Medicina Nuclear no combate ao câncer

Um dos recentes grandes avanços foi o exame de PET/CT ou PET-scan, um procedimento da Medicina Nuclear combinado com a tomografia computadorizada (CT).

O conceito de “câncer” não tem mais, nos dias de hoje, a aura sombria que o cercava há 50 anos. O conhecimento científico sobre este grupo de doenças avançou muito e oferece à Medicina continuadamente novos recursos para o diagnóstico e o tratamento.

Um dos recentes grandes avanços foi o exame de PET/CT ou PET-scan, um procedimento da Medicina Nuclear combinado com a tomografia computadorizada (CT).


Como funciona este exame da Medicina Nuclear e para que serve?


Células do nosso organismo que consomem muita energia tem avidez por glicose. Este é o caso das células nervosas, do nosso cérebro. Tumores e também tecidos inflamados, que crescem descontroladamente e gastam energia acima do normal, consomem igualmente muita glicose.

O exame de PET é uma cintilografia que usa como radiofármaco um açúcar radioativo, a fluordeoxiglicose (FDG), marcada com um radioisótopo especial, o fluor-18 (18F), que emite uma partícula ionizante chamada pósitron.

Para realizar um PET-scan, a fluordeoxiglicose-18F (FDG-18F) é injetada em uma veia do braço, como a maioria dos radiofármacos. O exame cintilográfico se inicia cerca de 1 hora depois. O equipamento de detecção e formação das imagens, chamado simplesmene de tomógrafo de PET/CT ou PET-scanner, é uma máquina complexa: combina um poderoso detector das radiações dos pósitrons com um aparelho radiológico de tomografia computadorizada (CT) e é capaz de fazer uma cintilografia tomográfica do corpo inteiro juntamente com o CT radiológico de corpo inteiro em uma mesma sessão. O computador acoplado ao PET/CT sobrepõe os cortes cintilográficos com os cortes radiológicos correspondentes de todo o corpo.

Analisando as imagens corte a corte o médico nuclear e o radiologista podem identificar se existem alterações na anatomia dos órgãos, se existem tumores e se estas alterações suspeitas captam o açucar FDG-18F, podendo ser um câncer primário ou uma metástase.

AS imagens de PET/CT , portanto, fazem o estadiamento de um eventual câncer, isto é, verificam se existem metástases e onde se localizam. Desta forma o tratamento será orientado com muito mais precisão. O exame pode ser repetido durante o tratamento ou no fim dele para acompanhar a evolução da doença e constatar quão eficaz foi a terapêutica.

O PET/CT com FDG-F18 revolucionou o diagnóstico e o tratamento oncológico. O cdmcdm.com.br de Bauru, um dos mais importantes serviços de Medicina Nuclear do interior de São Paulo, está equipado com um PET/CT de última geração e realiza rotineiramente este exame anatômico/funcional.

Porém, os cânceres são como todas as coisas vivas: nem todos tem o mesmo comportamento. Alguns não tem aspectos anatômicos típicos nos exames radiológicos ou de ressonância magnética; ou não se alimentam muito da glicose e por isto não são vistos no PET/Scan quando o radiofármaco é o FDG-18F.

Um câncer que não se enquadra no comportamento da maioria é o câncer da próstata, que acomete muitos homens de meia idade e idosos.

O tipo mais frequente é o carcinoma. Seu tratamento varia conforme o grau de agressividade, que é determinado pelo urologista com base na clínica e do que ele pode deduzir dos exames. Com frequência dá metástases para os ossos e para gânglios linfáticos próximos da próstata, ou distantes como os gânglios do abdomen.

Geralmente o câncer inicial é operado, ou tratado com radioterapia ou com a chamada braquiterapia (implantação de pequenas sementes radioativas).

Metástases ósseas são bem diagnosticadas pela cintilografia do esqueleto, um dos exames de Medicina Nuclear mais requisitados. Porém esta cintilografia simples não diagnostica só metástases mas qualquer lesão que mexa com o metabolismo de cálcio dos ossos. Dizemos que ela não é específica para câncer da próstata. No caso de metástases em linfonodos ou outros tecidos moles, ou para descobrir uma recidiva depois da remoção do tumor primário (que é suspeitada por alterações no exame de sangue) as dúvidas são ainda maiores: nenhum dos procedimentos de imagem tem uma alta taxa de acerto - nem o CT, nem a tomografia, nem a ressonância magnética – e nem o PET/CT quando o radiofármaco é a fuordeoxiglicose, porque as células do câncer da próstata não tem afinidade por glicose.

Recentemente aconteceu uma reviravolta científica: descobriu-se que as membranas das células do câncer da próstata e de suas metástases e recidivas produzem uma substância específica, só delas. Diz-se que “expressam um antígeno específico”.
Químicos e radiofarmacêutas lograram produzir um composto radioativo para marcar especificamente este antígeno das células do câncer da próstata. Ele é marcado com o radioisótopo gálio-68 que também emite pósitrons.
Assim, como o novo composto que ficou designado por PSMA-Ga-68, tornou-se possível fazer um novo exame de PET/CT em pacientes de câncer de próstata, o qual tem demonstrado grande precisão para detectar um minimo tumor recidivado e minimas metástases.

Embora seja de uso recente no mundo, os radiofarmacêuticos brasileiros já conseguiram disponibilizá-lo para vários serviços. Entre estes servicos de vanguarda está o CMN, o Centro de Medicina Nuclear de Bauru. Desde o dia.....os seus médicos realizam o PET/CT com PSMA-68Ga para os urologistas do interior do Estado de São Paulo.

O PSMA sintetizado representa um enorme ganho não só para um melhor e mais completo diagnóstico. Esta substância também tem perspectivas de ser marcada com isótopos radioativos que emitem partículas ionizantes capazes de fazer uma radioterapia interna, reduzindo ou eliminando as lesões à distância como acontece as metástases do câncer da tireóide quando tratadas com iodo-131. Um potencial agente terapêutico para recidivas e/ou é o radioisóto lutécio-177 (177Lu) que pode ser ligado ao PSMA (PMSA-177Lu).

Vemos dia a dia que a cîencia em geral e a Medicina Nuclear em particular levam o câncer a bater em retirada.

E o mais importante: esta tecnologia médica sofisticada não se limita às grandes capitais. Um serviço capaz de oferecer todas estes novos recursos de diagnóstico e perspectivas futuras de tratamento está perto de você, nas unidades do cdmcdm.com.br de Bauru.

O PET/C-Scan é um exame combinado da Medicina Nuclear (PET) e da tomografia computadorizada (CT) explica o médico Kleber Leite. A substância radioativa geralmente administrada ao paciente é parecida com a glicose. Ela vai se localizar em células que normalmente tem um alto consumo de glicose, como o cérebro e em tecidos cujas células estão se multiplicando rapidamente como cânceres e metástases, ou que estão com metabolismo muito aumentado como tecidos com inflamação e infecção. No mesmo equipamento em que se registra a radioatividade para formar as imagens tomográficas da cintilografia também é feita simultaneamente a tomografia radiológica. As primeiras são as imagens de PET e as segundas as imagens de CT. Os cortes correspondentes são sobrepostos, e assim obtemos as imagens de PET/CT de todo o corpo. Se um paciente está fazendo um estadiamento, CT mostra a anatomia dos órgãos e possíveis alterações, como, p.ex. um nódulo . PET mostra se este nódulo está consumindo muita glicose, portanto se pode ser uma metástase.

"Para mim, escrever sobre saúde é necessidade fisiológica. Amo o que faço porque faz parte de mim." (Renata Fraia - farmacêutica e jornalista)


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