Câncer de cabeça e pescoço: 5 coisas que você precisa saber

Cinco coisas que você precisa saber sobre câncer de cabeça e pescoço

O câncer de cabeça e pescoço já é considerado o nono tipo de tumor mais comum no mundo. Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) estimam que cerca de 22 mil brasileiros sejam diagnosticados com a doença, ainda neste ano.

Os dois tipos mais comuns de câncer na região são cavidade oral e laringe.

Câncer de cabeça e pescoço: 5 coisas que você precisa saber

Embora esses tumores cresçam de maneira silenciosa, com poucos sinais e sintomas, a boa notícia é que cerca de um terço deles pode ser evitada. O oncologista Auro Del Giglio, coordenador do HCor Onco, esclarece cinco dúvidas frequentes sobre este tipo de câncer. Confira!

1. Quais partes do corpo são afetadas?


O câncer de cabeça e pescoço se manifestam por meio de nódulos ou tumores nas glândulas salivares, parótidas, tireoide, pescoço, rosto, boca, língua, gengiva, laringe e faringe.

2. Álcool e cigarro são os principais fatores de risco?


Enquanto o hábito de fumar vem diminuindo, o número de casos de HPV segue em direção contrária, em especial o subtipo HPV-16. “Ele está associado, principalmente, aos tumores de orofaringe em pacientes mais jovens, decorrente do ato sexual sem proteção, o que resultou em um significativo aumento de casos de tumores de cabeça e pescoço sem histórico de tabagismo e alcoolismo, por exemplo”, explica Dr. Del Giglio.

3. Este tipo de câncer é assintomático?


Em fase inicial, dificilmente há alguma manifestação, o que dificulta o diagnóstico precoce. De acordo com o oncologista do HCor, é preciso cuidado e atenção especiais com nódulo persistente no pescoço, dificuldades para engolir, lesão na boca que não cicatrizam ou rouquidão prolongada que durem mais de duas semanas.

4. Alimentação balanceada é fator de proteção?


Sim. Manter uma dieta saudável, equilibrada, rica em frutas e verdades, ricas em antioxidantes, faz toda a diferença e contribui com a prevenção de diversos tipos de câncer. A ingestão de carne vermelha, por exemplo, deve ser moderada. “O consumo ideal é de 2 a 3 vezes por semana, sempre variando a forma de preparo. Doces, refrigerantes e frituras também devem ser evitados”, orienta Dr. Del Giglio.

5. Há tratamentos específicos?


Sim. Tanto a radioterapia como a sua combinação com a quimioterapia e a cirurgia podem curar um grande número de pacientes portadores deste tipo de câncer. É importante que a escolha do tratamento se dê através de um time multidisciplinar envolvendo todas as especialidades para melhor coordenação e êxito na terapia.


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