2.3.17

Endoscopia em criança: tire suas dúvidas!

Endoscopia em criança: tire as principais dúvidas sobre a realização de exame

Endoscopia significado


Trata-se de um exame em que um endoscópio é inserido artavéz da boca e pode receber o nome "alta" ou "baixa". O exame de endoscopia digestiva alta é capaz de visualizar o esôfago, estômago e duodeno e o de endoscopia digestiva baixa ou a colonoscopia visualiza o intestino grosso.

São indicados quando os exames laboratoriais ou de imagem não esclarecerem o problema da criança. Por outro lado, há situações em que ela é indicada com maior antecedência como nos casos de hemorragia digestiva.

Se você é adulto e o médico já te solicitou um exame de endoscopia, você já deve saber que o procedimento não é nada complicado. Entretanto, quando o assunto é endoscopia em criança, as indicações para a realização e os diagnósticos são distintos, pois a doença de adulto é diferente da que acomete a criança.

Endoscopia em criança: tire suas dúvidas!
Endoscopia em criança: tire suas dúvidas!

Doenças em crianças diagnosticadas na endoscopia em criança


Doenças funcionais


O médico Paulo Bittencourt, endoscopista da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED) explica que nos adultos os diagnósticos predominantes são as neoplasias, ou seja, os tumores, e nas crianças são as doenças funcionais, cujos sintomas mais frequentes são a dor abdominal e diarreia.

“Além dos diagnósticos serem diferentes, a realização do exame também apresenta algumas modificações, sendo a sedação a principal delas”.

Ingestão de objetos


O especialista ressalta ainda que a endoscopia é o principal exame para realizar também o diagnóstico e tratamento de crianças com ingestão de pequenos objetos como moedas, pilhas, bateria de brinquedos, peças pequenas de plástico ou metal, que ficam paradas no esôfago ou estômago da criança.

"É preciso evitar que objetos fiquem ao alcance delas, principalmente nas menores de dois anos, que levam praticamente tudo à boca", alerta Bittencourt.

➤➤Leia também: 3 dicas de alimentos benéficos ao aparelho digestivo


A endoscpoia em criança e feita com anestesia?


A sedação do paciente adulto é geralmente superficial, realizada pelo próprio endoscopista, na criança, por sua vez, realiza-se anestesia geral com o auxílio de um anestesiologista. Nas crianças maiores é feito uma sedação venosa e nas crianças menores anestesia geral inalatória.

Qual a duração da endoscopia em criança?


Se o exame se destina apenas à investigação, trata-se de um procedimento muito rápido. Se o objetivo é a realização de algum tratamento, o tempo pode ser maior. O procedimento leva em média 15 minutos.

➤➤ Leia também: Como evitar o refluxo gastroesofágico? Veja 7 dicas!

Existe idade mínima para fazer endoscopia?


Não existem limitações de idade ou tamanho para a realização de endoscopias em crianças. O procedimento pode ser realizado até mesmo em recém-nascidos e prematuros.

Há riscos no procedimento de endoscopia em criaças?


Dispondo de todos os equipamentos para anestesia e profissionais qualificados, o procedimento é altamente seguro.

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28.2.17

Convênio médico para criança: como escolher um plano de saúde infantil?

Plano de saúde infantil: veja o que avaliar antes de adquirir um convênio médico para criança

No momento da contratação do convênio médico para criança, os pais precisam verificar se a rede de médicos e hospitais credenciados na respectiva operadora é adequada às necessidades do pequeno.

Uma das maiores preocupações dos pais com relação ao plano de saúde infantil está em garantir o acompanhamento médico de qualidade para os filhos durante toda a infância e ambém na adolescência. Assim, a contratação de um convênio infantil é uma importante saída, principalmente ela precariedade do sistema público de saúde do Brasil. Vamos conhecer o que avaliar antes de contratar um plano de saúde para os filhos?

Plano de Saúde Infantil: como escolher um convênio médico para criança?
Convênio médico para criança: como escolher um plano de saúde infantil?

Plano de saúde infantil: como escolher um convênio médico para criança?


“É um produto que proporciona segurança, tanto mental quanto financeira. Por exemplo, mesmo que apareça a necessidade de realizar uma consulta de emergência, o convênio poderá garantir o atendimento da criança dentro da rede particular, evitando filas do sistema público ou gastos elevados que não estavam previstos no orçamento familiar”, afirma Marcelo Alves, diretor da Célebre Corretora, empresa do segmento de planos de saúde e seguros no país.


Acompanhamento pré-natal e cobertura do parto


Antes de tudo, a cobertura deve englobar despesas com exames, acompanhamento pré-natal e do parto, sem precisar utilizar a rede pública, o plano contratado pela futura mamãe deve abranger a cobertura ambulatorial e hospitalar com obstetrícia.

Abusos dos planos de saúde: veja como agir

“Essas avaliações podem evitar problemas de saúde para a mãe e a criança ou até que os mesmos sejam descobertos e tratados precocemente. Caso a beneficiária já tenha um plano de saúde que não abarque a obstetrícia, minha orientação é verificar a possibilidade de migrar para tal opção”, afirma Marcelo Alves, diretor da Célebre Corretora.

Ingresso no plano


Segundo o especialista, o recém-nascido tem a proteção do plano de saúde da mãe ou do pai durante os primeiros 30 dias de vida, mesmo que a criança não seja inscrita no plano e desde que o prazo de carência para internação no plano com obstetrícia tenha sido cumprido.

“Se dentro desse período for contratado o plano para o bebê, ele entra no convênio com a carência igual a dos pais. Caso ultrapasse esse prazo, a criança ingressará no plano com uma nova carência contratual e terá que aguardar esse período acabar para realizar os procedimentos cobertos”.

Coberturas do convênio médico para criança


É necessário atentar-se para a cobertura do plano de saúde para criança, que pode ser ambulatorial ou hospitalar.

Cremesp é contra proposta para planos de saúde "acessíveis"

“O ambulatorial oferece cobertura em número ilimitado para consultas e também para procedimentos considerados de urgência e emergência até 12 horas após o ocorrido. Já o hospitalar abarca todos os procedimentos do ambulatorial e possui o diferencial de oferecer cobertura com internação e número ilimitado de diárias, inclusive em UTI”, explica o profissional.

Caso a criança precise de algum atendimento específico que não esteja dentro da cobertura contratada, será preciso procurar a rede pública ou pagar à parte pelo procedimento na rede particular. “Portanto, não é recomendado levar apenas o preço em consideração, visto que a opção mais barata pode excluir algum tipo de proteção que a criança deveria ter”, orienta.

O que levar em consideração para contratar o serviço?


Diante da vasta opção de produtos no mercado, o diretor da Célebre Corretora lembra que no momento da contratação do serviço os pais precisam verificar se a rede de médicos e hospitais credenciados na respectiva operadora é adequada às necessidades do pequeno. “Por isso, aqui entra a figura do corretor, que pode selecionar a opção mais condizente, sempre de acordo com o perfil do contratante”.

Planos de saúde deverão oferecer medicamentos orais para tratar câncer em casa

Verificar registro da operadora na ANS


Por fim, outro cuidado importante ao escolher o plano de saúde para crianças é verificar se a empresa que oferece o serviço está registrada na ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), entidade que fiscaliza a atuação das operadoras no mercado.

“A agência realiza ainda avaliações periódicas de todas as companhias, permitindo que o segurado possa acompanhar constantemente a qualidade dos serviços ofertados pela operadora por ele escolhida”, conclui Alves.

Fonte: Célebre Corretora de saúde - empresa do segmento de planos de saúde e seguros no país

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5.2.17

Lichia em jejum pode matar, diz estudo

Estudo associa morte de crianças na Índia com consumo de lichias

Calma, você não precisa parar de comer lichia, nem seus filhos. Entenda. Se você está pensando: "Justo as crianças que costumam adorar lichia são as mais afetadas?"

Uma pesquisa encontrou a resposta para um mistério da medicina que durou décadas: uma doença que causa convulsões, coma e até morte em crianças, está relacionada ao consumo de lichias. A doença matou centenas de crianças durante décadas em Muzaffarpa, na Índia, por causa do hábito em comer lichias ainda não maduras que elas encontram no chão das plantações. A região que concentrou o surto é responsável por 70% da colheita de lichias do país.

Lichia em jejum pode matar
Lichia em jejum pode matar

A descoberta apontou que a fruta contém uma toxina que inibe a capacidade do corpo de sintetizar a glicose

A descoberta aponta que a fruta contém altas doses de hipoglicina, uma toxina que inibe a capacidade do corpo de sintetizar a glicose. Depois que coletaram o material genético de 300 crianças afetadas, os médicos descobriram algo em comum. Muitas delas tinham um nível baixo de açúcar no sangue e por isso tinham o dobro de chance de morrer.

"Uma das coisas que ouvimos várias vezes das mães era que as crianças não jantavam direito", disse ao jornal americano The New York Times a pesquisadora Srikantiah. A hipoglicina, combinada com os estômagos vazios, era a responsável, então, pelas mortes.

A doença causa encefalopatia, uma inflamação no cérebro. Os relatos apontam que as crianças acordavam cedo, com um choro alto e agudo, e depois tinham convulsões. Em cerca de 40% dos casos, a condição misteriosa levou à morte. Na época da colheita das lichias, os surtos da doença começavam no meio de maio e paravam repentinamente até julho, quando começam as chuvas.



As indicações mais concretas da relação entre a lichia e a doença vieram em 2015. Os pesquisadores recomendaram aos habitantes da região de Muzaffarpar que alimentassem bem as crianças antes de dormir e restringissem o consumo da fruta. Em seguida, os casos diminuíram de centenas para menos de 50 por ano.

As investigações começaram em 1995. Inicialmente, os médicos não conseguiram determinar se a doença era causada por uma infecção. Depois, descobriram que as vítimas não tinham febre ou número elevado de glóbulos brancos, as células que protegem o corpo e indicam infecções.

O estudo, feito por cientistas americanos e indianos, foi publicado no jornal médico britânico The Lancet Global Health em 31/1.

Fonte: VejaDiário de Pernambuco | The Lancet global Health
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8.1.17

Fast-food pode reduzir inteligência

Um estudo feito por cientistas da Universidade de Londres sobre alimentação à base de fast-food, aponta para os perigos desse tipo de dieta, um deles diz respeito à inteligência.

Fast-food pode reduzir inteligência
hambúrgueres - comida típica de fast-food

A principal descoberta dos pesquisadores é que uma criança que se alimenta ao longo da vida, com comida de fast-food, tem grande probabilidade de ter seu QI reduzido, quando chegar na vida adulta, em função da má alimentação. Ou seja, fast-food pode reduzir inteligência.


Como foi o estudo que mostrou que fast-food reduz inteligência


O estudo foi realizado com quatro mil crianças de 3 a 5 anos de idade, que tinham uma alimentação rica em frituras, sanduíches e outras guloseimas.


A conclusão foi que o tipo de alimentação que ingerimos, afeta diretamente nossa capacidade cerebral, como funções de raciocínio, atenção, memória e imaginação. Assim, a dieta fast-food afetaria diretamente nossa inteligência, causando sérios danos à nossa capacidade de pensar.

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Pizza saudável
alimentação das crianças diabéticas na escola
o máximo de embutidos permitidos por semana

Os pesquisadores também chamaram a atenção, para o nível socioeconômico das pessoas, já que isso interfere na qualidade da alimentação. Assim, o ideal, segundo eles, é procurar consumir alimentos frescos e de qualidade sempre que possível.




Comentário Saúde com Ciência sobre fast-food x inteligência


Seriam os americanos (que praticamente vivem à base de fast-food), então, menos inteligentes?

Fonte/Foto: Daily Mail.
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6.1.17

Vacina HPV em meninos, pelo SUS


Vacina contra HPV começa a ser distribuída para meninos a partir deste ano

A partir deste mês (janeiro/2017), a rede pública de saúde (SUS) vai passar a oferecer a vacina contra o HPV para meninos de 12 a 13 anos como parte do Calendário Nacional de Vacinação. A faixa etária, de acordo com o Ministério da Saúde, será ampliada gradativamente até 2020, período em que serão incluídos meninos de 9 a 13 anos.

Vacina HPV meninos
Vacina HPV em meninos, pelo SUS


A expectativa da pasta é imunizar mais de 3,6 milhões de meninos este ano, além de 99,5 mil crianças e jovens de 9 a 26 anos que vivem com HIV/aids no Brasil. Serão adquiriras, ao todo, 6 milhões de doses ao custo de R$ 288,4 milhões.

De acordo com o governo federal, o Brasil é o primeiro país da América Latina e o sétimo no mundo a oferecer a vacina contra o HPV para meninos em programas nacionais de imunização. Estados Unidos, Austrália, Áustria, Israel, Porto Rico e Panamá já fazem a distribuição da dose para adolescentes do sexo masculino.

Duas doses de vacina HPV


O esquema vacinal contra o HPV para meninos será de duas doses, com seis meses de intervalo entre elas. Já para os que vivem com HIV, o esquema vacinal é de três doses, com intervalo de dois e seis meses, respectivamente. Nesses casos, é necessário apresentar prescrição médica.

Fonte: Agência Brasil

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2.1.17

Brincar estimula criatividade e pensamento cognitivo das crianças


Especialista ajuda a entender como as brincadeiras são importantes para o desenvolvimento.

O desenvolvimento físico e intelectual de uma criança depende de inúmeros fatores e um dos principais é brincar. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, não precisa de muito para conquistar a criançada.

Brincar estimula criatividade e cognição infantil
Brincar estimula criatividade e pensamento cognitivo das crianças

BRINCAR ESTIMULA CRIATIVIDADE E PENSAMENTO COGNITIVO DAS CRIANÇAS


Brincadeiras preferidas


Quando não estão na escola, as atividades preferidas são: jogar bola, com 33% da preferência e brincar de boneca, com 28%. Apesar da forte presença da TV (26%), do videogame (14%) e do computador (9%), no dia a dia, os pequenos preferem andar de bicicleta (19%).

Para o Dr. Marcelo Neubauer, médico Infectologista de Merthiolate, as brincadeiras desenvolvem a expressão, lógica e criatividade das crianças.

“São nesses momentos que elas interagem com outras crianças e desenvolvem habilidades cognitivas, físicas, sócio-afetivas e morais. Por meio das brincadeiras, elas são capazes de compreender e reelaborar o universo ao seu redor. Também desenvolvem uma vida imaginária mais rica, podendo expressar e representar seus sentimentos e ideias por meio de fantasias, com temas próprios de sua realidade”, explica o especialista.

Escola X Brincadeiras


Nos dias atuais, os pais têm um desafio maior que é dosar as brincadeiras com as atividades escolares. Uma dica importante é a família ensinar para as crianças o prazer de estudar e aprender, pois com isso os estudos se tornam mais proveitosos. Além disso, algumas brincadeiras e jogos educativos também podem ser instrumentos facilitadores do processo de ensino/aprendizagem das crianças.

Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, mesmo quando as crianças não estão de férias, é muito importante que elas dediquem parte do seu dia ao descanso mental e às brincadeiras que desejarem. Uma agenda cheia de atividades no dia pode sobrecarregar e levar ao estresse. Além disso, é importante os pais perguntarem aos filhos o que eles realmente desejam fazer.

Espero que você tenha gostado do artigo. Que tal ler também: Dicas de saúde infantil nas férias.

Fonte: Dr. Marcelo Neubauer, médico Infectologista da Merthiolate

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1.1.17

Teste do pezinho plus, básico e master: diferenças

O teste do pezinho, um exame que foi trazido pela APAE em 1976 visa detectar precocemente doenças metabólicas, genéticas ou infecciosas, que se não tratadas poderão causar lesões irreversíveis no bebê.

O teste do pezinho e seus vários tipos, é um procedimento simples, onde são coletadas gotas de sangue do calcanhar do bebê e colocadas em um papel de filtro. A coleta do sangue do pé do bebê só pode ser colhido do terceiro ao sétimo dia após o nascimento, para que se consiga realizar o diagnóstico das doenças descobertas pelo teste do pezinho.

Teste do pezinho plus, básico e master: diferenças
Teste do pezinho plus, básico e master: diferenças

TIPOS DE TESTE DO PEZINHO

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Teste do Pezinho Básico (diagnostica quatro (4) doenças)


O teste do pezinho básico é o que é obrigatório por lei. A mãe e o bebê não podem ter alta do hospital sem ter colhido o sangue para o teste. Pelo teste básico são diagnosticadas 4 doenças e são elas:
  1. fenilcetonúria,
  2. fibrose cística,
  3. hipotireoidismo congênito,
  4. anemia falciforme
O resultado do teste do pezinho básico fica pronto depois de 2 dias.

A rede pública brasileira oferece gratuitamente o teste do pezinho em todo Brasil (ou seja, o teste do pezinho é GRÁTIS). Mesmo assim, muitas mães ainda saem da maternidade sem realizar o teste do pezinho em seus filhos.

Dos 27 estados brasileiros apenas 5 estados realizam o teste para as 4 doenças, em 13 estados apenas são realizados diagnósticos para hipotireoidismo, anemia falsiforme e fenilcetonúria e finalmente, nos restante dos estados só são realizados testes para hipotireoidismo e fenilcetonúria, as doenças mais comuns.

Leia também: Hipotireoidismo: sintomas e tratamentos.

Teste do pezinho Master





Além das doenças detectadas pelo exame do teste do pezinho básico são diagnosticadas as seguintes patologias: deficiência de biotinidase, hiperplasia adrenal congênita, galactosemia, toxoplasmose congênita.

Leia também: Descongestionantes podem causar defeitos congênitos em bebês.

Teste do pezinho Plus


No teste do pezinho plus são realizadas além das anteriores exame para as seguintes doenças: sífilis, citomagalovirose, doença de chagas e rubéola congênita.

-Ler mais na categoria Saúde Infantil


Fontes: www.testedopezinho.com.br, www.eistein.br/maternidade.
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14.12.16

Dicas de saúde infantil nas férias

Segundo Dr. Rene Abdalla, cerca de 50% das lesões infantis poderiam ser evitadas com medidas preventivas

Saúde Infantil: As férias escolares chegam sempre acompanhadas de muita diversão, viagens, passeios, além de mais tempo livre para as brincadeiras. Mas o período exige atenção redobrada dos pais para evitar lesões nas brincadeiras dos filhos.



Criança andando de bicicleta
criança andando de bicicleta/foto
Praticar esporte, seja do passeio de bicicleta à “pelada”, ensina à criança o valor do esporte e da disciplina. No período de férias, as atividades físicas se intensificam, mas a prática esportiva em crianças e adolescente requer cuidados especiais. Muitos, se não tiverem a orientação correta nesse período, podem voltar às aulas com fortes lesões.

A coordenação motora infantil, ainda em desenvolvimento, implica menor velocidade de reação física em comparação com a dos adultos. Conforme as crianças crescem e se fortalecem, os riscos de lesões também aumentam. Geralmente, as crianças menores de 10 anos se machucam em playground. Já os adolescentes tendem a se lesionar por meio da prática de esportes, além das quedas de bicicleta.

Nas práticas esportivas, as lesões podem ocorrer como resultado de quedas, batidas, boladas, torções, entre outros. Assim, todos os esportes e exercícios físicos implicam riscos e a única solução é prevenir.

Os pais são aliados importantes e precisam se informar das causas e das formas de prevenir lesões, sendo fundamental que propicie a seus filhos a oportunidade de praticar esportes de maneira segura.
 “No HCor, durante as férias do ano passado, recebemos 10% a mais de atendimentos de crianças lesionadas durante as recreações. As lesões mais frequentes são contusões (traumas que afetam somente as partes moles das articulações) e lesão da cartilagem”, explica Dr. Rene Abdalla, ortopedista e responsável pelo Instituto do Joelho HCor.
Estima-se que mais da metade das lesões ocorridas durante atividades esportivas envolvendo crianças e adolescentes possa ser prevenida se os pais tivessem tomado os devidos cuidados e tido orientação.
“A utilização de equipamentos corretos, como calçados apropriados, treinamento com técnica adequada, supervisionado por treinadores e técnicos, exercícios de alongamento muscular ou de flexibilidade, além de avaliação médica e multiprofissional estão entre as principais medidas preventivas”, esclarece o ortopedista.
É importante o uso de capacete nas atividades que utilizem equipamentos de roda, por menor que seja o percurso. A escolha do calçado, tamanho e tipo adequado também é muito importante. Esportes como o futebol exige o uso de chuteira, pois os cravos de plástico facilitam a aderência ao gramado. O mesmo calçado, no entanto, não serve para bicicleta ou skate.
 “O uso de um calçado apropriado é importante para a prática esportiva, assim os pais não devem permitir que as crianças joguem ou pratiquem esportes descalças ou com sandálias, para evitar lesões mais sérias nos pés”, alerta o ortopedista.

Dicas para prevenir lesões com as crianças nas férias durante as atividades físicas:

Avalie os níveis de dificuldade de cada esporte para ver se eles são compatíveis com a idade e o tamanho da criança. Por exemplo: uma bicicleta de adulto não serve para uma criança;

- Garanta que a criança, ao andar de bicicleta, patins ou skate, sempre utilize roupas adequadas e proteção apropriada, como capacete, joelheiras e cotoveleiras. E que pratique essas atividades em locais próprios e seguros;

- Antes de começar qualquer esporte, as crianças devem passar por um exame médico completo;

- Verifique se a pessoa que treina a criança está capacitada a prestar um serviço de primeiros socorros em caso de acidentes;

- Verifique se o ambiente de treinamento é adequado para prática esportiva;

- As crianças devem ter um tempo adequado de intervalo entre as atividades e não devem continuar a jogar se estiverem machucadas.

Centro de Ortopedia e Reabilitação no Esporte do HCor – Hospital do Coração:
Considerado um dos mais importantes centros nacionais da especialidade, o Centro de Medicina Esportiva do HCor reúne uma equipe altamente especializada com os mais modernos recursos tecnológicos para dar assistência a todas as patologias ortopédicas.

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29.11.16

OMS: Brasil terá mais mil casos de microcefalia

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que o zika está “aqui para ficar” e mais de mil novos casos de microcefalia ligados ao vírus deverão ser identificados no Brasil.

Quatro dias depois de anunciar o fim da emergência global, a entidade reuniu ontem governos de todo o mundo para explicar a decisão de transformar a resposta em programa de longo prazo e garantir que a atenção sobre a nova doença será “reforçada”.


A organização alertou que a real dimensão do impacto do vírus da zika pode ser ainda maior, com a descoberta de novas sequelas nos bebês. Todos na agência da ONU admitem: algumas das perguntas sobre o vírus poderão levar “anos” para serem respondidas.

Anthony Costello, diretor de Saúde Infantil da OMS, explicou que hoje existem 2,1 mil casos confirmados de microcefalia no Brasil. Mas outros 3 mil incidentes estão em análise.

“Desse total, poderemos esperar um número extra de mil casos confirmados. A emergência mundial pode ter acabado. Mas temos um enorme problema de saúde pública. Trata-se de um vírus que causa um impacto de longo prazo e o problema não vai desaparecer”, alertou.

A OMS também destaca que 80% dos casos de infecção pelo vírus da zika não provocam sintomas nas mulheres, o que pode elevar o número de casos de microcefalia. Costello confirmou que novos estudos alertam que quanto mais cedo a contaminação de uma gestante pelo zika maior será a chance de seu bebê desenvolver problemas.

“Se a contaminação for no primeiro trimestre, os riscos neurológicos são maiores”, disse Pete Salama, diretor da OMS. “Muitos nascem com cabeças normais, mas estamos descobrindo que os problemas podem ser maiores.”

Fonte: Conselho Federal de Farmácia (CFF)

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22.11.16

Teste do Olhinho e a cura do câncer de retina em bebês

"Teste do Olhinho" possibilita chance de cura de mais de 90% dos casos de câncer de retina em bebês

O retinoblastoma -- um tipo de câncer nos olhos -- se desenvolve na retina das crianças geralmente até os três anos e será um dos temas discutidos no Congresso Brasileiro de Oncologia Pediátrica. O “Teste do Olhinho” ou “Teste do Reflexo Vermelho” o câncer das células da retina, que acomete bebês, na maioria dos casos.

Teste do Olhinho e a cura do câncer de retina em bebês
Teste do Olhinho e a cura do câncer de retina em bebês

Como é feito o teste do olhinho?


Uma fonte de luz sai do oftalmoscópio, onde é observado o reflexo que vem das pupilas. Quando a retina é atingida por essa luz, os olhos saudáveis refletem tons de vermelho, laranja ou amarelo. Já quando há alguma alteração, não é possível observar o reflexo, ou sua qualidade é ruim, esbranquiçada.

A Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE) alerta que é essencial que o exame tenha uma lei federal, já que as chances de cura chegam a mais de 90% se esse tipo de câncer for diagnosticado precocemente.

Desde 2010 o exame é obrigatório aos planos de saúde e o Sistema Único de Saúde (SUS) garante a realização dos testes em todos os municípios participantes da Rede Cegonha, porém, menos de 50% dos municípios estão no programa.

“O tratamento deve ser realizado em centros de referência, por equipe multidisciplinar especializada e bem treinada. As modalidades terapêuticas são várias, como laserterapia, crioterapia, quimioterapia sistêmica, intra-vítrea ou intra-arterial, radioterapia e cirurgia. Com a utilização de todo este suporte de tratamento podemos cada vez mais curar estes pacientes com preservação da visão, evitando a cirurgia de retirada do olho”.

O que é leucocoria?


Trata-se do reflexo branco na pupila ou reflexo do olho de gato. É o sinal mais significativo do retinoblastoma, o câncer das células da retina.

Quais os sintomas do retinoblastoma (câncer de retina)?


A leucocoria (reflexo branco na pupila ou reflexo do olho de gato) é o sinal mais frequente em pacientes com retinoblastoma, ocorrendo em até 50% dos casos. Outros sintomas que podem ser característicos da doença são baixa visão, estrabismo, fotofobia (sensibilidade exagerada à luz) e deformação do globo ocular. O diagnóstico precoce tanto melhora a sobrevida dos pacientes quanto diminui a morbidade, que seria a retirada do olho e perda da visão.

É bom ficar claro que nem toda mancha branca no olho ou estrabismo é câncer, mas se for notada qualquer alteração é necessário levar a criança ao oftalmologista.

Sobre o retinoblastoma


• É responsável por cerca de 2% a 4% dos tumores infantis;
• De acordo com dados de 2010 do Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Brasil, a incidência varia entre 21 e 27 casos por milhão de pessoas;
• 90% dos casos são diagnosticados do nascimento até os cinco anos de idade;
• Os pais que tiverem um filho com retinoblastoma necessitam fazer aconselhamento genético porque as chances de eles terem uma segunda criança que seja portadora da doença é alta, entre 45 e 50%;
• Bastante agressivo, pode afetar o nervo óptico, alcançar o sistema nervoso central e levar o paciente à morte, quando diagnosticado tardiamente.

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14.11.16

Como prevenir a diabetes tipo 2 em crianças e adolescentes

14/11 - Dia Mundial do Diabetes - Dicas de prevenção da diabetes em crianças e adolescentes? Condição cresce 20% ao ano no Brasil, de acordo com estudo da Federação Internacional de Diabetes. Carboidratos e fast-food são responsáveis pelo aumento do número de casos, alerta especialista

Como prevenir o diabetes tipo 2 em crianças e adolescentes?


Como prevenir a diabetes tipo 2 em crianças e adolescentes
Como prevenir a diabetes tipo 2 em crianças e adolescentes

Novembro não é azul só pelo câncer de próstata, é também azul pelo diabetes, já que no dia 14/11 é o dia mundial de combate à doença, que cresce 20% ao ano no Brasil, de acordo com estudo da Federação Internacional de Diabetes.

A Pesquisa de Alimentação Saudável, feita pelo grupo Minha Vida sobre nutrição infantil, mostra que 55% dos pais que participaram do levantamento têm dificuldade de manter a refeição dos filhos saudável. Uma alimentação equilibrada é fundamental na prevenção, combate e tratamento da doença, que atinge mais de 14 milhões de pessoas no país e mata 72 mil todos os anos.

Perigos da diabetes: 8 dados alarmantes sobre diabetes

De acordo com Camila Barreto, endocrinologista e nutróloga do CECAM – clínica médica referência em São Paulo –, o diabetes do tipo 2 é a maioria dos casos e o mais comum em pessoas com fatores de risco como: antecedente familiar de diabetes, acima de 40 anos, sobrepeso e obesidade, sedentárias e sem hábitos saudáveis de alimentação.

“Porém, o número de diagnósticos do diabetes tipo 2 nos mais jovens e até crianças vem crescendo principalmente pelo aumento do consumo de carboidratos e fast-food”, alerta a especialista.

Papel dos pais com relação ao diabetes tipo 2 em crianças


No tratamento do diabetes em crianças e adolescentes, os pais têm suma importância. Compreensão, paciência e dedicação são fundamentais porque segundo a endocrinologista, os mais novos nem sempre aceitam bem o diagnóstico e às vezes necessitam de auxílio/assistência de um psicólogo. É importante também uma integração como a participação de encontros e grupos com outras crianças que também tenham diabetes.

Amilopectina do trigo aumenta glicemia e pode causar diabetes

A especialista alerta ainda que a superproteção deve ser evitada e que o apoio nos processos de aceitação e compreensão da doença é o mais importante.

“Estar a par dos hábitos de vida dos filhos como alimentação e exercícios físicos; estar presente no dia a dia e atento à verificação de auto-monitorização da glicemia, para avaliar a resposta aos alimentos, medicamentos e principalmente à insulina; e ficar alerta aos sintomas de descompensação, bem como mudanças no crescimento e desenvolvimento – peso e altura – para se necessários, fazer possíveis ajustes na terapia insulínica”.
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14.10.16

Dúvidas sobre a desidratação em crianças e idosos

Crianças, sobretudo bebês, e também os idosos são as principais vítimas da desidratação na época de verão. O bebês, por terem maior proporção de água no organismo, a perda de líquidos e eletrólitos na infância é uma ameaça eminente para eles. Se não revertida imediatamente, a desidratação pode ser até fatal, alerta o pediatra David Elias Nisenbaum, do Hospital Infantil Sabará. Aqui, ele esclarece as principais dúvidas sobre o problema. Já nos idosos, o problema é a a pele muito fina, que facilita a desidratação por perda de água pela pele.

► Leia também: Soro caseiro: receita copo 200 ml (e para 1 litro)

Dúvidas sobre a desidratação em crianças e idosos


Dúvidas sobre a desidratação em crianças e idosos
Dúvidas sobre a desidratação em crianças e idosos

O que causa desidratação nas crianças?

A perda de líquido pelo organismo, seja por diarreia e vômitos ou pela ingestão de líquidos insuficiente.

A diarreia é a causa mais comum de desidratação em crianças?

Sim. Ela geralmente ocorre devido a infecções intestinais causadas por vírus, bactérias e intoxicação alimentar. Mas pode estar associada a outras doenças, como gastroenterite, dengue e leptospirose.

O que os pais devem fazer para prevenir a desidratação?


As crianças não costumam pedir água. Por isso, os adultos devem lhes oferecer líquidos várias vezes ao dia – sempre evitando alimentos de procedência desconhecida ou com alto nível de perecibilidade (como ovo, maionese, carnes etc), para evitar possíveis intoxicações alimentares que causam diarreia e, consequentemente, desidratação. A criança também não deve ficar exposta ao sol entre 10h e 16h, quando incidem as radiações solares mais nocivas. E, mesmo em outros horários, usando sempre protetor solar e uso de barreiras físicas (boné, guarda-sol)

Qual a melhor bebida para evitar a desidratação?


Além da água, água de coco, chás e sucos naturais são ideais. Evite refrigerantes e sucos industrializados, que são calóricos.

Quais os sintomas da desidratação?


Boca seca, pele sem elasticidade, olhos fundos, prostração, pouca urina ou intervalos longos para urinar, aprofundamento da moleira nos bebês, dores de cabeça e choro sem lágrima.

Se a criança for diagnosticada com desidratação, o que se deve fazer?


O tratamento deve ser prescrito pelo médico e consiste na reposição de líquidos e eletrólitos via oral e venosa. Mas o soro caseiro, como primeiro procedimento, é uma receita simples e eficaz: um copo de água limpa e potável de 200 ml, a ponta de uma colher de chá de sal e duas colheres rasas de açúcar. Um erro comum dos pais é suspender a alimentação durante uma crise de desidratação. As crianças devem e precisam se alimentar - mas uma dieta leve, sem alimentos gordurosos e frituras.

E quanto à desidratação dos idosos


Eles também podem ser vítimas preferenciais da desidratação. Por isso, o ideal é que eles criem o hábito de ingerir líquidos mesmo que não tenham sede. Esse é o alerta do geriatra Clóvis Cechinel. Segundo o médico, os idosos acabam não sentindo sede como os jovens e, por isso, só sentem a desidratação quando ela fica mais grave. Neles, vômitos, diarreia, o uso de diuréticos, o calor excessivo, a febre e a redução da ingestão de água, por qualquer razão, podem produzir desidratação.

De acordo com o Dr. Cechinel, no caso de idosos, para a desidratação ser considerada grave ela não precisa estar associada a grandes perdas hídricas. Basta o dia estar quente ou com baixa umidade que o idoso necessariamente vai perder mais água pela respiração e pelo suor, por conta da maior sensibilidade do organismo.

► Leia também: Soro caseiro: receita copo 200 ml (e para 1 litro)

“Se não houver reposição adequada, a desidratação é certa. A sensação de sede reduzida, o uso de medicamentos que induzem ao aumento do volume urinário, bem como a função renal diminuída e a incontinência urinária aumentam o risco de desidratação”. Ele reforça: “A ingestão de líquidos deve ser incorporada à rotina do idoso, independentemente de ele estar em casa ou não. E, vale lembrar: refrigerantes e cerveja não devem substituir a água”.

Uma sugestão de Cechinel é o idoso ter sempre uma garrafinha ou um copo de água por perto, mesmo quando não estiver em casa.

“Às vezes, a falta de ingestão de água é devida à dificuldade de segurar a urina, o que constrange muitos idosos. Mas manter o corpo hidratado deve ser a principal preocupação deles”.

O geriatra lembra que o ideal é garantir que a quantidade de líquidos ingerida seja mais ou menos igual às perdas (urina, suor, lágrimas e saliva) e em pequenas doses.

“Copos cheios de água causam uma sensação de plenitude gástrica desconfortável para o idoso. É melhor ingerir em pequenas quantidades, várias vezes ao dia. Além disso, colocar sabor na água, por meio de sucos e refrescos, é uma estratégia eficaz para conseguir ingerir a quantidade de líquidos desejada”, comenta o médico.

Diagnóstico e tratamento da desidratação




O Dr. Cechinel ressalta que na desidratação acontece uma insuficiência pré-renal, sendo recomendada a avaliação de alguns eletrólitos (sódio e potássio), bem como indicadores da função renal (ureia e creatinina), assim como exames de urina - pois a concentração da urina pode refletir o grau de hidratação do paciente.

“Um hemograma completo pode ser também solicitado se o médico achar que uma infecção subjacente está causando a desidratação. Outros exames de sangue, como testes de função hepática, podem ser indicados para encontrar as causas dos sintomas”, conta.

Em caso inicial de desidratação, o soro caseiro também pode ser utilizado por idosos. Se, mesmo tomando as medidas preventivas, não houver melhora, o médico deve ser procurado para que outras medidas sejam tomadas.
Fontes: Pediatra David Elias Nisenbaum, do Hospital Infantil Sabará | Geriatra Clóvis Cechinel
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13.9.16

5 dicas para evitar alergias em crianças

As mudanças no clima exigem que os pais comecem a pensar em dicas para evitar alergias em crianças e principalmente nos bebês. De acordo com Associação Brasileira de Alergias e Imunologia (ASBAI) pais alérgicos têm grande chance de terem filhos alérgicos. Se ambos são, a chance é de 80%.

5 dicas para evitar alergias em crianças
5 dicas para evitar alergias em crianças / foto: Dreamstime ©

Veja 5 dicas para evitar alergias em crianças


1- Escolha os hipoalergênicos: O uso de produtos que oferecem o menor risco de reações alérgicas faz parte dos cuidados que os pais devem ter. Os chamados hipoalergênicos são formulados para minimizar o possível surgimento de alergias.

2- Troque as fraldas com frequência: Evite que a criança permaneça molhada por muito tempo e use fraldas que ajudam a absorver e controlar a quantidade de urina.

Leia também: Como eliminar os ácaros.

3- Seque bem a pele: Secar muito bem a pele da criança após cada troca e usar produtos adequados completam a prevenção.

4- Observe as informações nos rótulos: Os produtos usados com grande frequência devem ter passado por testes de segurança realizados por centros de pesquisas clínicas especializados. O teste chamado Irritabilidade Dérmica Primário é obrigatório.

Leia também: 5 dicas para amenizar os efeitos do tempo quente e seco.

5- Fique atento as alterações da pele: No caso de perceberem qualquer alteração como, por exemplo, pele avermelhada, bolinhas ou feridinhas, procurar imediatamente um especialista.

Fonte: Dagmar Zimermann, química do Grupo FW, empresa especializada na fabricação de lenços e toalhas umedecidas.
Foto: Dreamstime © / Via Grupo FW
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Crianças com doenças raras: Preconceito e desinformação dificultam suas vidas

Preconceito e desinformação dificultam vida de crianças com doenças raras

Doenças raras e crônicas, como a hemofilia, estão entre as enfermidades que exigem de escolas e famílias uma parceria bem estruturada para garantir o bem-estar dos pequenos pacientes.

Crianças com doenças raras: Preconceito e desinformação dificultam suas vida
Crianças com doenças raras: Preconceito e desinformação dificultam suas vida


Conviver com uma enfermidade incurável é um desafio para qualquer pessoa. Isso porque, em muitos casos, o paciente se vê obrigado a deixar de lado uma série de atividades do cotidiano. Mas, se a descoberta de uma doença crônica pode ter impactos profundos para um adulto, na criança a situação pode acarretar efeitos devastadores sobre a escolarização, o relacionamento com os colegas e o desenvolvimento da autoestima.

As doenças raras estão entre as condições crônicas que podem exigir de escolas e famílias uma parceria bem estruturada para garantir o bem-estar físico e emocional dos pequenos pacientes. Esse é o caso da hemofilia, caracterizada por desordens na coagulação sanguínea, podendo causar sangramentos de forma espontânea ou pós-traumática. Por isso, atividades comuns do cotidiano infantil, como correr, pular e jogar bola, podem representar sérios riscos para esses pacientes.

“Quando recebe os cuidados e a atenção necessários, a criança hemofílica pode ter uma vida normal. A escola tem papel fundamental quando entende as limitações daquele aluno e se organiza, por exemplo, para substituir atividades de educação física muito intensas pela prática de esportes de menor impacto, como a natação”, afirma a hematologista Cláudia Vaz, da Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco (HEMOPE).

Atualmente, com a evolução do tratamento para enfermidade, o próprio paciente com hemofilia, ou seus familiares, podem aplicar o fator coagulante em casa, prevenindo as hemorragias e evitando o absenteísmo nas atividades escolares.

Preconceito contra crianças com doenças raras


Quando se trata de uma enfermidade dermatológica, o aspecto emocional pode adquirir uma dimensão ainda mais importante para o aluno. Embora a enfermidade, em geral, não imponha à criança limitações dentro da rotina escolar, não raro esses pacientes sofrem com o preconceito e a discriminação do grupo.

Caracterizada por placas avermelhadas e escamas brancas sobre a pele, a psoríase muitas vezes é confundida com condições dermatológicas transmissíveis, levando ao afastamento dos colegas. Na verdade, trata-se de uma doença de caráter autoimune.

Supervisora da Divisão de Dermatologia do Hospital das Clínicas de São Paulo, a dermatologista Maria Cecília Rivitti confirma que as crianças com psoríase costumam sofrer bullying, muitas vezes reforçado pelo estigma secular que as doenças de pele carregam.

“A melhor forma de combater o preconceito é a informação. Por isso, é imprescindível que os pais conversem com os professores, diretores e orientadores pedagógicos para que a escola promova ações de conscientização dentro da comunidade escolar”, analisa.

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Via: PFIZER


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27.6.16

Calendário de Vacinas: o que mudou?

Calendário de vacinas é alterado pelo Ministério da Saúde. Confira o que mudou no calendário de vacinação.

Atualmente, o Programa Nacional de Imunizações distribui cerca de 300 milhões de imunobiológicos anualmente, dentre vacinas e soros, além de oferecer à população todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no Calendário Nacional de Vacinação.


Calendário de Vacinas: o que mudou?
Calendário de Vacinas: o que mudou?

O Ministério da Saúde garante que mesmo com a redução das doses das vacinas a proteção será a mesma e que a mudança no calendário de vacinação não tem nada a ver com custos:

Vacinas para viagem.

"Toda vez que o Ministério da Saúde muda o calendário, ele é baseado nas evidências científicas, nos trabalhos que são publicados à luz dessas necessidades de mudança. Não há nenhum objetivo de economia no programa e sim garantir a efetividade das ações de imunização do nosso país", afirma Carla Domingues, coordenadora do Programa Nacional de Imunizações.

O que mudou no calendário de vacinação?


Para os bebês, a principal diferença no calendário vacinal será a redução de uma dose na vacina pneumocócica 10 valente para pneumonia, que a partir de agora será aplicada em duas doses, aos 2 e 4 meses, seguida de reforço preferencialmente aos 12 meses, mas que poderá ser tomado até os 4 anos.

Já a vacina contra a poliomielite, aplicada aos seis meses, deixa de ser oral e passa a ser injetável. A partir de agora, a criança recebe as três primeiras doses do esquema – aos dois, quatro e seis meses de vida – com a vacina inativada poliomielite (VIP), de forma injetável. Já a vacina oral poliomielite (VOP) continua sendo administrada como reforço aos 15 meses, quatro anos e anualmente durante a campanha nacional, para crianças de um a quatro anos.

Também houve mudança na vacina meningocócica C, que protege as crianças contra meningite C. O reforço, que anteriormente era aplicado aos 15 meses, passa a ser aplicado preferencialmente aos 12 meses, mas pode ser feito até os 4 anos. As primeiras doses da meningocócica continuam sendo feitas aos 3 e 5 meses.




A vacina contra o papiloma vírus humano (HPV) vai passar a ter apenas duas doses, em vez de três, para meninas entre 9 e 11 anos. Esta é uma das mudanças anunciadas pelo Ministério da Saúde no calendário de vacinação da rede pública, que já estão valendo.

► Vacinas para adultos - saiba quais são as vacinas que adultos devem tomar.

Segundo a pasta, estudos recentes mostram que a resposta de anticorpos com duas doses não é inferior à aplicação de três. Já as mulheres entre 9 e 26 anos que têm HIV devem continuar recebendo o esquema de três doses da vacina contra o HPV.

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21.6.16

Prevenção da obesidade deve ser feita desde criança

Brasília – A prevenção da obesidade em crianças e dentro de casa garante resultados melhores contra o excesso de peso e desenvolvimento das doenças crônicas não transmissíveis, como o diabetes, alertou a representante da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), Maria Edna de Melo.



“Se a gente começa a educar desde criança é lógico que teremos mais resultados no futuro. Quando uma criança aprende na escola e aprende a gostar do que é saudável esse quadro muda, mas é preciso também envolver os pais para que o resultado seja melhor em toda a família”.

O alerta foi dado no Dia Nacional da Prevenção da Obesidade (11/10), o objetivo é promover uma reflexão sobre os hábitos alimentares, o crescente ganho de peso da população e também estimular as pessoas a optarem por atividades preventivas e saudáveis.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a obesidade é um dos maiores problemas de saúde pública no mundo e acomete 1 bilhão de pessoas. Além disso, responde como a quinta causa de mortes em todo o mundo.

Uma pessoa pode ser considerada obesa quando o Índice de Massa Corporal (IMC) é igual ou superior a 30. No caso do sobrepeso, o índice é igual ou superior a 25. Para calcular é preciso dividir o peso (em quilos) pelo dobro da altura (em metros).

Edição: Rivadavia Severo
Fonte: Agência Brasil

Calcule o IMC e o IAC.

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17.6.16

O que é microcefalia e quais os sintomas da microcefalia

Entenda o que é microcefalia e os sintomas da microcefalia.

O QUE É MICROCEFALIA?


A microcefalia é uma doença que acomete bebês recém-nascidos. Tais bebês nascem com o tamanho da cabeça alterado. O tamanho do cérebro dos bebês que nascem com microcefalia é muito menor do que o esperado para um bebê dessa idade.

POR QUE O NOME DA DOENÇA "MICROCEFALIA"


O termo "micro" significa pequeno e "cefalia" refere-se à cabeça. A maioria das crianças com microcefalia também têm um cérebro pequeno e algum tipo de retardo mental. No entanto, algumas crianças com cabeças pequenas têm inteligência normal.

O que é microcefalia e quais os sintomas da microcefalia
O que é microcefalia e quais os sintomas da microcefalia

MICROCEFALIA SINTOMAS

  1. Os sintomas da microcefalia podem incluir:
  2. Aspecto da cabeça do bebê é muito pequeno
  3. Convulsões
  4. Maior movimento dos braços e pernas (espasticidade)
  5. Grito de alta frequência
  6. O retardo mental
  7. Não quer se alimentar
  8. Atrasos no desenvolvimento
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6.5.16

Drogas: falta de diálogo entre pais e filhos

O diálogo das drogas: Você presta atenção em seus filhos?

Psicólogo e escritor Alexandre Bez alerta sobre a falta do diálogo entre pais e filhos



Há algumas décadas, começamos a notar o avanço no desenvolvimento infantil. O acesso à informação e o contato com pessoas do mundo todo, facilitado especialmente pela internet, leva uma grande quantidade de informação, que diminui a vivencia da infância, período fundamental da vida.



Muito cedo as crianças comecem a aprender e praticar coisas inapropriadas à sua idade, sem ter a real noção do que estão fazendo e das conseqüências desses atos.

diálogo entre pais e filhos

O maior perigo dessa socialização é o contato com criminosos que agem à sombra do anonimato. Muitos tem como alvo principal as crianças e adolescentes. Nesse caso, falamos especificamente de traficantes de drogas, que se tornaram o grande câncer da sociedade, não só brasileira, mas mundial. Esses sujeitos vêem os jovens como futuros clientes, e para seduzi-los oferecem a promessa ilusória de fuga da ansiedade ou pressão sofrida por um grupo, através das drogas.

No Brasil, ainda não há o combate eficaz a essa máfia, então o que os pais podem fazer para proteger seus filhos? A melhor arma é a conversa! O bate papo em família deve começar desde a primeira infância para que a criança aprenda a ouvir “não”, lidar com futuras frustrações e afastar situações e pessoas negativas do seu convívio.

A partir do momento em que a família adota a política do diálogo para orientar e ensinar os filhos, uma enorme barreira é derrubada, pois gera a confiança mútua através do afeto e companheirismo no núcleo familiar. Dessa forma, quando os filhos tiverem qualquer tipo de problema, irão buscar ajuda dentro de casa. Caso a criança não tenha uma base sólida e de confiança, ao menor sinal de carência, baixa-estima, ansiedade ou depressão, ela estará muito mais suscetível a encontrar nas drogas sua válvula de escape, principalmente na fase mais conturbada da vida: a adolescência.

O uso de drogas pode começar com as lícitas, como álcool, sempre presente em festas e adquirido facilmente em diversos estabelecimentos. O consumo dessas bebidas é muitas vezes incentivado ou permitido pelos próprios pais. A partir daí, o passo seguinte é partir para drogas mais fortes e com maior nível de dependência química. Aparentemente as meninas podem ser mais propensas ao uso pela falsa promessa de “fantasia da felicidade”, muito mais idealizada pelo sexo feminino, embutida no uso de entorpecentes. São elas também que carregam o maior estigma da sociedade, quando estão num estágio comprometido pelas drogas.

Na mente dos dependentes se cria uma barreira psicológica, que veda o auto diagnóstico crítico – por achar o uso de entorpecentes normal -, piora a baixa-estima – por entender que a droga vai preencher a lacuna existencial em sua vida -, e ludibria o inconsciente, o que dificulta a chegada de ajuda profissional e especializada.

Abandonar o vício exige grande força de vontade do dependente. Na maioria dos casos, depois de certo tempo de uso, o usuário perde saúde física, mental, integridade, paz e a família, que acaba se afastando por medo de agressões, ameaças, roubos, não só do parente usuário, mas de traficantes que frequentemente intimidam a família para forçar pagamento de dividas.

Um bom começo para ajudar um parente ou amigo com esse problema é não recriminá-lo com nomes ou rótulos. Observar mudanças bruscas de comportamento, violência, falta de apetite, isolamento, transtornos de humor entre outros aspectos, também é muito importante para detectar o problema ainda no início.

Por esses e outros motivos o diálogo em casa é tão importante: uma pessoa bem estruturada e com apoio maciço da família tem plena condição de dizer “não” e afastar os maus elementos de sua vida. Se os pais perceberem qualquer tipo de mudança de comportamento, devem rapidamente procurar ajuda e orientação, mesmo que suspeitem apenas de uma crise de adolescência. Vale reforçar que o melhor jeito de não ter problemas com drogas, é não se envolver com elas, nem que seja para experimentar e se afastar completamente daqueles “amigos” que a oferecem.

Dados sobre o autor
Alexandre Bez, Psicólogo Especializado em Relacionamentos pela Universidade de Miami e Síndrome do Pânico pela UCLA lançou seu primeiro romance psicológico INVEJA – O Inimigo Oculto (Editora Juruá).

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10.2.16

Microcefalia: tratamento e reabilitação melhoram a qualidade de vida

Oferecer melhor qualidade de vida aos bebês diagnosticados com microcefalia é fator determinante para seu desenvolvimento futuro, segundo o neuropediatra Rafael Guerra Cintra. Embora a anomalia prossiga ao longo da vida, o acompanhamento médico é a chave para a diminuição das sequelas.

Microcefalia: tratamento e reabilitação melhoram a qualidade de vida


Com o crescimento expressivo do número de casos de microcefalia no País, que hoje ultrapassam a marca de 3,5 mil registros relacionados ao Zika, a doença preocupa cada vez mais as autoridades de saúde. Nos primeiros sete dias do ano, houve um aumento de 11% de novos casos em relação às 3.174 notificações anteriores – a região nordeste é a mais afetada.

Como não há tratamento medicamentoso para a microcefalia, o neuropediatra explica que as habilidades da criança podem ser estimuladas no decorrer do crescimento por meio de terapias.

► Leia também: O que é microcefalia e quais os sintomas da microcefalia

“Tratamentos realizados desde os primeiros meses melhoram o desenvolvimento do paciente, especialmente com a ajuda de fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos. É possível que um bebê tenha melhora na qualidade de vida se houver esse tipo de auxílio”, sugere.

O fisioterapeuta ajuda, por exemplo, a evitar atrofia dos músculos, estimulando o desenvolvimento motor e o equilíbrio. É importante fazer o máximo de sessões, sugeridas pelos profissionais. Já o fonoaudiólogo trabalha a fala e a linguagem, fazendo com que a criança tenha mais capacidade de comunicação.

Para o médico, é importante reforçar que os diagnósticos intrauterino e neonatais mudam o processo de evolução da criança. Sobre as possibilidades de diminuição das sequelas, os bebês diagnosticados na gestação ou no período neonatal têm mais chances de se desenvolver no futuro, devido ao diagnóstico precoce. Já os que tiverem a anomalia detectada meses após o nascimento estão mais propensos a ter maiores limitações futuras, pois terão um início tardio de seus tratamentos.


A principal hipótese discutida para o aumento de casos de microcefalia está relacionada a infecções por Zika vírus, que foi identificado pela primeira vez no País em abril deste ano. Com o sistema nervoso central afetado pelo vírus durante o período de gestação, a doença pode causar problemas de fala, déficits motores e atraso mental, com danos de memória e de raciocínio em graus variados.

► Leia também: Entenda a relação entre zika vírus, síndrome de Guillain-Barré e microcefalia

Fonte: COMPLEXO HOSPITALAR EDMUNDO VASCONCELOS

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13.1.16

Nova técnica para neurocirurgia fetal

Nova técnica de neurocirurgia é desenvolvida pela Unidade Fetal do HCor.


A Unidade Fetal do HCor (Hospital do Coração), desenvolveu uma nova técnica para a correção da mielomeningocele fetal - defeito da coluna do feto, que deixa exposta a medula espinhal e as raízes nervosas, levando a inúmeras alterações neurológicas.

Nova técnica para neurocirurgia fetal
Nova técnica para neurocirurgia fetal

Idealizada pelo coordenador do grupo de cirurgias fetais do HCor, Dr. Fábio Peralta, e pelo Dr. Antônio de Salles, responsável pelo Departamento de Neurociência e Dr. Rafael Botelho, responsável pela Obstetrícia, o novo procedimento é feito por meio de uma pequena incisão de 2,5 cm no útero, através da qual os neurocirurgiões corrigem a mielomeningocele fetal com o auxílio de microscópios de alta resolução. A incisão mínima no útero resulta em maior segurança para a gestante durante e após a cirurgia. As complicações são mínimas e raras e mais de 40 fetos já foram beneficiados por este procedimento, com excelentes resultados pós-natais.


A correção intra-útero da mielomeningocele já era realizada no país por meio de técnicas convencionais, ou seja, através de incisões de 6 a 10 cm no útero. Este tipo de acesso ao feto está associado a significativa taxa de complicações maternas e fetais, de rotura prematura de membranas, de prematuridade, além de deixar a gestante com grande cicatriz no corpo do útero (o que pode comprometer o futuro reprodutor da paciente).

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A nova técnica, desenvolvida pela equipe do HCor, tem como finalidade principal reduzir a agressão cirúrgica ao útero materno, minimizando assim as complicações operatórias e pós-operatórias. Esta técnica permite, também, que a correção da mielomeningocele seja feita em fases mais precoces da gravidez (19 ou 20 semanas), quando o útero é ainda muito pequeno para ser submetido a incisões maiores - o que minimiza a exposição da medula e raízes nervosas do feto ao líquido amniótico. Este líquido lesa nervos expostos na mielomeningocele, que devem controlar os esfíncteres da bexiga, do ânus e a musculatura dos membros inferiores.

“Na cirurgia que realizamos, o útero é exposto através de uma incisão no abdômen da gestante, semelhante à da cesariana (cirurgia a céu aberto), da mesma forma que é feito na cirurgia intra-útero convencional para mielomeningocele. No entanto, operamos o feto por uma abertura no útero de 2,5 cm, o que praticamente elimina o risco de rotura uterina após a cirurgia e expõe a paciente e o feto a riscos mínimos e controláveis durante e após o procedimento”, esclarece o neurocirurgião do HCor, Dr. Antonio De Salles.

Os demais tratamentos fetais (exceto a mielomeningocele) são realizados por meio de procedimentos chamados minimamente invasivos (com o uso da endoscopia, de agulhas, cateteres e drenos, guiados por ultrassonografia). A equipe de cirurgia fetal do HCor disponibiliza todos os tipos de tratamento fetal hoje consagrados pela medicina baseada em evidências. Para a gestante, essas intervenções são consideradas muito seguras, sendo raras as complicações, como sangramentos ou infecções. Todo esse cuidado é justificado diante da incidência de bebês portadores de malformações congênitas, que chega a 2% de todos os nascidos vivos.

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De acordo com o cirurgião fetal do HCor (Hospital do Coração), Dr. Fábio Peralta, dos procedimentos minimamente invasivos, o mais frequente é a cauterização de vasos placentários com laser por via endoscópica, em casos de transfusão feto-fetal (desequilíbrio entre os fluxos de sangue dos gêmeos que compartilham a mesma placenta). Esta técnica foi modificada ao longo dos anos, e, atualmente, a que se usa no mundo todo foi inicialmente criada pelo Dr. Peralta. Nos casos graves, se a cirurgia não for feita, a possibilidade de óbito de pelo menos um dos gêmeos é de aproximadamente 95%. Com o tratamento, há 75% de chance de que pelo menos um dos bebês sobreviva.

Para a oclusão traqueal fetal

Outra cirurgia comumente realizada no HCor é a de oclusão traqueal fetal, em casos de hérnia diafragmática (quando o diafragma, músculo que separa o abdômen do tórax, não se fecha adequadamente, permitindo que os órgãos abdominais subam para o tórax e comprometam o desenvolvimento dos pulmões).

“Nesses casos, a cirurgia fetal contribui para o aumento do tamanho dos pulmões do feto, melhorando sua chance de sobreviver após o nascimento. Há, no entanto, a necessidade de corrigir definitivamente o defeito do diafragma após o parto”, enfatiza Dr. Peralta.

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Fonte: Unidade Fetal do HCor: referência internacional em cirurgia fetal (a céu aberto e minimamente invasiva), a Unidade Fetal do HCor tornou-se o mais importante centro de tratamento de doenças fetais do Brasil. 

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