Cloroquina contra coronavírus: estudos não comprovam eficácia

Pesquisas publicadas nas últimas semanas não encontraram relação entre medicamento e redução da mortalidade da doença

O uso da cloroquina em pacientes infectados com o novo coronavírus segue sendo estudado por vários países, mas pesquisadores ainda não conseguiram encontrar resultados conclusivos sobre a eficácia do medicamento no combate à doença.

As conclusões também se aplicam à hidroxicloroquina, que é um derivado da cloroquina, mas que apresenta toxidade atenuada.

Uma das principais pesquisas sobre a efetividade do medicamento no tratamento teve o resultado publicado na última segunda-feira (11), na revista científica ‘Jama’ (Journal of The American Medical Association).



O estudo foi realizado por pesquisadores da Universidade de Albany, no estado de Nova York, e não encontrou relação entre o uso da hidroxicloroquina e a redução da mortalidade pela doença.

Os pesquisadores analisaram 1.438 pacientes com Covid-19, em 25 hospitais de Nova York. A partir disso, eles observaram que a mortalidade dos pacientes tratados com o medicamento foi semelhante à dos que não tomaram a dose.

Ainda de acordo com o estudo, os pacientes que tomaram a combinação de medicamentos tiveram duas vezes mais chances de sofrer uma parada cardíaca – que é efeito colateral da hidroxicloroquina -, durante o período de análise.

Outro estudo, publicado na revista britânica ‘The New England Journal of Medicine’, já havia apresentado conclusão semelhante na semana passada.

O estudo foi realizado no Presbyterian Hospital, em Nova York, e também não apresentou evidências que o medicamento tenha reduzido a mortalidade ou risco de entubação nos pacientes com Covid-19.
Eles analisaram 1.376 pacientes que estavam em quadros moderados e graves.

Apesar das conclusões, a droga continua sendo testada por pesquisadores das universidades de Washington e Nova York.

Fonte/Créditos: Tribuna de Jundiaí

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