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Bactérias que vivem na geladeira e estragam os alimentos

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Todos sabemos que as bactérias, esses seres tão microscópicos quanto nocivos (embora muitos sejam benéficos à saúde) que coabitam o planeta Terra conosco gostam, em sua maioria, de ambientes 'mornos' para se desenvolverem.

Então, na alimentação, por exemplo, sabemos que manter os alimentos aquecidos a temperaturas que atinjam ao menos 60º C, podem evitar que muitas dessas bactérias se proliferem.

Da mesma forma manter os alimentos na geladeira ou no freezer faz com que a temperatura fique mais baixa evitando que as bactérias que possam existir na comida se multipliquem.



No entanto, há algumas delas que têm hábitos diferentes, são as bactérias resistentes, como as bactérias que suportam baixas temperaturas e, assim, podem sobreviver mesmo dentro de nossa geladeira e, até, do freezer, que atinge temperaturas ainda mais baixas, em torno de 18ºC negativos.

A principal dessas bactérias que vivem na geladeira é a Listeria monocytógenes. Essa listéria habita nossa geladeira e pode f…

Bactéria 'afrodisíaca' é capaz de acasalar

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Bactéria "afrodisíac" envia um organismo unicelular em um momento de frenesi de acasalamento

Bactérias são seres unicelulares (possuem apenas uma célula) e alguns pesquisadores ficaram surpresos ao observar que proteínas bacterianas que desencadearam uma mudança do comportamento assexuado para o comportamento sexual.


Eles tropeçaram em um afrodisíaco surpreendente para um organismo unicelular: uma proteína secretada por uma bactéria. Eles sugerem que é a primeira vez que uma bactéria foi capaz de controlar o comportamento sexual como os eucariotas - que inclui fungos, plantas e animais, como nós.

O organismo envolvido pertence aos choanoflagelados (Vibrio fischeri): criaturas semelhantes a espermatozoides que estão entre os parentes celulares unicelulares mais próximos dos animais. Os biólogos os estudam para entender como os organismos unicelulares evoluíram para se tornarem os animais multicelulares mais antigos.

Choanoflagelados costumam dividir assexualmente. Até agora, …

Quantas bactérias tem no intestino?

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Se a curiosidade move o mundo, com a saúde não é diferente. Você sabe quantas bactérias tem no intestino?

Vou matar sua curiosidade e ainda te deixar perplexo, não apenas com a quantidade de bactérias no intestino humano quanto qual é o peso dessas bactérias.


- Quantidade de Bactérias no intestino
O número destes serem microscópicos do intestino chega a 11 trilhões de bactérias.


- Peso das bactérias do intestino


O peso do total de bactérias intestinais é de aproximadamente 1,5 kg, ou seja, temos um quilo e meio de bactérias no nosso intestino.

Desse total de bactérias intestinais muitas são benéficas à nossa saúde enquanto outras podem fazer mal e algumas muito mal, sobretudo se caírem na corrente sanguínea.




O ideal é que cerca de 70% das bactérias presentes no intestino sejam benéficas, as chamadas probióticas e que os 30% restantes sejam as menos benéficas como a famosa E. Coli, que podem matar em poucas horas um indivíduo acometido de septicemia.

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Superbactérias: de onde vêm, como vivem e se reproduzem

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Superbactérias: de onde vêm, como vivem e se reproduzem esses inimigos invisíveis  mortais

"Bactérias que se tornam mais fortes por causa do uso de antibióticos de forma errada", essas são as SUPERBACTÉRIAS...
O que pode parecer uma profecia alarmista é na verdade uma realidade nos sistemas de saúde de todo o mundo. A resistência aos antimicrobianos, especialmente a resistência aos antibióticos, é um tema que preocupa tanto os países desenvolvidos como países em desenvolvimento. O problema é mais sério em locais onde o consumo de antibióticos não é bem controlado nem orientado.

A explicação para o surgimento de bactérias mais resistentes está na teoria da seleção natural das espécies elaborada por Charles Darwin. Quando são expostas aos antibióticos, um grupo pequeno de bactérias mais fortes pode sobreviver e posteriormente se reproduzir. Isso significa que, a cada geração, as bactérias mais resistentes dão origem a outras bactérias que também são resistentes.



Quando o micror…

Farmacopeias unidas contra resistência antimicrobiana

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Declaração foi firmada por 12 farmacopeias mundiais em encontro internacional organizado pela OMS em parceria com a Anvisa.

Uma declaração que expressa o comprometimento de farmacopeias mundiais com a Saúde Pública e a luta contra a Resistência Antimicrobiana (RAM).

Este foi o documento produzido no 8º Encontro Internacional das Farmacopeias Mundiais, ou 8th International Meeting of World Pharmacopeias.


A declaração foi assinada pelos representantes de doze farmacopeias mundiais: Americana, Brasileira, Britânica, Chinesa, Coreana, Europeia, Indiana, Internacional, Japonesa, Mexicana, Turca e Vietnamita.

O fórum, organizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em parceria com a Anvisa, teve por objetivo a convergência regulatória entre as farmacopeias internacionais.

Durante o evento, as farmacopeias participantes discutiram sobre a importante contribuição que os padrões públicos de controle de qualidade podem desempenhar na luta contra a RAM.

Acesse a Declaração em português ou ace…

Comida de peixes marinhos gera bactérias resistentes a antibióticos

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Comida de peixe desnecessária representa um risco para a saúde pública

Se você passa por aqui com frequência, sabe que eu adoro os temas bactérias resistentes e antibióticos para combatê-las. Já escrevi vários posts sobre tais assuntos. E agora uma descoberta recente (setembro 2017) me fez voltar a escrever...

Alimentos de peixes dos oceanos geram bactérias resistentes a antibióticos

Cientistas descobriram que os genes de resistência aos antibióticos podem se transferir entre bactérias acumuladas no fundo do mar.

Isso porque o alimento para peixes utilizado na agricultura marinha no oceano aberto (fazendas marinhas) fornece um veículo para o acúmulo de bactérias com genes de resistência a antibióticos (ARGs) que ficam sedimentadas no fundo do mar.

O pesquisador Jing Wang e seus colegas da Dalian University of Technology, na China, analisaram cinco produtos de farinha de peixe - dois do Peru e um de cada um destes países: China, Rússia e Chile.

Resultado? (quantidade de bactérias encontr…

Lista de bactérias OMS: novos antibióticos URGENTE!

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OMS publica lista de bactérias para as quais se necessitam novos antibióticos urgentemente

A Organização Mundial da Saúde publicou nesta segunda-feira (27) sua primeira lista de “agentes patogênicos prioritários” resistentes aos antibióticos – um catálogo de 12 famílias de bactérias que representam a maior ameaça para a saúde humana.

A lista de bactérias OMS foi elaborada numa tentativa de orientar e promover a pesquisa e desenvolvimento (P&D) de novos antibióticos, como parte dos esforços da OMS para enfrentar a crescente resistência global aos medicamentos antimicrobianos.


A lista destaca, em particular, a ameaça de bactérias gram-negativas resistentes a múltiplos antibióticos. Essas bactérias têm capacidades inatas de encontrar novas formas de resistir ao tratamento e podem transmitir material genético que permite a outras bactérias se tornarem também resistentes aos fármacos.

“A resistência aos antibióticos está crescendo, e estamos ficando sem opções de tratamento. Se deixarmo…

Superbactérias com gene mcr-1: Anvisa faz alerta importante!

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgará na próxima semana um alerta sobre a confirmação da presença no Brasil de bactérias portadoras do gene mcr-1, capaz de tornar as bactérias imunes até à Colistina, a classe de antibióticos considerada como a última arma para combater bactérias multirresistentes.

O comunicado de risco será encaminhado para todos os hospitais com leitos de unidade de terapia intensiva.


No documento, a Anvisa reforça a necessidade de equipes de saúde ficarem atentas sobre o risco, lista quais medidas são necessárias para diagnóstico e quais providências devem ser adotadas no caso de confirmação da presença de bactérias portadoras desse gene.

Foram confirmados no Brasil até o momento três pacientes infectados pela bactéria Escherichia coli, portadora da mutação. Dois casos em São Paulo e um no Rio Grande do Norte. Há ainda outros três casos em análise, no Instituto Adolfo Lutz, de São Paulo.

“Estamos preocupados. Uma das últimas armas que temos pa…

Manipulação da microbiota intestinal; transplante fecal; bactérias para adultos e medicina personalizada

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Novas tecnologias permitem sequenciamento de bactérias presentes no intestino de centenas pessoas; estudos sugerem que dieta muito industrializada é capaz de modificar os padrões de microbiota.

Foi muito difícil escolher um título para esse post. Por isso ele pode ter ficado estranho, mas decidi que ficaria assim mesmo e destacando a importância dos temas que serão discutidos no texto:

manipulação da microbiota intestinal; transplante fecal; bactérias para adultos; medicina personalizada

A manipulação da microbiota intestinal é um tema relativamente novo na academia, mas sua interface com a alimentação e a saúde leva a crer que esse campo de estudo pode ser uma ferramenta valiosa para a viabilização de tendências como, por exemplo, a personalização da medicina. Novas pesquisas sugerem diversas formas de manejo da microbiota, desde o uso de pré e probióticos, até a manipulação da dieta e o transplante de bactérias presentes nas fezes humanas.


"Um dos interesses da comunidade científ…

Uso indiscriminado de antibióticos aumenta risco de casos de superbactéria, diz infectologista

Recordo-me de já ter escrito AQUI que o uso indiscriminado de antibióticos, ou seja, prescrever muitos antibióticos sem que haja de fato uma infecção - ou seja, com a clara pretensão de PREVENIR uma infecção - é uma prática infundada, completamente sem sentido e (pior) muito perigosa.

E não é preciso ser farmacêutico ou médico para chegar a esta conclusão. Se uma bactéria resistente a determinados antibióticos se reproduzir, gerará bactérias 'filhas' igualmente resistentes e, se você for contaminado com essa bactéria, as chances de ter menos antibióticos que combatam essas bactérias será muito alta.

Com o tempo, não haverá "quem segure" tais bactérias (usei, propositalmente, uma expressão que todo mundo é capaz de entender).

O que escrevi acima lhe parece óbvio? Infelizmente, não é assim para muitos médicos, dentistas e veterinários que continuam prescrevendo antibióticos sem necessidade.

E se alguém 'ainda' não se convenceu da minha palavra, deverá ler o um i…

Antibiograma o que é e para que serve esse exame

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ANTIBIOGRAMA é uma palavra usada para denominar/designar um exame laboratorial de urocultura (da urina / antibiograma urinário) ou cultura (de outro tipo de secreção) ou mesmo das fezes com posterior uso de antibióticos para determinar qual ou quais dos antimicrobianos será mais eficaz para matar determinado micro-organismo.

Veremos nas linhas que se seguem tudo sobre esse exame sob a forma de perguntas e respostas para facilitar o entendimento.

(artigo atualizado em 18-04-2018)
1 - ANTIBIOGRAMA O QUE É?

Antibiograma é um exame de laboratório que é solicitado pelo médico quando ele não tem certeza de qual é a bactéria que está deixando você doente, em caso de infecção por bactérias, obviamente.

É feita uma cultura ou urocultura de bactérias , em que a secreção retirada do paciente é colocada em um meio nutritivo para as bactérias - como na foto acima.




O objetivo de alimentar as bactérias em uma cultura - em um prazo de cerca de 15 dias - seja observado quais tipos de bactérias ou fung…

Pepinos assassinos: Livre-se de bactérias extremamente nocivas

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A notícia de que pepinos contaminados com a bactéria E. Coli já haviam se espalhado quando no Jornal Nacional, o jornalista e apresentador William Bonner anunciou: "Pepinos Assassinos" fazem 14 vítimas na Europa. A expressão seria hilária se não fosse trágica.

A notícia sobre o surto da bactéria que já infectou 200 pessoas somente nas últimas 24 horas e matou 17 pessoas, incluindo Alemanha e Suécia, se espalhou pelo mundo rapidamente. De onde partiram esses pepinos crueis?


Especula-se que tenha sido da Espanha, mas o governo espanhol afirma que a bactéria que fora encontrada nos pepinos oriundos da Espanha era outra que não a Escherichia coli.

A bactéria Escherichia coli é encontrada normalmente no intestino humano, fazendo parte de sua flora. A bactéria torna-se nociva quando entra em contato com cavidades bucais e mucosas em geral, principalmente se houver ferimento o que propicia o contato da bactéria com a corrente sanguínea.

A maioria das variedades da Escherichia coli …

Medidas de prevenção de infecções por microorganismos multirresistentes

A Anvisa publicou em 25/10 a seguinte nota técnica sobre microorganismos multirresistentes e a infecção hospitalar.

NOTA TÉCNICA No 1/2010 Anvisa
Medidas para identificação, prevenção e controle de infecções relacionadas à assistência à saúde por microrganismos multirresistentes.


Leia as medidas da Anvisa, na íntegra, aqui.
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Prevenção de infecção hospitalar

A Anvisa reuniu, nesta sexta-feira (22/10), em Brasília (DF), infectologistas, microbiologistas e especialistas em infecção hospitalar para discutir recomendações e medidas de prevenção de infecções hospitalares provocadas por microrganismos resistentes a antibióticos.

O resultado das discussões vai integrar uma nota técnica dirigida a hospitais, secretarias de saúde e comissões de controle de infecção hospitalar e será publicada nesta segunda-feira (25/10).

Atualização:
Veja a nota técnica de 25/10.

Superbactéria em Brasília causa infecção hospitalar

A Secretaria de Saúde do DF informou que no início de outubro havia 58 casos de pacientes com infecção hospitalar em tratamento no DF.

A contaminação que teve início no Hospital de Base e Hospital Santa Maria se espalhou para outras instituições.

Trata-se de um surto de infecção hospitalar com uma bactéria resistente (superbactérias) e não tem relação com a nova superbactéria, originária do Sul da Ásia.

Ambas as bactérias tem origem comum. São mutações da bactéria, a Klesiella pneumoniae carbapenemase (KPC).

A bactéria dos hospitais de Brasília produz uma enzima que inativa os tratamentos com antibióticos.
Fonte: Secretaria de saúde DF

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