Medicamentos Alzheimer: LMTX, remédio promissor para o Alzheimer

Os medicamentos disponíveis atualmente para tratar o Alzheimer controlam os sintomas da doença, mas não combatem a deterioração do cérebro, característica que causa a demência.

Mas uma nova droga para tratar a doença está sendo considerada uma revolução entre os medicamentos Alzheimer.

A razão é que o declínio mental nos pacientes tratados com a droga LMTX foi interrompido pelos 18 meses em que o ensaio clínico -- liderado por Serge Gauthier, pesquisador na Universidade McGill, Canadá. Além disso, a redução das áreas-chave do cérebro comprometidas foi também abrandada.
Medicamentos Alzheimer: LMTX, remédio promissor para o Alzheimer
Medicamentos Alzheimer: LMTX, remédio promissor para o Alzheimer

Se tomado duas vezes ao dia, o medicamento LMTX, consegue atrasar a deterioração do cérebro relacionada com a doença de Alzheimer.

Esta é a primeira vez que um fármaco consegue reduzir a atrofia cerebral comum do Alzheimer.

Os indivíduos que apenas tomavam LMTX não sentiram qualquer diminuição das suas capacidades de memória ou racionalização, durante o ano e meio do ensaio clínico.

A conclusão que traz esperança às vítimas desta patologia foi, contudo, apenas registada em 15 dos 891 pacientes envolvidos no ensaio clínico - foram os participantes que não estavam a fazer mais nenhuma medicação para o combate à demência que conseguiram obter os bons resultados agora anunciados.

"Pela primeira vez, no nosso campo, um medicamento consegue reduzir o ritmo de atrofia cerebral (comprovado por ressonância magnética)", pontuou Gauther, na conferência da Associação Internacional de Alzheimer, em Toronto.

Resultados curiosos envolvendo o medicamento LMTX para Alzheimer


A fase III do estude envolveu 891 doentes com sintomas entre ligeiros e moderados. Durante 15 meses, o grupo maior de doentes fez uma terapia combinada com LMTX e outras drogas, já um outro grupo de apenas 15% dos doentes fez uma terapia só com a nova droga e um terceiro grupo tomou um placebo.

A droga só mostrou os efeitos positivos descritos por Claude Wishik (da Universidade de Aberdeen, na Escócia, e cofundador da farmacêutica TauRx, que desenvolveu a LMTX) no grupo de 15% dos doentes que foram exclusivamente tratados com a nova droga. Em todos os outros a doença progrediu sem retardamento visível dos sintomas.

Gostou do artigo? Complemente sua leitura com o texto "Deficiência cognitiva suave pode ser primeiro sintoma de Alzheimer".

Fonte: The Telegraph.

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