Tabagismo eleva em três vezes o risco de câncer de bexiga

Maio Vermelho: SBU-SP alerta para a prevenção do câncer de bexiga no mês de combate ao tabagismo

Com o objetivo de chamar a atenção para a importância do diagnóstico precoce e o tratamento do câncer de bexiga, a SBU-SP, Sociedade Brasileira de Urologia de São Paulo promove campanha de conscientização com iniciativas para todo o Estado, dada a relevância do assunto, no mês de combate ao tabagismo, também chamado de Maio Vermelho. Segundo estimativas, o câncer de bexiga afeta cerca de 2,4% da população no País.

No dia 08 de maio, terça-feira, às 18h, na Assembleia Legislativa de São Paulo, o urologista Dr. Roberto Vaz, diretor da Sociedade Brasileira de Urologia de São Paulo, coordenador e idealizador da campanha, membro do Instituto de Urologia do Hospital Alemão Oswaldo, fará uma palestra gratuita e aberta ao público, alertando sobre a importância da prevenção, sintomas iniciais da doença e os últimos tratamentos disponíveis. Durante todo o mês de maio, o prédio da Alesp ganhará iluminação em tom vermelho com o apoio do presidente Cauê Macris.

Já foi comprovado que esse tipo de tumor tem relação direta com a prática do tabagismo, com acometimento maior em pessoas com mais de 40 anos e, em 60% dos casos, atingindo indivíduos entre 65 a 85 anos. A contribuição do tabaco no aumento de casos é decorrente da absorção e inalação dos componentes químicos presentes no cigarro.

De acordo com o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), a probabilidade de desenvolver o câncer de bexiga é três vezes maior na população fumante do que na não-fumante. Levantamento realizado em pacientes atendidos pela instituição mostrou que, 65% dos casos diagnosticados em homens e 25% nas mulheres, estão diretamente ligados ao hábito de fumar.

“Em aproximadamente 75% dos casos, o diagnóstico é realizado em uma fase inicial, sendo possível o tratamento com chances de cura e menos riscos. Os custos para tratar o câncer de bexiga são altos, especialmente nos casos avançados. Sabe-se ainda que a sobrevida está relacionada com o estágio da doença”, explica o médico que também é professor auxiliar da Disciplina de Urologia da Faculdade de Medicina do ABC – FMABC.

O urologista explica que o principal sintoma é o aparecimento de sangue na urina, também chamada de hematúria, bem como a mudança no aspecto da cor em um tom mais avermelhado. “Para o diagnóstico devem ser realizados exames de imagem como ultrassom de rins e bexiga, além de testes na urina. Estes casos devem ser investigados e o médico urologista deve ser procurado imediatamente”, completa.

Tratamentos

Entre as opções de tratamento, a depender do quadro apresentado por cada paciente, estão as cirurgias de grande porte, quimioterapia e radioterapia, acompanhamento oncológico, psicoterápico e fisioterápico com grande impacto na qualidade de vida. Cerca de 70 a 75% dos casos, a doença é superficial, em 25% invasiva e 5% já apresentam metástase à distância, portanto, quanto mais cedo o paciente inicia a prevenção, maior será a chance de cura.

Dados Brasil

Segundo o INCA – Instituto Nacional do Câncer, entre 2018 e 2019, serão 9.480 mil novos casos da doença, sendo 6.690 em homens e 2.790 em mulheres. Esses valores correspondem a um risco estimado de 6,43 casos novos a cada 100 mil homens, ocupando a sétima posição. Sem considerar os tumores de pele não melanoma, o câncer de bexiga ocupa a sexta posição na região sudeste do País.

Fonte: SBU-SP

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