alzheimer.

Pipoca de micro-ondas com manteiga pode causar Alzheimer:


Segundo um estudo da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, um dos ingredientes presentes na pipoca de microondas com manteiga aumenta o risco de Alzheimer. Este ingrediente é o diacetil, uma substância que pode ser encontrado em pipocas de microondas, e também em margarinas, alguns snacks e doces.



Para o especialista em Toxicologia, Robert Vicen, o diacetil tem uma estrutura molecular muito semelhante à substância que provoca a doença de Alzheimer. Segundo os pesquisadores, isso explica por que as experiências mostram que diacetil acelera o aparecimento de doenças neurodegenerativas.

>> Leia também: Alzheimer pode ser prevenido ainda no útero.

Além disso, experimentos de laboratório revelam que, além de favorecer a formação de beta-amilóide, a substância atravessa facilmente a barreira hematoencefálica que protege o cérebro de substâncias nocivas, especialmente em trabalhadores que ficam nas fábricas desses produtos na indústria alimentar, o que pode causar, em longo prazo, toxicidade neurológica.

Fonte: Universia Brasil
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2.9.15

Baixa umidade do ar deixa o tempo seco e prejudica a saúde


A baixa umidade do ar que deixa o tempo seco, está afetando quase a totalidade de nosso país (Brasil) e está prejudicando a todos, sobretudo, crianças, idosos, doentes crônicos, dentre estes quem sofre de alergias respiratórias (rinite, bronquite, asma,...) e doenças do pulmão.

Demorei um pouco para escrever sobre isso, pois estava procurando algo novo, diferente de todas as recomendações dadas diariamente na televisão.

As recomendações para enfrentar a baixa umidade do ar são sempre as mesmas...

Baixa umidade do ar deixa o tempo seco

Veja DICAS e saiba o que fazer em dias de tempo seco:


  1. Baldes com água e toalhas molhadas: Torne o ar mais úmido com baldes de água, toalhas molhadas espalhados por toda a casa, ou umidificadores de ar, principalmente na hora de dormir, no quarto;
  2. Soro fisiológico: Instile com uma seringa sem agulha, ou pingue com conta-gotas soro fisiológico nas narinas (nariz) várias vezes ao dia,
  3. Beba bastante água, em torno de 2 litros por dia, lembre-se que frutas como melancia e melão têm muita água e, ao contrário do muitos profissionais de saúde dizem, os sucos, e leite também devem ser incluídos nesta conta, porque seu meio é aquoso
  4. Sopas frias: Sopas frias como gaspacho podem fazer parte de sua alimentação nesses dias secos, ou mesmos as sopas quentes, à noite;
  5. Evite exercitar-se em horários de muito sol e/ou ambientes com muita poluição;
  6. Poeira e pó: Tire o pó dos móveis com aspirados ou pano ligeiramente úmido, esqueça os espanadores que só levantam ainda mais a poeira;
  7. Crianças e idosos: Ofereça água e frutas a crianças e idosos, que, muitas vezes dependem de nós;
  8. Bebês prematuros: Cuidados extras com bebês prematuros.
 

Os itens 5 e 6 são o "a mais" que eu buscava para o post, pois os idosos, naturalmente, vão perdendo a audição e visão com o avanço da idade, como também perdem a sensação de sede, que nos faz beber água. Então, mesmo que disserem que não estão com sede, forneça água, sucos de frutas, sopas, melancia e melão a vontade a eles.
Texto de Renata Fraia - Farmacêutica e Jornalista
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12.2.15

Fisioterapia em casa reduz risco de infecções hospitalares


Fisioterapia em casa reduz risco de infecções hospitalares.

Com o passar do tempo o avanço da medicina aumenta cada vez mais, assim como de outras áreas da saúde, como é o caso da fisioterapia. Isso porque, os profissionais buscam aprimorar seus serviços e utilizar novos métodos para fazer com que os doentes melhorem do seu quadro e tenham uma vida saudável.

Fisioterapia em casa reduz risco de infecções hospitalares
Fisioterapia em casa reduz risco de infecções hospitalares / foto: Divulgação

No caso da fisioterapia domiciliar, por exemplo, o tratamento e as sessões são realizados na

própria casa do paciente, o que reduz o risco de infecções hospitalares e ainda traz diversos

benefícios aos pacientes. Outras vantagens que se destacam estão relacionadas à comodidade,

conforto no lar, acompanhamento de familiares durante o processo e redução de custos.


Muitos não sabem, mas a fisioterapia em casa acontece da mesma forma que em uma clínica

de fisioterapia, ou seja, são utilizadas técnicas específicas para cada situação, uso de

ferramentas e aparelhos para estimular a movimentação dos membros, além de outros

discursos para facilitar o dia a dia dessas pessoas.


Conheça os casos em que a empresa home care de fisioterapia pode atuar


Conforme matéria divulgada na Folha, a internação de pacientes em casa avança no Brasil,

devido às necessidades e situações dos pacientes, que precisam de um atendimento

personalizado e eficaz.


Além disso, a fisioterapia domiciliar atua em distintos casos e os profissionais possuem

especialização em várias áreas. Conheça a seguir as principais delas:


 - Fisioterapia neurológica: Pacientes que possuem Alzheimer, Parkinson, paralisia

cerebral, AVC, entre outros;

 - Geriátrica: Auxilia e melhora as dores e cansaço, alteração na marcha e postura, além

de fortalecer os músculos;

- Para gestantes durante o período de gravidez melhorarem a postura, praticarem

exercícios de alongamento e relaxamento;

- Motora para bebês e crianças ou ainda para aqueles que possuem dificuldades na

coordenação e sustentação do corpo;

- Doenças genéticas, como síndrome de Down.


Assim, os interessados que desejam ter rápidos resultados, podem contar com a fisioterapia

para conseguir se desenvolver e aumentar sua qualidade de vida.


Por Mari Silva – São Paulo/SP

Artigo arquivado na categoria Fisioterapia.
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30.10.14

TELEHELP: Serviços de saúde para idosos

GRANDE PARTE DOS ACIDENTES, RESPONSÁVEL POR LESÕES TRAUMÁTICAS EM PESSOAS COM MAIS DE 60 ANOS, OCORRE DENTRO DE CASA.

TELEHELP OFERECE SERVIÇO EXCLUSIVO DE ATENDIMENTO EMERGENCIAL REMOTO, IDEAL PARA IDOSOS E PESSOAS QUE MORAM SOZINHAS

Cerca de 30% dos atendimentos por lesões traumáticas nos hospitais brasileiros ocorre com pessoas com mais de 60 anos, segundo o Sistema Único de Saúde (SUS), 85% dos quais dentro de casa. Deste total, 34% das quedas provocam algum tipo de fratura e 46% dos acidentes verificam-se principalmente à noite, no trajeto entre o quarto e o banheiro.

Por isso, preparar a casa para evitar que as pessoas idosas caiam e se machuquem é imprescindível. Dicas simples podem colaborar para impedir essas ocorrências. Dentre elas, reforçar a iluminação de todos os ambientes da residência; evitar tapetes nos quais se pode tropeçar ou escorregar; manter a fiação de equipamentos elétricos fixada ao longo da parede; utilizar pisos e calçados antiderrapantes; usar barras de segurança no banheiro; evitar prateleiras de vidro e superfícies cortantes; posicionar armários e estantes na altura da cintura ou do peito, entre outras.

"TeleHelp avisa os parentes em caso de emergência"

Mas, nem sempre esses cuidados são suficientes para evitar problemas. No caso de quedas, que provocam imobilidade, o mais importante é o socorro imediato para impedir seqüelas mais graves. Por esta razão – e principalmente para idosos e pessoas que moram sozinhas – a TeleHelp, pioneira no Brasil em teleassistência, serviço de atendimento emergencial remoto, oferece um serviço inovador no País.

Um aparelho, com tecnologia de ponta, instalado na casa do cliente, conectado ao telefone e à energia elétrica, garante assistência, com um único toque, da Central de Atendimento TeleHelp 24hs, especializada em prestar socorro nos casos de emergência.

Uma vez acionado o alarme – operado a partir de um botão usado como relógio ou colar –, as operadoras da Central de Atendimento entram em contato com o usuário para saber o tipo de emergência e, em seguida, avisar pessoas previamente definidas pelo cliente para que o atendam.

Sua frequência é captada pelo painel instalado em casa, mesmo a uma distância de 200m, permitindo que o usuário tenha mobilidade, com total segurança e cobertura. Ao receber o chamado, a TeleHelp utiliza o viva-voz para falar com o cliente. O preço do serviço varia entre R$ 85 e R$ 140 mensais.

A TeleHelp conta com mais de três mil clientes em 107 cidades de 13 estados brasileiros. Há três anos, tem uma parceria com a Prefeitura de Joinville (SC), por meio da Secretária de Bem-Estar Social, área de cuidado com o idoso, que garante o serviço a 500 moradores idosos, cadastrados nos programas sociais do município.

Entre 2008 e novembro de 2010, o serviço gerou 5.001chamados de emergência, com 4.772 casos resolvidos pela equipe de atendimento da teleassistência. Apenas 1,5%, dos incidentes foram encaminhados para o resgate e para os pronto-socorros do município, melhorando o fluxo de pessoas nos serviços públicos de saúde.

Números de telefone da TeleHelp: São Paulo: 11-3585 2000 Outros estados: 4002 1128
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8.8.13

Idosos usam tempo em atividades que não trazem benefícios à saúde

O tempo de lazer dos idosos, no Brasil, é grande, porém, mal aproveitado. É o que constataram os estudantes Luís Fernando Bevilaqua, Janine Gomes Cassiano e Tainã Alves Fagundes, no trabalho de graduação do curso de Terapia Ocupacional da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), no qual analisaram a relação entre o uso do tempo dos idosos e o estado de saúde. Bevilaqua, explicou que 26% do dia dos idosos é dedicado a atividades de lazer, porém com pouca contribuição para a melhoria da saúde.

“O Brasil está enfrentando um processo de envelhecimento rápido, então o olhar para a velhice tem que estar presente. Nosso trabalho vem trazer um pouco dessa necessidade que é pouco explorada. A gente também verifica que a maior parte do tempo do idoso está dedicada ao lazer, mas um lazer ocioso, passivo, como assistir televisão e ficar deitado descansando. Mas o lazer ativo traz mais benefícios, como as atividades da terapia ocupacional”. Entre essas atividades, ele cita artesanato, dança e até mesmo rodas de conversa.

O trabalho foi apresentado na Sessão de Posters da 35ª Conferência da Associação Internacional para Pesquisas de Uso do Tempo (Iatur), que começou hoje (7) no Rio. Até sexta-feira (9), especialistas de 38 países vão discutir temas como valor do tempo, trabalho remunerado, valor do trabalho não remunerado, meios de comunicação e lazer, cuidados na família, educação e equilíbrio vida-trabalho. O objetivo é saber como as pessoas usam o tempo, para poder planejar políticas públicas e combater as desigualdades sociais.

A pesquisadora do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) Cíntia Simões Agostinho, que está analisando as informações do projeto-piloto feito em 2009, pela instituição, sobre o uso do tempo, explicou que o tema é debatido há muito tempo em outros países, mas só há alguns anos passou a receber atenção no Brasil e na América Latina.

“É importante porque é uma forma de captar o cotidiano das pessoas, o uso do tempo em diferentes realidades, para diferentes perfis de população, tanto para [elaborar] políticas públicas como para o bem-estar das pessoas. [É importante] para entender como que a gente preenche as nossas horas diárias”.

Cíntia lembrou que a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), feita anualmente pelo IBGE, já inclui perguntas sobre o uso do tempo relacionado à locomoção, ao cuidado de pessoas da família, aos afazeres domésticos e ao trabalho voluntário. “Além de conseguir caracterizar melhor os perfis das diferentes pessoas, a gente pode cruzar com muitas variáveis. Onde ela mora, se ela usa o serviço de saúde, qual o tempo de lazer ou de trabalho, se assiste à televisão, uso de meio de comunicação de massa. É uma pesquisa que avalia vários aspectos da vida da pessoa e pode ser muito útil. Qualquer setor público pode olhar para esses dados sob a ótica de políticas sociais”, declarou.

A professora Hildete Pereira, do Departamento de Economia da Universidade Federal Fluminense (UFF) e assessora da Secretaria de Políticas para as Mulheres, lembra que a questão de gênero também é fundamental nas discussões sobre o uso do tempo. “A discussão do uso do tempo é extremamente significativa para a vida das mulheres, porque existe a questão da divisão sexual do trabalho, porque a sociedade diz que mulher faz isso e homem faz aquilo. A mediação do tempo é uma forma de se entender a raiz da subordinação e da desigualdade”, disse.

Na avaliação da professora, o principal trabalho que a sociedade oferece para as mulheres não é visto como trabalho, como cuidar cuidar dos filhos, dos doentes, arrumar, varrer, lavar. “Isso tem que ser valorado, porque em economia tudo tem preço. Desde 2001, a gente pode fazer uma proposta metodológica para mensurar esse trabalho não pago, porque graças à Pnad eu sei quantas horas as mulheres se dedicam aos trabalhos domésticos”, ressaltou.

De acordo com a pesquisa, em 2001 as mulheres dedicavam em média 29 horas por semana para as tarefas domésticas, hoje são 23 horas. Enquanto os homens declaravam nove horas em 2001 e agora são dez horas. Para Hildete, é necessário acabar com a divisão sexual do trabalho. “O que está enraizado a gente retira da terra. Para isso, é preciso discutir, colocar a nu a questão, precisa vontade política, de políticas públicas, precisa tirar os trabalhos dos cuidados de dentro de casa, precisa ter creche para as crianças, lavanderias populares, públicas, comida em restaurante popular, para deixar em casa o menor tempo de trabalhos possível. Isso é o ideal, um sonho. E fazer com que os homens repartam as tarefas domésticas”, declarou.

Com o trabalho apresentado na Sessão de Posters, a formanda em direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) Jamile Abraham Tosta, analisou o trabalho feminino no Japão e no Brasil e concluiu que no país asiático a situação delas é ainda pior.

“Brasil e Japão tem culturas muito diferentes, só que a maneira como encaram a mulher no mercado de trabalho é parecida, que é o modelo de cuidar da casa e cuidar dos filhos. No Japão, as mulheres entram no mercado por volta dos 20 anos e quando casam e têm filhos, são coagidas a se demitirem porque tem a pressão social de serem boas mães, estar sempre presente. O homem não consegue dividir esse papel com elas por fatores sociais e também porque a jornada de trabalho no Japão é muito longa, chega a 60 horas por semana, então a mulher não consegue dar conta da jornada e dos filhos e os homens não conseguem se dividir também”, disse.

Leia mais sobre: Saúde do Idoso

Akemi Nitahara - Repórter da Agência Brasil
Edição: Aécio Amado da Agência Brasil
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27.7.13

Papa Francisco é exemplo de disposição entre idosos

Aos 76 anos, o Papa Francisco, que está no Brasil para a jornada da Juventude (e para converter mais pessoas ao catolicismo) está dando um show de disposição no Rio de Janeiro, bem diz a matéria do Extra.

Veja abaixo o restante da reportagem que transcrevi e cujos créditos do texto (de Camilla Muniz) são todos do Extra.

"Exemplo de idoso saudável, o Pontífice serve de inspiração a vovôs e vovós que desejam longevidade e, principalmente, qualidade de vida.

Papa Francisco é exemplo de disposição entre idosos

Embora a ciência tente descobrir o segredo para uma vida mais longa — por exemplo, um estudo recente apontou que vegetarianos vivem mais do que consumidores de carne —, a palavra-chave da questão parece ser equilíbrio, afirma a geriatra Jacqueline Herculano.

— Não pode haver excessos nem reduções radicais. Não acredito que vegetarianos vivam mais, porque existem proteínas da carne que são importantes para a parte muscular dos idosos — diz.

"Comentário Renata Fraia - Saúde com Ciência: acredito que o excesso de carne é que faça mal. consome-se muita carne vermelha, quando o ideal fica em torno de 300 g/semana.

A genética também influencia a longevidade, mas ainda não se provou o peso dela sobre o tempo de vida.

Segundo a cardiologista e geriatra Elizabete Viana de Freitas, já existem no Brasil mais de 20 mil centenários. No entanto, mais importante do que o tempo pelo qual se vai viver, é a maneira como os anos passarão.

— A questão é se o idoso poderá manter a independência e a autonomia, ou seja, sua capacidade de executar tarefas sozinho e suas habilidades mentais — explica a especialista, membro da diretoria da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro (Socerj).

De acordo com a médica, pessoas que querem conseguir uma velhice saudável precisam trabalhar pela causa desde a juventude.

— Qualidade de vida é um patrimônio que se constrói desde cedo. O envelhecimento saudável não depende só de um momento — completa Freitas." (Camilla Muniz)

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27.7.11

Analgésico pode ser mais eficaz nos sintomas de demência, que antipsicóticos

Um estudo recente concluiu que analgésico pode aliviar sintomas de demência.

Muitos pacientes com demência atualmente tratados com medicamentos antipsicóticos poderiam se beneficiar mais de tratamentos à base de simples analgésicos, indica um pequeno estudo.

Especialistas britânicos e noruegueses concluíram que remédios para dor diminuíram significamente sintomas como agitação e comportamento agressivo, comuns em pessoas que sofrem da condição.



Tendo em vista os resultados do trabalho, a Alzheimers Society - entidade britânica que promove pesquisas sobre várias formas de demência e oferece suporte a pacientes e profissionais - quer que os médicos passem a considerar outros tratamentos para aliviar esse tipo de sintoma em seus pacientes.

Os autores do trabalho acreditam que a descoberta pode ajudar pacientes com demência a conviver melhor com a condição.

O estudo foi publicado no site da revista científica British Medical Journal (BMJ).

Comunicação

Segundo especialistas, anualmente, na Grã-Bretanha, cerca de 150 mil pacientes com demência que apresentam sintomas como agitação e agressividade são tratados com antipsicóticos.

Esses remédios (os antipsicóticos) têm um poderoso efeito sedativo e podem piorar os sintomas de demência, além de aumentar os riscos de derrames e morte.

Mas os pesquisadores do Kings College, em Londres, e da Noruega, suspeitavam de que os sintomas poderiam, em alguns casos, resultar de dor (que os pacientes, por causa de sua condição, teriam dificuldade em expressar).

Eles fizeram um experimento com 352 pacientes com demência grave ou moderada que vivem em lares para idosos na Noruega.

A metade passou a tomar analgésicos junto com as refeições, os outros continuaram a seguir o tratamento convencional.

Supervisão

Após oito semanas, o grupo que tomou analgésicos apresentou uma redução de 17% nos sintomas agitação e agressividade. Esse grau de melhora foi superior ao que se poderia esperar de tratamentos à base de antipsicóticos.

Os pesquisadores concluíram que, se a dor do paciente for tratada de forma adequada, os médicos poderão reduzir o uso de drogas antipsicóticas.

O especialista Clive Ballard, diretor de pesquisas da Alzheimers Society e um dos autores do estudo, disse que as revelações são importantes.

"No momento, a dor é pouco tratada em pessoas com demência porque é muito difícil reconhecê-la", disse.

"Acho que (a descoberta) pode fazer uma grande diferença na vida das pessoas, pode ajudá-las a conviver melhor com a demência".

Ballard ressalta, no entanto, que analgésicos devem ser receitados sob supervisão médica.

A Alzheimers Society está publicando novas orientações sobre o assunto, sugerindo a médicos que pensem muito antes de receitar antipsicóticos e que procurem receitar analgésicos.

A National Care Association - organização britânica que representa entidades que oferecem serviços a idosos e os usuários desses serviços - disse que o estudo ressalta algumas das complexidades da demência.

"A dor em si já é debilitante, então identificá-la como a causa da agitação e do comportamento agressivo é um grande avanço, que permitirá que cuidemos das pessoas de forma apropriada", disse a presidente da organização, Nadra Ahmed.
Fonte: ABCFarma
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23.5.11

Livro trata da dor em idosos: Força Tarefa na Dor em Idosos

Livro desmistifica a dor em idosos

Inédito na área acadêmica, obra patrocinada pelo Cristália ressalta que a dor não é inerente ao envelhecimento.


O livro Força Tarefa na Dor em idosos patrocinado pelo Laboratório Cristália e produzido em parceria com a UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo) e com a SBED (Sociedade Brasileira para Estudo da Dor) é fruto das reuniões do Comitê de Dor no Idoso presidido pelas editoras científicas/autoras do livro, a mestra em geriatria Dra. Fânia Santos e a secretária do Comitê de Dor no Idoso, Dra. Polianna Souza.


Inédito na área acadêmica, a obra apresenta o mecanismo da dor a partir do pressuposto da possibilidade de maior qualidade de vida.
"Ao contrário do que muita gente pensa, a dor não é um mecanismo inerente ao envelhecimento, mas um sintoma que pode ser tratado e possibilitando assim, uma melhora da qualidade de vida",
ressalta Dra. Fânia Santos.

"Força Tarefa na Dor em Idosos" tem caráter multidisciplinar, engloba temas de diversas áreas - geriatria, gerontologia, fisioterapia, ortopedia, neurologia, oncologia e espiritualidade; dessa forma, o livro é direcionado a todos os profissionais que se dedicam a estas áreas, bem como os cuidadores de idosos e assistentes sociais.

As especialidades médicas voltadas para o cuidado de idosos só tendem a crescer nos próximos anos. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2020 os idosos representarão 15% da população brasileira, saltando em 2050 para 18%, o que corresponderá a cerca de 38 milhões de pessoas.

Atentas a esta realidade e à contínua manifestação de dor nos pacientes idosos, as autoras do livro querem propiciar um maior entendimento sobre o tema. "A população está envelhecendo e a dor é o assunto mais abordado no atendimento clínico.

Força Tarefa na Dor em Idosos é um material de atualização e apoio aos que cuidam de idosos. Com linguagem técnica e multidisciplinar, as autoras elencam as principais abordagens da dor e indicam os diversos tratamentos tocando em assuntos indispensáveis no atendimento de idosos.

Entre as diversas abordagens da dor, o leitor encontrará no livro os seguintes temas: dor e envelhecimento; avaliação e mensuração da dor no idoso; abordagem da dor em cuidados paliativos; abordagem da dor oncológica, neuropática, osteoarticular e psicogênica; abordagens não-farmacológica da dor, contexto social da dor, espiritualidade e dor, medidas terapêuticas ocupacionais, entre outros.
Fonte: ABCFarma

Veja mais: Livros de saúde

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