Doenças cardíacas são a principal causa de morte em diabéticos

14 de novembro - Dia Mundial do Diabetes: doenças cardíacas são a principal causa de morte em diabéticos

Você sabia que as doenças cardíacas são a principal causa de morte em diabéticos?

Embora complicações cardiovasculares sejam frequentemente associadas ao diabetes, apenas 56% dos pacientes conhecem essa relação. Diferentemente do diabetes tipo 1 - de causas autoimunes - o tipo 2 está diretamente associado aos hábitos alimentares, sedentarismo e obesidade.

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“O fator genético também conta, mas não é o único determinante. É uma doença complexa, que surge devido à combinação de diversos fatores”, afirma o endocrinologista Alexander Benchimol, pesquisador da PUC-RJ.

Uma vez instalada, a condição é para a vida toda. “Por isso, é importante que o paciente adote um estilo de vida saudável e tenha adesão ao tratamento medicamentoso”, ressalta Benchimol.

Por que as doenças cardíacas causam morte em pacientes diabéticos?

Doenças cardíacas morte em diabéticos
foto: silviarita

“As chances de consequências como infarto e derrame (AVC) são de duas a quatro vezes maiores na pessoa com diabetes”, explica o especialista. “Isso porque a resistência à insulina, combinada a outros mecanismos, pode causar alterações nos vasos sanguíneos, aumentando a predisposição a essas complicações”, completa.

Colesterol alto e hipertensão também são comorbidades frequentemente associadas à doença. “A presença desses fatores torna ainda mais importante o acompanhamento médico regular e a adoção de hábitos de vida saudáveis”, pontua Benchimol.

Junto do tratamento medicamentoso, que será escolhido de forma individualizada pelo endocrinologista, é preciso manter uma dieta que ajude no controle da glicemia. “Além disso, a prática regular de exercícios físicos diminui a resistência à insulina, potencializando o tratamento”, afirma.

Embora o diabetes seja uma doença crônica, é possível viver com qualidade de vida e controlá-la com o tratamento correto. “Existem medicamentos muito modernos, que podem não só ajudar a equilibrar os índices glicêmicos, como também proteger a saúde cardíaca do paciente”, explica o endocrinologista.

O mais importante é que a pessoa entenda a doença e a importância de seu controle. “Isso aumenta as chances de adesão e sucesso do tratamento. Para isso, também é importante que o atendimento médico seja cada vez mais personalizado”, finaliza o especialista.

Espero que você tenha gostado do artigo. Leia este outro post complementar: Sal e Diabetes: Sal em excesso pode causar diabetes, diz estudo.

Fonte: Libbs Farmacêutica

"Para mim, escrever sobre saúde é necessidade fisiológica. Amo o que faço porque faz parte de mim." (Renata Fraia - farmacêutica e jornalista)

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