Juntos, os antioxidantes licopeno, quercetina e vitamina C podem combater efeitos nocivos do tabaco e da poluição aliviando e prevenindo problemas pulmonares — a ciência explica!

Pessoas com doenças pulmonares pela exposição a agentes como tabaco e poluentes atmosféricos, e desejosos de se prevenir de danos ao pulmão, podem se beneficiar ao consumir 2 tomates e 3 porções de frutas diárias

Por Renata Fraia - jornalista (MTB: 55510) e farmacêutica (CRF: 23664)

Em algum momento de nossas vidas, todos nós já fumamos. Sim. Ainda que não tenhamos tragado nenhum cigarro, essa é uma verdade absoluta. Isso porque, todos já fomos — em maior ou menor grau — fumantes passivos. E isso é verdadeiro sobretudo para aqueles com mais de 40 anos, que viveram em uma época com poucos lugares com proibição do uso tabaco e, ficando, portanto, expostos à sua fumaça. Assim, essa matéria pode auxiliar a todos: fumantes, ex-fumantes e fumantes passivos.

Quanto à poluição, somos constantemente expostos a ela, ainda que em menor ou maior grau, sempre com a maior exposição atrelada à vida nas cidades grandes (com maior tráfego de veículos) e centros industriais.

Juntos, os antioxidantes licopeno, quercetina e vitamina C podem combater efeitos nocivos do tabaco e da poluição aliviando e prevenindo problemas pulmonares — a ciência explica!

Os danos à saúde ocasionados devido ao contato com diversos agentes poluentes e ao tabaco são bastante conhecidos, muitos deles afetam o pulmão, um dos órgãos do corpo humano com contato direto com esses fatores.

Segundo a ASCO (Sociedade Americana de Oncologia Clínica), até 2030 o número de mortes por câncer de pulmão deverá aumentar em 50% para homens e dobrar para as mulheres latino americanas. Um dos principais fatores para esse aumento é o cigarro, pois, apesar da potente ação contra o fumo, o impacto epidemiológico do câncer de pulmão ainda é alto e crescente.

Um estudo feito pela Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health, em Baltimore, nos Estados Unidos, liderado pela Dra. Vanessa Garcia-Larsen e publicado na European Respiratory Journal, revelou que, em um período de dez anos, o declínio nas funções pulmonares foi menor entre os ex-fumantes que seguiram uma dieta rica em tomates e frutas, principalmente, a maçã.

Como foi o estudo?


Durante 10 anos, foram avaliados um total de 680 indivíduos com idades entre 37 e 50 anos. Os adultos que comiam pelo menos dois tomates e mais de três porções diárias de frutas foram os mais beneficiados, segundo as estatísticas após os 10 anos de estudo. Os resultados sugerem que certos componentes presentes nesses alimentos podem ajudar a restaurar os danos causados ao pulmão pelo cigarro.

Os decréscimos nas funções ventilatórias (FEV1* e FVC**) do órgão — de acordo com cada vegetal — foram:

  • maçã: 3,59 mL / ano-1 (IC 95% 0,40, 7,68),
  • banana: 3,69 mL / ano-1 (IC 95% 0,25, 7,14), 
  • tomate - declínio na FVC de 4,5 mL / ano-1, (IC 95%: 1,28, 8,02). 

* volume expiratório forçado
** capacidade vital forçada


Os dados obtidos indicam que o consumo do tomate associado às frutas, sobretudo à maçã, pode atrasar o declínio pulmonar, principalmente, de ex-fumantes, mas todos podem se beneficiar, incluindo fumantes e as pessoas que nunca fumaram.

É importante salientar que o efeito foi observado somente naqueles que consumiram as frutas in natura — estado natural do alimento — (frescas ou cozidas), mas não em alimentos industrializados que continham tomate e maçã na composição. 

O cozimento do tomate torna seus antioxidantes mais biodisponíveis, ou seja, são melhor absorvidos do que se o vegetal for consumido cru. Já a maçã deve ser consumida com a casca (devidamente higienizada), para que seus benefícios sejam melhor aproveitados.

O alto teor de antioxidantes carotenoides no tomate (β-caroteno e licopeno), vitamina C e quercetina na maçã — juntos — podem ter atuado nos benefícios pulmonares observados no estudo. A ação de cada um desses antioxidantes serão esmiuçadas adiante.

Mas para que os benefícios ao pulmão sejam observados, é necessário consumir dois tomates e três porões de frutas diárias, uma delas pode ser duas maçãs pequenas ou uma grande. Mas para potencializar todos esses efeitos, uma terceira fruta poderia ser cítrica — por ser rica em vitamina C, que, como veremos a seguir, também é eficaz contra os efeitos nocivos dos agentes contaminantes. Isso porque, a vitamina C presente no tomate é perdida com seu cozimento, mas quando o mesmo for consumido sem cozer terá a vitamina preservada, mas a concentração de licopeno será menor.

Importância dessa e de outras pesquisas semelhantes


Segundo o Departamento de Epidemiologia e Ciências da População da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, a função pulmonar é um preditivo de mortalidade na população em geral, mas principalmente em pacientes com doenças pulmonares, mesmo naqueles que nunca fumaram [ 1 ]. Assim, a manutenção da função pulmonar é um importante objetivo na prevenção de doenças respiratórias crônicas e na saúde pública em geral. A cessação do tabagismo é o principal alvo para eliminar essas doenças [ 2 ]. 

Vários outros estudos epidemiológicos já estudaram o efeito da dieta na saúde pulmonar e sugerem que o consumo de fontes de antioxidantes está associada a uma melhor função ventilatória em adultos.

O possível efeito modulador da dieta na saúde pulmonar foi investigado em diversos estudos epidemiológicos, sugerindo que a ingestão de várias fontes de antioxidantes está associada a melhores resultados da função ventilatória em adultos [ 3 ]. Outras evidências mostraram uma associação positiva entre a capacidade vital forçada (CVF) e maior ingestão de frutas e flavonoides em adultos jovens [ 4 ], de meia-idade [ 5 ] e idosos [ 6 ].

O The National Health and Nutrition Examination Surveys dos Estados Unidos fez inúmeras pesquisas que revelaram que o nível sanguíneo de certos micronutrientes — como as vitaminas A, C, D e E, além de carotenoides, estão associados de forma positiva ao volume expiratório forçado em 1 segundo (FEV1). Outras pesquisas reforçam essa tese, incluindo o estudo MORGEN e o Seven Countries Study. [encontrar no google].

Outro estudo britânico, do Imperial College London, no Reino Unido, demonstrou que uma alimentação rica em antioxidantes ajuda a proteger o pulmão da poluição do ar. Os cientistas perceberam que os hospitais recebiam mais pacientes de asma e DPOC em dias secos e com maior índice de poluição.

No entanto, as pessoas com altos níveis sanguíneos de vitamina C iam menos vezes aos hospitais nestes dias. O estudo realizado com 209 indivíduos foi publicado no jornal Epidemiology.
Aqui cabe mencionar que há várias frutas ricas em vitamina C, mas o mamão foi citado por conter outros nutrientes importantes para a saúde dos pulmões, por facilitar a digestão (o que melhora todas as funções orgânicas) e por ser uma fruta de fácil acesso da população em geral e muito apreciada por pessoas de todas as idades.

No entanto, um único kiwi, por exemplo, já supre toda a necessidade diária de vitamina C, mas não é uma opção economicamente viável para a maioria das pessoas. As frutas cítricas (laranja, limão e abacaxi) também são ricas no nutriente, além de goiaba, acerola e caju.

Ações dos antioxidantes do tomate, da maçã e do mamão sobre os pulmões


Tomate (licopeno)

O rei da pesquisa demonstrada no início do artigo, possui vitaminas e minerais importantes, dentre eles, a vitamina C é a mais importante para os benefícios para o pulmão. Mas a atividade que merece destaque é mesmo a do antioxidante carotenoide denominado licopeno, pois é a que mais justifica os benefícios do tomate sobre o pulmão — conforme veremos a seguir.


Licopeno

Um estudo denominado “Licopeno como agente antioxidante” — feito por Najua Juma Ismail Esh Shami: Curso de Especialização em Terapia Nutricional, Departamento de Nutrição, Centro de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Santa Catarina e Emília Addison Machado Moreira: Departamento de Nutrição, Centro Ciências da Saúde, Universidade Federal de Santa Catarina — faz uma revisão dos dados científicos com relação ao consumo de licopeno e sua ação como fator antioxidante.


São carotenoides o beta-caroteno, a luteína e o licopeno, sendo que esse último se destaca por possuir a maior capacidade sequestrante do oxigênio singlete (forma eletronicamente excitada da molécula de oxigênio molecular).

Já haviam estudos que comprovavam a eficácia do licopeno contra várias doenças, mas sua ação contra danos pulmonares foi descoberta mais recentemente. O estudo “Carotenoids protect against cell membrane damage by the nitrogen dioxide radical” mostrou que, dentre os carotenoides, o licopeno protege mais eficientemente as membranas celulares contra lesões causadas pelo radical dióxido de nitrogênio (encontrado na poluição). Dessa forma, ele se desponta por seu papel importante na prevenção do câncer de pulmão.

Maçã: (quercetina)

O Saúde com Ciência foi atrás de respostas do porquê de a maçã ter tido um papel tão importante nos benefícios ao pulmão — já que a pesquisa londrina não deu pistas ou quaisquer informações sobre a ação benéfica da maçã sobre o pulmão. A resposta está em dois antioxidantes presentes na maçã, a quercetina (um bioflavonoide) e, em menor grau, a naringina.

Um estudo [http://www.jornaldepneumologia.com.br/detalhe_artigo.asp?id=1028] mostrou que em ratos com lesões pulmonares, a quercetina apresentou efeitos anti-inflamatórios em diversos sistemas in vitro e in vivo, tanto na cirrose hepática quanto na infecção dos pulmões ocasionadas pelo vírus influenza (o responsável pela gripe). .(6-9) 

A quercetina apresenta um efeito antioxidante bastante expressivo por se combinar com vários tipos de radicais livres formando radicais do tipo fenoxi, que, por serem menos reativos, são menos prejudiciais. Esse flavonoide ainda conta com efeito antiproliferativo em culturas fibroblásticas e, além disso, inibe a proliferação e a síntese de um tipo de colágeno de células miofibroblásticas dos ratos — essa ação é importante por ser uma evidência de que essa ação evite a formação de fibrose no pulmão.

Os resultados demonstram que a quercetina atenua a lesão pulmonar (induzida em ratos pela administração da substância bleomicina). Tal efeito se deu pela atenuação da quercetina sobre o estresse oxidativo bem como da infiltração celular das paredes do septo dos alvéolos pulmonares.

Ação da quercetina sobre algumas doenças

Asma

Um outro estudo apontou que a quercetina é potencialmente uma importante droga antiasmática, possuindo propriedades broncodilatadora e moduladora da imunidade, representando uma candidata a fármacos para compor arsenais terapêuticos da asma.

Câncer

Com relação ao câncer, a atividade da quercetina — e também da naringina — descobriu-se em uma pesquisa com 10.000 indivíduos que os níveis elevados desses flavonoides podem reduzir o risco de desenvolver a doença em até 50% — um valor bastante expressivo.
A quercetina forma uma verdadeira blindagem celular protegendo o DNA da mutação celular, o que poderia explicar seu efeito anticancerígeno.

Dados químicos da quercetina [http://pt.gmp-factory.com/herbal-medicine/lowering-blood-pressure/quercetin.html]

O flavonoide com propriedades antioxidantes, quercetina, recebe outros nomes? Meletin, Sophoretin, Quercetin Dihydrate

Fórmula Molecular & Peso Molecular: C15H14O9; 338,27

Fórmula estrutural:


Mamão (vitamina C):

Não apenas o mamão, mas outras frutas ricas em vitamina C, fazem o mesmo efeito. Mas citamos o mamão, pois é uma fruta de fácil acesso e presente em todas as estações do ano.

Compreendendo a ação dos radicais livres e o combate a eles

Radicais livres são moléculas liberadas durante os processos metabólicos que acontecem com elétrons altamente instáveis e reativos, os quais podem causar envelhecimento celular, doenças degenerativas e morte de diversas células.

Os antioxidantes (como o licopeno, a quercetina, a vitamina C e alguns outros) combatem os radicais livres ao doarem elétrons para esses radicais (que não ficarão mais “livres” e sim formando ligações verdadeiras), fazendo com que sejam neutralizados antes de danificar as células.

Males do cigarro do fogão a lenha e da poluição


Componentes da fumaça do cigarro


O tabaco contém pelo menos 4720 substâncias tóxicas, sendo que 70 delas são comprovadamente cancerígenas. As principais toxinas são: monóxido de carbono, nicotina, cetonas, amônia, formaldeído, acetaldeído, alcatrão e acroleína.

É muito importante salientar que todas as formas de tabaco prejudicam a saúde, incluindo cigarro, narguilé, charuto, cachimbo, rapé, mascado e fumo de corda.

Problemas de saúde causados pelo cigarro

São muitas as doenças associadas ao cigarro, as mais conhecidas e mais prejudiciais são câncer de pulmão, infarto, bronquite, enfisema pulmonar, AVC e DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica), além de diversos problemas na gravidez, prejudicando a gestante e o bebê.

Componentes da fuligem do fogão a lenha

[http://alergosclinica.com.br/blog/uso-diario-do-fogao-a-lenha-causa-doencas-graves-e-pode-ate-levar-a-morte/]

É inegável a qualidade do sabor da comida feita no fogão a lenha. Por isso, a tecnologia que trouxe o fogão a gás é vista como positiva apenas na questão da praticidade. Mas muitas pessoas podem se espantar ao descobrir que ela fez mais que isso, beneficiando, inclusive, a saúde das pessoas que não precisam mais ficar expostos diariamente à fuligem do fogão a lenha.

Isso porque, a fumaça da madeira queimada provoca várias doenças, conforme relato da pneumologista Laís Chaves. Segundo ela, as micropartículas invisíveis são absorvidas pelos pulmões.
Segundo a OMS, os danos causados pela queima da lenha são devidos aos produtos dessa combustão: monóxido de carbono, hidrocarbonetos, benzopireno e fuligem. A organização ainda aponta que várias mulheres e crianças estão expostas diariamente a uma quantidade de fumaça que equivale a fumar dois maços de cigarros diários.

Problemas causados pelo fogão a lenha


Segundo a Dra. Laís, as principais doenças relacionadas à queima da lenha são: asma, enfisema pulmonar, pneumonia e câncer de pulmão.

Componentes da poluição do ar



Poluição atmosférica é a introdução no ar de toda substância que, a depender de sua concentração, possa ser prejudicial à saúde e ao meio ambiente. Os contaminantes do ar são gases, partículas sólidas em suspensão, líquidos em evaporação, material biológico e até energia. Os poluentes são provenientes de fontes naturais e causadas pela atividade humana.

Esse tipo de poluição acontece desde a Roma Antiga devido à queima de madeira. No entanto, a Revolução Industrial aumentou demasiadamente esse impacto ambiental, pois a intensidade da combustão de carvão aumentou incrivelmente no século XIX, 

Composição química da poluição atmosférica

Monóxido de Carbono (CO), Dióxido de Carbono (CO2), Clofluorocarbonetos (CFCs), Óxidos de Enxofre (SOx), Óxidos de Nitrogênio (NOx), Compostos Orgânicos Voláteis (COVs), Amônia (NH3), Material Particulado (MP) e Ozônio Troposférico (O3).

Qual o grau de comprometimento pulmonar do fumante passivo?

[http://www.brasil.gov.br/saude/2011/05/males-do-fumo-passivo]

As pessoas que convivem intensamente com fumantes devem, sim, ficarem atentas, pois correm um risco 30% maior de desenvolver câncer de pulmão e 24% maior de ter um infarto do coração do que os não-fumantes, de acordo com pesquisas do Instituto Nacional do Câncer (INCA). Tais pessoas ainda correm riscos de contraírem outras doenças associadas ao cigarro, como a DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica) — uma síndrome que engloba bronquite crônica e enfisema pulmonar.

Esta publicação do Portal Brasil explicita que a fumaça de cigarros e de outros produtos que contenham tabaco** em sua composição como o narguile — que é denominada poluição tabagística ambiental (PTA) — é extremamente tóxica. Sua inalação por pessoas não-fumantes é chamada de tabagismo passivo ou fumo passivo.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de dois bilhões de pessoas sofrem com os efeitos do fumo passivo mundialmente falando. Desse total 700 milhões são crianças que adoecem de pneumonia, bronquite, asma, infecção de ouvido, etc.

Mas os fumantes passivos de qualquer idade podem ter problemas de saúde como infarto, doenças cardiovasculares como infarto, AVC (acidente vascular cerebral); câncer de pulmão, garganta e boca; enfisema pulmonar, entre outros. De acordo com o pneumologista e técnico da Divisão de Controle de Tabagismo do Inca (Instituto Nacional do Câncer), Ricardo Meirelles, os fumantes passivos podem fumar o aproximadamente 10 cigarros diários.

Ainda segundo o especialista, quem convive com fumantes em ambientes fechados tem o dobro de chances de adoecer se comparadas aos não-fumantes que costumam respirar ar puro.
A OMS afirma que o fumo passivo é a terceira causa de morte evitável e a fumaça do cigarro é o principal poluente dos ambientes fechados.

1. Strachan DP. Função ventilatória, altura e mortalidade entre não fumantes ao longo da vida . J Epidemiol Saúde Comunitária 1992 ; 46 : 66 - 70

2. RP jovem ,Hopkins , RJ. Prevenção primária e secundária de doença pulmonar obstrutiva crônica: onde a próxima? Am J Respir Crit Care Med . 2014 ; 190 : 839 - 840

3. Hanson C ,Rutten EP ,Wouters EF, Et ai. Dieta e vitamina D como fatores de risco para comprometimento pulmonar e DPOC . Transl Res 2013 ; 162 : 219 - 236

4. Garcia-Larsen V ,Amigo H ,Bustos P, Et ai. Função ventilatória em adultos jovens e ingestão de antioxidantes dietéticos . Nutrientes 2015 ; 7 : 2879 - 2896

5. Tabak C ,Smit HA ,Heederik D, Et ai. Dieta e doença pulmonar obstrutiva crônica: efeitos benéficos independentes de frutas, cereais integrais e álcool (o estudo MORGEN) . Clin Exp Allergy 2001 ; 31 : 747 - 755 

6. Mehta AJ ,Cassidy A ,Litonjua AA, Et ai. Ingestão de antocianina na dieta e declínio da função pulmonar relacionado à idade: achados longitudinais do VA Normative Aging Study . Am J Clin Nutr 2016 ; 103 : 542 - 550

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