Dia Mundial Contra a Dor - 17 de Outubro

No dia 17 de outubro as atenções de saúde estão voltadas para a dor. Mas afinal o que é dor e por que sentimos dor?

DOR É “NORMAL”, MAS NÃO É NORMAL TER DOR

92% da população sente dor pelo menos uma vez na vida


A afirmação revela um dos maiores problemas da sociedade com relação à dor. Apesar de ser comum, não é normal ter dor e a mesma deve ser tratada como alerta importante e não apenas como um incômodo habitual. “É preciso estar atento. A dor quando frequente, forte e sem causa lógica devem ser avaliadas por um médico especialista e tratadas corretamente”, explica o Neurocirurgião, Dr. Manoel Jacobsen.

O que é Dor e por que sentimos dor?


Com o objetivo principal de proteção, a dor surge como um mecanismo de defesa do organismo. Esse mal ocorre quando as terminações nervosas existentes no local afetado conduzem o estímulo doloroso por nervos até a medula espinhal. Depois deste caminho, o estímulo é conduzido para diversas regiões do cérebro, onde é percebido como dor e transformado em respostas a este estímulo inicial.

Quais as principais dores

  • Dor de cabeça tensional (responsável por 49% do mau-humor)
  • Dores musculares
  • Fibromialgia
  • Dor de cabeça devido a estresse
  • Dor na coluna (responsável por 44% do mau-humor)
  • Cólicas menstruais (responsável por 54% do mau-humor)

As dores musculares e de cabeça (cefaleias tensionais) são as que mais acometem os brasileiros e afetam 92% e 64% das pessoas, respectivamente, pelo menos alguma vez na vida, segundo o estudo "O Mapa da Dor no Brasil". Apesar de serem mais constantes, as mudanças na rotina da sociedade fizeram surgir novas dores como é o caso das existentes no aparelho locomotor como a fibromialgia, além das dores de cabeça ocasionadas diretamente pelo estresse.

Dor Crônica

Além disso, pesquisas mundiais revelam que a dor crônica, que dura por meses e até anos, também tem aumentado como resultado dos novos hábitos de vida, maior longevidade, prolongamento da sobrevida de doentes fatais, mudanças no ambiente em que vivemos e pelo avanço da ciência que apresentou novos quadros dolorosos e a aplicação de conceitos atualizados sobre a dor.

Mas os progressos científicos também têm apresentado benefícios para o alívio das dores que mais atrapalham a vida dos brasileiros. Os analgésicos estão cada vez mais eficazes e com ação a partir de 15 minutos. Ainda no estudo Mapa da Dor, a rapidez na ação do medicamento foi apontada por 98% dos consultados como o principal motivador para a compra do medicamento. “O uso do analgésico é recomendado quando o paciente está em crise, principalmente em traumatismos, dores de cabeça tensionais e lombalgia”, afirma o neurocirurgião.

Dor em Homens X Mulheres

“A diferença está no fato das mulheres expressarem mais o sofrimento”. Com essa frase, Dr. Manoel Jacobsen acaba com o mito de que as mulheres sentem mais dores que os homens. Na verdade, o sexo feminino sofre com dores mais frequentes, intensas e de duração mais longa. Por exemplo, a dismenorreia (cólica menstrual).

Mas isso não significa que os homens sintam menos dor, já que não há como medir por ser subjetiva e dependente de aspectos fisiológicos e emocionais.

Além disso, o estilo de vida tem influencia importante nas dores. As mulheres e seus saltos altos são responsáveis por um número maior de relatos de dores nas costas e coluna agravados por fatores como má postura, estresse, tensão, estilo de vida, pratica inadequada de exercícios e sedentarismo. Outro problema é a artrite reumatóide que afeta três mulheres para cada homem.

Mulheres respondem menos aos analgésicos

Há ainda a discussão sobre o fato das mulheres responderem menos aos analgésicos. O neurocirurgião explica que esse fato é verídico, mas com ressalva. “Essa informação se confirma, mas somente no caso dos analgésicos opioides, drogas semelhantes à morfina“, explica. O uso de analgésicos como o ibuprofeno, indicados para dores leves a moderadas, são recomendados para ambos os sexos com alto índice de eficácia.[segs]

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