Doxiciclina para Parkinson: Antibiótico para espinhas graves pode tratar a doença, diz estudo

Cientistas descobrem por engano que antibiótico antigo, pode tratar Parkinson

Uma descoberta que pode revolucionar o tratamento do Mal de Parkinson está a caminho. Na verdade, seria uma redescoberta, já que o medicamento já existe. Trata-se de um antibiótico para tratar espinhas graves. É isso mesmo, usar a doxiciclina para parkinson, poderá ser uma realidade em menos de 10 anos.

Doxiciclina para Parkinson: Antibiótico
doxiciclina: nova processa para tratar Parkinson

Por quê? Porque a descoberta envolve um medicamento antimicrobiano que já é usado, ou seja, a etapa dos "testes em humanos" -- mais especificamente os testes de toxicidade -- não será necessária.

Como se deu a descoberta para o uso da doxiciclina para Parkinson?


Os cientistas estavam tentando induzir a doença (Mal de Parkinson) em ratos e segundo os cientistas:

“Para nossa surpresa, dos 40 animais que receberam a 6-OHDA (droga para provocar a doença), apenas 2 desenvolveram sintomas de parkinsonismo, enquanto os restantes permaneceram saudáveis“, explica o cientista.
“Uma técnica do laboratório percebeu que eles tinham sido alimentados por engano com uma ração que contém doxiciclina. Começámos então a investigar a hipótese de que a substância poderia ter protegido os neurónios”, contou Del-Bel.
Doxiciclina para Parkinson: Antibiótico para espinhas graves
Os tremores do Mal de Parkinson
A equipe repetiu a experiência em um novo grupo de animais, que, em vez de receber a doxiciclina através da ração, foi tratado com injeções do antibiótico.

O estudo foi publicado em fevereiro (2017) na revista Scientific Reports - Nature, noticiando que o antibiótico doxiciclina pode ser indicado em doses mais baixas para tratar a doença degenerativa, porque reduz a toxicidade de uma proteína chamada α-sinucleína, que danifica as células do sistema nervoso central.

A doxiciclina previne a neurodegeneração causada pelo Parkinson ao modular a neuroinflamação (inflamação dos nervos). Nossos resultados mostram que a doxiciclina transforma os oligômeros de α-sinucleína em espécies de alto peso molecular fora do percurso que não evoluem para fibrilas.

As propriedades neuroprotetoras da doxiciclina também foram verificadas em: isquemia cerebral, lesão medular, DP, doença de Huntington, esclerose lateral amiotrófica e esclerose múltipla 40,41,42. As propriedades anti-inflamatórias da doxiciclina têm sido propostas como o mecanismo envolvido no efeito neuroprotetor.

Foi demonstrado que a toxicidade da alfa-sinucleína pode ser transmitidas de células doentes para neurônios saudáveis, ​​onde induzem a conversão de a-sinucleína em espécies oligoméricas tóxicas. Nossos resultados sugerem que a doxiciclina estruturalmente remodelada interferiu no processo de contaminação a outras células nervosas.

E mais....

A curcumina (do açafrão) teria efeito semelhante?




Na mesma matéria foi escrito que a curcumina (diferuloylmetano) também reduz significativamente a toxicidade celular da α-Syn por ligação a oligômeros e fibrilas pré-formadas 46 com eficácia comparável à doxiciclina (razão de 1: 1) 47. Porém...

No entanto, a instabilidade, baixa solubilidade e a pouca biodisponibilidade oral da curcumina limitam as suas aplicações clínicas. Para superar este inconveniente, foram desenvolvidos alguns análogos estruturais de curcumina com propriedades antiagregantes.

Fonte: Nature (Repurposing doxycycline for synucleinopathies: remodelling of α-synuclein oligomers towards non-toxic parallel beta-sheet structured species)

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